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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal e um Ano de 2012 com muitas pescarias

(Foto: Cathal McNaughton/Reuters)
O fotógrafo Cathal McNaughton flagrou na segunda-feira (28) um manequim usando uma fantasia de Papai Noel sentado em uma cadeira como se fosse um pescador em uma rocha no mar da Irlanda, a 80 km de Belfast, perto da aldeia de Waterfoot.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!

Foto BBC Brasil

    Desejamos a todos  boas pescarias em 2011,   e que os grandes peixes encontre as nossas iscas.

      

domingo, 7 de novembro de 2010

Livro sobre o Rio Paraíba do Sul é lançado em São Paulo


Reportagem em texto e fotos conta a história da urbanização em torno do rio para contextualizar suas questões ambientais

O Rio Paraíba do Sul nasce na Serra da Bocaina, no estado de São Paulo, e deságua no Atlântico em Atafona (São João da Barra), ao norte fluminense, quase na divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo. Após seus 1200 km de percurso, as águas perdem substancialmente o fôlego da vazão por conta de transposições, barragens e assoreamentos. No trajeto do rio, ocorre a maior transposição do Brasil — a do Rio Gandu, que desloca dois terços do seu volume de água para abastecer a região metropolitana do Rio de Janeiro. São 60 mil litros de água por segundo.


Essa e outras questões ambientais da bacia hidrográfica são contextualizadas no livro “Paraíba do Sul – História de um Rio Sobrevivente”, grande reportagem realizada pelos jornalistas Valdemir Cunha (fotógrafo) e Luís Patriani (repórter), que viajaram por todo o percurso do Rio Paraíba do Sul para situá-lo sob seus aspectos ambientais, culturais, históricos e geográficos. Na quarta-feira, 27, acontece o lançamento do livro, a partir das 19h, na Livraria Vila, na Vila Madalena.

No entorno das duas maiores capitais do Brasil, o rio Paraíba do Sul ainda sobrevive à ocupação urbana e ao intenso processo de industrialização do eixo Rio-São Paulo. “Mas essa sobrevivência foi garantida quase ‘por acaso’; pelo próprio rio e sua força cultural. Ela ainda possui muitas interrogações”, defende Patriani.

Para explicar essas transformações, o jornalista faz um resgate histórico desde as incursões dos Bandeirantes e do caminho do ouro em Minas Gerais, passando pelo crescimento das lavouras de cana e café, mineração e início da industrialização. O livro também traz histórias sobre como a vida dos habitantes do entorno foi transformada, no que diz respeito à pesca e ao impacto que a construção da Via Dutra provocou na paisagem.

Riscos ambientais

Hoje, são cinco barragens no Paraíba do Sul, que alteram substancialmente sua vazão. “Umas das partes mais bonitas é a foz do Rio Paraíba do Sul, quando entra em contato com o mar. Mas é visível o que transformação humana faz: o mar está invadindo a Vila Atafona”, revela Cunha.

Patriani ainda alerta para os perigos que uma segunda transposição poderia causar — intervenção sugerida em um decreto do governo do Estado de SP, em 2008. “O Paraíba do Sul não vai sobreviver a uma nova transposição. A água pode nem chegar ao Rio de Janeiro”, sugere.

Outras questões ambientais são colocadas no livro. Boa parte das das cidades e indústrias que cresceram às margens do Paraíba do Sul despeja efluentes tóxicos em suas águas. “A primeira parte do rio é como se fosse outro Paraíba do Sul, onde as cidades do entorno têm uma relação cultural bem mais forte com ele. Até chegar na barragem de Paraibuna, que marca um divisor não só na vazão, mas em toda a paisagem. É partir dela que chegam grandes cidades no percuso, como Jacareí, São José dos Campos e Taubaté. A poulição aumenta muito, e presta-se menos atenção ao Paraíba do Sul”, lamenta Patriani.

