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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pescador fisga douradão e bate recorde de 40 anos

Alex Greenman, de 22 anos, estudante de Administração da PUC-RJ, conseguiu o feito
ROBERTO PIMENTEL


Rio - Enquanto o governo federal vai restringindo ainda a mais a pesca em toda a costa,com a proibição de mais de 200 espécies marinhas (veja lista parcial abaixo), nossos pescadores esportivos vão fisgando o que podem, dos liberados, para curtir seu esporte preferido. É o caso de Alex Greenman, de 22 anos, estudante de Administração da PUC-RJ, que brinca de oceânica, quando o assunto é pesca esportiva. Ele fisgou um dourado-do-mar gigante, de 1,80m e 34,96 kg, no litoral do Rio, e estabeleceu novo recorde brasileiro. Com o peixão, Alex detonou marca mantida por 40 anos pelo pescador Francisco Olival, com dourado de 34,2 Kg, pego em 1974. A proeza de Alex aconteceu no último dia do 18º Torneio Marlin Rio, do Iate Clube do Rio de Janeiro, em 15 de novembro.

Alex, de 1,88m, ergue peixão de 34,96 KG e some atrás do giganteFoto: Foto do leitor

Este não foi o primeiro cartolão de Alex. Quando tinha 17 anos, em 2007, ele bateu o recorde mundial juvenil da Associação Internacional de Pesca Esportiva (IGFA), com dourado de 29,6 kg. “Aprendi a pescar com 2 anos de idade e há 15 anos faço pesca oceânica. Esse esporte tá no meu sangue”, se gaba o campeão, que diz ter comemorado o recorde com amigos em festa regada a moqueca com o douradão de quase 35 kg.




DICAS DE PEIXES

Mestre Canarinho

(999538100): As iscas são camarão e lula: Quebra Mar da Barra — corvinota, papa-terra, carapicu e olho-de-cão; Cagarras — pescadinha, corvina, espada e goete; Gragoatá/Boa Viagem — corvina, papa-terra, xerelete e enxoveta; Ilhas Pai e Mãe — pescadinha, corvina, espada e goete.

Carlinhos Piraúna

Ipanema — papa-terra (noite); Arpoador — olho-de-cão e papa-terra (noite); Copacabana — papa-terra (noite); Leme— carapicu e enxoveta (dia); Praia Vermelha — lula (noite); Pista Claudio Coutinho — marimbá (dia), olho- de-cão (tarde/noite); Murinho da Urca — enchoveta; Flamengo (Pirâmide) — carapicu (final da tarde).

Gilberto Ohoishi

(99839-6442) para pesca embarcada: em Arraial do Cabo, na Praia Grande — tira-e-vira, lanceta e corvina; Boca da Barra — maria-mole, castanha e goete; na Ponta da Prainha — maria-mole, goete e espada (final da tarde); no Saco do Cherne — pargo e olho-de-cão; Largo da Ilha — olho-de-cão e pargo.

fonte: http://riodejaneiro.ig.com.br/

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Menina de 12 anos bate recorde juvenil ao fisgar atum de quase 300 kg

Jenna Gavin superou o antigo recorde por quase 100 kg.
Ela pegou o peixe após batalha de 2h no estreito de Northumberland.

Uma menina canadense de 12 anos bateu um recorde mundial juvenil feminino ao fisgar um atum de 280,5 quilos durante pescaria no mês passado com seus pais, John e Chandra Gavin, no estreito de Northumberland.



Jenna Gavin bateu recorde mundial juvenil feminino ao fisgar atum de 280,5 kg (Foto: Reprodução/Facebook/Chandra Gavin-IGFA)

Jenna Gavin, que mora na província da Nova Escócia, lutou por duas horas contra o enorme peixe e não teve ajuda de seus pais, pois, caso eles intervissem, o recorde alcançado pela filha não seria homologado pela Federação Internacional de Pesca Esportiva.

Diante da menina, o enorme peixe impressiona: pesa 280,5 quilos, contra 55 kg de Jenna. Além disso, o atum tem quase o dobro do tamanho da garota.

