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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pesca ameaça população de boto cor-de-rosa na Amazônia


O folclore amazônico conta que, nas noites quentes de junho, o boto cor-de-rosa emerge faceiro dos rios na forma de um elegante rapaz. Vestindo trajes sociais e um chapéu branco enorme (para disfarçar o narigão), sai em busca de senhoritas indefesas. Seu toque galanteador é implacável. Ele seduz as jovens e as convence a acompanhá-lo num passeio até o fundo do rio. Ali, o boto costuma engravidá-las.

Para quem vê de fora, é só uma lenda presente no imaginário popular. Para quem mora na região Norte, o boto cor-de-rosa é realmente um inimigo. Não só porque “tira a virgindade” das moçoilas. Ele também é acusado de ser um entrave à pesca, uma das principais atividades comerciais da região. Os pescadores dizem que esta espécie específica de boto (Inia geoffrensis), o maior dos golfinhos de água doce do mundo, ajuda a soltar os peixes das armadilhas. E ainda estraga as redes de trabalho.

Esse pensamento arraigado está ameaçando a existência do boto cor-de-rosa, segundo um estudo da Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA), com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A população da espécie corre risco de sofrer uma drástica redução nos próximos anos, devido aos impactos da pesca.

A associação pesquisou a interação de duas espécies com a pesca na região do Médio Solimões, no Amazonas: do boto cor-de-rosa e do tucuxi (Sotalia fluviatilis), aquele semelhante ao golfinho do mar. A situação do tucuxi, diz o estudo, não preocupa. As estimativas de mortalidade ainda estão abaixo do nível definido como sustentável. Mas a perspectiva para o boto cor-de-rosa não é nada boa. Cerca de 360 animais são mortos todos os anos. A média é pelo menos seis vezes acima do limite considerado razoável para não haver redução populacional.

Embora as duas espécies se enrosquem acidentalmente nas redes de pesca, só o boto cor-de-rosa morre depois da captura. Bem quistos pelos pescadores, os tucuxis geralmente são soltos nos rios – e conseguem se salvar. “O boto cor-de-rosa poderia facilmente ser libertado sem maiores danos quando emalhado em uma rede”, afirma Sannie Muniz Brum, responsável técnica pelo projeto. “Mas a antipatia que este golfinho provoca nos pescadores é um grande empecilho para seu salvamento”.

O boto cor-de-rosa sofre com outro tipo de pressão: a pesca do piracatinga (Calophysus macropterus), um peixe muito apreciado na culinária colombiana. A carne do golfinho é usada como isca para facilitar a captura do peixe. “O projeto estudou áreas em três colônias específicas, mas tanto a pesca quanto a captura com isca ocorrem em muitas localidades da Amazônia”, diz Sannie.

Há alguns caminhos para reduzir a mortalidade. Desde os mais óbvios, como ações de educação ambiental, ecoturismo e a criação de regras de manejo pesqueiro. Até os mais sofisticados, como um fundo para compensar os prejuízos financeiros causados pelos golfinhos aos pescadores. A associação começa a trabalhar com parte deles. “As comunidades que integram o projeto estão mais conscientes de sua relação com os recursos naturais”, afirma Sannie.

(Aline Ribeiro)
fonte: Blog do planeta

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Tubarão-baleia é encontrado morto em praia do Litoral Norte de SC

Tubarão-baleia (Foto: Daniela Becker/VC no G1)

Animal é um jovem adulto e foi retirado por duas retroescavadeiras.Peixe não estava ferido e será levado para estudo em museu.


Um tubarão-baleia morto foi retirado da praia de Perequê, em Porto Belo, Litoral Norte de Santa Catarina, no início da tarde deste domingo (9). De acordo com o professor Jules Soto, coordenador e curador do Museu Oceanográfico Univali, o animal era um jovem adulto. O peixe foi levado para Piçarras, também no Litoral Norte, onde é o museu é localizado. Veja galeria de fotos do animal.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Porto Belo, que ajudou na retirada do animal, o tubarão foi visto pela primeira vez por pescadores, por volta de 4h deste domingo (9).

O peixe foi tirado da praia por volta das 14h em um esforço conjunto entre Prefeitura, bombeiros e representantes do museu. Para a retiradas, foram utilizadas duas retroescavadeiras e um caminhão, que transportou o animal. As máquinas são da Prefeitura. O tubarão foi levado para o museu, em Piçarras.

fonte g1.com.br

terça-feira, 8 de maio de 2012

Peixe pré-histórico entra em lista de espécies ameaçadas dos EUA

População de esturjão caiu drasticamente devido
pesca comercial (Foto: Flickr / anglerp1 /CC BY 2.0)
 Esturjão teria 13 mil anos e antepassados teriam convivido com dinossauros.
Pesca comercial para produzir caviar reduziu drasticamente a população.

O esturjão do Atlântico, um peixe considerado como pré-histórico, foi acrescentado à lista de espécies em perigo dos Estados Unidos e sua pesca será proibida por mais de uma década. A decisão será publicada nesta segunda-feira (6) pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) e passa a valer a partir de 6 de abril.

De acordo com o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês), um grupo ambiental dos Estados Unidos, a espécie do Atlântico existe há mais de 13 mil anos e seus antepassados teriam convivido com os dinossauros. Os animais alcançariam até quatro metros, com um peso de mais de 350 kg, e poderiam chegar aos 60 anos.