Segundo pesquisa realizada no ano passado pela Universidade de Taubaté (UNITAU), no trecho paulista entre Tremembé e Aparecida, amostras de água do Paraíba do Sul têm substâncias como metais pesados, como alumínio e ferro, inseticidas e herbicidas. Tais substâncias causam prejuízos graves ao ecossistema da bacia e à saúde das 9 milhões de pessoas que são abastecidas por ela. Patriani revela que “São José dos Campos tem 46%, e Taubaté 1% de esgoto tratado. Boa parte dos efluentes dessas cidades vão para o 
o rio”.

fonte: http://www.estadao.com.br

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Inpa mostra em Natal objetos feitos com couro de peixes da Amazônia

MANAUS -  Objetos feitos a partir de couro de peixes amazônicos serão expostos nesta semana pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece em Natal. A ação é fruto de um esforço do instituto em desenvolver técnicas para não desperdiçar as milhares de peles que são descartadas diariamente em Manaus.
Carteira feita a partir do couro de peixe. Foto: Portal Amazônia/arquivo



fonte Portal Amazônia

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Copa do Mundo 2010 pesca Alternativa

Critérios de seleção para chamadas:
  • Disponibilidade para participar das gravações, 2 finais de semana, 19 e 20 de junho e 03 e 04 de julho
  • Passaporte do País, em nome do avô(ó), pai ou mãe  ou próprio.
  • Foto do maior peixe vivo
  • Histórico de Pesca do País qual representa
  • Se ainda houver empates a Produção através de deliberação com a equipe do Programa, selecionará o competidor.

Regulamento:

1.                Ganha quem pescar a maior quantidade de peixes durante o período do torneio;
1.1           Só serão computados peixes com mais de 1,5kg.
1.2           Caso haja empate, ganhará o pescador que tiver a maior pontuação de peixes de acordo com a tabela (Anexo I) deste regulamento.
1.3           Caso permaneça o empate, haverá uma disputa de chutes de arremessos, vence quem pontuar a maior distância, para esta prova os equipamentos serão fornecidos pelo Pesca Alternativa.
2.                Serão premiados os três primeiros colocados.
3.                Só será permitido o consumo de bebidas Alcoólicas, após a entrega dos prêmios e vetado, durante todo o período do Torneio. Caso isso aconteça, o pescador será desclassificado.

4.                Só serão permitidas 02 varas por participante. Vara com Molinete; Vara com Carretilha; Vara Telescópica Lisa; Spin Cast e somente com um anzol sem farpa por linha. Caso o fiscal pegue algum participante com anzol com farpa, o peixe capturado, será desclassificado.

5.                Não será permitido o uso de iscas artificiais durante o Torneio com exceção de miçangas e rações tipo E.V.A, cortiças e coquinhos.

6.                Não será permitido o uso de chuveirinhos, garatéia e técnicas como lambada e outras que venham prejudicar a integridade dos peixes.

7.                Bóias, só serão permitidas se forem “ancoradas” (com chumbo no fundo para que não se desloquem com o vento e atrapalhe os outros participantes), com exceção de bóias montadas com miçangas ou E.V.A., durante a ceva.
8.                Os locais serão sorteados na chegada ao pesqueiro.
9.                
Durante o dia, haverá um rodízio entre as áreas de pesca, possibilitando assim, que todos os participantes tenham as mesmas chances.

10.           O rodízio funcionará da seguinte forma; no sorteio, cada pescador terá um numero definido. Esse número será sua primeira localização no lago, as outras áreas a organização do torneio estará notificando todos os pescadores antes que o torneio inicie, sendo que, na parte da manhã, cada participante pescará em duas áreas e a tarde, após o almoço, em mais duas áreas.
11.           O lago será dividido em quatro áreas determinadas A, B, C e D. Serão 32 baias com 3,0 m de largura e áreas de escape de 6,0 mentre as áreas.

12.           Haverá um limite para troca das baias, que será de 05 minutos.
13.           Todos os peixes capturados deverão ser devolvidos com vida ao lago.