O recorde anterior pertencia a uma garota francesa, que havia fisgado um atum de 195 quilos

Fonte: g1.globo.com

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Inglês captura arraia gigante de água doce


Foto: Reprodução
Quando o pescador Jeremy Wade decidiu ir atrás de um arraia gigante, sabia que a batalha seria dura. Ele levou quatro horas para fisgar um dos peixes de água doce mais perigosos do mundo, nas águas do Rio Paraná, perto de Buenos Aires, na Argentina.
A batalha durou quatro horas Foto: Reprodução
“Meus braços e pernas estavam totalmente acabados, no final. Eu estava muito cansado”, disse Jeremy, que é apresentador do programa “Monstros do rio” e procura animais perigosos em rios de todo o mundo.

Com 127 kg, a arraia que ele pescou na Argentina é um dos maiores animais de água doce já encontrados. O veneno dela é capaz de matar uma pessoa.
Para conseguir capturar o animal, o pescador precisou sair do barco e arrastar a arraia para a areia. Por pouco, a vara de pesca de Jeremy não quebrou, com o peso dela.




fonte: http://extra.globo.com
          mailonline

terça-feira, 14 de maio de 2013

Capturada "arraia gigante" em Mato Grosso

Arraia capturada em Mato Grosso (foto: Agência da Notícia)
Uma arraia gigante, com aproximadamente 1 metro 40 centímetros e pesando aproximadamente 30 kg, foi fisgada, ontem, no córrego Cacau, às margens da br-158, em Confresa, na região Araguaia. Ela foi capturada pelo agricultor Saratiel Saturno, que estava pescando e, inicialmente, a vara se mexeu, imaginava que seria uma peixe grande, mas não esperava que fosse uma arraia. "Nem mesmo no rio Araguaia nunca vi uma desde tamanho, imagina num córrego pequeno como Cacau pra mim era impossível ter um bicho desse tamanho ali dentro, é inacreditável mesmo", disse Xavier, ao site Agência da Notícia.

Ele ligou para o filho, Leonardo, ajudá-lo a retirar o bicho, que ferroa e pode matar. Saratiel Xavier relata que a maior arraia encontrada na região pesava 12kg e aproximadamente 80 centímetros.

A arraia capturada em Mato Grosso não é a maior do país mas está entre as maiores no Estado. No início de março, pescadores pegaram uma pesando 64 kg, no rio Uruguai, no interior de Porto Mauá, no Rio Grande do Sul.

A arraia é muito perigosa. O apresentador de TV australiano Steve Irwin (caçador de crocodilos) morreu, em 2006, quando mergulhava, na Austrália, e foi atacado por uma arraia levando ferroada no peito.

fonte 
http://www.sonoticias.com.br

quinta-feira, 28 de março de 2013

A história real do pescador do maior Marlim azul do Mundo

Por: Paulo César Dutra
"Saí para a pesca, como fazia habitualmente todos os sábados e também uma vez durante a semana. Era dia 29 de fevereiro de 1992, sábado de Carnaval, saí para a pesca com destino final chegar em Guarapari, onde passaria o Carnaval”.

Sempre quando eu saía para a prática deste esporte náutico eu dizia: - “Um dia ainda vou pegar o maior peixe do mundo".

Fui para esta pescaria com uma lancha Mares 30 pés de minha propriedade, a Duda Mares. Esta lancha estava bem equipada e eu utilizei materiais qualificados e em preparados para a pesca de grandes peixes, como é o Marlin Azul.

Levei em minha companhia o amigo Luis Felipe Bumachar. Navegamos cerca de 30 milhas e por volta de 11:00 horas senti que um peixe havia entrado na linha. Pela violência do barulho que fez na carretilha, observei que o peixe era grande. Neste momento, comecei um grande batalha, pois vi o fim da linha na carretilha e por pouco não desisti, sendo animado pelos companheiros de pescaria. Nesta ocasião minha lancha era desprovida de "cadeira" própria para pesca, que dá maior segurança e estabilidade ao pescador.

Na ânsia de continuar lutando com o peixe, foi improvisado um igloo para apoiar a vara. Por cerca de 1h30min fiquei nesta longa briga, usei de toda técnica e de toda força possível quando até tive minhas roupas descosturadas quando finalmente o peixe foi capturado. Surgiu outro problema, como embarcar o peixe se o mesmo não entrava na porta traseira? Diante dessa situação, tomei a decisão de trazê-lo rebocado, somente apoiando o bico e a cabeça na porta de entrada. Após navegarmos 4:00horas chegamos ao píer do Iate Clube do Espírito Santo. Lá foram preciso 28 homens para tirá-lo da água. Somente neste momento é que constatei o tamanho real do peixe. Eu achava que havia fisgado um peixe de 400kg Na balança tive a feliz confirmação de 636Kg. O peixe foi vistoriado pelo representante da IGFA - em Vitória - Sr. Otacílio Coser Filho, que constatou ser mesmo um Marlin Azul de grande porte, com as seguintes medidas: 4,62m de comprimento e 2,48 de diâmetro. Após as providências de praxe, por total impossibilidade do mesmo ser guardado em frigorífico...

