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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Pesca no Rio Amazonas pode diminuir a oferta de peixes na região

atividade de pescaria na amazona
Foto: Divulgação/Fapeam
Artigo publicado na revista Nature aponta aumento expressivo da atividade de pesca na Amazônia, o que deve gerar danos ao ecossistema da região
Isaac Guerreiro
isaac.guerreiro@portalamazonia.com


O consumo de peixes de água doce provê para mais de 158 milhões depessoas o consumo diário de proteína animal. De acordo com pesquisa publicada na revista científica internacional Nature, áreas de altabiodiversidade, como na Amazônia, têm sofrido uma intensa pressão pesqueira que pode colocar em risco a sustentabilidade de espécies nestas regiões.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, utilizaram dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) para construir um mapa global sobre o índice de pescarias fluviais. Segundo o artigo, a atividade em água salgada sempre é mais visada pelos ambientalistas. Entretanto, de acordo com os dados, também há uma concentração relevante de atividades pesqueiras nos rios Amazonas, Níger e Mekong. Rios nos Estados Unidos e na Europa apresentam registros menores que o esperado.

"A pesca intensiva nos rios mais biodiversos levantam preocupações sobre a conservação. Muitos outros geradores de stress também ameaçam as pescarias fluviais de alto rendimento. Em termos humanos, as nações pobres dependem muito mais da pesca de água doce, do que da aquicultura ou de fontes marinhas", afirma a pesquisa.

O aumento da atividade pesqueira e o declínio no número de peixes de água doce na Amazônia e em outros lugares de alta biodiversidade podem gerar uma catástrofe para a segurança alimentar de milhares de pessoas, segundo o artigo. "Esta intersecção entre a pobreza, a insegurança alimentar, a biodiversidade e as ameaças dos ecossistemas sugere uma necessidade urgente de melhorar a gestão das pescas em benefício dos seres humanos e dos peixes", justifica o artigo.


fonte: http://portalamazonia.com/

terça-feira, 19 de junho de 2018

Pesquisadores descobrem nova espécie de peixe no rio São Francisco

nova especie de peixe cascudinho rio são frahcisco
A nova espécie de cascudinho,
 chamada de Hisonotus devidei, foi descoberta na
 bacia do rio São Francisco por pesquisadores da Unesp
(foto: Journal of Fish Biology/Reprodução)

O cascudinho foi chamado de Hisonotus devidei


Os pesquisadores Fábio Roxo, Gabriel Silva e Bruno Melo, do Instituto de Biociências de Botucatu (SP), da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), foram responsáveis por um estudo publicado no periódico científico Journal of Fish Biology, do Reino Unido, sobre uma nova espécie de peixe descoberta na bacia do rio São Francisco.
O trabalho é fruto de uma expedição realizada em julho de 2017 em vários afluentes da bacia do rio São Francisco. O novo exemplar é popularmente conhecido como "cascudinho" ou "cascudo limpa-vidro" – por se fixar nos vidros dos aquários usando a boca (em forma de ventosa) e se alimentar de algas desenvolvidas neste tipo de ambiente.

De acordo com a pesquisa da Unesp, existem 36 espécies desse gênero distribuídas por várias bacias hidrográficas da América do Sul, principalmente nos rios do sudeste do Brasil, como o Paraná e os da costa, que drenam diretamente para o oceano Atlântico. Já a nova espécie foi intitulada Hisonotus devidei e é a nona a ser catalogada no São Francisco, o que contribui para que os cientistas tenham a real dimensão da diversidade da fauna de peixes neste rio, que está ameaçada devida às ações nocivas do ser humano.

"A agricultura costuma captar águas do próprio rio e também dos lençóis freáticos para irrigação constante, causando drástica diminuição no nível de água e destruição das matas ciliares. As cidades ainda jogam uma grande quantidade de esgoto nas águas do São Francisco, levando também à destruição dos habitats. Outro fator importante na região que é o período de seca anual assola ainda mais os ambientes aquáticos", comenta Fábio Roxo, em entrevista ao portal da Unesp.

Com o Hisonotus devidei, os pesquisadores paulista celebram a marca de 51 nova espécie descobertas por eles, além de três novos gêneros, ao longo de cerca de 10 anos de pesquisas no Instituto de Biociências de Botucatu.

O novo peixe se diferencia por ter manchas escuras bem visíveis, de formatos variados, dispersadas ao longo da superfície dorso-lateral do corpo e nas nadadeiras, pela altura relativa do corpo e diâmetro relativo da órbita.

Uma curiosidade da pesquisa é que o nome da nova espécie (Hisonotus devidei) foi escolhido para homenagear o técnico acadêmico Renato Devidé, da Unesp, que há mais de 30 anos tem contribuído com os estudos sobre peixes neotropicais.

"Eu fiquei muito lisonjeado, emocionado e agradecido por esta homenagem. Essa rapaziada toda do Laboratório de Peixes é muito gente boa e estamos em um ambiente muito bom aqui, graças a Deus", agradece Devidé, que completará 55 anos no dia 14 de julho.

