terça-feira, 18 de maio de 2010

Camarão: coma a cabeça e a cauda

Estudo diz que as partes descartadas pela maioria são as mais ricas em nutrientes

Apesar do preço salgado, camarão-rosa, frito ou cozido, é uma boa pedida no prato do brasileiro. Além de saboroso, poderia ser um grande parceiro da saúde cardíaca, se os apreciadores deste fruto do mar não desperdiçassem, justamente, as partes mais nutritivas do alimento.

Uma pesquisa feita pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que justamente a cabeça, a casca e a cauda do camarão – as que costumam ir direto para a lata do lixo – são as mais ricas em proteína, ácidos graxos e ômega 3, nutrientes importantes para preservar o coração e dar um “plus” no sistema imunológico.

A descoberta foi publicada no Jornal da Unicamp e realizada pela engenheira química Andrea Del Pilar Sánchez Camargo. O estudo foi desenvolvido na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Segundo as informações divulgadas, “enquanto a carne, a parte mais apreciada pelo brasileiro, tem 1% do óleo contendo ácidos graxos, o resíduo, em geral descartado, tem 5%, sendo que, deste, 25% é representado pelos ácidos graxos ômega 3”. Segundo a pesquisadora informou ao Jornal da Unicamp, 50% do pescado que é descartado poderia ser utilizado na fabricação de suplementos alimentares.

É claro que quem não tem o hábito de comer a casca, cabeça e cauda do camarão-rosa não precisa agora ser forçado a fazê-lo. A proposta da pesquisa é abrir o caminho para a elaboração de projetos que impeçam o desperdício de partes tão importantes de um dos crustáceos mais queridos do Brasil.

fonte:http://delas.ig.com.br

sábado, 15 de maio de 2010

PF prende 3 mil peixes ornamentais para venda ilegal



A Polícia Federal apreendeu na noite de sábado 3 mil filhotes do peixe Aruanã, em Novo Airão, a 115 quilômetros de Manaus. Os alevinos desta espécie, também conhecidos como dragon fish, alcançam alto valor comercial: segundo fonte da PF, os 3 mil poderiam valer até US$ 20 mil no mercado paralelo.


Há dois anos a PF estava investigando um esquema de contrabando de peixes ornamentais partindo do Amazonas. A apreensão foi feita por policiais da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF.


Os alevinos estavam prontos para serem transportados em 60 embalagens plásticas em um depósito bem conservado, indicando expertise no manuseio para transporte. Os peixes foram entregues ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de Novo Airão para que sejam devolvidos ao seu habitat natural.

fonte g1.globo.com

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Britânico pesca peixe de 113 kg com vara e anzol no Nilo e bate recorde


Tim Smith levou 45 minutos para conseguir colocar o peixe no barco.
Um crocodilo tentou roubar seu 'troféu' e deu um susto no pescador.

O britânico Tim Smith, de 39 anos, pescou um peixe de 113 quilos no rio Nilo Vitória, em Uganda. Agora, ele espera que seja confirmado como novo recorde mundial --até então, o maior peixe fisgado no Nilo com vara e anzol pesava 104,3 kg, segundo o jornal "Times"

De acordo com periódico britânico, Smith levou 45 minutos para conseguir colocar o peixe dentro do barco. Além disso, ele precisou se livrar de um crocodilo, que tentou roubar seu "troféu".


Smith contou que sentiu medo quando o crocodilo saltou e tentou pegar o peixe. "O barco balançou e eu quase caí", disse o pescador, que mora em Enniskillen, na Irlanda do Norte.

Segundo ele, o réptil atingiu a frente do barco. ''Essa coisa estava atacando o barco. Quando você percebe que alguma coisa desse tamanho está tentando comê-lo, é algo realmente assustador”, destacou Smith.

Ele afirmou ainda que o crocodilo chegou a agarrar a cauda do peixe e, em seguida, fez a manobra conhecida como "o giro da morte". No entanto, por causa do tamanho do peixe, o réptil não conseguiu uma boa aderência, permitindo que Smith o puxasse para o barco

fonte g1.globo.com

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Japonês fisga peixe 'manhoso' de quase 11 quilos e iguala recorde de 77 anos


Manabu Kurita igualou o recorde do norte-americano George Perry.
Marca foi confirmada pela Associação Internacional de Pesca Esportiva.

