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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Na terra do peixe que ronca

Conheça a forma bastante curiosa de fisgar os curimbatás, em Pirassununga, no interior de São Paulo
 
Por: Maicon Bianchi
Foto/Ilustração: Maicon Bianchi

A terra do peixe que ronca – como Pirassununga é conhecida em tupi guarani – é uma cidade situada no estado de São Paulo ao lado da rodovia Anhanguera, às margens do rio Mogi Guaçu. Seu principal ponto turístico é o distrito de Cachoeira das Emas, onde fica a barragem construída pela Cesp para geração de energia.

Mas foi por causa da piracema que a cidade se tornou mundialmente conhecida. Todos os anos, entre os quentes meses de novembro e fevereiro, milhares de peixes migram rio acima para se reproduzir em seu local de origem. As fantásticas cenas dos peixes lutando contra os obstáculos edificados pelo homem atraem uma multidão de turistas durante esse período.

Como não conhecíamos a estrutura pesqueira do local, procuramos imediatamente os pescadores e comerciantes de Cachoeira das Emas. Também conversamos com um sargento da policia florestal, que fiscalizava os pescadores da região sobre como obter mais informações.

Fomos então informados de que os curimbatás e as piaparas eram os peixes da vez, apesar das baixas temperaturas, e que a melhor forma de fisgá-los seria com iscas artificiais. Isso mesmo, iscas artificiais!

Parece estranho, mas é verdade
Foto/Ilustração: Maicon Bianchi

As iscas artificiais não se restringem apenas a plugs e garatéias, conforme imaginamos em princípio. A criatividade dos pescadores para fisgar com eficácia se materializa em anzóis “adornados” com muito material de confecção de bijuteria, como lantejoulas e canutilhos – além da inusitada fita veda rosca. Acompanhe o processo de fabricação artesanal.

Materiais para chicotilho

- Três anzóis maruseigo n°18 (Marine Sport), quantidade máxima permitida na região para cada chicote, Linha monofilamento ou fluocarbon de 0,50mm, Fita veda rosca, Lantejoula prata e vermelha (pequenas para entrar com pressão no anzol), Canutilhos e lantejoulas amarelas, brancas e vermelha, Girador, Stop (borracha que não deixa a chumbada bater no girador) e Chumbo oliva redondo (peso depende da correnteza)

Como fazer

Os anzóis maruseigo têm a ponta virada para dentro. Abra com um alicate até que a ponta fique reta. Passe o veda rosca nas “pernas" dos anzóis com 8 a 10 voltas (foto2). Coloque três a quatro lantejoulas em cada anzol, cores sortidas. Após os três primeiros passos, o anzol estará completo para receber a linha.
Foto/Ilustração: Maicon Bianchi

A partir daí corte um pedaço de linha (0,50mm) de mais ou menos 50cm de comprimento, até o primeiro anzol na linha com o nó único (o último anzol terminal) e coloque dois canutilhos. Depois de atado o primeiro anzol, meça um palmo para atar o próximo anzol e passe o mesmo na linha pela frente até a medida demarcada.

Em seguida, enrole a linha em cima da própria linha na perna do anzol, dando de 7 a 10 voltas. Volte com a ponta da linha no “olho” do anzol e puxe. Feito isso, coloque mais dois canutilhos e repita a operação para o terceiro anzol. Para finalizar o chicote, ate o girador com um nó único.
Coloque chumbo na linha principal da carretilha ou do molinete, insira o vibra-stop e amarre a linha com um nó único no girador do chicote.

O chicote ou “chicotilho” (apelido carinhosamente colocado por nossa equipe) está pronto para o uso.

Assista o vídeo explicativo.

A curiosidade pegou o peixe

Antes mesmo do amanhecer e com a tralha devidamente preparada – e claro, com os “chicotilhos” montados em casa antes da pescaria – subimos no barco de apoio e rumamos a embarcação n° 4. Começamos cevando o local e, como a ração utilizada nessa pesca tem que afundar (ração de peixe ou coelho), descartamos o uso do cevador, por causa das águas de correntes lentas. Apenas soltamos a ração na parte traseira do barco para que afundasse próximo da área de atuação do “chicotilhos”.
Foto/Ilustração: Maicon Bianchi

Preparado o conjunto – vara carretilha, linha chumbada, stop atado ao chicotilho, e o local devidamente cevado – fizemos os arremeços a cerca de 20m de distância, esperamos a chumbada encostar no fundo do rio e deixamos a linha um pouco frouxa para visualizar a ação do peixe. Neste caso, a cor da linha é extremamente importante. Usei uma Trilon da Mazzaferro N1, com espessura de 0,35mm.

Por ser um peixe curioso, o curimbatá se aproxima do “chicotilho” atraído pelas lantejoulas e começa a “mamar”. É nesse momento que o pescador tem de estar atento ao leve toque do peixe no “chicotilho”. Quando a linha estica levemente, sumindo a “barrida” é a hora certa para a fisgada.

Logo nos primeiros lançamentos tivemos várias ações e captura de curimbatás de tamanhos avantajados. Em dois dias de pescarias, travamos dezenas de brigas com esses beiçudos de força invejável e, quem diria, sem isca natural alguma, apenas na artificial!

Confira os vídeos dessa emocionante pesca:
Pescaria em Pirassununga 1ª parte.
Pescaria em Pirassununga 2ª parte.

fonte: http://revistapescaecompanhia.uol.com.br

terça-feira, 26 de abril de 2011

USANDO O GIRADOR

São muitos os itens que integram a tralha de um pescador amador. Porém, é desnecessário dizer que o girador, além de ser um item muito importante de nosso equipamento, merece um lugar de destaque.

Não há como precisar como precisar a data exata de quando o primeiro girador foi fabricado e usado em uma pescaria. Podemos apenas afirmar que ele é quase tão antigo quanto o anzol moderno, ou seja, o fabricado com aço.

É conhecido por muitos nomes, mas talvez o mais sugestivo e explicativo seja “destorcedor”. Seria essa, a princípio, a função principal do girador: evitar que a linha de pesca seja torcida. Daí, a criatividade do pescador começou a achar os mais diversos usos para esse pequeno apetrecho. Alguns chegam até mesmo, talvez por falta de informação ou por informação errada, a atribuir ao girador funções que, no mínimo, podem ser consideradas milagrosas. Exigir desse pequeno pedaço de metal o que dele exigem é um absurdo. Senão vejamos:

Alguns pescadores gostam de corricar usando como isca artificial a colher de metal. Ora, se o ato de corricar com a colher não for muito bem executado, a mesma dará voltas e mais voltas sobre sim, torcendo intensamente a linha.

Então passaram a fazer um líder de mais ou menos um metro e, a cada 20 cm colocavam um girador, pois segundo eles, com 5 ou 6 giradores a linha não seria torcida.

Podemos afirmar com certeza que esse método não funciona, pois, a despeito de qualquer número de giradores que estejam em sua frente, a colher de pesca, quando usada incorretamente torcerá a linha de qualquer maneira.

Quando corrica com uma colher, a principal preocupação do pescador deverá ser a velocidade do barco, que deve ser estabelecida de modo que o movimento do barco faça com que a colher dê apenas duas ou três voltas para cada lado. Quando isso ocorre, aí sim o girador (apenas um será suficiente neste caso) estará desempenhando sua função primitiva e elementar: evitar a torção da linha.

No caso de iscas artificiais, especialmente os plugs (pequenos peixes) com barbelas, mais uma vez somente um girador será necessário, que se sabe que a ação principal do plug é nadar, e nessa ação ele não executa voltas sobre si. Daí a pergunta: se isso é tão normal, para que então usar o girador? É o que vamos tentar explicar a seguir.