(com Unesp Agência de Notícias)

fonte:https://www.revistaencontro.com.br

sábado, 16 de junho de 2018

Com aparência estranha, bodó é um peixe que vale mais do que imaginamos


Da espécie se pode aproveitar praticamente tudo, desde a carne para culinária até a casca para produção de ração
Diego Oliveira
diego.oliveira@portalamazonia.com


A aparência dele pode até ser feia, mas o sabor é indescritível. Sabe de quem estamos falando? Dele mesmo, o acari, mais conhecido noAmazonas como bodó. O peixe é comum em igarapés e rios do Estado, sendo um dos principais alimentos na mesa dos ribeirinhos. O cascudinho apesar de assustador, revela-se um peixe com grande potencial econômico e nutricional.

O bodó possui distribuição restrita, é encontrado desde o rio Ucayali, no Peru, até a foz do rio Tapajós, no Pará. É um peixe de água doce da ordem dos Siluriformes (bagres) e família Loricariidae, que agrupa os cascudos e acaris. A reprodução da espécie acontece entre os meses de outubro e maio. O corpo do peixe é revestido por placas e espinhos que servem para defesa contra predadores naturais, como por exemplo, os botos. De hábitos noturnos, os bodós vivem agrupados em casais e na natureza tendem a se unir em blocos. 


bodo e um  peixe que vale mais di que parece
 Foto: Diego Oliveira/Portal amazonia

Bodó é comercializado vivo nas feiras da cidade.
Amazônia Durante estudos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), pesquisadores descobriram que o bodó é um dos peixes de água doce mais ricos da Amazônia. Dele pode se aproveitar tudo, até mesmo a casca, utilizada na produção de ração. Na tese de doutorado 'Alterações pos-mortem e aproveitamento tecnológico do músculo de acari-bodó', do pesquisador Fábio Tonissi Moroni, publicada em 2005, já era possível ver a importância nutricional do bodó.

Na pesquisa, Moroni mostra que parte do pescado é desperdiçado durante a comercialização. Segundo ele, nos períodos de safra, ocorre 50% de perda do bodó vendido nas feiras, apesar de ser negociado com os preços mais baixos do ano. A situação ainda é pior quando o bodó acaba morrendo nas bancas dos feirantes. "Ninguém compra bodó 'frio', ele é jogado nos corpos de água ou nos aterros sanitários", destaca Moroni na tese. 

bodo e um  peixe que vale mais di que parece
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia 

Bodó possui várias formas de preparo. Investimento No final de 2016, o especialista em tecnologia do pescado, Rogério de Jesus, realizou um workshop sobre o aproveitamento do bodó. O curso mostrou a importância de se investir em pesquisas sobre o pescado. "Nutricionalmente falando, o bodó é um peixe completo, com todas as características do cascado nutricional. Ele possui toda uma composição que o deixa no mesmo nível das demais espécies como o tambaqui, por exemplo. É de suma importância que outros pesquisadores também se interessem em buscar mais informações sobre ele", comentou. 


bodo e um  peixe que vale mais di que parece
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Preparo e farinha

Estrutura do bodó pode ser toda aproveitada.

Para os povos Tukano e Dessana, o bodó é conhecido como ia'ká. Existe uma forte influência da cultura indígena nas técnicas de preparo e conservação do cascudo. Antigamente, os indígenas assavam e enfumaçavam o bodó em uma grelha de madeira para que ele ficasse desidratado, o nome do processo era chamado de moquém. Dessa forma, o peixe podia ser armazenado durante semanas ou levado para viagens. Já para consumo imediato, os indígenas assam o peixe.

Com a vinda do colonizador para a Amazônia, o preparo do bodó sofreu algumas adaptações, por exemplo, o peixe passou a ser apenas assado, e não moqueado, sobre grelhas próximas ao fogo. Na mesma época, surgiu a famosa caldeirada de bodó, que acabou tornando-se um prato típico na Região Norte. Com o passar do tempo, outras receitas foram adaptadas para agregar mais valor ao sabor único do peixe.

Além das receitas tradicionais, o bodó também pode virar um tipo de farinha, popularmente conhecido como piracuí, ou farinha de peixe na língua indígena Nheengatú. Para transformar o cascudo em farinha é necessário pilar o peixe sem espinhas até reduzi-ló a pó, sendo então colocado sobre um forno. O processo continua com o esfarinhamento da carne até ficar completamente enxuto, o alimento é popular entre os ribeirinhos da região amazônica.

Segundo o pesquisador Rogério de Jesus, um estudo de viabilidade econômica sobre a farinha de piracuí também apresentou saldo positivo. Foi detectado que os benefícios diretos do investimento na produção do produto, bastante consumido na região são: aumento da oferta de emprego levada ao homem amazônico em seu local de origem; ingresso de divisas para o Estado; estimulo a redução da pressão de captura de espécies sob risco de extinção e aumento da oferta de alimento de alto valor nutricional. O que classifica este projeto como técnico, social e economicamente viável. 

bodo assado do amazonas mamaus
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Delícia na mesa

Bodó assado é um dos pratos favoritos dos amazônidas.