"Um peixe monstruoso, que nadou ao lado de dinossauros e depois sobreviveu à extinção em massa, nos traz a esperança de que, com a nossa proteção, irá sobreviver", comemorou Brad Sewell, ativista do NRDC.

O número de animais da espécie caiu drasticamente no último século. Nos Estados Unidos, os esturjões desapareceram de 14 dos rios que costumavam habitar. Além disso, o número de locais onde ocorre a desova caiu praticamente pela metade, de acordo com a Noaa.

No rio Delaware, um dos habitats do esturjão do Atlântico, restam hoje apenas 300 fêmas adultas, de 180 mil existentes em 1890, apontou pesquisa da Noaa em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

A queda no número de animais é consequência principalmente da pesca comercial para produzir caviar de esturjão, entre 1870 a 1950. Atualmente, as maiores ameaças à espécie são represas que bloqueiam a movimentação para locais de desova, baixa qualidade da água e pesca não intencional - quando pescadores acabam capturando o esturjão ao tentar pescar outros peixes.

Quatro tipos de esturjão do Atlântico foram listados pelo Noaa como espécies em perigo e um quinto foi considerado ameaçado.

fonte: http://g1.globo.com/

sábado, 5 de maio de 2012

Ibama apreende toneladas de barbatanas de tubarão ilegais no PA


A empresa responsável foi embargada e multada em quase R$ 3 milhões


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu quase 8 toneladas de barbatanas de tubarão em uma empresa de beneficiamento e exportação de pescado no Distrito Industrial de Tapanã, em Belém(PA), nesta sexta-feira (04). Segundo o Ibama, a exportadora enviaria as barbatanas para a China.

A empresa foi embargada e multada em R$ 2,7 milhões, por utilizar recursos ambientais em desacordo com as normas legais, por beneficiar as barbatanas de tubarão sem comprovar sua origem legal e por dificultar a fiscalização do órgão.

Segundo o Ibama, esta mesma empresa já foi autuada diversas vezes pelo Instituto, e acumula mais de R$ 1 milhão em multas desde 2007. De acordo com o registro, a empresa vinha operando como se comercializasse apenas bexigas natatórias desidratadas, que é um subproduto legal da pesca de tubarão.

Os fiscais encontraram as barbatanas ilegais durante uma vistoria realizada na manhã desta sexta-feira (04). "As barbatanas obtidas por meio da pesca predatória também eram negociadas para o exterior e enviadas em meio à carga legal de bexigas", explica o chefe da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama no Pará, Leandro Aranha.

Como a exportadora não possuía os mapas de bordo dos barcos pesqueiros, nem documentos que comprovassem a venda das carcaças dos animais, o Ibama acredita que a empresa praticava uma modalidade de pesca conhecida como "finning".

Proibida por uma portaria do Ibama, o "finning" ocorre quando o pescador corta apenas as barbatanas e descarta a carcaça do tubarão no mar. Muitas vezes o animal resiste à amputação e é jogado ainda vivo na água, mas não sobrevive.

Pescadores praticam o finning por motivos econômicos, já que transportar um barco cheio de barbatanas, produto muito valorizado no mercado internacional, é mais lucrativo que ocupá-lo com o tubarão inteiro. “Essa prática, além de cruel, está levando algumas espécies de tubarão, como o galha-branca, à extinção", afirma Aranha.

fonte: http://www.rondoniaemacao.com

terça-feira, 1 de maio de 2012

Balbina no País da Impunidade



Em toda a Amazônia estão previstas a criação de 150 hidrelétricas, das quais 60 delas na Amazônia brasileira. A hidrelétrica de Balbina, concebida e construída na ditadura militar (1964-1985) no rio Uatumã (Amazonas), passou a funcionar a partir de 1989, Um bilhão de dólares do dinheiro do contribuinte foi usado para destruir 240 mil hectares de floresta, afogar animais silvestres, alagar terras indígenas e provocar fome e doença entre os ribeirinhos da região. Em troca dessa catástrofe, apenas insignificantes 80 megawatts firmes para Manaus. Passados todos estes anos, o modelo energético brasileiro não sofreu nenhuma revisão em todos os governos após a redemocratização do Brasil. O físico José Goldemberg, em depoimento, recomendou que Balbina fosse desativada e mantida como um monumento à insanidade humana. O missionário Egydio Schwade denunciou o desaparecimento de várias aldeias indígenas com a construção da barragem. Só a cegueira ideológica não enxerga os impactos socioambientais irreversiveis provocados pelo desenvolvimentismo nacional, em sua nova etapa. Tampouco se aprende com a experiência do passado. Em 1989, o autor desse vídeo, durante um comício em Manaus, entregou uma cópia para o operário que assumiria em 2003 a presidência da república, numa das maiores mobilizações de esperança do povo brasileiro. Mais tarde, o presidente da república faria uma surpreendente declaração ao qualificar os quilombos e os indígenas como um entrave para o desenvolvimento da Amazônia. A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha manifestou sua perplexidade nas páginas da Revista de História da Biblioteca Nacional. Não apenas os compromissos assumidos com a causa indígena estavam sendo rasgados. Esvaia-se, também, a esperança dos povos da floresta. Silenciar sobre a desastrada política energética brasileira é um crime de lesa-humanidade. A presente edição é dedicada à memória do bispo D. Jorge Marskell, de quando a Igreja Católica estava comprometida com a Teologia da Libertação. Salve Jorge!