Pelo seu tamanho foi decidido que seria separado em partes para serem doadas para entidades filantrópicas. Foram preservados o bico, a cauda e as barbatanas que foram enviadas aos Estados Unidos, para confecção de uma réplica. Hoje está em exposição no salão de festas do Iate Clube do Espírito Santo, em Vitória.


Durante o ano de 1992, de março a novembro, outra tarefa árdua foi desempenhada. Foi o processo de reconhecimento do recorde. Pois pelas normas estabelecidas pela IGFA - Internacional Game Fish Association - há necessidade de um rigoroso relatório com detalhamento exato do ocorrido, com provas materiais como além dos testemunhos escritos dos companheiros de pesca e das pessoas que acompanharam todo o desenrolar dos fatos. Foram enviados os materiais utilizados como vara, isca, linha, que passaram por testes de resistência. Foi exigido até o aferimento da balança que pesou o peixe. Finalmente em novembro tivemos a felicidade de dar este título ao Brasil, título este tão almejado pelo mundo inteiro, oportunizando Vitória ser chamada "capital Mundial do Marlin”.

Mais um título mundial para o Brasil!

Palavra do escritor: "ufa... que luta”.

Obs: Reportagem organizada pelo meu saudoso filho Paulo Eduardo, quando tive a oportunidade de relatar para ele há algum tempo atrás, detalhes da captura do MARLIN AZUL de 636 KG.

Paulo Amorim ERA UM PESCADOR DE VERDADE

Paulo Amorim faleceu às 11h30m, do dia 25 de dezembro de 2006. Ele havia se acidentado no quilômetro 21 da rodovia do Sol, no bairro Interlagos, em Vila Velha, às 19h30m do dia 17 de outubro de 2006 e ficou 67 dias em coma no hospital Santa Rita de Cássia, no bairro Eucalipto, em Vitória. No dia seguinte, Paulo Amorim foi enterrado no Cemitério Parque da Paz, na Ponta da fruta, em Vila Velha.

Em todos os campeonatos que se realizam no Brasil e no mundo, a expectativa é quem conseguirá superar a "estrela-do-mar" capixaba. No recorde anterior ao de Amorim, que aconteceu na ilha de St. Thomas, arquipélago das Ilhas Virgens, o marlim pesava 582 quilos. Foram 18 anos para o recorde ser quebrado pelo Paulo Amorim.

"Ele quer que [o recorde] seja de um brasileiro. Mas ele é concorrente dele mesmo", afirmou a mulher do recordista do marlim azul, Carmem Lucia Amorim, em uma entrevista ao jornal A Folha de São Paulo, em 27/10/2003.

Paulo Amorim morreu e levou com ele um recorde de quase 15 anos, que poderá se eternizar.

fonte: http://www.rotacapixaba.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Pescador fisga truta de 13,2 quilos e bate recorde nos EUA

Todd Young com peixe de 13,2 kg. (Foto: Divulgação)
Todd Young pegou peixe no no lago Erie.
Ele superou por 600 gramas antigo recorde estadual na Pensilvânia.
 

 O pescador americano Todd Young, que mora em Nazareth, no estado da Pensilvânia (EUA), estabeleceu um novo recorde estadual ao fisgar uma truta de 13,2 quilos.

A marca foi confirmada pela Comissão de Pesca do estado. Young pegou o peixe no dia 6 de maio no lago Erie.

O recorde anterior durava desde 1996 e pertencia a Tom Illar Jr., que havia pego uma truta de 12,6 quilos.

fonte: www.g1.globo.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Peixe de 120 kg no rio Juruena-MT








 Pescadores fisgam peixe com mais de 120 kg em rio de MT

Uma das atividades que mais os Juarenses gostam de fazer em suas horas de lazer é a pescaria, que movimenta a economia da cidade nos comércios especializados.Um grupo de 09 amigos, formados por profissionais liberais, empresários e comerciantes de Juara se reuniram para passar momentos de lazer no Rio Juruena em uma pescaria, e para surpresa de todos a tamanho dos peixes fisgados supreendeu. O maior peixe pescado foi uma piraiba de 2,10m que pesou em torno de 123 kg. Mais além dessa piraiba., outro grande peixe fisgado foi um Jáu de quase 70 Kg que medio cerca de 1,60m. Agnaldo José de Araújo, comerciante em Juara, informou que os peixes que foram pescados foram devolvidos ao rio, pois assim estaremos contribuindo para o equilíbrio ambiental.