Comecemos pelo problema do molinete e da carretilha. Desde já, podemos afirmar que o fato de pescar com um ou outro não determina se um pescador é melhor ou pior. Porém, é indiscutível que o molinete tem maior probabilidade de provocar a torção da linha, já que, por sua própria estrutura, esse equipamento mantém a linha enrolada em torno de um eixo, torcendo-a. Com a carretilha isso não acontece, pois o enrolamento da linha ocorre num processo reto e linear, tipo manivela de poço. No molinete, a linha entra no carretel através da haste, a qual fica girando em torne deste. Tal função torce a linha continuadamente e neste caso o uso de girador é indispensável, senão para eliminar a torção totalmente, ao menos para torná-la um pouco menos intensa.

Existem ainda outras funções não menos importantes exercidas pelo girador. Vejamos.

Quando usamos qualquer tipo de isca, seja artificial ou natural, na pesca de peixes predadores que possuam dentes, usaremos sempre um empate de aço, sem exceções.

Fica então a pergunta: como amarrar a linha de nosso equipamento diretamente no aço do empate? Exatamente aí e que entra o girador, já que suas argolas, sendo de metal mais grosso e polido (o que não acontece com o arame do empate) tornam mais fácil e segura a amarração da linha.

Mas existem outros casos onde o girador é exigido, sendo que o principal deles envolve a pesca na modalidade de praia. Como se sabe, na pesca de praia ou mesmo de costão, é costume utilizar um empate, hoje em dia muito bem feito, onde são colocados dois anzóis, que por sua vez são amarrados em pedaços de linha chamados de “pernadas”, as quais são atadas nos “engates rápidos”. Na ponta final desse empate vai o chumbo, tendo à sua frente o girador, pois mais uma vez teremos muito mais segurança em amarrar a linha mestra nele ao invés de amarrá-la diretamente na linha do empate.

Existem diversos modelos de giradores. Alguns são triplos, desenvolvidos com a intenção de separar os anzóis para que estes não enrosquem entre si. Essa função é contestável, considerando que os engates rápidos já diminuem as chances desse tipo de enrosco acontecer.

Além deste, existem mais modelos de giradores, que podem ser diferenciados pelos formatos: há redondos, triangulares e até mesmo ovais. E, finalmente, existem também os giradores de esferas, que devem obrigatoriamente ser de boa procedência, caso contrário, correremos o risco de ver aparecer ferrugem nas esferas.

No mercado brasileiro temos dois fabricantes de giradores tradicionais que, a bem da verdade, são os melhores e mais simples de ser usados.

Desde 1947, a Paoli fabrica giradores e, mais recentemente, a Metalúrgica Gil também passou a fabricá-los. São peças feitas em latão, portanto não enferrujam, além de serem muito bem acabadas. Estão disponíveis em oito tamanhos, e estas são as resistências apresentadas nos testes:
GIRADOR RESISTÊNCIA
Modelo 1 10 kg
Modelo 2 15 kg
Modelo 3 35 kg
Modelo 4 50 kg
Modelo 5 65 kg
Modelo 6 85 kg
Modelo 7 92 kg
Modelo 8 98 kg



Baseado na tabela acima, o pescador poderá escolher a bitola do arame de aço ou da linha de nylon a ser usada. Esta escolha é fundamental, pois o uso de um girador de tamanho muito grande, poderá afetar o equilíbrio do conjunto que usarmos.

Aí está, portanto, tudo o que se pode dizer a respeito do tradicional girador de pesca.

fonte jcomolo.br

terça-feira, 19 de abril de 2011

Linha para Pesca

Em 1930 o Dr Wallace Carothers produziu a primeira fibra sintética, e em 1935 descobriu a fibra de náilon 66, que posteriormente foi patenteada pela empresa norte-americana Du Pont. A palavra naylon – aqui aportuguesada para náilon – tem origem controversa, porém uma das versões que tenta explicá-la diz que surgiu na Segunda Guerra Mundial, época em que os pára-quedas eram feitos de seda natural. Segundo os anais, os japoneses – então os maiores produtores dessa matéria-prima – proibiram o comércio desse insumo, obrigando os americanos a usar a nova fibra sintética que acabara de ser descoberta. Assim, a origem do nome seria “Now You Look Old Nippon”, cuja sigla – Nylon – aproveita as letras iniciais de cada palavra da frase, e significa “agora você parece um velho japonês”
Esse nome é empregado, freqüentemente, para generalizar as linhas de pesca. Como sua utilização implicaria no pagamento dos royalties à Du Pont, os fabricantes tiveram que procurar uma outra nomenclatura para substituí-las, e por isso adotaram o termo técnico “Poliamida 6”.

Atualmente esse material é utilizado em larga escala, dando origem a diversos tipos de produtos industrializados. No universo da pesca desportiva, é a matéria-prima básica para a confecção de fios monofilamento, vulgarmente conhecidos como linhas de pesca.

Monofilamento ou multifilamento

Define-se como “monofilamento”as linhas compostas por um único fio. Os “multifilamentos”, por sua vez, são agrupamentos múltiplos.

Como limpar e proteger a sua linha.

Quando se pesca em água doce (rios, lagos e represas) onde haja barro, areia ou outro tipo de sujeira abrasiva, a melhor forma de limpar a linha é desenrolando a quantidade que foi utilizada durante o dia, e colocá-la no carretel, prendendo-a entre um pano umedecido em água potável.

Em água salgada(praia, canais, costeira, entre outras) o sal e areia são elementos altamente nocivos, para limpeza, proceda da mesma forma indicada para água doce. Quando for voltar a linha para o carretel, use um pano com um pouco de graxa de silicone, igual ao utilizado para limpeza, lubrificação e aumento de durabilidade de linhas de fly.

Enrolar corretamente a linha.

Tanto para spins quanto para molinetes. O processo é o mesmo. Direcione a ponta da vara – já com o molinete montado – para o carretel de linha.

Com a bobina do molinete girando da esquerda para a direita, a linha do carretel deverá desenrolar no mesmo sentido. Se, durante esse processo, formarem-se alças torcidas, é sinal que a posição está invertida, então basta reposicionar o carretel para eliminar o problema.

Nas carretilhas a linha entra longitudinalmente, portanto a melhor maneira de colocá-la é direcionando a ponta da vara – já com a carretilha montada – para o carretel o qual deverá desenrolar o fio por cima. Evita-se a torção passando uma caneta ou uma haste qualquer pelo furo do carretel, para que o mesmo possa girar enquanto desenrolar a linha.

Linhas de arranque.

O arranque é um fio de maior diâmetro ou resistência do que a que está no molinete ou carretilha. Apesar de não ser uma regra, usualmente deverá ter comprimento duas vezes superior ao tamanho da vara (vara com 1,80 metro, arranque com 3,60 metros) e bitola com o dobro da linha principal. No entanto, pode ser mais curto ou comprido, mais fino ou mais grosso, conforme as necessidades do pescador.

A linha de arranque ou líder é muito utilizada pelos praticantes da pesca de praia, pois auxilia tanto na hora de fazer o arremesso – evitando quebrar a mais fina – como na hora de tirar o peixe da água.

Na pesca embarcada este recurso também é muito útil, pois dá maior segurança quando o peixe corre para estruturas tais como paus, pedras, etc, e na hora do embarque, em circunstâncias onde a linha passe por baixo do barco raspando no casco ou no motor.

A emenda de linhas “poliamida 6” pode ser feita através de soldagem química, ou de nós. No caso das linhas fluorcarbono, deve-se colocar um pequeno líder com cerca de 30 centímetros para evitar a abrasão provocada pelo serrilhamento da boca do peixe.

Caso queira utilizar líder de fluorcarbono com duas vezes o comprimento da vara, haverá o inconveniente provocado pelo atrito do nó com os passadores, pois esse material não pode ser soldado quimicamente.