A empresária Maria do Socorro da Silva, trabalha há seis anos no Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Na frente de seu restaurante, montado em um dos boxes da feira, uma churrasqueira com seis bodós chamam a atenção de quem passa. Quando é feito dessa maneira, o preparo do cascudo é mais simples. "A gente limpa o peixe, mas não o abre. A gente deixa assando por uns 20 a 30 minutos e está pronto para o consumo. Os clientes adoram saborear o bodó com limão e bastante farinha. É a forma como ele mais sai", afirmou.

Mas a concorrência de Maria é acirrada. Não muito longe dali, o cozinheiro Lisomar Siqueira prepara uma caldeirada de bodó. O preparo é parecido aos dos demais peixes, com uma única diferença, o bodó vai inteiro para o prato. "Geralmente, a gente não desmembra o bodó, ele chega completo no prato da clientela. Ele pode não ser o peixe mais bonito do mundo, e muitas pessoas não tem coragem de provar, mas fica delicioso. Até o aroma da caldeirada do bodó é diferente", disse.

Inspiração que deu certo

amazonas - manaus
Festival do Bodó na Casa do Parente. Foto: Divulgação


A participação do bodó na vida dos amazônidas não se resume somente a gastronomia. Em Manaus, o espaço cultural 'A Casa do Parente', realiza o 'Festival do Bodó'. "Sempre fizemos almoços com bastante bodó, uma gama de pessoas aprecia esse peixe e desde que começamos com o projeto da 'Casa do Parante', fazemos eventos com o peixe no cardápio. A ideia de fazer o festival surgiu há três anos, mas conseguimos realizar a primeira edição apenas ano passado. A ideia é reunir a culinária regional e a música, além de outras manifestações artísticas", explicou o cantor Gonzaga Blantez.

Para Blantez, o bodó é sinônimo de festa. E ele defende o peixe de quem fala de sua aparência. "Se você descer pelas beiras dos rios da Amazônia vai encontrar várias pessoas comercializando o bodó. Por isso que eu gosto de falar que onde tem bodó geralmente tem festa. Por esse motivo que faço a ligação do pescado com o festival", contou o artista.
fonte: http://portalamazonia.com/

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Nova espécie de peixe-elétrico é descrita por pesquisadores do Pará

Pesquisadores do Museu Emílio Goeldi descreveram uma espécie do gênero Eigenmannia na bacia do Rio Tuíra, no Panamá; até então, 19 espécies eram conhecidas desse gêneroPortal Amazônia, com informações do Museu Paraense Emílio Goeld
jornalismo@portalamazonia.com

Foto: Divulgação/Museu Paraense Emílio Goeldi

Lendas e canções, como 'Esse rio é minha rua' de Paulo André e Rui Barata, reafirmam a força da enguia poraquê no imaginário - a mais popular espécie de peixe-elétrico da região amazônica. No entanto, a ordem dos peixes-elétricos possui cerca de 250 espécies que habitam igarapés, cachoeiras e grandes rios.

Nesse universo animal, todavia, o poraquê amazônico (cujo nome científico é Electrophorus electricus) é a única espécie que utiliza descargas elétricas para defesa e imobilização de presas, capaz até de matar outros animais. As outras espécies utilizam a capacidade de gerar campos elétricos apenas como mecanismo de comunicação: por habitarem em águas turvas, a emissão do campo elétrico é a forma que as espécies possuem para se orientarem.

Esse é o caso da nova espécie de peixe-elétrico, encontrada no Panamá, descrita pelos pesquisadores vinculados ao Museu Paraense Emílio Goeldi, Guilherme Moreira Dutra, Carlos David de Santana e Wolmar Benjamin Wosiacki (curador da coleção ictiológica da instituição). O novo peixe-elétrico pertence ao gênero Eigenmannia e faz parte da mesma ordem do poraquê amazônico, Gymnotiformes, mas são de famílias diferentes.
Foto: Divulgação/Museu Paraense Emílio Goeldi A nova espécie descrita é o primeiro peixe-elétrico com ocorrência nas bacias da América Central – os peixes elétricos da ordem Gymnotiformes são frequentemente encontrados em águas sul-americanas. De comprimento variando entre 16 e 30 cm, a espécie foi batizada de Eingenmannia meeki, em homenagem ao cientista norte-americano Seth Eugene Meek (1859-1914), autor do primeiro livro sobre peixes de água doce do Panamá.

Espécie panamenha

Nove características diferenciam a nova espécie descrita das já conhecidas, como: padrão de coloração, número de escamas, disposição dos dentes, entre outras. Além de ampliar o conhecimento da diversidade da espécie, a pesquisa identificou potenciais áreas de ocorrência deste animal, o que facilitará investigações futuras sobre impactos ambientais e possíveis ameaças à espécie.

O pesquisador Guilherme Dutra explica que, embora a ocorrência do gênero Eigenmannia no Panamá já fosse conhecida desde 1916, até agora os cientistas não contavam com material em boas condições para o trabalho de delimitar e descrever a nova espécie. “O esforço para se conhecer a diversidade de Eigenmannia é continuo. Em 2015, sete espécies foram descritas para o gênero, sendo cinco na Amazônia, e duas descritas nos últimos dois anos. Em 2017, pelo menos mais duas novas espécies serão apresentadas pela ciência”, indica o pesquisador.

