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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Pesca no Rio Amazonas pode diminuir a oferta de peixes na região

atividade de pescaria na amazona
Foto: Divulgação/Fapeam
Artigo publicado na revista Nature aponta aumento expressivo da atividade de pesca na Amazônia, o que deve gerar danos ao ecossistema da região
Isaac Guerreiro
isaac.guerreiro@portalamazonia.com


O consumo de peixes de água doce provê para mais de 158 milhões depessoas o consumo diário de proteína animal. De acordo com pesquisa publicada na revista científica internacional Nature, áreas de altabiodiversidade, como na Amazônia, têm sofrido uma intensa pressão pesqueira que pode colocar em risco a sustentabilidade de espécies nestas regiões.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, utilizaram dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) para construir um mapa global sobre o índice de pescarias fluviais. Segundo o artigo, a atividade em água salgada sempre é mais visada pelos ambientalistas. Entretanto, de acordo com os dados, também há uma concentração relevante de atividades pesqueiras nos rios Amazonas, Níger e Mekong. Rios nos Estados Unidos e na Europa apresentam registros menores que o esperado.

"A pesca intensiva nos rios mais biodiversos levantam preocupações sobre a conservação. Muitos outros geradores de stress também ameaçam as pescarias fluviais de alto rendimento. Em termos humanos, as nações pobres dependem muito mais da pesca de água doce, do que da aquicultura ou de fontes marinhas", afirma a pesquisa.

O aumento da atividade pesqueira e o declínio no número de peixes de água doce na Amazônia e em outros lugares de alta biodiversidade podem gerar uma catástrofe para a segurança alimentar de milhares de pessoas, segundo o artigo. "Esta intersecção entre a pobreza, a insegurança alimentar, a biodiversidade e as ameaças dos ecossistemas sugere uma necessidade urgente de melhorar a gestão das pescas em benefício dos seres humanos e dos peixes", justifica o artigo.


fonte: http://portalamazonia.com/

terça-feira, 19 de junho de 2018

Pesquisadores descobrem nova espécie de peixe no rio São Francisco

nova especie de peixe cascudinho rio são frahcisco
A nova espécie de cascudinho,
 chamada de Hisonotus devidei, foi descoberta na
 bacia do rio São Francisco por pesquisadores da Unesp
(foto: Journal of Fish Biology/Reprodução)

O cascudinho foi chamado de Hisonotus devidei


Os pesquisadores Fábio Roxo, Gabriel Silva e Bruno Melo, do Instituto de Biociências de Botucatu (SP), da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), foram responsáveis por um estudo publicado no periódico científico Journal of Fish Biology, do Reino Unido, sobre uma nova espécie de peixe descoberta na bacia do rio São Francisco.
O trabalho é fruto de uma expedição realizada em julho de 2017 em vários afluentes da bacia do rio São Francisco. O novo exemplar é popularmente conhecido como "cascudinho" ou "cascudo limpa-vidro" – por se fixar nos vidros dos aquários usando a boca (em forma de ventosa) e se alimentar de algas desenvolvidas neste tipo de ambiente.

De acordo com a pesquisa da Unesp, existem 36 espécies desse gênero distribuídas por várias bacias hidrográficas da América do Sul, principalmente nos rios do sudeste do Brasil, como o Paraná e os da costa, que drenam diretamente para o oceano Atlântico. Já a nova espécie foi intitulada Hisonotus devidei e é a nona a ser catalogada no São Francisco, o que contribui para que os cientistas tenham a real dimensão da diversidade da fauna de peixes neste rio, que está ameaçada devida às ações nocivas do ser humano.

"A agricultura costuma captar águas do próprio rio e também dos lençóis freáticos para irrigação constante, causando drástica diminuição no nível de água e destruição das matas ciliares. As cidades ainda jogam uma grande quantidade de esgoto nas águas do São Francisco, levando também à destruição dos habitats. Outro fator importante na região que é o período de seca anual assola ainda mais os ambientes aquáticos", comenta Fábio Roxo, em entrevista ao portal da Unesp.

Com o Hisonotus devidei, os pesquisadores paulista celebram a marca de 51 nova espécie descobertas por eles, além de três novos gêneros, ao longo de cerca de 10 anos de pesquisas no Instituto de Biociências de Botucatu.

O novo peixe se diferencia por ter manchas escuras bem visíveis, de formatos variados, dispersadas ao longo da superfície dorso-lateral do corpo e nas nadadeiras, pela altura relativa do corpo e diâmetro relativo da órbita.