Vantagens da linha fina.

Como é muito difícil encontrar enrosco na praia e a maioria dos peixes não são grandes, com linha fina aumenta-se a esportividade e evidencia-se a técnica do pescador. Além do mais, em função de criar menor resistência nas correntes provocadas pelas marés, a diminuição de bitola também favorece a utilização de chumbos mais leves, sem comprometer a permanência das iscas no lugar escolhido. Na pesca de praia, considera-se linha fina aquela cuja bitola varia entre 0,20 e 0,25 milímetros ( 5 a 9 libras de teste).

Quando usar linhas grossas.

Na pesca embarcada de rio ou mar, onde haja estruturas como paus, pedras, parcéis ou outros obstáculos, linhas com diâmetro entre 0,70 e 1 milímetro ( na faixa de 50 a 95 libras) são as mais indicadas, pois mesmo quando raspam, ainda haverá margem de resistência para trabalhar e retirar o peixe.

Como regular a fricção.

Para evitar forçar o equipamento, bem como romper a linha durante a primeira arrancada do peixe, deve-se regular a fricção adequadamente. A regra é a seguinte: quando se utiliza fio com 100 libras de resistência e o conjunto vara e carretilha tiverem a mesma especificação, regular a fricção em 1:4 do menor valor. Isto se consegue dividindo 100 por 4. Assim feito, o produto da divisão que é 25, representa a capacidade em libras de resistência.

Se a linha for para 100 libras e o conjunto para 60, divide-se 60 por 4, e o produto da divisão que é 15, expressará a capacidade em libras de resistência do conjunto. Usando este método, evita-se a quebra da vara, poupa-se a carretilha ou molinete e o mais importe: não se perde o peixe.

Para não comprometer a resistência, quando for colocar uma carga de linha nova em sua carretilha o molinete, é importante que a mesma não tenha emendas. Na hora de comprar, escolha as que possuem quantidade suficiente para encher o carretel. Se a capacidade de armazenamento da carretilha for para 200 metros de linha 0,40, não será difícil encontrar opções, no entanto, se for necessário dispor de quantidade superior, restam poucas alternativas, e por isso o melhor é adquirir carretéis com 600 ou 1000 metros, ou os que são interligados.

Elasticidade.

É a elasticidade que exprime a dureza ou maciez da linha. Esta característica é determinada durante o processo de fabricação. Uma linha de qualquer diâmetro, com 25% de elasticidade e um metro de comprimento, só deverá se romper quando submetida a um teste de tração – após atingir o tamanho de 1,25 metro.

Para carretilhas, cujo carretel gira durante o processo de arremesso, linhas com 15 a 20% de elasticidade – classificadas como duras – são as mais indicadas. Em molinetes, o carretel é fixo e alinha sai em forma de espiral, portanto linhas mais macias – com 20 a 30% de elasticidade – produzem em efeito melhor, facilitando os arremessos.

A menos elástica dá maior sensibilidade ao toque do peixe, melhora a performance de iscas de superfície e minhocas artificiais, e, quando se promove a fisgada, o anzol penetra com mais facilidade. Em contra partida, possuem mais memória e menor resistência a nós.

Nas mais elásticas essas características se invertem. Contudo, esses parâmetros não vêm grafados na embalagem, e por isso é necessário fazer alguns testes práticos, antes de decidir a que melhor atende aos propósitos.

Resistência à abrasão

Apesar de parecerem iguais as linhas de náilon possuem grandes diferentes, tanto na quantidade de matéria prima. As que se destacam por apresentar preço mais em conta são feitas apenas com polímeros, o que as torna mais frágeis à abrasão. As mais resistentes são confeccionadas com copolímeros (duas ou mais matérias primas), o que conseqüentemente, resulta em melhor qualidade e as torna mais caras. Os modelos de fluorcarbono, feitos com poliamida6 e teflon, são as mais resistentes à abrasão.

Cor da linha.

Os adeptos das iscas artificiais preferem linhas fluorescentes e coloridas, normalmente em tons amarelo e verde, pois facilitam a visualização. Em contrapartida, esses modelos são contra-indicados quando se trata de pesca de fundo, pois suas cores podem atrair predadores indesejáveis, tais como piranha em água doce e o baiacu em água salgada. Para empatar anzóis, o melhor é utilizar as que possuem cores neutras ou no máximo fumê. Testes práticos comprovam que nesses tons a linha fica praticamente invisível na água.

Armazenamentos de linhas.

Quando se estoca linhas, o ideal para prolongar sua vida útil é protegê-las em lugares onde não fiquem expostas à luz e ao calor, mas de toda forma, convém fazer alguns testes antes de usar as que ficaram armazenadas durante muito tempo. Um bom método para se certificar se ainda estão boas para uso, é pegar um carretel novo e um velho de linhas do mesmo diâmetro, dar um nó cego em cada, e puxar até que arrebentem. Se a diferença de resistência do rolo de fio velho for muito inferior, inutilize-o completamente.

Nacionais ou importadas.

Linhas importadas são de boa qualidade, mas tem custo alto. Por este motivo é comum o pescador utilizá-las por períodos excessivos, mesmo a despeito da perda de resistência. Na verdade, existe um grande contingente de usuários que só troca no dia em que se rompem durante a briga com o peixe. As nacionais – como as fabricadas pela Mazaferro – têm excelente qualidade, preço mais atraente, e atingiram tamanho nível de desenvolvimento tecnológico, que são exportadas para outros países. No entanto tanto importadas quanto nacionais, ao apresentarem sinais de desgaste como fissuras ou cor opaca, devem ser trocadas em sua totalidade.

fonte jcornolo.br

sábado, 25 de julho de 2009

FLY FISHING: PESCA COM MOSCA


A pesca com mosca é uma das mais antigas formas de pesca esportiva.
Antes do molinete e da carretilha, já se pescava com moscas,
logicamente com materiais muito diferentes dos que utilizamos hoje em termo de tecnologia
Na pesca com mosca em vez da isca, é a linha que é arremessada, sendo assim, o balanceamento do material é de suma importância para um bom arremesso. A vara, linha, carretilha e isca devem ser compatíveis entre si.
Para isso, a AFTMA (American Fishing Tackle Manufactures Association) criou um código comercial para identificar as categorias que pertencem uma determinada linha para fly e consequentemente baseado nela escolhemos o resto da tralha.
FLY FISHING - PESCA COM MOSCA


A pesca com mosca é uma das mais antigas formas de pesca esportiva. Antes do molinete e da carretilha, já se pescava com moscas, logicamente com materiais muito diferentes dos que utilizamos hoje em termo de tecnologia.
Na pesca com mosca em vez da isca, é a linha que é arremessada, sendo assim, o balanceamento do material é de suma importância para um bom arremesso. A vara, linha, carretilha e isca devem ser compatíveis entre si.
Para isso, a AFTMA (American Fishing Tackle Manufactures Association) criou um código comercial para identificar as categorias que pertencem uma determinada linha para fly e consequentemente baseado nela escolhemos o resto da tralha.

LINHAS PARA PESCA COM FLY

É sem dúvida o item mais importante da tralha. Ao contrário do que acontece com a pesca convencional, em que arremessamos a isca, no fly é a linha que tem peso suficiente para ser lançada. A isca é simplesmente rebocada. Existem no mercado 15 pesos de linhas. Quanto maior o número da linha maior o seu peso.

Outra característica é seu formato que são:

LEVEL - símbolo – L

Linha de diâmetro uniforme, não é recomendada para pesca de peixes que se assustam facilmente

DOUBLE-TAPER- símbolo - DT

Tem o mesmo perfil nas duas extremidades. É mais usada paralinhas de pouco peso

WEIGHT-FORWORD- símbolo – WF

Tem seu peso mais concentrado na frente. É indicada para arremessos com iscas volumosas. É a mais utilizada, além de ser a mais indicada para

SHOOTING TAPERsímbolo- ST

É a linha usada para arremessos longos. É ligada a um monofilamento ou a uma running line, que nada mais é que uma linha level de pouco peso. Seu tamanho é em torno de 9,0 metros.