" A maior emoção nossa é o prazer de poder fisgar, uns gigantes desses e mostrar a todos, que se presevarmos teremos essas maravilhas para sempre", disse Jefersson Araújo, outro pescador da comitiva. Verdadeiros monstros de água doce mostram que muito ainda nossa bacia hidrografica tem a oferecer tendo em vista o grande potencial turístico que os nossos rios ainda oferecem. Juara é um município rico em grandes rios, onde aqui encontramos por exemplo além do Rio Juruena que passa ao norte do município, o Rio dos Peixes, o Rio do Sangue, o Rio Arinos e o Rio Apicás, e também inúmeros rios de menor porte onde possível pescar matrinchãs, pintados, jaús, curimbas, trairões entre outros.

FONTE: www.nortaonoticias.com.br


                                Rio Juruena

Onde fica. Localizado no Norte do Estado do Mato Grosso, este rio em conjunto com o Rui Teles Pires, formam o Rio Tapajós que por sua vez é um dos principais afluentes do Rio Amazonas. 
                    Como chegar. O ponto de apoio para esse rio, é a cidade de mesmo nome, que conta com alguma estrutura. Para se chegar a Juruena, a maneira mais fácil é pela cidade de Cuiabá no próprio Estado ou a cidade de Vilhena no Estado de Rondônia. Existem vôos regulares de várias companhias aéreas. Consulte o seu agente de viagens. Por terra, a distancia entre Cuiabá ate Juruena e de aproximadamente 1000 km e de Vilhena - Juruena, de 360 km.
Telefone útil:Prefeitura de Juruena 0xx65 - 553.1407
Av. 4 de Julho,360 - Centro
Os Peixes que você poderá encontrar no Rio Juruena são:
                    Trairão : Peixe de grandes proporções, chegando a medir até 1 metro, que é muito apreciado por sua carne. São capturados com iscas naturais da região e artificiais : Plugs de superfície e meia-água e spinners.
                    Cachorra : Peixe com a boca mais aterradora que se pode imaginar, com dentes assustadores caninos, que compensa a sua feiúra com extrema esportividade. São capturadas com iscas naturais do seu habitat e as mais variadas artificiais.
                    Jaú : Um dos maiores peixes de água doce, habita os poços dos grandes rios. Pode chegar a 1,50 mts e 120 quilos. São capturados com iscas naturais conseguidas na região de pesca.
                    Pirarara :O nome em indígena, significa Peixe-arara, devido a coloração de suas nadadeiras. Mede aproximadamente 1,20 mts quando adulto e é capturado com iscas naturais da região com especial destaque para as piranhas de tamanho médio.
                    Matrinxã ; Parente próxima da Piracanjuba, pode chegar a 50 cm e alta esportividade. De carne saborosa é apreciada até pelos índios. Vive em águas limpas e é tipicamente amazônica sendo capturada com iscas naturais da região e pequenas artificiais com plugs  spinners.
                    Piraiba : É o maior peixe de água doce conhecido chegando a medir o absurdo de 3 metros e ate 1,40 de circunferência, o que faz com que a captura de um grande exemplar, seja registrado para a historia de varias gerações da família do felizardo pescador. Aqueles que o procuram, costumam usar o mesmo arsenal usado na captura dos grandes peixes oceânicos. Iscas naturais da região.
                    Pacu : Na verdade, esta família é imensa, chegando a mais de 30 espécies, tendo como diferencial, pequenos detalhes entre um e outro. São pescados próximos a vegetação aquática e são extremamente esportivos. Iscas: Massas caseiras secretas, minhocuçú, caranguejos e outras mais como coquinhos e frutas dura em geral.
 
informações sobre o Juruena
fonte: http://www.vaprapesca.com.br
Fonte: Juara Net

domingo, 20 de maio de 2012

Chineses capturaram um peixe 617 quilos no Rio Heilongjiang

Chineses capturam peixe com mais de meia tonelada



Chineses capturaram um peixe com mais de meia tonelada no Rio Heilongjiang, na fronteira da China com a Rússia. As fotos comprovam que a história não é de pescador. O gigante foi fisgado por Chen Lin, que precisou da ajuda de 11 colegas para arrastá-lo até a praia.