Fonte blog  Picica 
o autor Dr. Rogélio Casado `
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Preservando os Meros do Brasil

Pense na conservação como um mergulho profundo, que não é possível fazer sozinho.

O mero foi descrito em 1822 pelo pesquisador naturalista alemão Martin Heinrich Carl Lichtenstein, que batizou o peixe com uma brilhante analogia: Epinephelus itajara. Literalmente, tupi para Senhor das Pedras (ita = pedra, jará = dono/ senhor).

Solitário e dócil, o mero apresenta vasta distribuição geográfica: no Atlântico, está nos EUA, Caribe, até Santa Catarina no sul do Brasil; já na costa africana, do Senegal ao Congo. Conhecidos pelo seu grande porte, podem chegar a ter 2,5 m, 450 kg e 40 anos de idade. São peixes carnívoros que comem crustáceos, peixes e até mesmo jovens tartarugas marinhas desatentas.

Os meros formam grandes cardumes na época reprodutiva, condicionados pelo ciclo lunar. Estas características biológicas, ao mesmo tempo que os tornam vulneráveis à captura, também proporcionam um espetáculo ímpar quando se mergulha entre eles. Cair na água e encontrar meros nos dias de hoje é tirar a sorte grande. Mergulhar com exemplares adultos então, é acertar na loteria!

Historicamente, meros têm sido capturados como troféus. Mergulhadores de todo nosso litoral herdaram histórias de caçadores destemidos que pescaram peixes gigantes, o que demandou esforços descomunais. Episódios dignos do romance de Hemingway, se não fossem reais.

Falam de tempos da (suposta) infinidade de recursos. Tais tempos acabaram cedo. Ao longo das últimas décadas, a população de meros foi reduzida drasticamente pela pesca. Considerado como espécie criticamente ameaçada pela União para Conservação da Natureza (IUCN), o mero corre o risco de sumir de vez.

Uma das iniciativas de destaque é o projeto de fotoidentificação, da Rede Meros do Brasil, o qual visa obter informações dos meros com o uso de técnicas de marcação/ recaptura com a geração de um banco de imagens sobre o comportamento, padrões de deslocamento e coloração. Através de programas de computador específicos, é possível gerar uma identidade única para cada mero, analisando o seu padrão de pintas laterais. A ideia é sensibilizar a sociedade de que o mero é mais valioso vivo do que morto.


Mero avistado por mergulhadores em Fernando de Noronha
Foto: Maitê Ortega



Talvez seja difícil descrever o fascínio, tranqüilidade e paz sentidos ao lado desses gigantes. Vê-los movimentando-se é fascinante! É quase uma dança: lenta, compassada, suave e repleta de beleza.

Enquanto estiver na companhia dos meros, ouça, observe, sinta, conheça. Aproxime-se calmamente. Tenha a mesma naturalidade e pacifismo que ele normalmente apresenta.

Se tiver o objetivo, a sorte ou a felicidade de algum dia encontrar com os meros, lembre-se: um mergulho com um mero jamais será um mero mergulho.

Saiba mais

Apesar da raridade em ambientes naturais, os meros parecem incrivelmente atraídos por estruturas artificiais, como naufrágios, píeres e recifes artificiais. No Brasil, um dos poucos locais onde já existe turismo voltado à observação desses gigantes acontece no Paraná. O “Parque dos Meros” é um dos importantes pontos de mergulho e constitui-se hoje Projeto Meros do Brasil.

fonte: http://canalazultv.ig.com.br

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tubarões, raias e peixes podem sumir em poucos anos, diz estudo

Um novo estudo afirma que 40 espécies marinhas que vivem no Mediterrâneo podem desaparecer dentro de poucos anos. Na lista dos que correm risco de extinção, devido à pesca irregular, poluição e perda de habitat, estão o tubarão e a raia e mais 12 tipos de peixes ósseos como atum-azul, robalo, pescada e garoupa.

O relatório é assinado pela organização suíça IUCN (International Union for Conservation of Nature), que reúne ambientalistas de mil grupos espalhados em 160 países.

Japoneses respondem por 80% do consumo mundial do atum-azul pescado no Mediterrâneo e no Atlântico Leste

"As populações do atum-azul no Mediterrâneo e no Atlântico Leste são uma preocupação em especial", diz o coordenado Kent Carpenter, da IUCN.

Segundo ele, a capacidade de reprodução do atum-azul diminuiu ao longo das últimas quatro décadas de pesca intensiva por barcos japoneses.

O Japão responde por 80% do consumo de peixes das duas regiões. O atum-azul, além de ser muito apreciado no preparo de sushi, é comercializado por preços elevados. Um com 342 kg já foi negociado por US$ 396 mil no mercado de Tsukiji, o maior leilão de peixes do país.

A pesca no Mediterrâneo é regulada por tratados das Nações Unidas, a União Europeia e leis individuais assinadas com 21 nações.

Em novembro de 2010, a Comissão Internacional de Conservação de Atum do Atlântico votou pela redução anual de 4% da pesca --de 13.500 toneladas métricas para 12.900.

Os ambientalistas, contudo, afirmam que a medida não é suficiente e defendem a suspensão total da pesca

fonte:  DA ASSOCIATED PRESS

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vietnã tenta salvar tartaruga sagrada de 200 kg; veja

Centenas de vietnamitas se aglomeraram na capital Hanói na terça-feira para acompanhar a operação de captura de uma rara tartaruga gigante que vive no lago.