As linhas de fly possuem ainda as características de serem:

1 - FLUTUANTES - símbolo - F (FLOATING)

2 - QUE AFUNDAM - símboloS (SINKING)

3 - FLUTUANTES E QUE AFUNDAM - símbolo- F/S (FLOATING/SINKING), também chamada de SINKING TIP.

A partir desses dados, toda linha possui um código de apresentação. Como exemplos:

WF-8-F

WF – formato “weight forward”/ 8 – peso / F – flutuante

DT-6-S

DT- formato “double taper”/ 6 – peso / S- sinking, que afunda.

VARAS

Assim como as linhas de fly, os caniços utilizados nesta modalidade também respeitam características bem específicas.

Para cada peso de linha existe um caniço apropriado. Uma linha de peso 8 deve ser arremessada com uma vara para linha 8, uma linha de peso 6 deve ser arremessada por um caniço para linha 6 e assim por diante.
Normalmente no corpo da vara vem escrito o tamanho da vara em pés e a linha indicada para ela.

Na pesca do tucunaré, os conjuntos mais indicados vão do 7 ao 10 ou seja:

- Linha 7/ vara

- Linha 8/ vara 8

- Linha 9/ vara 9

- Linha 10/ vara 10

O comprimento da vara é medido em pés ( 1 pé = 30,48 cm ) e normalmente são de 8 a 9 pés (para pesca do tucunaré).

DIFERENTES AÇÕES DAS VARAS

Fig 1 – Ação lenta : Curvatura progressiva, praticamente em toda a extensão, do cabo para ponta.

Fig 2 – Ação média : A maior parte da curvatura, da metade para cima.

Fig 3 – Ação rápida: No arremesso, curva-se a parte da ponta ( cerca de ¼ do comprimento

CARRETILHAS PARA FLY

A função da carretilha para fly é armazenar linha, ela não interfere no arremesso. Além de armazenar a linha, outra função da carretilha é a de contrabalançar o conjunto vara/linha/carretilha.

Caniços maiores necessitam de carretilhas mais pesadas.

Comercialmente, encontra-se basicamente três versões:

- Ação simples: são as mais usadas, possuem uma ação de giro1:1, ou seja, uma volta da manivela corresponde a uma volta no carretel.

- Ação múltipla: possuem relação de giro 2:1.

- Automáticas: recolhem a linha automaticamente, sendo raramente usadas.

BACKING

É comum usar uma linha feita normalmente de dracon, atada ao final da linha de fly.

O backing tem as seguintes funções:

1- Fornecer linha extra para o caso de se fisgar um peixe grande.

2- Encher o carretel.

3- Evitar que a linha de fly fique muito enrolada em anéis estreitos, o que ocasionaria memórias na linha.

LIDER

É geralmente uma linha de monofilamento, que liga a mosca à linha de fly.

Tem a característica de afilar de diâmetro à medida que se aproxima da mosca. A principal função desse afilamento, é fazer com que a mosca caia na água de uma forma mais natural. Para a pesca de peixes que não se assustam facilmente com barulhos, como o tucunaré, podemos usar simplesmente uma linha de monofilamento com o mesmo diâmetro, para peixes mais ariscos, é interessante usarmos o afilamento. O leader se divide em três partes: Butt, a parte mais grossa, Taper, que é a parte que vai afinando e tippet , que é onde amarramos a isca.

Exemplo de leader para matrinxã:

Líder com 9 pés ( 2,70m) com tippet 0,35mm.

81 cm de linha 0,60 mm

71 cm de linha 0,50 mm

41 cm de linha 0,45 mm

30 cm de linha 0,40 mm

51 cm de linha 0,35 mm

As linhas são emendadas por um nó que veremos mais adiante. Existem no mercado linhas próprias para líderes com diâmetros muito próximos entre si.

ISCAS

As que imitam insetos:

Usadas na pesca de pequenos peixes:








Dry fly- mosca seca Wet fly- mosca molhada Ninfa- inseto imaturo

As que imitam alevinos, rãs:

- - Streamers

- - Poppers

- Bucktail








Streamers Bucktail Popper

MONTAGEM DO EQUIPAMENTO



Nó 1 usado para atar o backing à carretilha

Nó 2 usado para atar o backing à linha de fly

Nó 3 usado para atar o líder à linha de fly

Nó 4 usado para atar o tippet ao leader

Nó 5 usado atar a mosca

fonte: http://portalamazonia.locawe.com.br/sites/pescaamazonia

terça-feira, 7 de julho de 2009

COMO FAZER A SOLTURA DE PEIXES


PORQUE SOLTAR OS PEIXES Os mananciais para a pesca são finitos e atualmente sofrem uma pressão cada vez maior. Diminuíram os números de várias espécies importantes aos pescadores; como conseqüência, foram estabelecidas normas para a pesca - normas que abrangem desde o tamanho dos viveiros, peso e medida dos peixes, temporadas para o defeso até , como em alguns casos, a proteção total às espécies. Como resultado, os pescadores pescam peixes que, por exigência da lei, devem ser imediatamente devolvidos à água. Outrossim, já se tornou comum soltar alguns peixes que, mesmo com permissão legal, poderiam ser sacrificados. A filosofia da pesca esportiva vem mudando a ênfase da captura e morte do peixe para a colocação do tag (placa de identificação) e soltura. Os benefícios da soltura de peixes vivos são amplamente reconhecidos. Os peixes que são soltos podem sobreviver para serem capturados mais tarde, quando estiverem maiores. Eles também continuam a procriar, melhorando a população da espécie a longo prazo. Vários estudos sobre pesca em água doce mostram que a maioria dos peixes sobrevive depois do pesque e solte (catch & release). O número mais modesto de trabalhos sobre as espécies marinhas também mostra que existe um elevado índice de sobrevivência para peixes de água salgada. Mais de 75 por cento de pequenos snappers pegos durante os torneios de pesca organizados pelo NSW FISHERIES/Austrália sobreviveram a longo prazo, depois do pesque & solte. A alta incidência de recapturas entre os peixes esportivos marinhos com placas de identificação (tag) é outra indicação dos excelentes índices de sobrevivência entre os peixes que foram soltos.

SOBREVIVÊNCIA APÓS O FERIMENTO DO ANZOL


O local e a severidade do ferimento causado pelo anzol obviamente exercem uma importante influência no que se refere à sobrevivência do peixe. Os peixes fisgados pelas guelras ou pelas entranhas têm menores chances de sobreviver do que aqueles fisgados mais superficialmente. Entretanto, mesmo os peixes fisgados mais fundo poderão sobreviver se a linha for cortada e o anzol deixado no lugar. Já foi demonstrado que a remoção do anzol reduz dramaticamente as possibilidades de sobrevivência dos peixes. O tipo de equipamento usado pelo pescador pode influenciar na sobrevida do peixe. Muitos estudos mostram que os peixes pegos com iscas artificiais ou moscas artificiais são feridos mais superficialmente no queixo ou na boca e têm maior probabilidade de sobreviver do que os peixes fisgados com iscas naturais.