O japonês Manabu Kurita pescou um "black bass" (conhecido como achigã), peixe que é bastante "manhoso", de 10,92 kg no lago Biwa, no Japão, e igualou o recorde mundial que já durava 77 anos, confirmou a Associação Internacional de Pesca Esportiva (IGFA).

Kurita igualou o recorde do norte-americano George Perry, que fisgou seu exemplar no lago Montgomery, na Geórgia (EUA), em 2 de junho de 1932. A IGFA levou seis meses para ratificar o recorde do japonês, já que ele pegou o peixe no dia 2 de julho de 2009.

fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Restaurante chinês paga R$ 154 mil por um peixe-tigre de 48 quilos


Vendido num leilão, seu valor inicial era de R$ 213 mil.
Na China, esse tipo de peixe representa prosperidade e boa sorte.

PEQUIM - Um restaurante chinês pagou US$ 75 mil (R$ 154 mil) por um peixe-tigre dourado de 1,75 metro de comprimento, 48 quilos e cujas escamas "brilham como ouro", segundo a edição desta terça-feira (3) do "Diário do Povo".

O peixe dourado de R$ 154 mil é exposto no restaurante chinês da cidade de Zhanjiang (Foto: China Daily/Reuters)

O animal, que é símbolo de prosperidade e boa sorte na China, foi pescado em frente à costa de Zhanjiang, na província de Cantão, no sul do país.



Ele foi a leilão por um valor inicial de US$ 103.500 (R$ 213 mil), mas seu preço final foi reduzido, sendo três vezes maior que a quantia paga há três anos por um peixe-tigre com o mesmo peso.


O "Jin Yue" (peixe dourado) aparece na China com freqüência como adorno nos comércios.

fonte: G1.globo.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dourados estão protegidos por lei até 2013 em parte do Pantanal


Agora é “cota zero” para o Rei do Rio nos rios de Cáceres. Para as demais espécies, a cota caiu de 10 para 5 kg por pescador
O pescador que visitar os rios de Cáceres (MT) até 2013 poder ter uma surpresa quando fisgar um dourado. Se a idéia for abatê-lo, as conseqüências serão as mesmas de pescar durante o período de reprodução dos peixes – a piracema -, caso aconteça o flagrante da Polícia Militar Ambiental.
Empresários do turismo cacerenses tiveram o apoio da Secretaria do Meio Ambiente do Mato Grosso e implantaram a “cota zero” para a captura do dourado. A pesca do Rei do Rio está permitida apenas na modalidade pesque-e-solte, como assegura a lei municipal que é válida pelos próximos três anos.
“Fizemos isso para evitar o sumiço da espécie e preservar o meio ambiente. Nossa grande vontade é estabelecer o pesque-e-solte. Ou seja, o pescador fisga o peixe, briga, se diverte. Depois ele apenas fotografa e guarda para sempre a lembrança do troféu, tendo a consciência de que fez sua parte com a natureza”, explica o presidente da Associação Ambientalista e Turística de Cáceres (Asatec), Cairo Bernadino.
Além de estabelecer o fim da matança do dourado, a cota do pescado em Cáceres foi reduzida de 10 para 5 kg. Outras espécies, como o pintado, podem também ter o abate proibido a partir de 2011. As delimitações do município representam 57% do Pantanal mato-grossense.
Alguns pescadores e empresários não gostaram da medida que segue o exemplo das leis de pesca da Argentina. O empresariado contrário à medida alega que o pescador não aceita voltar para casa sem levar o peixe.
“O pessoal reclama. Temos muitos pescadores que são contrários à nossa medida. Mas a maioria nos dá parabéns. Se mantivermos essa idéia, com certeza teremos peixes muito maiores”, afirma Bernadino.
“Nós esperamos ter um bom resultado por aqui, para evitar que nosso turista vá para outros lugares onde o dourado é encontrado com mais de 10, 12 kg com muita freqüência”, completa o secretário de turismo Luis Mário Ambrósio Curvo.