O animal de cerca de 1,8m de comprimento e 200 kg estaria muito debilitado e precisaria urgentemente de socorro. No entanto, não foi possível resgatá-lo.

Centenas de vietnamitas se aglomeraram na capital Hanói na terça-feira para acompanhar a operação de captura de uma rara tartaruga gigante que vive no lago.
Especialistas acreditam que existam apenas outros quatro indivíduos da espécie Rafeteus swinhoei vivos em todo mundo.

Muitos vietnamitas consideram a tartaruga sagrada e, embora especialistas calculem que ela tenha entre 80 e cem anos, a crença popular é de que o animal tenha mais de 300 anos de idade.

Reza a lenda que uma tartaruga do lago Hoan Kiem deu a espada usada pelo rei do Vietnã para derrotar invasores chineses há cerca de seis séculos.

Funcionários do governo realizaram uma limpeza do lago, retirando lixo e jogando água limpa, já que a poluição poderia ser a causa da doença do animal

fonte: BBC BRASIL

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Brasil possui 819 espécies raras de peixes de água doce ameaçadas de extinção, revela estudo



O Brasil possui cerca de 819 espécies raras e desconhecidas de peixes de água doce que podem estar ameaçadas de extinção. É o que advertem pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da ONG Conservação Internacional, em estudo divulgado no último mês de junho. A pesquisa durou três anos e representa o mais completo mapeamento ictiológico (parte da zoologia que estuda os peixes) já elaborado no Brasil.
Iniciada em 2007, a pesquisa procurou identificar espécies que não constavam no Catálogo das Espécies de Peixes de Água Doce do Brasil e cuja área de distribuição era inferior a 10 mil metros quadrados. As espécies identificadas como possuindo distribuição restrita foram confrontadas com base em registros documentados em coleções científicas. Em seguida, a partir de programas computadorizados, foram analisadas as coordenadas geográficas dos locais de ocorrência de cada espécie.
Na etapa seguinte, explicam os pesquisadores, os pontos de ocorrência de cada espécie foram associados às micro-bacias pré-definidas pela Agência Nacional de Águas. Por fim, foi avaliado o grau de proteção e de ameaça associados aos peixes raros por meio de sistemas de informação geográfica.
O estudo permitiu identificar as micro-bacias que devem receber atenção especial, já que abrigam espécies raras de peixes, que ocorrem apenas nessas pequenas áreas.  O trabalho científico poderá servir de modelo para estudos a serem realizados em outras partes do mundo e, com alguma adaptação da metodologia, é provável que também possa ser aplicado a ambientes marinhos.
Para saber mais sobre o estudo e contribuir para o desenvolvimento do trabalho de mapeamento, basta visitar o site do .projeto
Fonte: Universidade Federal do Rio de Janeiro

domingo, 22 de agosto de 2010

PEIXE SERRA (Pristis pectinata)

Características – focinho em formato de serra com 24 a 32 dentes de cada lado , esqueleto cartilaginoso como os tubarões e raias. A serra possui poros que são sensíveis ao movimento e à eletricidade. A serra é usada principalmente para auxiliar na captura de comida. Com ela, o peixe revolve a superfície arenosa ou lamacenta, à procura de pequenos crustáceos e moluscos e investe contra cardumes de peixes, atordoando-os. Quando se faz necessário, a serra é também usada como defesa - o peixe move esta estrutura horizontalmente, com grande força, o que pode causar estragos significativos a qualquer animal que se aventure a atacá-lo. É o único tubarão, com exceção do tubarão-cobra, que possui seis fendas branquiais no lugar de cinco ou sete. Sua carne é muito apreciada. É de coloração cinza-azulada, tem nadadeiras triangulares escuras atrás da cabeça e nadadeira dorsal dupla. Parte inferior branca, amarelo claro ou pardacenta. Barbatana caudal grande e oblíqua com lóbulo inferior extremamente reduzido. Pode alcançar 5 m de comprimento e sua serra possuir 1,5 m por 20 cm de largura, e peso de 350 Kg . As mandíbulas têm dentes pequenos. Ambas as maxilas têm 10 a 12 fileiras de dentes, com 88 a 128 dentes na maxila superior e 84 a 176 na maxila inferior. Os dentes são arredondados anteriormente e têm uma borda sem corte na face posterior. Os olhos e espiráculos se encontram na superficie dorsal. Podem viver por 30 anos
.
Habitat – espécie costeira, mas pode cruzar águas profundas para alcançar ilhas. Ascende rios e pode tolerar água doce. Visto geralmente em baías, lagoas, estuários, e bocas de rio. Profundidade de até 120 m.