SOBREVIVÊNCIA AO PESQUE E SOLTE (CATCH & RELEASE)

Os peixes ficam estressados como resultado da captura e manipulação. Esse stress afeta a química do seu sangue. E causa um aumento da produção de hormônios relacionados ao stress - um aumento de ácido láctico e uma mudança nas concentrações de hemoglobina, glicose e sais. O resultado pode ser a morte, na hora ou mais tarde. A quantidade de stress que um peixe pode tolerar é influenciada por sua condição e pelo ambiente. Por exemplo, alguns peixes de água doce têm menos possibilidades de sobreviver se pescados em água quente do que em água fria. Como o stress leva tempo para ocorrer e em sendo seus efeitos cumulativos, ele pode ser reduzido se o pescador pegar e soltar o peixe rapidamente, manipulando-o o mínimo possível. Se um equipamento pesado for utilizado pelo pescador , os peixes não ficarão cansados antes de serem embarcados e soltos. Um efeitos mais danosos do stress é a redução da resistência do peixe às doenças infecciosas. Infeções por fungos ou bactérias são certamente causas de muitas mortes depois das solturas. A manipulação rude ou violenta aumentará o dano ao peixe e criará uma chance maior de infeção. Como a pele do peixe é fácil de se machucar, deve ser evitada a todo custo a manipulação que cause ou estimule uma perda de escamas ou que prejudique as células produtoras de muco .

PEIXES DE ÁGUAS PROFUNDAS

Os peixes pegos em águas profundas sofrem dos mesmos problemas do que aqueles que nadam na superfície. Assim que um peixe é trazido para a superfície da água, os gases dentro dele ficam sujeitos a uma pressão menor e consequentemente se expandem. Isto causa um sério sangramento e produz a formação de grandes bolhas de gás no coração, veias, guelras e cérebro. Diferentemente de peixes de superfície, alguns peixes têm o problema adicional da expansão do gás na bexiga natatória. A bexiga natatória é uma bolsa cheia de gás, que permite aos peixes manterem neutro o seu poder de boiar em diferentes níveis da água . Muitos peixes não possuem forma de expelir o gás para fora da bexiga e podem somente remover o excesso de gás através da sua difusão no sangue. Este lento processo de difusão do gás restringe a velocidade pela qual o peixe pode realizar o movimento da água profunda para a de superfície. Assim que o peixe é trazido à superfície pelo pescador, o gás, em rápida expansão na bexiga natatória, comprime os seus órgãos internos e às vezes força as suas entranhas em direção à boca. Ainda que menos prejudicial ao peixe do que os outros efeitos da despressurização, essa super-expansão da bexiga pode geralmente impedir que o peixe retorne às águas profundas, onde os gases podem retornar aos seus volume e solubilidade originais. Esse peixe certamente vai perecer se for deixado boiando na superfície da água, incapaz de submergir. A remoção do excesso de gás das bexigas natatórias dos peixes originários de águas profundas pode enormemente aumentar as suas chances de sobrevivência. Isto pode ser feito alfinetando-se a bexiga natatória através do corpo do peixe com uma agulha hipodérmica ou com uma ponta afiada. Esta é uma forma muito eficiente de garantir a sobrevivência da espécie, e geralmente usada quando os peixes estão sendo coletados para programas de reprodução e para destinação a aquários. A bexiga natatória e o peritônio podem resistir à pressão do gás em expansão por apenas um curto período de tempo. Por este motivo, o gás em excesso deve ser removido tão rapidamente quanto possível de modo a impedir a ruptura da bexiga. O tecido que se expande para fora da boca de um peixe inchado é geralmente proveniente do estômago que foi deslocado pelo gás expandido dentro bexiga natatória. A perfuração desse tecido não solta os gases da bexiga natatória e nem ajuda o peixe a retornar a sua profundidade original.


AUMENTO DOS ÍNDICES DE SOBREVIVÊNCIA DOS PEIXES SOLTOS

Pescadores bem sucedidos vêm desenvolvendo habilidades refinadas que os fazem fisgar diferentes tipos de peixes. Da mesma forma, eles podem desenvolver habilidades para soltar, com sucesso, os peixes ainda vivos. As orientações a seguir poderão ajudar nessa aprendizagem.
Luta com o Peixe - Traga o peixe para fora tão rapidamente quanto possível, mas tenha a certeza de que esse peixe não esteja num estado ainda muito vigoroso que vá fazê-lo se machucar (ou machucar você) durante a luta ou a soltura. - Um peixe cansado em decorrência de uma longa briga a partir de equipamento leve pode sofrer um maior stress do que um peixe pego através de equipamento pesado, e pode ter menores chances de sobrevivência. Retirada do Anzol e Manipulação - Amasse as farpas dos anzóis ou use anzóis simples ao invés de garatéias em iscas artificiais - isso fará com que a retirada do anzol seja muito mais fácil. (Anzóis sem farpas são certamente muito mais fáceis de tirar de pescadores fisgados !) - Quando possível, evite tirar o peixe fora da água , e retire o anzol e solte-o rapidamente. - Um alicate desentranhador de anzol pode ser útil para retirar anzóis da garganta, mas não tente retirar um anzol das entranhas ou guelras - corte a linha. Os poucos centavos que se gasta para comprar um anzol valem muito menos do que matar um peixe. - Se o peixe tiver que ser embarcado e não houver perigo de ferimentos, é melhor levantá-lo com a mão molhada. A mão embaixo e transversal ao corpo de muitos peixes permite que eles sejam levantados sem nenhum perigo. Peixes sem dentes (como o bass Australiano) podem ser levantados segurando-se o queixo inferior, mas somente quando o pescador colocar o peixe verticalmente. Se segurá-lo horizontalmente, poderá machucar a boca e o pescoço. - Se o peixe tiver que ser pego numa rede do tipo passaguá , uma rede feita de material leve sem nós vai causar menos ferimento do que as redes tecidas de propileno, que causam danos consideráveis à pele, podendo cegar o peixe por criarem cicatrizes nos seus olhos. - Se o peixe for colocado no chão para medida ou fotografia ou ainda a própria retirada do anzol , prefira uma superfície macia, molhada ao invés de superfície grossa e seca, que pode causar danos à pela do peixe. O ato de cobrir os olhos de um peixe pode acalmá-lo rapidamente. - Se o pescador for levar somente alguns peixes para casa , deverá selecionar aqueles que estiverem sangrando nas guelras ou que foram fisgados pelas entranhas ; deve-se soltar aqueles que foram fisgados mais suavemente e que, por isso mesmo, têm maiores chances de sobrevivência. Soltura - Os peixes podem ser seguros horizontalmente dentro da água e movidos para frente e para trás por um pequeno período de tempo de modo a fazê--los ganhar o devido equilíbrio antes da soltura. - Evite soltar o peixe nas margens rasas e quentes dos lagos e estuários se águas mais fundas e frescas forem acessíveis. - Os peixes provenientes águas profundas têm mais chances de sobreviver se forem rapidamente devolvidos à água. Esvaziamento a Bexiga Natatória - Deve-se rapidamente retirar o gás da bexiga natatória dos peixes inchados, provenientes de águas profundas. - O tamanho da bexiga natatória varia entre as espécies, mas ela geralmente está localizada ao longo do topo da cavidade da entranha, logo abaixo do espinhaço. Ela geralmente se coloca em paralelo com a parte mais alta da base da nadadeira peitoral e logo à frente da metade do corpo do peixe. - A bexiga natatória é melhor esvaziada enfiando-se uma agulha hipodérmica bem longa(disponível em as farmácias ou veterinárias) ou algo pontiagudo (por exemplo, uma faca de filetar ou agulha de isca artificial) enfiado entre as escamas, daí para baixo pelo lado do peixe e para dentro da bexiga natatória. - Se o pescador não acertar a bexiga na primeira vez, deve tentar o procedimento de novo mesmo porque o ferimento causado pelo pequeno furo se cicatriza rapidamente. - Às vezes o pescador vai precisar expelir o gás da bexiga natatória apertando gentilmente o estômago do peixe. Assim que a bexiga for esvaziada, retire o objeto pontiagudo e enfie imediatamente o peixe, de cabeça, na água.