O trabalho científico de descrever formalmente uma espécie envolve uma série de etapas, entre elas, apresentar sua morfologia, que é o estudo da aparência de órgãos ou seres vivos. Essa análise, por exemplo, se baseia em vários exemplares da espécie depositados em coleções científicas, chamados exemplares tipos.

Os resultados da pesquisa foram publicados na edição de março da revista científica Copeia, periódico oficial da Sociedade Americana de Ictiologia e Herpetologia, dedicada ao estudo de peixes e répteis. No artigo os leitores encontrarão alguns dos resultados do projeto desenvolvido, desde 2015, por Guilherme Dutra no âmbito do Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Museu Goeldi. A pesquisa conta com a parceria do Smithsonian Institution (EUA). Em breve, os pesquisadores investigarão o relacionamento entre as espécies do gênero Eigenmannia.

Coleção Ictiológica

O acervo ictiológico do Museu Emílio Goeldi possui abrangência neotropical, ou seja, a região biogeográfica que se estende do sul do México, passando pelas Ilhas do Caribe até o sul da América do Sul. A coleção é composta por cerca de 35 mil lotes, representando mais enfaticamente a Bacia Amazônica, com exemplares de peixes ósseos e cartilaginosos.

fonte: http://portalamazonia.com/

sexta-feira, 8 de junho de 2018

4 CRIATURAS SINISTRAS QUE VIVEM NO RIO AMAZONAS

Como você sabe, a Amazônia serve de lar para algumas das criaturas mais incríveis do planeta. No entanto, entre elas também existem “animaizinhos” que — a não ser que você seja um pesquisador maluco ou talvez um aventureiro intrépido — ninguém gostaria de encontrar pela frente.

Aqui no Mega Curioso inclusive já trouxemos algumas matérias sobre esses bichos, e agora você pode conferir uma seleção de quatro animais sinistros — publicada pelo pessoal do ListVerse — que habitam o Rio Amazonas e que certamente vão surpreender você.

1 – Tubarão-cabeça-chat
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Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

Se você pensa que os tubarões só podem ser encontrados no mar, temos novidades! Além de candirus e pacus – peixinhos nada amigáveis que aterrorizam os banhistas —, também é possível encontrar tubarões-cabeça-chata no Amazonas. Esses peixes chegam a medir entre 2 e 3,5 metros de comprimento, e alguns espécimes podem pesar mais de 300 quilos.


Assim como qualquer tubarão que se preze, os cabeça-chata contam mandíbulas poderosas com várias fileiras de dentes, e a força de sua mordida é de quase 590 quilos. Além disso, eles são capazes de subir o rio e, muitas vezes, chegar até Manaus, e têm como hábito viver em áreas densamente povoadas. Embora se alimentem principalmente de peixes, pássaros e arraias, esses animais são os responsáveis pelo maior número de ataques de tubarão a humanos em águas fluviais.

2 – Peixes elétricos

Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse

Eis mais um peixe com o qual os encontros não costumam ser muito agradáveis. Também conhecido como poraquê, esse espécime — que chega a medir 3 metros de comprimento e pesar 30 quilos — conta com células musculares especiais capazes de produzir descargas que variam entre os 300 e os 1.500 volts, suficientes para matar um cavalo.

O mais curioso é que os poraquês são como uma verdadeira pilha — o polo positivo se encontra na parte traseira do peixe, enquanto o negativo fica na dianteira —, produzindo descargas de intensidades variadas. Assim, o problema maior ocorre quando o animal toca a vítima com as duas extremidades do corpo, resultando em choques mais poderosos que podem provocar paradas cardiorrespiratórias.

3 – Jacaré-açu

Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse

Todo mundo sabe que os jacarés são animais agressivos com os quais não se deve brincar, e o jacaré-açu — espécie nativa da América do Sul — é um predador de respeito que não se intimida diante de outros bichos “nervosos”, como onças e sucuris. Esses répteis podem ultrapassar os 6 metros de comprimento, pesar mais de 300 quilos e se alimentam de qualquer presa na qual consigam cravar os dentes, incluindo um ou outro humano desavisado.


4 – Pirandirá


Fonte da imagem: Reprodução/CPT
Conhecido também pelo nome de “cachorra”, o peixe acima, da espécie Hydrolycus scomberoides, embora não tenha o costume atacar humanos, assusta bastante graças ao par de dentões que fazem parte de seu sorriso. E as presas são tão grandes — podem chegar a assustadores 15 centímetros de comprimento — que o pirandirá inclusive possui dois orifícios em sua maxila superior que servem para acomodá-las quando ele está com a boca fechada.

O pirandirá pode medir cerca de um metro de comprimento, e entre os bichinhos que fazem parte de sua dieta estão as temidas piranhas. Os pescadores de plantão devem tomar cuidado com os dentes afiados ao retirar esses peixes da água, pois eles costumam saltar bastante quando são fisgados.


fonte: /www.megacurioso.com.br

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Maior peixe capturado em pesque-pague

Esta é uma história verdadeira de pescador: tambaqui capturada tinha 37 quilos

Arquivo pessoal - Divino Vicente da Silva

O RankBrasil homologa o recorde de Maior peixe capturado em pesque-pague e apresenta uma verdadeira história de pescador. Com muita habilidade e cinco anos dedicados à arte da pescaria, Divino Vicente da Silva capturou no Pesque-Pague dos Amigos, em Caldas Novas - GO, um tambaqui de 37kg e 1,08m de comprimento.