Ocorrência – todo litoral brasieliro
Hábitos – pode entrar em rios, e já foi encontrado na confluência dos rios Negro e Amazonas, a cerca de 720 km da foz. Quando perseguido por um tubarão, o peixe-serra sobe à superfície, onde sua serra se transforma em uma arma muito perigosa para o tubarão.
Alimentação – peixes, camarões, lulas e organismos bentônicos.
Reprodução – ovovivíparo. Reproduzem-se através do fertilization interno como ocorrem em todos os elasmobrânquios. A maturidade é atingida com aproximadamente 10 anos de idade. Nascem cerca de 15 a 20 filhotes de cada vez, medindo aproximadamente 60 cm, já armados com uma pequena serra.
Predadores naturais – tubarões
Ameaças – poluição, destruição do habitat e pesca predatória. Travado facilmente nas redes de pesca, sua remoção sem ferimento é difícil. Também caçado pela sua serra, vendida como souvenir. O comércio da espécie passou a ser considerado um crime internacional. A resolução é da Convention on International Trade in Endangered Species (CITES), órgão internacional que procura regulamentar o comércio de espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção. A captura e comércio do peixe serra já são proibidos pelas leis brasileiras desde 2004. Não existe uma pesca direcionada exclusivamente ao peixe serra. Sua captura é incidental, ou seja, ocorre durante a pesca de outras espécies. Entretanto, a captura de um indivíduo é comemorada, pois sua “serra” ou “catana” pode valer até mais de mil dólares no mercado internacional. A retirada da peça custa o sacrifício do animal. A serra acaba sendo utilizada para vários fins. Os dentes da serra são comercializados para serem usados como esporas em rinhas de briga de galo; a serra como um todo é utilizada também como enfeite ou adorno exótico; e existe ainda a crença de que a serra cura a asma, o que não possui nenhuma comprovação científica. As barbatanas, assim como a dos tubarões, são exportadas para o oriente onde servem de ingrediente para uma sopa típica. Com menor importância, a carne também é comercializada. Está criticamente ameaçada de extinção, segundo listas internacionais e regionais. Atualmente, calcula-se que só 10% da população original. Ocupam uma importante posição como predadores nos ecossistema marinho e estuarino e que a conscientização dos pescadores e da população, aliada a efetiva fiscalização, são essenciais para a sobrevivência da espécie

fonte: www.vivaterra.org.br/




terça-feira, 6 de julho de 2010

RIO SÃO FRANCISCO É POVOADO COM ESPÉCIE NATIVA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO


O rio São Francisco receberá cerca de 10 mil 
micro-alevinos de um peixe natural de suas águas, mas que está em processo de extinção: o surubim (também conhecido como pintado), de difícil reprodução em cativeiro. O sucesso da iniciativa deve-se ao Projeto Surubim realizado pela Secretaria de Agricultura do Estado - Seagri, através da Bahia Pesca, que visa repovoar a bacia do São Francisco com a espécie. O início do peixamento do Velho Chico acontecerá dia 29 de junho, na cidade de Santana (a 813 km de Salvador), e fará parte das comemorações do Dia do Pescador na Bahia. 

O surubim é um peixe típico dessa região, mas sua população foi reduzida consideravelmente devido a sobrepesca e a práticas predatórias. Não podemos permitir que a espécie baiana se perca, conta o diretor-presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli. Até dezembro o rio deverá receber 10 milhões de alevinos. 

A pesquisa da Bahia Pesca teve início em 1999, com a captura dos peixes na região de Guanambi. Os animais passaram por um longo período de aclimatação na estação de piscicultura de Joanes II (em Camaçari), que envolveu a manutenção dos peixes em tanques com água de parâmetros similares aos do São Francisco, treinamento alimentar (para se adaptarem à ração), fertilização e um período nas incubadoras. Na ocasião do peixamento, o material genético obtido em Joanes será transferido para a estação de piscicultura de Porto Novo (na cidade de Santana-BA), às margens do Rio Corrente, afluente do São Francisco. 

Com a reprodução do pintado em cativeiro poderemos dar continuidade ao repovoamento do rio, já que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) só permite a introdução de peixes piscívoras se eles forem originários da bacia hidrográfica que receberá o peixamento, comemora Albagli. 

Considerando-se os vários tipos de surubim existentes, a Bahia é o maior produtor da espécie no Brasil, com produção superior a 2 mil toneladas em 2007 (segundo dados do Ibama), o que equivaleu a mais de R$ 10 milhões. 



O Pintado 

Pseudoplatystoma corruscans é o nome cientifico do pintado, o maior surubim da América do Sul. Sua principal característica, que o diferencia do cachara, é o fato de possuir somente pintas espalhadas pelo seu corpo, ao invés de listras ou faixas. Pode atingir cerca de dois metros de comprimento e pesar 90 quilos. Possui carne saborosa e por isso é muito desejado pelos pescadores do Velho Chico, seu habitat.


fonte: bahia pesca

terça-feira, 22 de junho de 2010

BALEIAS: PRESSÃO FINAL PARA O FIM DA CAÇA

Em alguns dias, a Comissão Baleeira Internacional se reunirá em Agadir, Marrocos, para votar em uma proposta que legalizaria a caça comercial de baleias pela primeira vez desde 1986. 

A opinião pública global é contra esta proposta, mas países a favor da caça de baleias estão defendendo-a fortemente. Vamos garantir que nossas vozes sejam ouvidas. 

A Avaaz tem uma equipe em Agadir, colocando outdoors, publicando anúncios de primeira página em jornais e construindo um contador gigante com o número de assinaturas na petição, atualizado constantemente para mostrar que as pessoas ao redor do mundo se opõe à caça de baleias.

Vamos dar gás a essa campanha massiva! Nos ajude a chegar a 1 milhão de assinaturas -- assine a petição abaixo, e passe para todos que você conhece:




Click aqui e assine  Avaaz

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Botos são alvo de matadores de aluguel na Amazônia


Animais que deveriam ser preservados são alvo de pessoas contratadas para matar. O crime encomendado virou comércio na Amazônia e atravessa fronteiras.

O produto de exportação envergonha o Brasil. Um dos pescadores da Amazônia, que prefere não se identificar, diz que deixou a profissão para se tornar matador de botos.