REDUÇÃO DO IMPACTO NOS ESTOQUES DE PEIXES

Lamentavelmente, mesmo quando os peixes são soltos com muito cuidado e habilidade, ainda existe risco de sacrificá-los. Dessa forma, é sempre melhor pescar a quantidade certa de peixes, conforme um planejamento prévio. O pescador pode à vezes evitar fisgar peixes abaixo da medida e para tal deve mudar de ponto ou aumentar o tamanho do anzol. A mudança de equipamento, iscas ou locais pode também permitir que o pescador pesque diferente espécies quando o seu viveiro estiver cheio de peixes de uma só espécie. Lembre-se : pesque por prazer - pesque para o futuro.

fonte: http://www.malima.com.br

domingo, 14 de junho de 2009

Carretilhas - Conheça e arremesse sem cabeleiras

Vamos mostrar um pouco nesta matéria sobre as carretilhas. Ogrande problemas de todos que iniciam com este equipamento é o pouco conhecimento do produto e muito não usam nem 20% de tudo o que uma carrtilha pode oferecer.

Conheça sua carretilha e arremesse sem cabeleiras

Veja abaixo os dois tipos de carretilhas, sendo os de perfil alto e baixo.

Carretilha Perfil Alto (Redondo)

Carretilha Perfil Baixo (Anatômico)

Uma série de fatores podem diferenciar as carretilhas em relação aos arremessos e são dois os cuidados necessários para um bom arremesso com carretilhas:

1-Saber utilizar todos os pontos da carretilha, onde se faz as diversas regulagens para o arremesso e a regulagem da fricção que é o conjunto que protege o seu equipamento contra ruptura (carretilha, linha e vara).

2-Saber arremessar de forma correta utilizando todo o potencial do seu equipamento.

Freio Mecânico

Este item é responsável pela regulagem no início do arremesso. Ela é feita através da porca calota, que mecanicamente aperta a ponta do eixo do carretel deixando o seu giro mais solto ou travado, regulando o peso da isca.

Para o pescador com pouca experiência no uso de carretilhas, a regulagem é feita da seguinte forma:

-Montado o equipamento (vara, carretilha, linha e isca), deixe a vara na horizontal, na altura dos ombros, feche totalmente o freio mecânico e destrave o carretel. A isca deve ficar perto da ponteira da vara, pois o freio está fechado. Solte vagarosamente o freio mecânico até que o carretel gire e a isca desça suavemente até o chão/água. Para uma regulagem perfeita, quando a isca tocar o chão/água, o carretel deve parar de girar.

Desta forma o arremesso vai ser mais curto, porém com menor possibilidade de fazer cabeleiras. Com muito treino e adaptação ao equipamento, pode-se soltar o freio mecânico deixando o carretel totalmente solto, possibilitando um arremesso bem mais longo. Nesse caso o controle do freio é feito com o dedo polegar sobre o carretel.

Freio Magnético

O freio magnético tem um conjunto de magnetos (imãs) que atuam no carretel. Os imãs são fixos na tampa lateral da carretilha. Um botão lateral posicionado do lado oposto da manivela de recolhimento e numerado de 0 a 10, regulam o freio.

Quanto mais próximos do 10, mais imãs atuam no carretel e mais preso fica. E quanto mais próximo de 0(zero), mais livre ficará o carretel.

Para regular, posicione o freio magnético na posição 10(mais presa) e inicie os arremessos abrindo um ponto de cada vez até encontrar o ponto ideal para arremessar bem e sem cabeleiras.

Este freio é muito útil para arremessar contra o vento.

Freio Centrífugo

Os freios centrífugos funcionam da mesma forma que os magnéticos, porém, tem mais precisão e são de mais difícil acesso, pois ficam no interior da carretilha.

Esse sistema de freio é acionado durante o arremesso, evitando que o carretel gire mais do que a saída de linha, evitando a cabeleira.

Mostraremos abaixo 3 exemplos de carretilhas com 2, 4 e com 6 buchas.

São eixos radiais presos ao conjunto do carretel. Nestes eixos são colocados pesos(buchas). No arremesso, com o alto giro do carretel, estes pesos são jogados contra uma calota(aro) e por atrito vai freando o carretel controlando a saída da linha.

Em uma carretilha com 4 buchas você pode deixar por exemplo 3 buchas fechadas e uma aberta, ou deixar totalemnet aberta para um arremesso amsi solto ou fecha-la por completo fazendo todo o trabalho dos freios no arremeso. Essa regulagem depende do conhecimento e da facilidade de arremessod e cada um. Aconselho a começar com os freios fechados e depois com o tempo vá abrindo um a um.

Fricção

É um dispositivo de regulagem da compressão do carretel que permite liberar a linha com a pressão desejada. Com a linha muito solta o peixe tem facilidade de levar muita linha e enrosca-la; E com a linha muito presa, pode-se rompe-la logo nas primeiras corridas do peixe.

Essa regulagem vai variar de acordo com a linha ou com o tipo de pescaria. O ideal é regular a fricção em ¼ da capacidade da linha, ou seja, em uma linha com resistência para 20kg, regula-se a fricção em 5kg.

Regulagem: Com a ajuda de seu parceiro, engate o anzol/garatéia em uma balança pequena e comece a puxar a vara lentamente. O ponto em que a linha deve começar a ser liberada da carretilha deve estar próximo a ¼ da resistência da linha, nesse caso, na balança deve marcar 5kg.

Se a linha for liberada antes de 5kg, a fricção está muito aberta. Se ultrapassar o peso, a fricção está muito fechada.

Ex.:
Resistência da linha = 20kg
Regulagem da fricção = ¼ = 5kg

fonte: www.nelsonnakamura.com.br

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Matrinxã






DETALHES Nome Popular Matrinxã

Nome Científico Brycon sp.

Família Characidae

Distribuição Geográfica Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.

Descrição Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e comprimido. A coloração é prateada, com as nadadeiras alaranjadas, sendo a nadadeira caudal escura. Apresenta uma mancha arredondada escura na região umeral. Os dentes são multicuspidados dispostos em várias fileiras na maxila superior. Pode alcançar 80cm de comprimento total e 5kg.

Ecologia Espécie onívora: alimenta-se de frutos, sementes, flores, insetos e, ocasionalmente, de pequenos peixes. Realiza migrações reprodutivas e tróficas. Nos rios de água clara, é comum ver cardumes de matrinxã, se alimentando debaixo das árvores, ao longo das margens.

Equipamentos Equipamento do tipo médio, com linhas de 10 a 17 lb. e anzóis de n° 2/0 a 6/0.

Iscas Iscas artificiais, como colheres e plugs; iscas naturais, frutos, flores, insetos, minhoca, coração e fígado de boi em tirinhas.

Dicas Pode ser encontrada nas corredeiras e remansos dos rios. Quando fisgada, a tendência é levar a isca para cima.

Recordes Brycon falcatus - matrinxã-miúda - 0,45kg/1lb
B. amazonicus - matrinxã-verdadeira - 3,36kg/7lb 6oz Fonte: PNPDA

domingo, 26 de abril de 2009

Dicas de Pesque-Pague

Lagos e tanques de pesque-e-pagues, claro, normalmente estão repletos de peixes - hoje, das espécies mais variadas, raras até, prontos para serem pescados. E, alegam os puristas, pescar em condições tão favoráveis tira muito a emoção da pescaria. Isso porque, não raro, vê-se aquele pescador de primeira viagem se dar muito bem sem, digamos, utilizar técnica alguma - só a sorte.