A expectativa é que a partir de 2011 uma nova lei da pesca vigore em Mato Grosso.As discussões já começaram.

fonte faunabrasil.com.br

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Nova regra para emissão de carteira de pescador


As exigências para obtenção da carteira de pescador artesanal serão modificadas para que o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) tenha maior controle sobre esse documento. As mudanças visam reduzir as possibilidades de fraudes e apurar o Registro Geral da Pesca (RGP), que contém as informações sobre todas as categorias de profissionais e atividades ligadas ao setor, proporcionando a inscrição apenas dos verdadeiros pescadores.
O ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, divulgou nesta segunda-feira (19/04), uma Instrução Normativa modificando as regras das novas inscrições no RGP que passarão a vigorar dentro de 30 dias. A principal mudança será a concessão de uma carteira provisória para os novos pedidos dos pescadores artesanais, que será válida por um ano. Após esse período, e cumpridas as exigências do Ministério, como apresentação de notas fiscais de venda de pescado e os recibos de recolhimento das contribuições previdenciárias, entre outras, a carteira definitiva poderá ser concedida.
A Licença Probatória de Pescador não reconhece seu portador imediatamente como pescador profissional, como ocorria anteriormente. Durante a validade dessa nova carteira, não há direito ao Seguro Defeso, que só passa a ser concedido ao profissional da pesca após um ano da data de obtenção da carteira definitiva. O benefício, portanto, só será concedido após dois anos da inscrição inicial no RGP. Pelas regras anteriores, o Seguro começava a ser pago após um ano de cadastramento do pescador.
Com as mudanças que estão sendo feitas, o MPA vai exigir a comprovação do recolhimento da contribuição mensal à Previdência Social e nota fiscal de venda de pescado – pelo menos uma por mês – aos pescadores com a licença provisória para obtenção da carteira definitiva. Essas mesmas exigências começam a ser feitas também a partir de outubro para renovação dos que já possuem o registro permanente de pescador profissional.
O recolhimento das contribuições previdenciárias já era obrigatório pelas regras que estão em vigor até o momento, mas a apresentação dos recibos não era exigida. Além desses recibos e das notas fiscais, o licenciado provisório terá ainda que apresentar uma declaração de que exerceu a profissão no período. O documento deverá ser assinado por uma entidade representativa da categoria, reconhecida pelo MPA, ou por dois pescadores profissionais cadastrados no RGP.
O MPA decidiu ainda ampliar os cruzamentos de informações do RGP com outros cadastros do governo federal. O Ministério já vinha fazendo essa conferência de dados do RGP com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e agora passa a utilizar também as informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ambos do Ministério da Previdência Social.
Outra mudança importante será o cancelamento das carteiras provisórias que não forem procuradas pelos interessados num prazo de seis meses a partir da solicitação. Essa medida está sendo adotada para dificultar as irregularidades com o seguro defeso. Foi constatado que as carteiras obtidas de forma irregular só eram procuradas no período próximo de recebimento do benefício, o que facilitava a não apresentação de vários documentos que comprovassem o exercício da atividade pesqueira.
RESPOSTAS ÀS DÚVIDAS SOBRE A NOVA CARTEIRA PROVISÓRIA
Quem vai receber a nova carteira provisória?
- Apenas os novos pescadores que pleitearem sua inscrição no Registro Geral da Pesca (RGP). Não será feita a inscrição de aposentados por invalidez ou que recebam benefícios inerentes ao amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, bem como previdenciário que, pela legislação específica, não seja permitido o pleno exercício de atividades comerciais e econômicas.
Que documentos são necessários para obtenção da carteira provisória?
- Formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado; cópia do documento de identidade; cópia do comprovante de residência, devidamente atualizado; cópia do CPF, cópia do documento de inscrição no NIT, NIS ou PIS/PASEP; 1 (uma) foto 3X4 recente; quando for aposentado, comprovação da aposentadoria especial ou aposentadoria como pescador profissional, por idade ou tempo de serviço; apresentação dos recibos de recolhimento das contribuições previdenciárias dos 12 meses da licença temporária; notas fiscais das vendas de pescado (no mínimo uma por mês); apresentação de relatório de desempenho de atividade homologado pela entidade representativa da qual o interessado é filiado ou, quando não filiado a nenhuma entidade, ratificado por dois pescadores já inscritos no RGP.
O que será avaliado pelo MPA para concessão da carteira provisória?
- Comprovação que não há qualquer vínculo empregatício em outra atividade profissional, inclusive junto ao setor público federal, estadual e municipal; verificação de que não há outra atividade econômica não relacionada diretamente com a atividade pesqueira, mesmo sem vínculo empregatício; atestado de “nada consta” ou certidão negativa de débito junto ao IBAMA.
As mudanças atingem também os pescadores que já possuem as carteiras definitivas?
- Sim. Os pescadores que já possuem o registro definitivo no RGP deverão apresentar também o relatório de atividade homologado por uma entidade representativa ou ratificado por dois pescadores; comprovação de recolhimento da contribuição previdenciária correspondentes ao período de vigência da carteira que será renovada; e apresentação de notas fiscais de venda de pescado (pelo menos uma mês) relativo ao período de atividade.
Quando começam a vigorar essas exigências para os pescadores que já possuem carteiras definitivas?
- A partir de outubro, quando serão completados seis meses de assinatura da nova Instrução Normativa de regulação da emissão de registro no RGP, para que haja tempo suficiente de adaptação às novas regras.
O que muda para os pescadores que já possuem o registro definitivo?