“Matamos cerca de 100 ou 200 botos por mês. A matança é muita. Puxamos o animal para dentro da canoa e matamos com facão, cassetete, essas coisas”, diz ele.

Segundo o matador, quem contrata o serviço, busca o comércio de órgãos do animal, como olhos e partes reprodutivas. A carne do animal também serve de isca para a pesca da Piracatinga.

O peixe, também chamado de urubu d’água por se alimentar da carne de animais mortos, é pouco conhecido na culinária brasileira, mas muito apreciado na Colômbia.


A preocupação com os botos da Amazônia levou o pesquisador português do Programa Botos no Pará, Antônio Migueis, a investigar o comércio do urubu d’água. “O peixe vai para a Colômbia e para os Estados Unidos onde é usado como aperitivo em restaurantes”, explica Antônio.

A pesquisa do Intituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Vera da Silva, é especialista em botos. Há 17 anos, ela e sua equipe estudam e contam os animais da região de Mamirauá, na Amazônia.

“Temos percebido que cada vez mais há uma diminuição do número de botos na área. A causa é a captura direta, que é o maior perigo que a espécie enfrenta”, afirma a pesquisadora.

Até agora se acreditava que os matadores de boto agiam mais na região oeste do Amazonas, perto do maior mercado consumidor de Piracatinga: a Colômbia. Lá, fica Mamirauá, onde a diminuição do numero de botos já foi confirmada.

Mas denúncias do pesquisador português Antônio Migueis mostram que os matadores chegaram a oeste do Pará, na região de Santarém.

“O boto sempre foi considerado importante para o folclore e para a cultura da região e agora ele está sendo utilizado como isca, como nada. Isso, para nós, é algo triste”, lamenta a pesquisadora Vera. A legislação brasileira é clara. Matar botos é crime e pode levar a até dois anos de detenção.

http://g1.globo.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dourados estão protegidos por lei até 2013 em parte do Pantanal


Agora é “cota zero” para o Rei do Rio nos rios de Cáceres. Para as demais espécies, a cota caiu de 10 para 5 kg por pescador
O pescador que visitar os rios de Cáceres (MT) até 2013 poder ter uma surpresa quando fisgar um dourado. Se a idéia for abatê-lo, as conseqüências serão as mesmas de pescar durante o período de reprodução dos peixes – a piracema -, caso aconteça o flagrante da Polícia Militar Ambiental.
Empresários do turismo cacerenses tiveram o apoio da Secretaria do Meio Ambiente do Mato Grosso e implantaram a “cota zero” para a captura do dourado. A pesca do Rei do Rio está permitida apenas na modalidade pesque-e-solte, como assegura a lei municipal que é válida pelos próximos três anos.
“Fizemos isso para evitar o sumiço da espécie e preservar o meio ambiente. Nossa grande vontade é estabelecer o pesque-e-solte. Ou seja, o pescador fisga o peixe, briga, se diverte. Depois ele apenas fotografa e guarda para sempre a lembrança do troféu, tendo a consciência de que fez sua parte com a natureza”, explica o presidente da Associação Ambientalista e Turística de Cáceres (Asatec), Cairo Bernadino.
Além de estabelecer o fim da matança do dourado, a cota do pescado em Cáceres foi reduzida de 10 para 5 kg. Outras espécies, como o pintado, podem também ter o abate proibido a partir de 2011. As delimitações do município representam 57% do Pantanal mato-grossense.
Alguns pescadores e empresários não gostaram da medida que segue o exemplo das leis de pesca da Argentina. O empresariado contrário à medida alega que o pescador não aceita voltar para casa sem levar o peixe.
“O pessoal reclama. Temos muitos pescadores que são contrários à nossa medida. Mas a maioria nos dá parabéns. Se mantivermos essa idéia, com certeza teremos peixes muito maiores”, afirma Bernadino.
“Nós esperamos ter um bom resultado por aqui, para evitar que nosso turista vá para outros lugares onde o dourado é encontrado com mais de 10, 12 kg com muita freqüência”, completa o secretário de turismo Luis Mário Ambrósio Curvo.

A expectativa é que a partir de 2011 uma nova lei da pesca vigore em Mato Grosso.As discussões já começaram.

fonte faunabrasil.com.br

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Bilhões de fragmentos plásticos no Mediterrâneo ameaçam vida marinha

Cerca de 250 bilhões de pedaços microscópicos de plástico flutuam no mar Mediterrâneo, representando uma ameaça à biodiversidade marinha, que reverbera na cadeia alimentar, segundo estimativas de especialistas.

O pronunciamento foi feito por biólogos marinhos da França e da Bélgica, que analisaram amostras de água coletadas em julho na costa da França, do norte da Itália e da Espanha a uma profundidade de 10 a 15 centímetros.
"As estimativas grosseiras são de que haja uns 250 bilhões microfragmentos em todo o Mediterrâneo", explicou François Galgani, do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer).
O número corresponde a 4.371 minúsculos pedaços de plástico --com peso médio de 1,8 miligrama-- encontrados nas amostras, "que superam, grosso modo, as 500 toneladas em todo o Mediterrâneo", disse Galgani.
Noventa por cento das amostras, coletadas por voluntários da Expedição Mediterrâneo em Perigo (MED, na sigla em inglês) em um iate de 17 metros, continham estes fragmentos.
A amostragem cobriu apenas as águas superficiais e deu apenas um avaliação preliminar. Coletas futuras, na costa de Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sardenha e sul da Itália serão feitas em 2011 para uma análise mais abrangente.
Pequenos fragmentos plásticos são uma ameaça permanente no mar, pois se misturam ao plâncton, sendo então ingeridos por pequenos peixes que são comidos por predadores maiores, explicou a Expedição MED.
Há evidências acumuladas dos danos que isto provoca a maiores formas de vida marinha, incluindo focas e tartarugas.
"A única solução é conter os microfragmentos nas fontes", disse o integrante da Expedição MED, Bruno Dumontet.
O grupo está lançando uma petição online para exigir da União Europeia (UE) o estabelecimento de regras sobre o descarte e a biodegradabilidade de bens de consumo.