Divino mora em Goiania – GO, é apaixonado por pescaria e para ele, pescar funciona como esporte, passatempo, tranquilizante, lazer, enfim, tudo de bom. Ele já pescou em vários rios da região de Goiás e no Pantanal Mato-Grossense.

O Pesque-Pague dos Amigos é um dos lugares que Divino mais gosta de frequentar, em seus momentos de sossego. O local possui várias espécies de peixes, entre piau três listras, pacu caranha, traíra, pintado e pirarara. Até então, o maior peixe capturado no pesque-pague era da espécie pirarara, de 22kg.

O recordista faz questão de mencionar o equipamento utilizado para fisgar o peixe: “Eu usei vara Yamato 30 60 LB, carretilha Brisa 8000, linha Ekilon Carbon Master XT 0,37 e anzol Gamakatsu 4/0 sem fisga”.

Apesar de Divino ser proprietário de um restaurante, o Fogão Caipira, o peixe não foi assado. Pelo contrário, o tambaqui foi transferido, vivo, para o Acquapesqueiro São Bento, de Nova Veneza – GO, e já está arrebentando várias linhas por lá.

Como todo bom pescador, Divino deixa um recado: “Leve muito a sério a frase ´tá nervoso, vá pescar!´ Depois que comecei, adquiri uma calma incrível, tranquilidade e equilíbrio. Tentem vocês também”.

fonte:http://www.rankbrasil.com.br/
Redação: Raquel Susin
Revisão: Fátima Pires

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM

Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM
Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM / Fotos: Garcia Braga
Uma operação realizada na região do Rio Itú, afluente do Rio Negro nas proximidades da Comunidade de Daracuá em Barcelos ( 400 km de distância de Manaus), apreendeu neste domingo (18/03) 1.600 quelônios (irapucas) que seriam levados para comercialização  no município.
A Operação denominada “Pé de Pincha” (em referência ao Projeto Pé de Pincha)  que tinha  também o intuito de inibir a pesca ilegal do tucunaré AÇU, foi realizada pelos fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SEMMA,  com apoio da POLÍCIA MILITAR, ABOT (Associação Barcelense dos Operadores de Turismo ) e os Comunitários da Comunidade de Daracuá. A operação aconteceu durante os festejo em homenagem a São José Operário na Comunidade de Daracuá, que acontece todos os anos no mês de Março.
De acordo com o chefe da fiscalização da SEMMA, Benildo França Garcia, a operação estava a procura de barcos “Geladores de Peixe” denunciados por estarem abatendo os Tucunarés Açú e Paca-Acú que é proibida pela LEI N°557 de 24 de Agosto de 2017, que proíbe do abate do tucunaré (Cichla spp) na APA – Área de Proteção Ambiental – Mariuá, e que durante a operação foi encontrado os pescadores de quelônios.
“Recebemos a denúncia de que havia Barcos geladores fazendo a Pesca Predatória do Tucunaré Açu na APA-Mariuá,  chegando ao local não conseguimos localizar os barcos geladores e sim localizamos barcos de pescadores de Quelônios que também é proibido de acordo com o Art. 29 da Lei de Crimes Ambientais – Lei 9605/98  ”, disse Benildo.
Ainda segundo o chefe da Fiscalização da SEMMA,  parte dos quelônios foram soltos no mesmo local da apreensão, e os restante foram soltos na Comunidade de Daracuá na presença do Presidente da Comunidade de Daracuá Sr. Gel e comunitários.

Lei 9605

Vender animais silvestres é crime, de acordo com a lei federal 9.605, que prevê a detenção de seis meses a um ano, e multa.
De acordo com a lei, além da venda, é crime exportar ou adquirir, guardar em cativeiro ou depósito, utilizar ou transportar ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
fonte: barcelosnanet.com

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Pesca comercial passa a ser proibida em área de 74 mil hectares entre Manaus e Itacoatiara


Proibição estabelece regras para manejo de rios e lagos na Bacia do Baixo Rio Preto.
Placa foi instalada em Rio Preto da Eva para comunicar proibição de pesca (Foto: Divulgação/Sema)

uma área de mais de 74 mil hectares de extensão, que corresponde a um trecho entre Manaus e o município de Itacoatiara passou a ter a pesca comercial proibida, a partir desta sexta-feira (18). A informação é da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Uma placa informando sobre a proibição foi instalada em Rio Preto da Eva, a 57 km de Manaus. A partir de agora, a região faz parte do Acordo de Pesca, homologado pelo governo e comunidades rurais, que estabelece regras para o manejo de rios e lagos da Bacia do Baixo Rio Preto.


Segundo o engenheiro de Pesca da Sema, João Bosco Ferreira, havia registros de conflitos entre pescadores comerciais, esportivos e artesanais no local. A secretaria pretende ordenar os recursos pesqueiros na região do rio Preto, para evitar, principalmente, a pesca ilegal.


“A ilegalidade é uma prática que gera muitos conflitos nas áreas produtivas entre as comunidades rurais. E isso acontece quando pescadores e embarcações de fora excedem os limites de pesca”, observou o engenheiro de Pesca.

