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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Pescadores denunciam mortandade de peixes em usina hidrelétrica em Lavras


Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram os peixes presos dentro da barragem da usina de funil



Vídeos que circulam em redes sociais mostram duas situações diferentes sobre a mortandade dos peixes. Em um deles, diversos animais aquáticos da espécie dos dourados aparecem presos na barragem da usina, sem conseguir chegar ao Ribeirão Vermelho, que corta a região. Em outras imagens, moradores encontram grande quantidade de peixes mortos fora dos leitos.


A Colônia de Pescadores Profissionais e Artesanais de Lavras denunciou a mortandade e pede verificação de uma possível falha no elevador instalado dentro da usina hidrelétrica e que transportava os peixes ao ribeirão. O grupo ainda pede a construção de uma escada, no leito do rio, para facilitar a locomoção dos peixes.


A vistoria programada pela Semad deve ocorrer por volta de 13h30.

Em nota, a Aliança Energia disse que "acionou os órgãos competentes assim que identificou a presença atípica de um cardume abaixo da barragem". A empresa ainda informou que o "Sistema de Transposição de Peixes (STP) funciona no período da Piracema, conforme padrão operativo e licenças ambientais" e que "equipe da UHE Funil está contribuindo e à disposição dos órgãos responsáveis na apuração do ocorrido".


*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck
fonte: em.com.br

sábado, 15 de novembro de 2014

Seca no rio Piracicaba afetará Piracema



Natureza deve demorar de 5 a 8 anos para se recuperar da falta de chuvas

Foto: Amanda Vieira/JP


A Piracema, que começa em 1º de novembro e se estende até fevereiro de 2015, será afetada pela baixa vazão e nível do rio Piracicaba.

Segundo especialistas ouvidos pelo Jornal de Piracicaba, os prejuízos para o ecossistema serão inúmeros e poderão culminar na extinção de diversas espécies de peixes.

A situação é tão grave que a natureza deve demorar de cinco a oito anos para se recuperar da falta de chuvas e o repovoamento dos peixes ser completo.

“O ambiente que temos atualmente no rio não é favorável para a Piracema e a situação com certeza se repetirá no próximo ano, pois ainda não teremos água suficiente para refazer o ambiente do manancial e deixá-lo da forma que os peixes necessitam”, disse o pesquisador científico do Instituto da Pesca de São Paulo, Nelson de Souza Rodrigues.

A Piracema é o movimento dos cardumes de peixes que nadam rio acima, contra a correnteza, para realizar a desova no período de reprodução.

“Não havendo essa desova, não haverá reposição no estoque pesqueiro, o que irá reduzir consideravelmente a quantidade de peixes no rio”, disse.

Na jornada rio acima, o esforço contra a corrente é essencial para o processo de reprodução, pois os peixes queimam gordura e estimulam a produção de hormônios, responsáveis pelo amadurecimento dos órgãos sexuais.

No rio Piracicaba, os peixes desenvolveriam esse processo no salto, que hoje está praticamente seco e com pedras aparentes.

O pesquisador explicou que a falta de chuvas precisaria ter sido prevista com pelo menos cinco anos de antecedência. “Dessa forma, teríamos tempo para construir barragens para proteger os peixes, mas infelizmente ainda não temos como controlar a natureza e saber que uma situação como essa vai ocorrer”, disse.

Para o analista ambiental do Cepta (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais), Paulo Sérgio Ceccarelli, o rio Piracicaba precisaria estar com o nível acima de três metros para que a Piracema ocorresse sem danos, mas as últimas medições da Sala de Situação PCJ indicam que o manancial está com apenas 65 centímetros.

“A situação que estamos vivendo é uma resposta da natureza ao desmatamento e à poluição. A falta da Piracema vai causar um desequilíbrio ecológico, já que temos aves, lontras e jacarés que se alimentam dos peixes”, explicou.

O analista disse que o Cepta mantém um banco genético com espécies que estão ameaçadas de extinção em Pirassununga. Se houver extinção de alguma, existe a possibilidade de reintroduzi-las nos rios novamente.

“Mas o processo é complexo e só pode ser feito se antes da reinserção, as matas e lagoas marginais dos rio estejam recuperadas, pois se soltarmos alguma espécie hoje no rio Piracicaba ele não terá condições de sobreviver devido ao ambiente atual do manancial, de muita poluição e baixo nível”, afirmou Ceccarelli.