14.           Caso haja uma fatalidade, ex: Peixe “embuchar” a isca, anzol na guelra, mau manuseio, queda do peixe, retirada inadequada do peixe da água, entre outros, estes peixes entrarão no somatório do pescador e fica por sua responsabilidade levar o peixe conforme tabela de preço estipulada para cada espécie do pesqueiro.
15.           Todos os pescadores deverão manter e deixar suas baia limpas. Caso isso não aconteça, nas trocas de baias, os fiscais tomarão nota, para que no final do torneio, o participante seja punido em 1 peixe capturado.
16.           Limite de 05 minutos para tirar o peixe fisgado após o aviso de término do período de pesca e/ou término to torneio. Entre os períodos de transição de baias, as linhas não poderão ser colocadas na água até o toque do segundo aviso para reinicio da próxima etapa.
17.           Não será permitido matar os peixes para usar como iscas.
18.           Não será permitido jogar as sobras de iscas no lago.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Belo Horizonte ganhou o maior aquário de água doce do Brasil


Belo Horizonte ganhou na sexta-feira, dia 5, o maior aquário de água doce do Brasil. A Prefeitura, por meio da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH), inaugurou o Aquário da Prefeitura – Bacia do Rio São Francisco. O aquário tem aproximadamente 3 mil metros quadrados e é o primeiro a retratar exclusivamente a vida na Bacia do São Francisco. A obra, que custou cerca de R$ 5,5 milhões, passa a ser mais uma grande atração da capital mineira, oferecendo estudos sobre biologia, criação e manutenção de peixes em cativeiro. O aquário fica no Jardim Zoológico (avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha).
O prefeito Marcio Lacerda e sua mulher, Regina Lacerda, o vice-prefeito Roberto Carvalho, o presidente da FZB-BH, Evandro Xavier, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, o prefeito de Pirapora, Warmillon Braga, secretários municipais e outras autoridades participaram da solenidade de inauguração.
Marcio destacou que a inauguração do aquário é especial para a cidade, que ganha mais um espaço para lazer, entretenimento e principalmente, para a difusão do conhecimento e defesa da preservação ambiental. “A inauguração deste aquário tem vários significados importantes e o principal deles é a oportunidade das pessoas verem de perto a fauna do rio São Francisco em um contexto sócio ambiental que vai ajudar a aumentar a consciência ecológica”, disse. Para o prefeito, o aquário também será uma referência turística na cidade. “É um privilégio ter uma atração como esta, que vai encantar turistas de todo o país e servirá também como referência de pesquisa e educação ambiental”, afirmou.
Segundo Evandro Xavier, a inauguração é importante especialmente pelo fato de o aquário representar uma parte do rio São Francisco a ser protegido e conhecido. “A concretização deste projeto é a realização de um sonho que somente foi possível graças ao empenho de muitas pessoas. Assim como esta obra uniu municípios, governos, organizações não governamentais e representantes do terceiro setor, o nosso desejo é que, com o aquário, possamos conseguir unir e integrar ações que busquem conservar e revitalizar o rio”, salientou.
Ao visitar o aquário, o público terá a oportunidade de conhecer diferentes espécies de peixes e obter informações sobre o “Velho Chico”. Entre os destaques da ictiofauna (conjunto de peixes de uma região ou ambiente) do rio São Francisco que poderão ser conhecidos e apreciados no novo espaço estão surubins, dourados, curimatãs, matrinxãs e vários outros.
Admiração
A funcionária pública Fátima Lopes elogiou todo o espaço. “É um presente ver a natureza unida à inteligência do homem ao criar esse aquário. A paisagem e a cenografia são lindas e aconselho que todos venham conhecer este novo local de lazer”, ressaltou. O estudante Frederico Azevedo se encantou com a novidade. “Eu não tinha nenhuma ideia de quais eram as espécies de peixe do rio São Francisco e, por isso, achei muito interessante poder vê-las de perto”, afirmou.
Resultado de uma parceria entre a Prefeitura e o Ministério do Meio Ambiente, as obras do aquário começaram em 2006, com a meta de promover a conservação da vida aquática do Velho Chico por meio de exibições dos ecossistemas e de sua interpretação, educação e pesquisa. Ao longo dos últimos três anos, outros parceiros adotaram esta ideia, como Cemig, Codevasf, Copasa, Epamig, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Sesc, Prefeitura Municipal de Pirapora, Sociedade dos Amigos da Fundação Zoo-Botânica e Instituto Terra Brasilis.
O aquário em detalhes
• 1.200 peixes de 50 espécies
• 22 tanques nos dois pavimentos com 1 milhão de litros de água.
• Espécies como pirambeba, piau-três-pintas, mandi prata, cascudo e surubim.
• Aquário São Francisco, com capacidade para 450 mil litros de água, representando um “braço” do Velho Chico, com uma cenografia que apresenta tanto a margem quanto o fundo do rio.
• Auditório, espaços de exposição lúdicos, jardins, laboratório, lagoa marginal, lanchonete e lojinha.