Esse é o 22º Acordo de Pesca em funcionamento nos 62 municípios amazonenses e atende as normas contidas na Instrução Normativa nº 01/2015 da Sema, que estabelece regras para conter invasão, diminuir a pesca predatória e proporcionar a recuperação do estoque para subsistência das pessoas nas comunidades rurais e indígenas, com previsão de punição em caso de descumprimento.

Até o final de junho, a Sema vai instalar outras 20 placas informativas do acordo nos limites da área de proibição da pesca comercial. Denúncias podem ser feitas ao:

Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam): 2123-6761;
Batalhão de Policiamento Ambiental (Bpamb) da Polícia Militar do Amazonas: 988421547.

fonte: g1.globo.com/am








sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Rio seca e peixes morrem em comunidades no interior do AM

Problema afeta ao menos sete localidades em Manaquiri. Moradores também enfrentam falta de água potável.

Foto registrada na quinta (19) mostra peixes mortos em rio (Foto: Chico Batata/Arquivo Pessoal)
Moradores de Manaquiri, a 60 Km de Manaus, enfrentam transtornos em razão da seca do rio na região do Baixo Solimões. Em comunidades do município, o baixo nível das águas causa a morte de milhares de peixes.


O problema afeta ainda as comunidades Araçatuba, Andiroba, Miraauá, Lago Grande, Cainagua e Bom Intento.Fotos registradas na quinta-feira (19) mostram a situação no Paraná no Manaquiri, uma extensão de, ao menos, 100 km de peixes mortos.

A pesca é a principal fonte de alimento e renda das famílias de Manaquiri. Com a seca, moradores tentam aproveitar o que é possível.

Outro problema enfrentado na localidade é a falta de água potável. Com o rio seco e os peixes mortos essa água fica imprópria para o consumo.

O Secretário Executivo da Defesa Civil AM, coronel Fernando Pires Júnior, disse ao G1 que técnicos do órgão foram enviados, na quinta-feira, ao município para fazer um levantamento da situação e elaborar um plano de auxílio.

"Em caso de desastre, a gente acionada as autoridades competentes, no caso de Meio Ambiente. No caso de falta de água potável, demandarmos água para a cidade e tentar, pelo menos, oferecer condições básicas. Estamos com dois técnicos verificando in loco a situação e demandar ajuda humanitária", disse
.

Cidade enfrente falta de água potável (Foto: Chico Batata/Arquivo Pessoal)
Manaquiri foi uma das 42 cidades do Amazonas que decretaram situação de emergência pela enchente em 2015. A redução do nível da água no município teve início em meados de julho, como se iniciou o período de seca.

Operação Vazante
A Defesa Civil realizada a operação "Operação Vazante" para auxiliar cidades que enfrentam problemas durante a estiagem.

Até o final do mês de novembro 12 municípios deixam a lista de Situação de Emergência por conta da enchente de 2015. As cidades poderão fazer parte da Operação desencadeada no mês de agosto. Ainda conforme o órgão, Alvarães, Urucurituba e Manaquiri também sairão da situação de anormalidade.

Com o término do decreto dessas cidades, os municípios que ainda necessitam de apoio, passam a integrar a Operação Vazante.



Problema afeta ao menos sete localidades em Manaquiri (Foto: Chico Batata/Arquivo Pessoal

Pesca é a principal fonte de alimento e renda de famílias de Manaquiri (Foto: Chico Batata/Arquivo Pessoal)
fonte:g1,com.br


terça-feira, 9 de abril de 2013

Pesquisa desenvolve técnica para venda de matrinxã em lata

Segundo a pesquisadora, o próximo passo da pesquisa
será verificar a vida de prateleira do produto.
 Fonte de proteínas e muito apreciada na culinária local, a matrinxã, peixe abundante na fauna amazônica, pode, brevemente, estar disponível nas gôndolas dos supermercados para ser comprada enlatada, igual ao atum e a sardinha.

Esse foi o objeto da dissertação de mestrado da pesquisadora e tecnóloga em alimentos, Joyce Fonseca da Silva Kikuchi, no âmbito do programa de Pós-graduação em Ciência dos Alimentos da Faculdade de Ciência Farmacêuticas (FCF) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com bolsa pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O estudo se propôs a desenvolver um processo para enlatar alevinos de matrinxã, com tecnologia necessária para envasar esse peixe regional.

Para conseguir realizar a pesquisa, Joyce contou com uma máquina recravadeira que faz o fechamento da lata, sendo adquirida por meio de uma parceria entre Ufam, Secretaria da Produção Rural do Estado do Amazonas (Sepror) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), tendo orientação do doutor Antônio José Inhamuns da Silva.

Joyce destacou que a tecnologia desenvolvida não se aplica aos indivíduos capturados na natureza pela chamada pesca extrativa. As técnicas foram testadas com peixes criados em tanques porque todos os exemplares têm praticamente o mesmo tamanho e peso.

“Os peixes utilizados na pesquisa foram coletados na piscicultura de Balbina. Utilizamos somente juvenis de matrinxã, com aproximadamente 12 centímetros”, enfatizou. Por usar matrinxãs juvenis, que pesam até 140 gramas, o estudo realizou a análise química e a biometria da espécie. O objetivo era verificar se a matrinxã tem potencial nutricional nesta fase da vida.

