sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sinal verde para salmão transgênico

A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou que um salmão transgênico que cresce duas vezes mais rápido que o normal não causaria grande impacto ambiental, o que abre caminho para a aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para ser consumido por humanos

Salmão transgênico (maior, ao fundo) ao lado do tipo comum; animal modificado cresce duas vezes mais rápido
A agência ainda fará uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas veem a declaração como o último passo antes da aprovação.

Em 2010, a FDA afirmou que o peixe era seguro como alimento, mas não tomou outras medidas desde então.

Empresários da Aquabounty, que produz o peixe, especulam que o governo tem prorrogado qualquer ação por pressão de grupos que se opõem aos transgênicos.

Críticos, que chamam o salmão de "frankenpeixe", temem que ele possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgênica procriar na natureza --sem contar os questionamentos éticos envolvidos.

A empresa, que já gastou mais de US$ 67 milhões para desenvolver o peixe, afirma que há medidas protetoras contra problemas ambientais --uma delas é que só seriam criadas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena porcentagem pudesse se reproduzir.

O peixe transgênico recebeu um gene de hormônio do crescimento do salmão do Pacífico, que é mantido "funcionando" o ano inteiro por meio de um gene de um peixe similar a uma enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.

Ainda não está claro, porém, se o público aprovará o peixe, caso a FDA dê seu aval.

Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem saber que estão comprando peixe transgênico, já que o produto não seria acompanhado de qualquer aviso caso seja decidido que ele tem as mesmas propriedades do convencional.

A empresa diz que o novo salmão é similar ao "normal" em sabor, cor e textura.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br


avaaz.org

Parem o ataque dos peixes Frankenstein


Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Esse peixe Frankenstein pode abrir as comportas para a carne biotecnológica em todo o mundo, a menos que nos mobilizemos. Clique abaixopara se unir a 1 milhão de vozes e impedir o peixe Frankenstein: 

Sign the petition

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sábado, 12 de janeiro de 2013

Barbatanas de tubarão são postas para secar em telhado de Hong Kong

Fotos mostram milhares de barbatanas sobre fábrica na Ásia.
Ambientalistas condenam comércio dessa parte muito apreciada do peixe

Fotos divulgadas por agências internacionais nesta quarta-feira (2) mostram milhares de barbatanas de tubarão colocadas para secar ao sol sobre o telhado de uma fábrica em Hong Kong. A barbatana é um alimento muito apreciado para fazer sopas na China.

No entanto, ambientalistas têm se preocupado com o que consideram ser um excesso de pesca desse tipo de peixe. Hong Kong é considerada a "capital da barbatana de tubarão", mas ativistas ambientais defendem que o comércio dessa parte do peixe deixe de existir.

No Brasil, já é proibida a prática do "finning", que consiste em pescar o tubarão, cortar sua barbatana e devolvê-lo ao mar, onde acaba morrendo


Hong Kong é considerada a capital da barbatana de tubarão (Foto: AFP)
Foto mostra barbatanas sobre fábrica em Hong Kong (Foto: AFP)
Segundo a agência Reuters, havia mais de dez mil barbatanas secando no local (Foto: AFP)

fonte: globo.natureza

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Peixe 'alpinista' escala cachoeira com boca e barriga, diz estudo

Espécie usa os mesmos músculos para escalar cachoeira e para comer.
Encontrado no Havaí, peixe é capaz de subir queda d'água de 100 metros.


Pesquisadores estudaram movimentos da boca
dos peixes (Foto: Divulgação/Plos One)

Conhecido como “escalador de cachoeiras”, o peixe da espécie Sicyopterus stimpsoni, encontrado no Havaí, é capaz de escalar íngremes quedas d’água com até 100 metros de altura, utilizando ventosas presentes na região da boca, aponta estudo publicado no periódico “PLoS One”.

De acordo com o artigo, o peixe utiliza os mesmos músculos na região da mandíbula para escalar e para comer. Isso é possível devido a um processo evolutivo chamado de exaptação – quando uma estrutura ou comportamento já existente é adaptado para outra função. “Espécies expostas a ambientes extremos muitas vezes exibem traços distintivos que as ajudam a satisfazer as exigências de tais habitats”, afirma o estudo.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após filmarem e medirem os movimentos dos peixes enquanto escalavam e comiam.

O estudo não conseguiu determinar se os movimentos orais de alimentação foram adaptados para a escalada ou o contrário, mas deixa claro que os peixes aprenderam a utilizar os mesmos músculos para satisfazer duas necessidades distintas.