Na carretilha, ao contrário do molinete, o carretel é móvel e gira livremente quando é tracionado pelo peso da isca. A cabeleira ocorre no momento em que ele gira com velocidade superior a saída de linha e, principalmente, quando a linha para de sair abruptamente e o carretel continua girando. Nessas situações a linha afrouxa e desenrola sobre o carretel, e o resultado é uma sobreposição de linhas embaraçadas difícil de ser desfeita. Porém, antes de indicar os procedimentos mais conhecidos para evitar cabeleiras, vamos explorar um pouco mais os aspéctos mecânicos e recursos das carretilhas.

Escrito por Mauro Novalo
.1.
Estudo da área
Como em qualquer pescaria, primeiro você tem de saber quais as espécies que podem ser encontradas no local e, daí, partir para o peixe desejado. Cada espécie terá uma isca mais apropriada, tralha correta e horários propícios para se obter êxito na captura.

.2. O truque da ceva
Os exemplares maiores, mais desconfiados, demoram um pouco mais para chegar no tumulto. Por isso, procure cevar para atrair os pequenos e aguarde um pouco antes de lançar a isca. Quando perceber grandes rebojos, é a hora certa do arremesso.

.3. Comida pronta
Ração de peixe, cachorro e gato valem como isca. Se não tiver furo, utilize um furador para perfurar e assim facilitar sua acomodação no anzol. Normalmente passamos duas a três iscas com furo e travamos a saída, fixando uma terceira ração na ponta do anzolo. Antes de iscar: procure
deixar a ração na água uns três minutos para amolecer e ficar no ponto.

.4. Comida viva
Iscas naturais como grilo, bichos de pão e da laranja, minhoca, escargots e minhocuçus também podem ser utilizados. Mas deixe para comprar
no local. Assim, sempre os terá bem vivos e saudáveis - diferencial básico para atrair o peixe.

.5. Hora do lanche
Queijo, mortandela e pedaços de salsicha completam o arsenal de iscas. O queijo é mais indicado para os grandes redondos. A salsicha, para
matrinxãs, piaus e dourados. Para eles tenha um empate de aço, se não, a chance de ver sua linha cortada é grande. Mortadela cai no gosto dos catfishes e dos peixes de couro.

.6. Tilápia gigante
Para capturar seu grande exemplar de tilápia, procure utilizar uma massa mais doce ou bichinhos de pão. Utilize o apoiador para seu conforto e mantenha a linha sempre esticada para perceber qualquer movimento.

.7. O truque das tilapinhas
Quando há muitas tilápias pequenas roubando iscas, isque uma pequena tira de fígado e faça uma camada de massa em volta. As tilapinhas irão comer a massa, deixando o fígado para o exemplar maior.

.8. Para fisgar redondos
Grandes redondos podem ser capturados com pedaços generosos de pão francês e até nozes. Estes pesixes preferem os dias quentes do verão. No inverno, diminuem sua atividade, ficando imóveis no fundo sem comer. Mas se o lago for fundo e a espécie encontrar uma temperatura agradável, vale iscar no fundo para tentar sua captura. Frutas como goiaba, acerola, pitanga ou coquinho também entram na lista de iscas. Mas
não se esqueça de colocar um bom empate de aço para preservar a linha dos dentes fortes desses peixes.

.9. Peixe vivo para os bichos de couro
Pintados e outros grandes peixes de couro preferem pequenos peixes vivos como iscas. Mas o melhor mesmo é fazer um bolo de minhoca ou
minhocuçu e deixar lá no fundo. Mas vá com uma vara adequada para o tamanho do bicho. Fígado de boi ou coração de galinha também funcionam como isca.

.10.
Doce artimanha
Para envenenar sua isca, saiba que os grandes redondos preferem massa com cheiro forte, assim, o ideal é acrescentar queijo e retirar o ingrediente doce. Para tilápia, troque o queijo pelo açúcar. Vale acrescentar groselha ou essência de frutas como maracujá e laranja.

.11. Mão na massa
Para facilitar a vida do pescador, há uma grande variedade de marcas de massas para todos os gostos e espécies de peixes. Elas já vêm prontas para serem usadas, bastando apenas moldar no tamanho desejado. Outras vêm em potes ou embalagens plásticas, faltando adicionar água para dar liga. Acrescente apenas o suficiente para poder moldar e não aperte sobre o anzol. Apenas direcione o anzol para o meio da isca e encaixe. Se perceber que a massa está caindo no lançamento, dê mais liga - banana amassada resolve o problema.

.12. Técnica certa de inverno
Na época de frio, direcione sua pescaria para os peixes mais acostumados com essa condição, como os catfishes, carpas e tilápias. Estas espécies cessam sua atividade alimentar, apenas a reduzem em alguns períodos do dia. Mas isso não quer dizer que não seja possível capturar um pacu utilizando iscas no fundo.

.13. Tempo quente, pesca também
No verão, quando os peixes comem bem, fuja das áreas mais movimentadas do lago. O peixe não escuta, mas sente a vibração que é transmitida pela água. Falar nas margens pode, mas correria assusta o peixe, que acaba se concentrando no centro do lago. Nesse caso, se estiver utilizando uma bóia, posicione sua isca perto da superfície, junto aos rebojos. Se estiver pescando no fundo, arremesse também para esse local.

.14. Peixão na mão: e agora ?
Para tirar o seu troféu da água, faça uso de um passaguá. Se não for levar o peixe, procure manuseá-lo com cuidado e segurança no menor tempo possível. Lembre-se que quando sai um peixe grande, além da trocida habitual contra ou a favor, o dono do estabelecimento também fica de olho para ver o tratamento dispensado ao peixe.

.15. Rode o peixe
Os grandes redondos ficam mais calmos de cabeça para baixo. Para tirar a foto, procure acomodá-lo nesta posição. Mas atenção: não faça uso de pano, apenas molhe as mãos. Outro ponto importante é procurar manter o peixe sempre na horizontal para não prejudicar seus órgãos internos. Carpas têm a boca frágil, assim, procure não utilizar os alicates de contenção (com balança), que podem estourar a boca dessas espécies.

.16. Cuidado com o espinho
Tilápias podem ser retiradas da água, segurando-as firmemente na parte de baixo da boca. As grandes merecem mais atenção - cuidado com os espinhos do dorso. Um alicate de contenção resolve o problema com segurança, sem ser preciso tocar no peixe.

.17. No bambú
Somente na varinha de mão, procure posicioná-la junto da entrada ou saída de água doce do lago. Na entrada, a oxigenação é das melhores devido à movimentação. Na saída, é para onde vai parar a ração flutuante lançada no lago. Por isso, os peixes costumam se concentrar por ali. Utilizando pequenas bóias você pode posicionar sua isca na altura desejada - se for fundo, elimine a bóia. Vale lembrar que onde tem peixe pequeno, os grandões estão sempre na espreita.

.18. Bóia certa
Os pescadores de carpa cabeçuda utilizam no mínimo dois conjuntos com bóia para capturá-las. Primeiro, localizam a profundidade onde estão em atividade, que pode variar durante o dia, e depois direcionam suas iscas para lá. O conjunto precisa ser bem dimencionado, uma vez que esses peixes vão de 7 a 25 Kg. Cada pescador tem sua massa preferida, mas a base é batata cozida, amendoim moído (paçoca) e banana para dar liga. Colocar mel ou aç~ucar é um atrativo a mais.

.19. Hora boa
As melhores capturas nos pesque-pagues se dão de manhã ou no fim da tarde. A claridade e o calor forte do meio dia fazem os peixes irem um pouco mais para o fundo. Por isso, dias nublados podem render mais capturas. Alguns estabelecimentos funcionam também para pescarias noturnas onde pode-se capturar os grandes redondos e peixes de couro. Neste horário, devido ao pouco movimento, os peixes não ficam assustados
e encostam mais perto da margem. Fique atento nessa área.