Cuidados ao envasar

Uma das fases mais importantes da pesquisa, o processo de envasamento procura normatizar o tempo de cozimento, a temperatura ideal e a metodologia utilizada para que o produto chegue de forma saborosa à mesa dos consumidores.

Depois de fechada, a lata é levada a um aparelho de esterilização, para ser processada sob alta temperatura com o objetivo de eliminar qualquer tipo de microorganismo. Após o procedimento, as latas ficam 40 dias em observação e algumas são selecionadas para análises bacteriológicas.

Segundo a pesquisadora, o próximo passo da pesquisa será verificar a vida de prateleira do produto. “Em média uma conserva tem validade entre 2 e 5 anos. No caso deste produto, isso será verificado futuramente em outra pesquisa”, disse.

O Gosto do Mercado

O estudo realizou ainda a análise sensorial de aceitação. As pessoas que provaram a matrinxã enlatada afirmaram que, mesmo após o processo de envasamento, o sabor do pescado continua o mesmo.

Foram desenvolvidos três molhos para conservar o pescado: óleo comestível, molho de tomate e molho de tucupi. Apesar de todos os sabores terem boa aceitação, o que mais se destacou foi o molho de tucupi, seguido pelo molho de tomate.

“Verifiquei que deveria conter no produto um pouco mais de regionalidade. Nós comemos peixe com pimenta, coentro, e quis trazer o sabor da Amazônia para a lata”, destaca Joyce.

fonte: d24am.com

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mordida de piranha é mais 'forte' que de tiranossauro e tubarão, diz estudo

Intensidade leva em conta a massa e o tamanho do animal.
Músculos do peixe exercem força equivalente a 30 vezes seu peso.

Com os músculos da mandíbula superdesenvolvidos, capazes de exercer uma força equivalente a 30 vezes o seu peso, a piranha negra (Serrasalmus rhombeus) é uma máquina de morder que deixa no "chinelo" o restante do reino animal.

Dr. Justin Grubich, da Universidade Americana do Cairo, no Egito, segura exemplar de piranha negra pego em uma expedição ao Rio Xingu, na Amazônia (Foto: National Geographic Society/Nature Scientific Reports)


O grande tubarão branco, a hiena e o crocodilo têm dentes muito afiados, mas, se a mordida deles for relacionada com a massa e o tamanho dos bichos, o campeão disparado é mesmo a piranha negra.

A força da mordida dela chega a 320 Newtons, quase três vezes mais que a exercida por um crocodilo do mesmo tamanho.

Esse peixe tropical supera, inclusive, monstros pré-históricos como o tiranossauro e o megalodonte, ancestral gigante do tubarão branco, segundo estudo publicado na revista "Nature Scientific Reports".

Os cientistas arriscaram seus dedos para capturar 15 piranhas negras em um braço do Rio Amazonas e usar nelas um aparelho de medição de mandíbulas.

Pesquisadores americanos Steve Huskey e Justin Grubich avaliam a força da mordida de uma piranha negra durante expedição ao Rio Xingu, na Amazônia (Foto: National Geographic Society/Nature Scientific Reports)
Os peixes, que mediam de 20 a 37 centímetros de comprimento, "prestaram-se de boa vontade ao jogo, praticando mordidas defensivas", disseram os biólogos.

"Ainda que as anedotas referentes a vítimas reduzidas a esqueletos em águas infestadas de piranhas sejam geralmente exageradas, as eficácia da mordida desses animais não é", acrescentaram os autores, citando casos em que esses animais carnívoros cortaram de uma vez ossos de dedos humanos e os comeram.

Esqueleto de piranha negra mostra os dentes em detalhes (Foto: Steve Huskey/Nature Scientific Report



Ps. Quando pescava piranha o anzol  5/0 era cortado com facilidade,  abaixo fotos de  pescaria a bolsa e a garrafa pet estava retornando para reciclagem.
    
foto Jorge Loureiro Pinto. Rio Solimões-AM



fonte: www.g1.com.br

domingo, 1 de julho de 2012

Estudo usa planta como anestésico para manejo de peixes no Amazonas


Anestésicos naturais estão sendo testados para
facilitar a comercialização e peixes como
o Tambaqui (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)

Plantas como cipó-alho, cravo-da-índia e alfavaca estão sendo testadas.
A substâncias foram testadas principalmente em tambaquis e matrinxãs.
 
Proporcionar alternativas naturais para substituir produtos químicos que possam ser tóxicos quando utilizados na piscicultura. Este é o objetivo da pesquisa realizada pelo pesquisador Luiz Inoue pela Embrapa Amazônia Ocidental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Para a substituição estão sendo feitas pesquisas com cipó-alho, cravo-da-índia, alfavaca, entre outras plantas.