Uma curiosidade da pesquisa é que o nome da nova espécie (Hisonotus devidei) foi escolhido para homenagear o técnico acadêmico Renato Devidé, da Unesp, que há mais de 30 anos tem contribuído com os estudos sobre peixes neotropicais.

"Eu fiquei muito lisonjeado, emocionado e agradecido por esta homenagem. Essa rapaziada toda do Laboratório de Peixes é muito gente boa e estamos em um ambiente muito bom aqui, graças a Deus", agradece Devidé, que completará 55 anos no dia 14 de julho.

(com Unesp Agência de Notícias)

fonte:https://www.revistaencontro.com.br

sábado, 16 de junho de 2018

Com aparência estranha, bodó é um peixe que vale mais do que imaginamos


Da espécie se pode aproveitar praticamente tudo, desde a carne para culinária até a casca para produção de ração
Diego Oliveira
diego.oliveira@portalamazonia.com


A aparência dele pode até ser feia, mas o sabor é indescritível. Sabe de quem estamos falando? Dele mesmo, o acari, mais conhecido noAmazonas como bodó. O peixe é comum em igarapés e rios do Estado, sendo um dos principais alimentos na mesa dos ribeirinhos. O cascudinho apesar de assustador, revela-se um peixe com grande potencial econômico e nutricional.

O bodó possui distribuição restrita, é encontrado desde o rio Ucayali, no Peru, até a foz do rio Tapajós, no Pará. É um peixe de água doce da ordem dos Siluriformes (bagres) e família Loricariidae, que agrupa os cascudos e acaris. A reprodução da espécie acontece entre os meses de outubro e maio. O corpo do peixe é revestido por placas e espinhos que servem para defesa contra predadores naturais, como por exemplo, os botos. De hábitos noturnos, os bodós vivem agrupados em casais e na natureza tendem a se unir em blocos. 


bodo e um  peixe que vale mais di que parece
 Foto: Diego Oliveira/Portal amazonia

Bodó é comercializado vivo nas feiras da cidade.
Amazônia Durante estudos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), pesquisadores descobriram que o bodó é um dos peixes de água doce mais ricos da Amazônia. Dele pode se aproveitar tudo, até mesmo a casca, utilizada na produção de ração. Na tese de doutorado 'Alterações pos-mortem e aproveitamento tecnológico do músculo de acari-bodó', do pesquisador Fábio Tonissi Moroni, publicada em 2005, já era possível ver a importância nutricional do bodó.

Na pesquisa, Moroni mostra que parte do pescado é desperdiçado durante a comercialização. Segundo ele, nos períodos de safra, ocorre 50% de perda do bodó vendido nas feiras, apesar de ser negociado com os preços mais baixos do ano. A situação ainda é pior quando o bodó acaba morrendo nas bancas dos feirantes. "Ninguém compra bodó 'frio', ele é jogado nos corpos de água ou nos aterros sanitários", destaca Moroni na tese. 

bodo e um  peixe que vale mais di que parece
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia 

Bodó possui várias formas de preparo. Investimento No final de 2016, o especialista em tecnologia do pescado, Rogério de Jesus, realizou um workshop sobre o aproveitamento do bodó. O curso mostrou a importância de se investir em pesquisas sobre o pescado. "Nutricionalmente falando, o bodó é um peixe completo, com todas as características do cascado nutricional. Ele possui toda uma composição que o deixa no mesmo nível das demais espécies como o tambaqui, por exemplo. É de suma importância que outros pesquisadores também se interessem em buscar mais informações sobre ele", comentou. 


bodo e um  peixe que vale mais di que parece
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Preparo e farinha

Estrutura do bodó pode ser toda aproveitada.

Para os povos Tukano e Dessana, o bodó é conhecido como ia'ká. Existe uma forte influência da cultura indígena nas técnicas de preparo e conservação do cascudo. Antigamente, os indígenas assavam e enfumaçavam o bodó em uma grelha de madeira para que ele ficasse desidratado, o nome do processo era chamado de moquém. Dessa forma, o peixe podia ser armazenado durante semanas ou levado para viagens. Já para consumo imediato, os indígenas assam o peixe.

Com a vinda do colonizador para a Amazônia, o preparo do bodó sofreu algumas adaptações, por exemplo, o peixe passou a ser apenas assado, e não moqueado, sobre grelhas próximas ao fogo. Na mesma época, surgiu a famosa caldeirada de bodó, que acabou tornando-se um prato típico na Região Norte. Com o passar do tempo, outras receitas foram adaptadas para agregar mais valor ao sabor único do peixe.