- A partir de outubro, quando completar seis meses de edição da nova Instrução Normativa, nas datas de renovação das carteiras desses pescadores, será exigido o relatório de atividade homologado por uma entidade representativa ou ratificado por dois pescadores que já possuam registro definitivo no RGP. Será necessária ainda, para renovação do registro, a apresentação dos recibos de recolhimento das contribuições previdenciárias e das notas fiscais de venda de pescado durante o período de validade da carteira que será renovada.

fonte: Ministério da pesca e agricultura

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ibama apreende uma tonelada de barbatana de tubarão que iria para o Japão



Belém (20/04/2010) – Fiscais da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama apreenderam nesta terça-feira (20/4) uma tonelada de barbatana de tubarão que seria exportada para o Japão pelo porto de Belém, no Pará. A carga está avaliada no mercado internacional em US$ 17 mil, cerca de R$ 30 mil. O proprietário da exportadora foi multado em R$ 52 mil e as embarcações que pescaram os animais também serão autuadas. Toda a carga ilegal será destruída.
O carregamento de barbatanas, já congelado, estava num contêiner pronto para ser embarcado. Mas acabou apreendido pelos agentes federais porque a documentação de origem estava irregular. Em especial, os mapas de bordo dos barcos responsáveis pela captura dos tubarões,
A atividade de pesca e comércio da espécie vem sofrendo críticas de ambientalistas. As barbatanas têm valor comercial muito superior ao restante da carcaça, por isso, em alguns casos, ocorre apenas a retirada da barbatana e o descarte do animal no mar, o que é proibido pela legislação ambiental.
“Esta atividade necessita de um controle rigoroso para que possamos ter segurança que a pesca comercial não está ameaçando as espécies de tubarão da costa brasileira, algumas delas já ameaçadas de extinção”, explica Rita Barreto, analista ambiental da Divisão de Fauna do Ibama no Pará.
Ascom/Ibama

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Raias chegam a nos paulistas