“Os dados revelam a ocorrência de uma exaptação, com modificações, entre esses comportamentos”, ressalta a pesquisa.A escalada é facilitada também pela presença de uma ventosa ventral, comum a todos os peixes do gênero Gobiid, formada a partir da fusão das barbatanas pélvicas. Essa forma de locomoção requer a fixação alternada das ventosas orais e pelvicas (boca e barriga) no solo rochoso, proporcionando um método lento, mas constante de escalada.

fonte: Globo.Natureza

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Após chuva, caranguejos fogem do mangue e morrem em praia do litoral

Guarda Ambiental estima que 1 milhão de caranguejos estejam na praia.
Segundo bióloga, fenômeno aconteceu por conta das chuvas de Bertioga.

Um mar de caranguejos. Esse é o cenário encontrado nesta terça-feira (8) na Praia de Itaguaré, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Milhares de criaturas do manguezal amanheceram na beira do mar e despertaram a curiosidade de moradores e turistas que passavam pela região. De acordo com alguns moradores, o fenômeno começou a acontecer no último sábado (5). Segundo a Guarda Ambiental, cerca de 1 milhão de animais podem ter ido para a praia.

Nos dias seguintes, a cena se repetiu. A bióloga Mylene Lyra, chefe do setor de fauna e flora de Bertioga, foi até o local para analisar a situação. Segundo ela, os animais são machos, fêmeas e filhotes da espécie uçá. Ela explica que a chuva intensa que atingiu a região há três dias trouxe muita água doce para os manguezais. Como os caranguejos vivem em água salobra, e acabam morrendo se ficam apenas em água doce, eles procuraram o mar. O problema é que o mar possui apenas água salgada, o que impossibilita a 'migração' definitiva. “Baixou a salinidade nos manguezais. Esse fenômeno acontece algumas vezes no litoral por causa das chuvas intensas. Os caranguejos saem das tocas, por conta da baixa salinidade e procuram a água salgada do mar”, explica a bióloga.

Animais morreram por conta do forte calor na região
 (Foto: Mariane Rossi/G1)



Milhares de crustáceos apareceram mortos em praia de 
Bertioga, SP (Foto: Mariane Rossi/G1)

Ela conta que eles são, consequentemente, trazidos para a praia. Grande parte acaba morrendo na areia porque não resiste ao forte calor presente na região. Nos manguezais, eles são protegidos pelas árvores. Ainda de acordo com Mylene, esse tipo de caranguejo é de grande porte e boa parte deles vieram do manguezal localizado as margens do rio Itaguaré.

Uma equipe de operações ambientais da Secretaria de Meio Ambiente de Bertioga começou a fazer o resgate dos animais. Desde domingo, os guardas ambientais recolhem os caranguejos vivos. As fêmeas, principalmente aquelas que estão com ovos e prestes a dar a luz a novos filhotes, tem prioridade. “Pegamos primeiro as fêmeas para elas estarem se desenvolvendo, reproduzindo”, explica a bióloga.

Os animais são colocados em caixas, que tem a capacidade de receber de 200 a 300 caranguejos. Até a tarde desta terça-feira, quase quinze caixas saíram cheias de animais. Por isso, o guarda ambiental Renato Soares Cordeiro, responsável pela área, estima que cerca de 1 milhão de exemplares apareceram nos cerca de 2km de extensão da praia de Itaguaré. “Estamos fazendo um trabalho de formiguinha. Precisaríamos de um mutirão”, diz o guarda ambiental. Ele e a bióloga estão a procura de voluntários para ajudar no resgate e limpeza da praia, que deve terminar apenas no final de semana. Os caranguejos vivos são levados para o manguezal nas margens do Rio Guaratuba, há 14 km da praia onde apareceram.

O fenômeno ambiental atraiu uma série de moradores e turistas da região que ficaram impressionados com a quantidade de caranguejos na praia. O advogado mineiro Marco Antonio Mendonça, de 53 anos, disse que nunca tinha visto uma cena parecida. “Se eu tivesse vindo de bicicleta não conseguiria passar pela faixa de areia. Está até fedendo de tanto caranguejo. Mas a natureza dá um jeito nisso né”, falou.

Técnicos ambientais removem os animais da faixa
de areia (Foto: Mariane Rossi/G1)
Já Alberto Orsini, que tem casa em Bertioga há 19 anos, encontrou a praia tomada de caranguejos quando foi pescar na tarde desta segunda-feira. “A gente vem sempre aqui e nunca vimos isso”, disse sua esposa, a professora Stela Fernandes. O comerciante Anselmo Bugatti Junior, que veio de São Paulo com a família passar uns dias em Bertioga, trouxe até uma máquina fotográfica para registrar o momento. “Vim cedo e me impressionei com isso. Agora voltei. É curioso. Vai ser mais uma cena para a história”, disse ele.

fonte   http://g1.globo.com








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