Além das receitas tradicionais, o bodó também pode virar um tipo de farinha, popularmente conhecido como piracuí, ou farinha de peixe na língua indígena Nheengatú. Para transformar o cascudo em farinha é necessário pilar o peixe sem espinhas até reduzi-ló a pó, sendo então colocado sobre um forno. O processo continua com o esfarinhamento da carne até ficar completamente enxuto, o alimento é popular entre os ribeirinhos da região amazônica.

Segundo o pesquisador Rogério de Jesus, um estudo de viabilidade econômica sobre a farinha de piracuí também apresentou saldo positivo. Foi detectado que os benefícios diretos do investimento na produção do produto, bastante consumido na região são: aumento da oferta de emprego levada ao homem amazônico em seu local de origem; ingresso de divisas para o Estado; estimulo a redução da pressão de captura de espécies sob risco de extinção e aumento da oferta de alimento de alto valor nutricional. O que classifica este projeto como técnico, social e economicamente viável. 

bodo assado do amazonas mamaus
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Delícia na mesa

Bodó assado é um dos pratos favoritos dos amazônidas.

A empresária Maria do Socorro da Silva, trabalha há seis anos no Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Na frente de seu restaurante, montado em um dos boxes da feira, uma churrasqueira com seis bodós chamam a atenção de quem passa. Quando é feito dessa maneira, o preparo do cascudo é mais simples. "A gente limpa o peixe, mas não o abre. A gente deixa assando por uns 20 a 30 minutos e está pronto para o consumo. Os clientes adoram saborear o bodó com limão e bastante farinha. É a forma como ele mais sai", afirmou.

Mas a concorrência de Maria é acirrada. Não muito longe dali, o cozinheiro Lisomar Siqueira prepara uma caldeirada de bodó. O preparo é parecido aos dos demais peixes, com uma única diferença, o bodó vai inteiro para o prato. "Geralmente, a gente não desmembra o bodó, ele chega completo no prato da clientela. Ele pode não ser o peixe mais bonito do mundo, e muitas pessoas não tem coragem de provar, mas fica delicioso. Até o aroma da caldeirada do bodó é diferente", disse.

Inspiração que deu certo

amazonas - manaus
Festival do Bodó na Casa do Parente. Foto: Divulgação


A participação do bodó na vida dos amazônidas não se resume somente a gastronomia. Em Manaus, o espaço cultural 'A Casa do Parente', realiza o 'Festival do Bodó'. "Sempre fizemos almoços com bastante bodó, uma gama de pessoas aprecia esse peixe e desde que começamos com o projeto da 'Casa do Parante', fazemos eventos com o peixe no cardápio. A ideia de fazer o festival surgiu há três anos, mas conseguimos realizar a primeira edição apenas ano passado. A ideia é reunir a culinária regional e a música, além de outras manifestações artísticas", explicou o cantor Gonzaga Blantez.

Para Blantez, o bodó é sinônimo de festa. E ele defende o peixe de quem fala de sua aparência. "Se você descer pelas beiras dos rios da Amazônia vai encontrar várias pessoas comercializando o bodó. Por isso que eu gosto de falar que onde tem bodó geralmente tem festa. Por esse motivo que faço a ligação do pescado com o festival", contou o artista.
fonte: http://portalamazonia.com/

sexta-feira, 8 de junho de 2018

4 CRIATURAS SINISTRAS QUE VIVEM NO RIO AMAZONAS

Como você sabe, a Amazônia serve de lar para algumas das criaturas mais incríveis do planeta. No entanto, entre elas também existem “animaizinhos” que — a não ser que você seja um pesquisador maluco ou talvez um aventureiro intrépido — ninguém gostaria de encontrar pela frente.

Aqui no Mega Curioso inclusive já trouxemos algumas matérias sobre esses bichos, e agora você pode conferir uma seleção de quatro animais sinistros — publicada pelo pessoal do ListVerse — que habitam o Rio Amazonas e que certamente vão surpreender você.

1 – Tubarão-cabeça-chat
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Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia

Se você pensa que os tubarões só podem ser encontrados no mar, temos novidades! Além de candirus e pacus – peixinhos nada amigáveis que aterrorizam os banhistas —, também é possível encontrar tubarões-cabeça-chata no Amazonas. Esses peixes chegam a medir entre 2 e 3,5 metros de comprimento, e alguns espécimes podem pesar mais de 300 quilos.