Quando ltaipu, a maior hidroelétrica do mundo, no rio Paraná fronteira com Paraguai, começou e formar seu reservatório de água em 1982, grandes mudanças iriam acontecer com os habitantes dessas águas. Os Saltos de Sete Quedas de Guaíra antes de serem submersos, serviam como barreira, impedindo que as raias comuns no baixo e médio cursos do rio Paraná subissem para seu alto curso. Sem a barreira, esses animais se expandiram, chegando a mais de 350 km norte do ponto inicial do dispersão, alcançando mais tarde os rios Parapanema e Tietê.
A façanha não é nada comparada aos esforços feitos por seus ancestrais ha milhões de anos atrás, saindo do Caribe e iniciando um trajeto pelos rios da Amazônia, se dispersando depois para o Pantanal do Mato Grosso e chegando a bacia do Paraná-Paraguai. Hoje, com a formação do lago, 76 novas espécies incluindo três de raias, chegaram a região da Foz do Iguaçu Pesquisadores estudam quais as mudanças que essas espécies exóticas podem trazer.”Alertamos em 1999 que a expansão deveria continuar por SP entrando pelo rio Tietê”, afirmam o biólogo Domingos Garrone Neto que inicia pós-doutorado sobre estes animais, e o médico Vidal Haddad Jr., especialista em animais aquáticos de interesse médico.
Garrone Neto desenvolve suas pesquisas com Vidal Haddad Jr., dermatologista da Faculdade de Medicina da Unesp, campus de Botucatu, que trabalha com educação ambiental, prevenção, tratamento e pesquisas em torno do veneno das raias. Embora não existam estatísticas na região do Alto Paraná, a percepção é que os acidentes vem crescendo. As raias encontradas na cidade sul-matogrossense de Três Lagoas e no município paulista de Castilho foram a Potamotrygon motoro, que apesar de não serem agressivas, reagem quando pisadas ou manuseadas de maneira inadequada.
Os ferrões destes animais são retroserrilhados e recobertos por um muco rico em células glandulares que possuem toxinas. Em caso de acidente, o professor Haddad Jr. aconselha lavar bem o ferimento com água e sabão, mergulhar o local atingido em água quente não escaldante (em torno de 60Cº), por cerca de uma hora, antes de procurar auxílio médico.

Essas e outras informações de prevenção e primeiros socorros est/ão presentes nos folhetos criados por Haddad Jr.e Garrone Neto, feitas para prevenir acidentes com raias de água doce ou salgada. Com ilustrações interessantes e linguagem simples, eles são ferramenta útil para a promoção de saúde de pescadores e banhistas, com medidas de prevenção e cuidados com acidentes. Mais informações sobre os folhetos e pesquisas realizadas pela dupla e por seus parceiros, podem ser conseguidas através dos pesquisadores: haddadjr@fmb.unesp.br e garronento@yahoo.com

fonte: http://www.jornalmartimpescador.com.br/

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Bilhões de fragmentos plásticos no Mediterrâneo ameaçam vida marinha

Cerca de 250 bilhões de pedaços microscópicos de plástico flutuam no mar Mediterrâneo, representando uma ameaça à biodiversidade marinha, que reverbera na cadeia alimentar, segundo estimativas de especialistas.

O pronunciamento foi feito por biólogos marinhos da França e da Bélgica, que analisaram amostras de água coletadas em julho na costa da França, do norte da Itália e da Espanha a uma profundidade de 10 a 15 centímetros.
"As estimativas grosseiras são de que haja uns 250 bilhões microfragmentos em todo o Mediterrâneo", explicou François Galgani, do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer).
O número corresponde a 4.371 minúsculos pedaços de plástico --com peso médio de 1,8 miligrama-- encontrados nas amostras, "que superam, grosso modo, as 500 toneladas em todo o Mediterrâneo", disse Galgani.
Noventa por cento das amostras, coletadas por voluntários da Expedição Mediterrâneo em Perigo (MED, na sigla em inglês) em um iate de 17 metros, continham estes fragmentos.
A amostragem cobriu apenas as águas superficiais e deu apenas um avaliação preliminar. Coletas futuras, na costa de Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sardenha e sul da Itália serão feitas em 2011 para uma análise mais abrangente.
Pequenos fragmentos plásticos são uma ameaça permanente no mar, pois se misturam ao plâncton, sendo então ingeridos por pequenos peixes que são comidos por predadores maiores, explicou a Expedição MED.
Há evidências acumuladas dos danos que isto provoca a maiores formas de vida marinha, incluindo focas e tartarugas.
"A única solução é conter os microfragmentos nas fontes", disse o integrante da Expedição MED, Bruno Dumontet.
O grupo está lançando uma petição online para exigir da União Europeia (UE) o estabelecimento de regras sobre o descarte e a biodegradabilidade de bens de consumo.

fonte: DA FRANCE PRESSE
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