O peixe de 617 quilos, um esturjão-kaluga, foi capturado na terça-feira. Chen Lin garantiu que foi o maior peixe que já viu na vida. Mas isso não significa que seja o maior capturado em águas chinesas, já que título pertence a um animal de uma tonelada.




Em vez de transformar o peixe em jantar, os pescadores o levaram a um centro de criação local. Isso porque o animal, uma fêmea, estava carregando 1,2 milhões de ovos, segundo o jornal “Daily Mail”. Eles serão coletados e inseminados artificialmente. Depois, os peixinhos serão liberados no rio.
Essa espécie de peixe sofre um grave declínio populacional. O esturjão-kaluga é capturado com certa frequência por pescadores sem autorização, com a intenção de fazer caviar.


fonte:  jornal “Daily Mail”

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Tucunaré é recorde em pesca esportiva no Castanhão

Rômulo Patrick mostra tucunaré pesando 11,8kg, antes da devolução ao açude

A pesca esportiva ajuda a combater a ação predatória nos açudes do País e do Ceará, como o Castanhão


Jaguaribara Pesque, fotografe e solte. E no meio disso a emoção de fisgar o peixe e lutar com ele, mas sem feri-lo e ainda deixar que vá embora. É dessa forma que há quase dez anos o Açude Castanhão, o maior reservatório hídrico do Ceará, está despontando como um dos principais celeiros da pesca esportiva no Brasil. Um tucunaré pesando 11,880kg, ou seis vezes o peso normal, foi fisgado nas águas do açude e está chamando mais a atenção para a pescaria esportiva que tem atraído praticantes de outros Estados e ajuda a combater a pesca ilegal e predatória. É um recorde nacional fora da bacia amazônica. O reservatório também é o principal polo econômico-pesqueiro de tilápia no Estado do Ceará.

A onda de tucunarés gigantes está virando uma febre nas águas do Castanhão. Pescadores esportivos de São Paulo, Minas Gerais e até Paraná estão vindo ao Ceará passar de três a quatro dias concentrados num barco à espera da fisgada perfeita.


O Castanhão é polo produtivo de pescados, especialmente tilápia,
 criada em cativeiro. O Ceará é o maiior produtor nacional deste peixe
Foto Rodrigo Carvalho

O peixe de água doce que, mesmo tendo uma vida sedentária, quando avista uma presa, só descansa quando a alcança, duela com o pescador e sua isca artificial é abocanhada. Ele mexe a cabeça, dá saltos na água e, cansado de lutar, é levado para o barco e erguido pelas mãos do pescador como quem levanta um troféu. De fato o é.

O "medalhão" de escamas é fotografado e, em seguida, para alívio do próprio peixe, devolvido à água. Estava se encerrando o turno da pescaria, com a fisgada de alguns tucunarés pequenos e médios, quando antes de recolher os equipamentos o praticante Rômulo Patrick lançou a última vez o anzol na água.

A força de empuxo no anzol era grande o suficiente para saber que ali vinha um peixe grande, só não esperava que fosse o maior: o tucunaré de 11,880kg e aproximadamente 90 centímetros. Mal cabia nos braços. Era um grande irmão de outros tucunarés gigantes, com tamanhos entre 50 e 60 centímetros - os tucunarés do Castanhão tem tamanho médio de 40cm.

"Estou convencido de que é um recorde de captura de tucunaré fora da região amazônica. É um feito incrível para o pescador e um mérito sem igual para a região em que o peixe foi capturado. Isso é prova que temos um tesouro sem igual aqui no Ceará, que deve ser defendido por todos que amam a pesca esportiva", afirma Yuri Mamede, presidente da Associação dos Pescadores Esportivos do Estado do Ceará (Apeece).

A entidade existe há quatro anos e reúne 65 pescadores esportivos, principalmente de Fortaleza, que viajam pelo Interior atrás de aventura.