As tecnologias estão sendo testadas, principalmente, para boas práticas de manejo na piscicultura, que possam reduzir riscos ambientais na produção de pescado, prevenir danos à saúde humana e facilitar a comercialização. Luiz desenvolveu testes em várias plantas como anestésico de peixes, para minimizar problemas no transporte desses animais. A substâncias foram testadas principalmente em tambaquis e matrinxãs, que são peixes originários da Amazônia e passaram a ser cultivados em várias regiões do Brasil.“Durante o manejo os peixes podem se machucar e, consequentemente, favorecer a manifestação de doenças e morte de animais, alguns dias depois”, explica o pesquisador. “O uso dos anestésicos naturais reduz a movimentação excessiva dos animais e o estresse dos peixes, aumentando as chances de sucesso da prática de manejo, eliminando o risco de intoxicação do trabalhador e dos animais”.

O estudo faz parte de projeto da Embrapa, com apoio do CNPq, no Macroprograma 3, que incentiva projetos voltados para o “Desenvolvimento Tecnológico Incremental”, para apoiar o aperfeiçoamento tecnológico contínuo do agronegócio a curto e médio prazos.


fonte  http://g1.globo.com/

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dicas para Pesca do Tucunaré


Altamente voraz e predador, o tucunaré é uma das espécies mais procuradas pelos pescadores esportivos, seja pela sua agressividade e violência das arrancadas, seja pela beleza de suas explosões nos ataques na superfície d’água.

Tucunaré azul e Tucunaré amarelo

As espécies mais conhecidas em represas distantes até cerca de 800 quilômetros de São Paulo, capital, são o tucunaré azul, que chega a ultrapassar os 5 kg, e o tucunaré amarelo, que raramente atinge os 3 kg, mas que pode crescer até 4 kg em determinadas situações.

O tucunaré amarelo tem resistência e adaptabilidade muito maiores que as do tucunaré azul em águas mais frias e maior índice de sobrevivência na procriação, além de se adaptar muito bem em áreas menos oxigenadas e águas turvas, justamente o oposto de seu parente azulado. Não costuma realizar grandes migrações e se concentra em cardumes numerosos, preferindo sempre a proximidade das margens, vegetações ou troncos, mesmo que eventualmente em locais mais fundos, muitas vezes até sendo residente.

Dois em um: Disputa pela isca

O tucunaré azul, por sua vez, prefere águas mornas, mais claras e até águas amareladas, ricas em material orgânico, mas rejeitam águas avermelhadas ou excessivamente turvas, muitas vezes buscando águas mais oxigenadas, próximas a pedras e locais abertos com passagem de água corrente nos períodos de vazante.

Iscas Atificiais

De acordo com a região, temos um comportamento diferenciado, tanto com relação ao tipo de isca a ser utilizada como para o tamanho e coloração das mesmas, dificultando a observação de um padrão característico para todas elas.

Quando está ativo, dificilmente rejeita iscas de superfície e não erra o bote. Com velocidade surpreendente, ataca com precisão, muitas vezes na caída da isca artificial. Outras ocasiões, apenas reboja ou dá um único estouro na superfície, sendo necessária o uso de iscas de meia água para capturá-lo, ou de técnicas que façam com que o trabalho da isca artificial incentivem um novo ataque que culminem na sua captura. 

 

Pesque e “solte”: garantindo o futuro da pesca

Entre esses trabalhos, está a famosa paradinha, o trabalho lento, e no, caso da Jumping Minnow ou sticks, como a Firestick da Intergreen, que tem dado ótimos resultados, está um toque curto e seco apenas, de modo a deixar a isca submergir. A resposta pode vir num estouro violento. Outras vezes, o trabalho contínuo em zigue-zague com ou sem paradinhas é o que manda.

É interessante notar que, às vezes, é necessário insistir no mesmo local, pinchar três ou quatro vezes no mesmo local para o peixe aparecer. As iscas de hélices prestam-se ao serviço de levantar o tucunaré das profundidades com eficácia.

Em algumas situações, a famosa Mirrolure 7MR , 20MR ou a Sputinick, com trabalhos próximos aos realizados na pesca do robalo são extremamente eficazes e, em outras, apenas uma cor específica tem ação, dificultando a sua captura. A isca Borboleta Tan-tan também tem se prestado para essa situação, com movimentos erráticos,atraindo muito bem o tucunaré.

Quando a vegetação está densa e difícil de ser explorada, como no caso de capinzais vastos, o uso de iscas sem garatéias é essencial para conseguirmos obter o ataque do espécime e atrair o cardume para fora da estrutura. Em situações com excesso de algas, a colher anti-enrosco e o jig, apesar de menos emocionantes, fazem um trabalho na flor-d’água quando recolhidas rapidamente, atraindo o tucunaré.

Muitas vezes, observamos que o tucunaré está mais ativo com iscas de barulho – como hélice ou popper; outras vezes, com iscas sem rattli’n. O ataque pode ser por fome, defesa ou simplesmente raiva, dada a violência com que ele é feito na isca artificial em certas circunstâncias.

Os ventos influenciam no trabalho da isca, no controle do barco e na precisão do arremesso, porém, quando o peixe está ativo, principalmente os grandes, não existem problemas quanto a esse fator. Sugiro, nessa situação, o uso de iscas maiores, do tipo Zara Super (Excalibur) e do tipo popper ou hélice, além da execução de trabalhos que permitam ao peixe um ataque preciso – normalmente lento e com pausas.


fonte: Dkmar Pousada e Marina - Rubinéia-SP
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