Assim como qualquer tubarão que se preze, os cabeça-chata contam mandíbulas poderosas com várias fileiras de dentes, e a força de sua mordida é de quase 590 quilos. Além disso, eles são capazes de subir o rio e, muitas vezes, chegar até Manaus, e têm como hábito viver em áreas densamente povoadas. Embora se alimentem principalmente de peixes, pássaros e arraias, esses animais são os responsáveis pelo maior número de ataques de tubarão a humanos em águas fluviais.

2 – Peixes elétricos

Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse

Eis mais um peixe com o qual os encontros não costumam ser muito agradáveis. Também conhecido como poraquê, esse espécime — que chega a medir 3 metros de comprimento e pesar 30 quilos — conta com células musculares especiais capazes de produzir descargas que variam entre os 300 e os 1.500 volts, suficientes para matar um cavalo.

O mais curioso é que os poraquês são como uma verdadeira pilha — o polo positivo se encontra na parte traseira do peixe, enquanto o negativo fica na dianteira —, produzindo descargas de intensidades variadas. Assim, o problema maior ocorre quando o animal toca a vítima com as duas extremidades do corpo, resultando em choques mais poderosos que podem provocar paradas cardiorrespiratórias.

3 – Jacaré-açu

Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse

Todo mundo sabe que os jacarés são animais agressivos com os quais não se deve brincar, e o jacaré-açu — espécie nativa da América do Sul — é um predador de respeito que não se intimida diante de outros bichos “nervosos”, como onças e sucuris. Esses répteis podem ultrapassar os 6 metros de comprimento, pesar mais de 300 quilos e se alimentam de qualquer presa na qual consigam cravar os dentes, incluindo um ou outro humano desavisado.


4 – Pirandirá


Fonte da imagem: Reprodução/CPT
Conhecido também pelo nome de “cachorra”, o peixe acima, da espécie Hydrolycus scomberoides, embora não tenha o costume atacar humanos, assusta bastante graças ao par de dentões que fazem parte de seu sorriso. E as presas são tão grandes — podem chegar a assustadores 15 centímetros de comprimento — que o pirandirá inclusive possui dois orifícios em sua maxila superior que servem para acomodá-las quando ele está com a boca fechada.

O pirandirá pode medir cerca de um metro de comprimento, e entre os bichinhos que fazem parte de sua dieta estão as temidas piranhas. Os pescadores de plantão devem tomar cuidado com os dentes afiados ao retirar esses peixes da água, pois eles costumam saltar bastante quando são fisgados.


fonte: /www.megacurioso.com.br

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Maior peixe capturado em pesque-pague

Esta é uma história verdadeira de pescador: tambaqui capturada tinha 37 quilos

Arquivo pessoal - Divino Vicente da Silva

O RankBrasil homologa o recorde de Maior peixe capturado em pesque-pague e apresenta uma verdadeira história de pescador. Com muita habilidade e cinco anos dedicados à arte da pescaria, Divino Vicente da Silva capturou no Pesque-Pague dos Amigos, em Caldas Novas - GO, um tambaqui de 37kg e 1,08m de comprimento.

Divino mora em Goiania – GO, é apaixonado por pescaria e para ele, pescar funciona como esporte, passatempo, tranquilizante, lazer, enfim, tudo de bom. Ele já pescou em vários rios da região de Goiás e no Pantanal Mato-Grossense.

O Pesque-Pague dos Amigos é um dos lugares que Divino mais gosta de frequentar, em seus momentos de sossego. O local possui várias espécies de peixes, entre piau três listras, pacu caranha, traíra, pintado e pirarara. Até então, o maior peixe capturado no pesque-pague era da espécie pirarara, de 22kg.

O recordista faz questão de mencionar o equipamento utilizado para fisgar o peixe: “Eu usei vara Yamato 30 60 LB, carretilha Brisa 8000, linha Ekilon Carbon Master XT 0,37 e anzol Gamakatsu 4/0 sem fisga”.

Apesar de Divino ser proprietário de um restaurante, o Fogão Caipira, o peixe não foi assado. Pelo contrário, o tambaqui foi transferido, vivo, para o Acquapesqueiro São Bento, de Nova Veneza – GO, e já está arrebentando várias linhas por lá.