O tucunaré é um peixe interessante: alimenta-se de peixes adultos, filhotes, mas se o rio fica cheio e a água turva, ele ataca peixes pequenos para se defender e não para comer. De hábitos diurnos, nos lagos e açudes o tucunaré se alimenta próximo às margens, onde a água é mais fria. O peixe é comum na bacia amazônica, e foi parar no Castanhão com ação de depósito de espécies de alevinos pelo Dnocs. O fato de ser predador de muitos outros peixes levou o órgão federal a adotar o tucunaré para combater as piranhas que têm habitado o açude. O problema é sério e já foi tema na página de Bem-Estar Animal, do Caderno Regional.

A presença de piranhas tem afastado até mesmo as aves que têm a água doce como habitat parcial. O peixe é bastante arisco e corta linha de anzol e até rede de pesca. O gado que faz a travessia em trechos inundados pelo grande reservatório também são vítimas das piranhas, que mordem a teta das vacas.

A boca do tucunaré é cheia de membranas. As iscas são de garapeias. Quando o peixe abocanha a isca artificial, ele tenta comê-la por sucção, daí ela ficar presa em sua boca, mas sem feri-la como acontece com iscas perfuradoras. A Apeece divulga a prática o ano inteiro, tentando tornar o Ceará num polo da modalidade. A melhor propaganda é a frequência de tucunarés gigantes no Castanhão.

Reservatório assume destaque na piscicultura

O Castanhão foi criado para reserva hídrica do Ceará e como controlador de cheias. Mas da sua função de abastecimento humano pouco se imaginava que, em uma década, o açude colocaria o Ceará entre os maiores polos pesqueiros do País. Antes mesmo da pesca esportiva, a pesca comercial - especialmente de tilápia - desponta na região.

Hoje o Ceará é o maior produtor nacional de tilápia. Em todo o Estado, a produção desse peixe deve aumentar 50%, chegando a 30 mil toneladas.

Enquanto leem esta matéria provavelmente milhares de leitores aguardam ou já apreciaram peixe no almoço desta sexta-feira santa. Frito ou cozido, marinado (de molho de um dia para o outro) ou não, a tilápia é um dos principais pescados na mesa do cearense. E daqui diretamente para a mesa de outros Estados brasileiros. De cada 10 quilos de tilápia no País, dois são produzidos no Ceará, também o maior Estado consumidor dessa cultura. A produção de tilápia tanto desponta no Castanhão que movimenta outros segmentos da cadeia produtiva. Há dezenas de produtores de artesanato gerando renda, tendo como matéria-prima o couro da tilápia, para calçados e acessórios, como roupas e cintos.

Conforme dados da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), 60 açudes em 57 Municípios cearenses produzem a tilápia em cativeiro, por meio de tanques-redes.

E foi nesse contexto que o tucunaré gigante surgiu no Castanhão, até ganhar status de medalhão na pescaria esportiva. Foi depositado, com outras espécies de alevino, no leito do Açude Castanhão, que recebe as águas do Rio Jaguaribe, manancial que um tempo atrás brigou com o Nilo (Egito) o status de rio mais seco do mundo (em período de estiagem). E quando a "peste" de piranhas invadiu o açude e surpreendeu os produtores, o Dnocs encontrou no tucunaré um dos predadores naturais desse outro peixe que, embora menor, está prejudicando o equilíbrio da fauna e da flora no reservatório.

Um incidente ocorrido com o maior tucunaré já pescado no Castanhão é que o animal faleceu após a pescaria e sessão de fotografias. A própria associação de pescadores alimentou o peixe. De acordo com o praticante João Bezerra, o animal teria ficado muito tempo fora d´água, mas até o autor da pescaria, Rômulo Patrick, tentou, sem sucesso, ressuscitar o bicho.

Os tucunarés passaram a se reproduzir e, hoje, são facilmente encontrados nadando manso em águas jaguaribanas. Quando avista de longe uma possível presa se mexendo, tenta ir pelas sombras para não ser visto e realiza um ataque surpresa. Quando é surpreendido é pelos pescadores esportivos, que o fotografam e o devolvem à água.

No final do mês de abril acontecerá campeonato de pescaria esportiva no Açude Castanhão. O torneio é realizado anualmente e reunirá integrantes da Associação dos Pescadores Esportivos do Estado do Ceará (Apeece). Outro certame que acontece todos os anos ainda reúne mais pescadores esportivos. É o CastPesca, também nas águas do Castanhão.

Mais informações:

Pescaria esportiva no Açude Castanhão
João Bezerra
Telefones: (85)9947.8914
(85) 8826.2838
Melquiades Junior

Reporte

Fonte: www.diariodonordeste.globo.com
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