fonte: DA FRANCE PRESSE

quinta-feira, 18 de março de 2010

Barcos comerciais comprometem a subsistência de ribeirinhos


A pesca ilegal realizada por barcos comerciais (chamados geleiros), que arrastam suas redes nas regiões de Jauaperi e do baixo Rio Branco, na divisa do Amazonas com Roraima, tem feito com que algumas espécies de peixes, antes abundantes, comecem a desaparecer. O assunto tem preocupado principalmente os ribeirinhos, que são impactados diretamente pela escassez de peixes, já que dependem da pesca para subsistência. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

No ano de 2001, quando os ribeirinhos começaram a perceber a diminuição da quantidade de peixes, um grupo de moradores apresentou, ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), o pedido de que fosse criada uma Reserva Extrativista (Resex) no Baixo Rio Branco-Jauaperi, para dar aos moradores o controle sobre a pesca e o extrativismo na região. O projeto recebeu aval do ministério em 2007 e foi encaminhado à Casa Civil, que o devolveu para o MMA.

Além de prejudicar o meio ambiente, a pesca irregular ameaça a subsistência dos ribeirinhos, que têm no peixe a sua principal, e às vezes única, fonte de proteína. Alguns moradores do local já não encontram mais o pirarucu, o maior peixe da Amazônia, já que a espécie virou coisa rara no entorno da comunidade de Itaquera, que fica a um dia e meio de barco da capital, Manaus.

Em Jauaperi, o peixe ficou tão escasso, que em 2006, os pescadores tradicionais e comerciais fecharam um acordo de “cessar-pesca”, válido por três anos, para dar tempo aos peixes de se reproduzirem. Somente foi permitida, até o abril de 2009, a pesca de subsistência. E mesmo com as invasões dos geleiros no primeiro ano, a estratégia mostrou resultados. Ao fim do período, os moradores tentaram renovar o acordo por mais três anos e não conseguiram.

Em setembro de 2009, os comunitários conseguiram uma liminar na Justiça, proibindo todo tipo de captura de peixes que não fosse para subsistência, até a elaboração de um estudo para determinar quanto de pesca o rio realmente pode suportar. Mesmo tendo 90 dias para concluir a pesquisa, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não a fez e também, segundo disseram os ribeirinhos ao jornal, não apareceram mais na região para fiscalizar a pesca ilegal.

Com a ausência do instituto, a proibição judicial ficou só no papel, já que os geleiros voltaram a subir o rio para pescar, vindos principalmente dos municípios de Manaus e Novo Airão. Com isso, os peixes voltaram a ser escassos. Moradores afirmam que antes pescavam assim que entravam no rio, e hoje ficam no mínimo três horas na água para conseguir o jantar.

Os barcos comerciais são chamados geleiros porque ficam vários dias no rio e estocam o peixe em bacias com gelo. Esses barcos trabalham com redes em forma de saco, que podem ir de uma margem a outra, fechando completamente o rio. Essas redes, chamadas “capa-saco”, capturam tudo o que estiveram passando pelo caminho - peixe, tartaruga, boto, peixe-boi, jacaré. E qualquer animal com valor comercial vai para o gelo no porão, enquanto o que não tiver serventia é jogado de volta ao rio para morrer.

Na região, existe, além da proibição judicial, o período de defeso, de 15 de novembro a 15 de março, em que a pesca é proibida para proteger a reprodução dos peixes. Mas, os barcos continuaram pescando intensamente nos últimos meses, principalmente durante a noite. De outubro a março, época da “seca” amazônica, os rios estão mais baixos e fica mais fácil encurralar os cardumes, mas quando o rio sobe e invade a floresta, os peixes se escondem entre os troncos e se torna mais difícil pescar, até mesmo para os ribeirinhos.

Ameaças Os moradores que defendem a criação da Resex também sofrem com ameaças constantes, vindas até mesmo de vizinhos da comunidade. Em 2006, um voluntário do Ibama foi morto a tiros no Rio Branco, quando defendia uma praia de desova de quelônios. A caça desse animal é ilegal, mas a carne e os ovos são muito apreciados por moradores da floresta e da cidade.

Outro caso que ficou conhecido no lugar foi o de seu Chico Caetano, da comunidade Floresta, na esquina do Jauaperi com o Negro, que teve sua casa incendiada em 2008. Para ele, a criação da Resex seria uma forma de controlar a pesca na região.

Entre os moradores, nem todos aprovam a criação da reserva, já que ela atrairia a presença do Ibama e alguns comunitários temem ser impedidos de plantar, queimar e cortar o mato. A desinformação é agravada pela demora dos processos de criação da reserva, que gera descrença entre os ribeirinhos. As reservas extrativistas permitem as atividades necessárias à agricultura, desde que feitas dentro de um plano de manejo.