Como todo bom pescador, Divino deixa um recado: “Leve muito a sério a frase ´tá nervoso, vá pescar!´ Depois que comecei, adquiri uma calma incrível, tranquilidade e equilíbrio. Tentem vocês também”.

fonte:http://www.rankbrasil.com.br/
Redação: Raquel Susin
Revisão: Fátima Pires

sábado, 26 de maio de 2018

Manaus recebe cientistas internacionais para debater reprodução de peixes


ManausAo todo, 16 renomados especialistas de países da América do Norte, Europa, Ásia e América Latina desembarcam na cidade em junhoManaus se transformará na capital mundial dos debates sobre reprodução de peixes entre os dias 3 e 8 de junho. Ao todo, 16 renomados especialistas de países da América do Norte, Europa, Ásia e América Latina desembarcam na cidade para a 11ª edição do Simpósio Internacional sobre Fisiologia da Reprodução de Peixes, onde apresentarão as mais recentes descobertas científicas na área.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM

Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM
Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM / Fotos: Garcia Braga
Uma operação realizada na região do Rio Itú, afluente do Rio Negro nas proximidades da Comunidade de Daracuá em Barcelos ( 400 km de distância de Manaus), apreendeu neste domingo (18/03) 1.600 quelônios (irapucas) que seriam levados para comercialização  no município.
A Operação denominada “Pé de Pincha” (em referência ao Projeto Pé de Pincha)  que tinha  também o intuito de inibir a pesca ilegal do tucunaré AÇU, foi realizada pelos fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SEMMA,  com apoio da POLÍCIA MILITAR, ABOT (Associação Barcelense dos Operadores de Turismo ) e os Comunitários da Comunidade de Daracuá. A operação aconteceu durante os festejo em homenagem a São José Operário na Comunidade de Daracuá, que acontece todos os anos no mês de Março.
De acordo com o chefe da fiscalização da SEMMA, Benildo França Garcia, a operação estava a procura de barcos “Geladores de Peixe” denunciados por estarem abatendo os Tucunarés Açú e Paca-Acú que é proibida pela LEI N°557 de 24 de Agosto de 2017, que proíbe do abate do tucunaré (Cichla spp) na APA – Área de Proteção Ambiental – Mariuá, e que durante a operação foi encontrado os pescadores de quelônios.
“Recebemos a denúncia de que havia Barcos geladores fazendo a Pesca Predatória do Tucunaré Açu na APA-Mariuá,  chegando ao local não conseguimos localizar os barcos geladores e sim localizamos barcos de pescadores de Quelônios que também é proibido de acordo com o Art. 29 da Lei de Crimes Ambientais – Lei 9605/98  ”, disse Benildo.
Ainda segundo o chefe da Fiscalização da SEMMA,  parte dos quelônios foram soltos no mesmo local da apreensão, e os restante foram soltos na Comunidade de Daracuá na presença do Presidente da Comunidade de Daracuá Sr. Gel e comunitários.

Lei 9605

Vender animais silvestres é crime, de acordo com a lei federal 9.605, que prevê a detenção de seis meses a um ano, e multa.
De acordo com a lei, além da venda, é crime exportar ou adquirir, guardar em cativeiro ou depósito, utilizar ou transportar ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
fonte: barcelosnanet.com

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Pesca comercial passa a ser proibida em área de 74 mil hectares entre Manaus e Itacoatiara


Proibição estabelece regras para manejo de rios e lagos na Bacia do Baixo Rio Preto.
Placa foi instalada em Rio Preto da Eva para comunicar proibição de pesca (Foto: Divulgação/Sema)

uma área de mais de 74 mil hectares de extensão, que corresponde a um trecho entre Manaus e o município de Itacoatiara passou a ter a pesca comercial proibida, a partir desta sexta-feira (18). A informação é da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Uma placa informando sobre a proibição foi instalada em Rio Preto da Eva, a 57 km de Manaus. A partir de agora, a região faz parte do Acordo de Pesca, homologado pelo governo e comunidades rurais, que estabelece regras para o manejo de rios e lagos da Bacia do Baixo Rio Preto.


Segundo o engenheiro de Pesca da Sema, João Bosco Ferreira, havia registros de conflitos entre pescadores comerciais, esportivos e artesanais no local. A secretaria pretende ordenar os recursos pesqueiros na região do rio Preto, para evitar, principalmente, a pesca ilegal.


“A ilegalidade é uma prática que gera muitos conflitos nas áreas produtivas entre as comunidades rurais. E isso acontece quando pescadores e embarcações de fora excedem os limites de pesca”, observou o engenheiro de Pesca.