ESCASSEZ — O aposentado Antonio Carlos Dias, 63, mora próximo à Rua do Porto há mais de 40 anos e já percebeu a diminuição de espécies de peixes no rio.

Ele pesca apenas para consumo próprio e afirmou que há cerca de dois anos, era possível encontrar espécies diversificadas de peixes, como o dourado, a corvina e o mandi, mas desde o começo do ano a pesca se tornou mais escassa.

“Hoje só encontro mandi. Tem muitos peixes morrendo por falta de oxigênio na água. Quase todos os dias vejo muitos deles na beira do rio e como a piracema não vai acontecer, a quantidade vai diminuir ainda mais”, disse.

MULTAS — Pescadores que forem flagrados pescando durante a piracema poderão responder por crime ambiental e pagar multa.

Segundo a Polícia Ambiental, os montantes variam de acordo com a quantidade de peixes apreendidos e as espécies. O valor começa em R$ 700 e soma-se mais R$ 20 a cada quilo de peixe apreendido.

Até fevereiro, pescadores profissionais, que sobrevivem do pescado, passam a receber um salário mínimo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Fonte:
jornal de piracicaba.Reportagem: Carolina Gavioli

domingo, 29 de abril de 2012

Casal é preso pela PMA por pescar no Rio da Prata em MS

Só a pesca científica autorizada pelos órgãos ambientais é permitida no local.
Suspeitos receberam multa de R$ 7,4 mil e respondem por pesca predatória.
Um casal foi preso por pescar no Rio da Prata em Jardim, a 239 km de Campo Grande, local onde é proibida a captura de peixes, exceto com fins científicos devidamente autorizada pelos órgãos ambientais. O flagrante aconteceu no final da tarde de sábado (28), durante fiscalizações da Polícia Militar Ambiental na operação Dia do Trabalhador.

Segundo informações da polícia, foram encontrados cinco molinetes, um barco, um motor de popa e uma caixa com vários anzóis. Ele recebeu multa de R$ 5 mil e foi levado à delegacia.

No caminhou houve a denúncia de que a mulher do suspeito estaria com mais peixes que teriam sido pescados pelo marido. O carro em que ela estava foi interceptado pelos policiais e nele foram encontrados 27kg de pescado, vários menores do que o permitido pela lei. Ela foi multada em R$ 2,4 mil.

O casal foi autuado por pesca predatória e saíram da delegacia após pagar fiança. O valor não foi informado pela polícia. Se condenados, podem pegar de um a três anos de prisão

fonte: http://g1.globo.com

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Piracema começa dia 5 e termina em fevereiro

O governo do Estado fixou na última sexta-feira (15) a proibição da pesca nos rios de domínio do Estado de MS, no período de 5 de novembro de 2010 a 28 de fevereiro de 2011, a fim de permitir a reprodução natural dos peixes.
A resolução foi publicada na sexta (15), no Diário Oficial do Estado. Excluem-se da proibição a pesca de caráter científico, previamente autorizada pelo Ibama ou pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul); a despesca, o transporte, a comercialização, o beneficiamento, a industrialização e o armazenamento de peixes, com a comprovação de origem, provenientes de aqüicultura ou parque de pesca (pesque-pague) licenciado junto aos órgãos competentes e registrado no Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA); a pesca de subsistência, assim considerada, aquela exercida com finalidade de garantir a alimentação familiar, por pescador artesanal ou população ribeirinha que, desembarcado ou em barco a remo, utilize exclusivamente petrechos do tipo caniço simples, linha de mão e anzol, sendo vedada a comercialização e o transporte do pescado.
Fica estabelecida, para fins de subsistência, a cota diária de três quilos ou um exemplar de qualquer peso, respeitados os tamanhos mínimos de captura estabelecidos pela legislação para cada espécie.
A resolução também fixa o segundo dia útil após o início do defeso da piracema como prazo máximo para declaração ao Órgão Estadual de Meio Ambiente competente, dos estoques de peixes in natura, resfriados ou congelados, provenientes de águas continentais, existentes nos frigoríficos, peixarias, entrepostos, postos de venda, restaurantes, hotéis e similares.
O exercício da pesca, o transporte, a não declaração do estoque, a comercialização, o beneficiamento e a industrialização do pescado, em desacordo com o estabelecido na Resolução, sujeitará os infratores às penalidades previstas na Lei nº 3.886, de 28 de abril de 2010 e no Decreto Federal nº n. 6.514, de 22 de julho de 2008, bem como nas demais legislações pertinentes, vigorando o enquadramento mais específico

fonte: acritica.net




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