(Envolverde/Amazônia.org.br)

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado


No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.
Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais - que só restituem em média 500 calorias na mesa - e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado - 56% nos países ricos - segundo o World Ressources Institute. 

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?

Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.

No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pesca excessiva ameaça maior peixe da Amazônia, diz pesquisa

Pirarucu pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar 200 quilos.
Saboroso, peixe é um dos mais apreciados na Amazônia.


A captura descontrolada pode fazer com que o maior peixe da Amazônia – e um dos maiores peixes de água doce do mundo – desapareça do mapa. Em pesquisa divulgada no “Journal of Applied Ichthyology”, cientistas afirmam que a maior parte da carne de pirarucu comercializada na Amazônia tem origem ilegal, e é difícil controlar a pesca predatória da espécie.

O estudo foi realizado por Donald Stewart, da Universidade do Estado de Nova York, e por Leandro Castello, do Woods Hole Research Centre e do Instituto Mamirauá, que atua em reservas no Amazonas.

O pirarucu pode medir até três metros de comprimento e pesar 200 quilos. Também conhecido como “bacalhau da Amazônia”, ele é um dos peixes mais apreciados na região Norte, pois sua carne é saborosa e tem poucos espinhos.

Apesar do tamanho, o peixe é fácil de ser capturado. Seu sistema respiratório o obriga a subir para a superfície para obter oxigênio em intervalos que variam entre 5 e 15 minutos. É nessa hora que os pescadores o capturam com arpões – técnica usada desde o século XIX, segundo os pesquisadores. A pesca com rede também é bastante utilizada.

Há várias regras para limitar a pesca do pirarucu, como tamanho mínimo para a captura e a proibição da pesca em alguns lugares, como o Tocantins. “Mas a pesca ilegal do pirarucu é tão difundida que a maioria dos peixes é provavelmente capturada e vendida ilegalmente”, dizem os pesquisadores em artigo científico.

Outra ameaça para o peixe é que hoje o pirarucu é considerado uma espécie única (Arapaima gigas), mas os cientistas afirmam que pode haver até quatro espécies. Caso isso se confirme, há a possibilidade de algumas dessas variações do peixe já estarem ameaçada e ninguém estar sabendo, já que não há pesquisas sobre a população dos diferentes tipos de pirarucu.


Pesca sustentável


Estudos mostram que na reserva de Mamirauá, no Amazonas, onde a pesca é controlada, o lucro dos ribeirinhos com o pirarucu praticamente dobrou, enquanto a população de peixes aumentou – ao contrário do que ocorre onde a captura é feita da forma tradicional.

Segundo os cientistas, enquanto em 1999 havia apenas quatro comunidades ribeirinhas que pescavam o pirarucu de forma controlada, hoje já são mais de cem lugares onde a técnica foi empregada. Uma boa notícia para o gigante
.

fonte: http://www.globoamazonia.com

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Extinção de espécies de água doce atinge níveis alarmantes, dizem cientistas



foto tartaruga mata-mata


Cientistas alertaram que a extinção de espécies de água doce atingiu níveis alarmantes, tornando os animais destes ecossistemas os mais ameaçados do mundo.
Peixes, sapos, tartarugas e crocodilos que vivem em rios, lagoas e mangues estão desaparecendo em um ritmo entre 4 e 6 vezes mais acelerado que as espécies terrestres ou marinhas, segundo especialistas internacionais que se reúnem a partir desta terça-feira, na Cidade do Cabo, na África do Sul, para a Conferência do programa Diversitas sobre biodiversidade.
"Há evidências científicas claras e         crescentes de que estamos à beira de enorme crise de biodiversidade em água doce. No entanto, poucos sabem do catastrófico declínio em biodiversidade em água doce tanto em escala local como global", disse Klement Tockner, do Instituto Leibniz de Berlim.
Segundo ele, as implicações disso para a humanidade são "imensas", porque a perda de biodiversidade afeta a purificação das águas, a regulação de doenças, e a agricultura e pesca de subsistência.
O problema teria sido causado pela poluição, pela construção de represas e sistemas de irrigação e pela crescente demanda por água fresca ao redor do mundo, além do aquecimento global.
Metas perdidas
De acordo com os cientistas, as metas de redução da perda de biodiversidade para 2010, estabelecidas na Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica em 2003, não vão ser atingidas.
"Nós certamente não vamos atingir as metas de reduzir as taxas de perda de biodiversidade até 2010 e, como consequência, também não vamos atingir os objetivos ambientais até 2015 dentro das Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU para melhorar a saúde e as vidas das pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo", disse Georgina Mace, do Imperial College London, vice-diretora do programa internacional Diversitas.
Mace diz que a biodiversidade é fundamental para que as pessoas tenham comida, combustível, água limpa e um "clima habitável", ainda assim as mudanças dos ecossistemas e a perda de biodiversidade têm crescido continuamente.
"Desde 1992, mesmo as estimativas mais conservadores concordam que uma área de floresta tropical maior que o Estado americano da Califórnia foi transformada em comida e combustível. As taxas de extinção de espécies são pelo menos 100 vezes maiores do que eram antes do surgimento dos humanos e elas devem continuar aumentando."
Para os especialistas reunidos na África do Sul, medidas para combater estes problemas precisam ser tomadas com urgência. Entre elas, eles sugerem a criação de um painel para monitorar as extinções similar ao IPCC, o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas.

fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese
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