Esse é o 22º Acordo de Pesca em funcionamento nos 62 municípios amazonenses e atende as normas contidas na Instrução Normativa nº 01/2015 da Sema, que estabelece regras para conter invasão, diminuir a pesca predatória e proporcionar a recuperação do estoque para subsistência das pessoas nas comunidades rurais e indígenas, com previsão de punição em caso de descumprimento.

Até o final de junho, a Sema vai instalar outras 20 placas informativas do acordo nos limites da área de proibição da pesca comercial. Denúncias podem ser feitas ao:

Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam): 2123-6761;
Batalhão de Policiamento Ambiental (Bpamb) da Polícia Militar do Amazonas: 988421547.

fonte: g1.globo.com/am








domingo, 8 de julho de 2012

Peixes têm alto teor de proteína, sais minerais e ácidos graxos.

Manaus - Populares pelo preço acessível e sabor, o pacu e o jaraqui ganharam mais um reforço para disputarem a preferência do amazonense à mesa: o alto teor nutritivo.

Segundo um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), estas espécies não devem em nada para os peixes mais nobres, como tambaqui ou pescado marinho quando se avalia o teor de proteína, sais minerais e ácidos graxos.

O pesquisador do Inpa Rogério Souza de Jesus fez um levantamento do perfil nutricional de várias espécies de pescado amazônico e descobriu que os populares pacu e jaraqui, e outros menos comercializados, como curimatã, pirapitinga, aracu e mapará, possuem os nutrientes essenciais para uma dieta balanceada.

Segundo o pesquisador, estas espécies, que chegam a ser vendidas nas feiras de Manaus ao preço de R$ 10, 20 unidades, possuem os mesmos níveis de proteína, sais minerais e ácidos graxos das espécies marinhas ou peixes mais caros, como o tambaqui e o pirarucu.

No jaraqui, por exemplo, foi encontrada uma grande concentração de ácidos graxos do tipo ômega3, que previnem doenças coronarianas. Jesus explica que agora, no período de cheia dos rios, o pescado “engorda”, de um modo geral, em razão da abundância de alimentos, e tende a ficar mais magro e com menos teor de gordura na carne na época da vazante.

A proteína do peixe é uma das mais nobres, pois cada cem gramas do alimento oferecem30 gramasde proteína, pouca gordura e muito teor de ômega 3. De acordo com especialistas, a ingestão do ômega 3 auxilia na redução dos níveis de triglicerídeos e colesterol considerados negativos. Além de estar presentes em peixes, ele é encontrado nas nozes, castanhas, folhagens de rúcula e nos óleos vegetais.

No caso do peixe, é necessário observar uma série de detalhes na hora de comprá-lo, como se a pele está firme, úmida e sem a presença de manchas, assim como os olhos, que devem estar brilhantes, e as escamas firmes.

O marceneiro Valter Luís de Oliveira, 55, confirma a estatística. Ele conta que em sua casa a família come peixe até quatro vezes por semana. “Gostamos do sabor e do preço. É uma tradição sair cedo de casa, ir na banca do peixe, e comprar as verduras para acompanhar. Não troco o costume amazônico por nada”, observa.

Merenda escolar

O consumo do pescado deve começar na infância, mas esbarra na falta de estímulo nas escolas, com a pouca oferta do alimento no cardápio da merenda. Apenas 26,9% (cerca de 1,5 mil) das 5.565 prefeituras em todo o País incluem o pescado pelo menos uma vez por semana, aponta estudo do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Este ano, a pasta iniciou um levantamento detalhado, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sobre o consumo de peixe nas escolas públicas. A coleta de dados, por meio de questionário feito com nutricionistas e responsáveis técnicos pela alimentação escolar, encerrou no fim de maio.

A ideia é saber se a escola tem câmaras frigoríficas para estocar o alimento, se as merendeiras sabem preparar o pescado e se há dificuldade na aquisição de peixe fresco na cidade.

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, o morador do Amazonas consome aproximadamente 35 quilos de pescado por ano, enquanto a média nacional oscila entre 7 e 9 quilos.

No Brasil, o consumo de peixe por pessoa está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda o consumo de 12 quilos anuais. Segundo o organismo, a média mundial chega a chega a 16 quilos e países como o Japão têm um consumo per capita médio de 30 quilos.

De acordo com Departamento da Cadeia Produtiva do Pescado da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), o Amazonas é o maior produtor de peixes de água doce do Brasil, mas não atende à demanda local, mesmo com a produção da piscicultura. Levantamento do órgão aponta que anualmente 150 mil toneladas são capturadas pela pesca artesanal e 8 mil toneladas são produzidas em cativeiro.


fonte: http://www.d24am.com
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