.20. Vai chover ?
Excelente... Nuvens escuras e de chuva forte no ar ? Fique atento e preparado porque um pouco antes de cair o temporal, os peixes vão comer como loucos. Também logo depois da passagem da chuva é boa hora para voltar a tentar.


.21. Choveu ? O que fazer ?
Durante o período que estiver chovendo, opte pela meia-água ou fundo. Na meia-água, coloque bóias coloridas para melhorar a visualização. Devido à chuva, os peixes tendem a descer até encontrar uma zona de temperatura confortável. Raios e trovoadas, atenção, as varas atuam como para-raios - pare imediatamente a pescaria.


.22. Olho na linha
Se o local for livre de estruturas como galhadas, monofilamento de 10 a 20 lbs no molinete ou carretilha, completando com líder de 20 lbs. Um pequeno empate ajuda nos peixes com dentição. Para pacus ou peixes de couro, linha 15 lbs, com empate de aço.

.23. Plugs e spinners
Utilizando iscas artificiais, a fisgada tem de ser rápida. O peixe percebe a artimanha e larga a isca fajuta. Pequenos plugs ou spinners rendem bem.

.24. Qual é a ceva ?
Com pescaria direcionada para o fundo, utilize ração de coelho ou ração de peixe moída misturada com quirera ou milho. Para quem pesca na meia-água, use ração flutuante.

.25. Trio eficiência
Bóias cevadeiras aumentam as chances de fisgada, uma vez que permitem que a isca fique nas proximidades da ceva liberada. O conjunto - aroma, formato e movimento - faz a diferença num lago onde o peixe tem várias opções.

.26. Aperte o molinete
Ao utilizar molinete ou carretilha, procure deixar a fricção quase fechada, só abrindo caso sinta que o peixão é maior do que esperava. A
linha muito solta demora para cansar o peixe, além de permitir que ele passeie pelo lago - o que pode significar linha embaraçada com a dos
outros pescadores.

.27. Cuidado no fly
Na pesca de fly, atenção com os outros pescadores, principalmente com as crianças que aparecem do nada. Lugares afastados são mais seguros.

.28. Material básico
Não esqueça do boné e óculos escuros. A cadeira de praia dá mais conforto na pesca com isca natural.

.29. Tralha completa
Tenha sempre um alicate trava peixe e um de bico para retirar o anzol da boca do peixe. Apoiadores e sal-varas complementam sua tralha. Se quiser saber o peso, tenha na mão o alicate de contenção com balança - mas não faça uso deste para os peixes de bocas frágeis, como as carpas.

.30. A chumbada
Aqui não há mistério: chumbos oliva de vários tamanhos e os pequenos de amassar são os melhores. Anzóis de vários tamanhos, enfim, completam seu estojo de pesca.


Publicado pela Revista Pesca Esportiva (No.97)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Tucunaré-azul


Por: Armando Urenha Jr. Foto/Ilustração: Lester Scalon

Nome: Tucunaré-azul Nome científico: Cichla orinocensis

Água doce


Família: Cichlidae

Características: O tucunaré é um peixe de escamas que faz parte de um dos maiores grupos de peixes de água doce do mundo. Só para ter uma idéia, na América do Sul, a família cichlidae conta com cerca de 290 espécies, o que representa cerca de 6 a 10 % da ictiofauna de água doce deste continente. No Brasil, existem pelo menos 12 espécies de tucunarés, sendo cinco descritas. O colorido, a forma e o número de manchas variam bastante de espécie para espécie; porém, todos os tucunarés apresentam uma mancha redonda, chamada de ocelo, no pedúnculo caudal. O tucunaré-azul atinge peso superior a cinco quilos e seu comprimento pode ultrapassar os 80 cm; tem o corpo um pouco comprimido, alto e alongado e cabeça e boca grandes. Na primeira parte da nadadeira dorsal, espinhosa, existe uma progressão em comprimento até o quinto espinho; depois ocorre um decréscimo até atingir o bordo da dorsal ramosa. Essa região atinge tamanho maior em altura que a parte espinhosa. Pode ser identificada pela presença de três ou mais espinhos duros na porção anterior da nadadeira anal e linha lateral, que é completa nos peixes jovens e geralmente interrompida nos adultos, formando dois ramos.

Hábitos: Possui um hábito alimentar que varia ao longo de sua vida. Nos primeiros 30 dias de vida, as larvas se alimentam de plâncton. A partir do segundo mês, começam a ingerir larvas de insetos. Quando os alevinos chegam ao terceiro mês, já se alimentam de pequenos peixinhos e camarões. A partir do quinto ou sexto mês, se alimentam exclusivamente de peixes vivos. Essencialmente carnívoro, apenas animais vivos fazem parte de sua dieta: vermes, insetos, pitus, peixinhos, pequenos animais, minhocas, larvas de mosquitos e moscas, rãs, entre outros. Costuma ser insistente ao perseguir sua presa, parando apenas quando consegue capturá-las, ao contrário de outros predadores que desistem após a primeira ou segunda tentativa malsucedida. A espécie é territorialista, defendendo um certo espaço onde se alimenta e se reproduz. São evolutivamente avançados, com padrões comportamentais muito complexos. Ovíparos, na época da desova, os tucunarés-azuis se acasalam e é comum que os machos apresentem uma protuberância de cor vermelha ou mais escura entre a cabeça e a nadadeira dorsal, semelhante ao cupim de um touro. Essa saliência, que desaparece logo após a fêmea desovar, é pouco perceptível no princípio e vai se avolumando até atingir a altura de um quarto do comprimento da cabeça. Cada fêmea pode ovular duas ou mais vezes durante o período de reprodução, sendo que pouco antes da desova, o casal procura uma superfície dura e resistente, como pedras. Depois de limpa a superfície, a fêmea coloca os ovos, que imediatamente são fecundados. A eclosão ocorre de três a quatro dias depois. Ovos e filhotes em fase inicial de desenvolvimento podem ser guardados na boca dos pais, que podem passar vários dias sem se alimentar

Curiosidades: Na língua indígena, tucunaré significa “olho na cauda”; seu nome tem origem, portanto, no ocelo presente no pedúnculo caudal. Antes do acasalamento, o macho costuma limpar cuidadosamente o local escolhido para a desova, com o auxílio da boca e de suas nadadeiras. Quando as larvas nascem, os pais possuem cuidados parentais, fazendo ninhos e cuidando dos filhotes, comportamento incomum entre outras espécies.

Onde Encontrar: O tucunaré-azul é uma espécie sedentária, que não realiza migrações, e vive em lagos, lagoas e na boca e beira dos rios. Durante a cheia, é comum encontrá-los na mata inundada. Originário das Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins, foi introduzido nos reservatórios da Bacia do Prata, em algumas áreas do Pantanal, no Rio São Francisco e nos açudes do Nordeste. Prefere águas mais quentes, com temperaturas entre 24 a 28 graus, mais claras, até águas amareladas, ricas em material orgânico, mas rejeitam águas avermelhadas ou excessivamente turvas. Os exemplares se concentram em locais onde pode se esconder da presa, tais como galhadas, troncos, vegetação e pedreiras. Muitas vezes buscam águas mais oxigenadas próximas a pedras e locais abertos com passagem de água corrente. Uma das características marcantes do peixe é a de habitar estruturas diferentes de acordo com a época do ano, dificultando a sua prospecção. No sudeste, onde foi introduzido, de acordo com as características da represa, tem hábitos peculiares, além de crescimento variável conforme a represa e comportamento definido em função da temperatura e nível da água. São peixes diurnos e o tamanho mínimo liberado para sua captura é de 35 cm.

Dicas para pescá-lo: Em torneios ou dias em que o peixe está mais manhoso, trabalhar a isca mais rápido pode render bons resultados porque força o peixe a tomar uma decisão instintiva: atacar o plug para garantir a refeição.
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