Fauna da Bacia do Rio São Francisco no Zoológico
O Aquário da Prefeitura – Bacia do Rio São Francisco já está aberto à visitação pública e apresenta aos visitantes cerca de 1.200 peixes de 40 espécies, distribuídos em 22 “recintos” ou aquários.
Além de ser um espaço para a realização de estudos e pesquisas, o Aquário da Prefeitura configura-se como local para conhecimento de aspectos socioambientais e culturais das populações que ocupam as margens do Rio São Francisco. Desse modo, apresenta objetos característicos dessas comunidades, como carrancas, redes de pesca, âncora, canoas, peças de cerâmica, esculturas, uma réplica, em tamanho reduzido, do barco a vapor Benjamim Guimarães, entre outros. O auditório, com capacidade para cerca de 100 pessoas, é equipado com moderna aparelhagem audiovisual (telão, data show e som) que possibilita a apresentação de documentários sobre a Bacia do Rio São Francisco e a organização de eventos temáticos.
O Serviço de Educação Ambiental da Fundação Zoo-Botânica será responsável por desenvolver e aplicar estratégias educativas junto ao público visitante, para que todos possam ser conscientizados a respeito da utilização da água e na preservação de uma das principais bacias hidrográficas brasileiras. Placas e painéis informativos servirão de subsídio para programas e ações científico-educativas. Dessa forma, o público poderá conhecer e compreender e também participar de ações em defesa dos ecossistemas aquáticos.
Biodiversidade
Entre as espécies de peixes em exposição nos 22 recintos do Aquário da Prefeitura estão a pirambeba, o piau-três-pintas, o piau verdadeiro, o piau branco, o mandi prata, o mandi amarelo, a manjuba, a piaba rapadura, a piaba-do-rabo-vermelho, a piaba-do-rabo-amarelo, o cascudo, o surubim, o dourado e o matrinxã.
Para receber os peixes, foi realizada uma sofisticada ambientação com pedras, areia e cascalho, pedaços de madeira curtidos, além de plantas aquáticas. No Aquário São Francisco (Tanque Maior), a cenografia contou com peças moldadas em resina e em fibra de vidro, e pintadas com tinta especial. Assim, os visitantes têm a impressão de ver a estrutura de níveis que compõem um leito de rio, inclusive com sua gradação de cores e texturas. Segundo o biólogo Thiago da Motta Carvalho, os elementos de composição dos tanques foram distribuídos conforme a necessidade de cada espécie. “Em alguns há plantas e em outros não. Tudo depende da biologia do peixe, por exemplo, se vai ou não comer plantas, ou ainda da profundidade e luminosidade do aquário”, ressalta.
Curiosidades da Bacia do Rio São Francisco
Descoberto em 4 de outubro de 1501 pelo navegador europeu Américo Vespúcio, o rio São Francisco nasce no Parque Nacional da Serra da Canastra. Sua bacia drena seis estados brasileiros: Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, além do Distrito Federal. Em seu curso, o São Francisco percorre três biomas: Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Seus maiores afluentes são os rios Paraopeba, das Velhas, Paracatu, Urucuia, Corrente e Grande.
O “Velho Chico” possui a 3ª bacia hidrográfica do Brasil e a 1ª contida inteiramente em território brasileiro. Sua extensão é de 2,7 mil quilômetros e, em Minas Gerais, estão inseridos 36,8% dela.
A ictiofauna do rio São Francisco compreende cerca de 180 espécies de peixes de água doce. Deste total, 160 espécies são conhecidas, 158 já foram registradas e 18 delas encontram-se em extinção no estado mineiro. Cerca de 13% das espécies da bacia têm valor comercial para consumo humano, sendo que 80% dessas não conseguem se reproduzir em cativeiro nas condições normais, o que exige a indução artificial à desova.
O desmatamento, além de contribuir para as secas das nascentes e de seus afluentes, provoca a queda de barrancas, gerando acúmulo de terra no leito do rio, criando assim, ilhas de areia e dificultando a navegação. As barragens hidrelétricas produzem também forte impacto para toda a bacia.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

METÁFORA DO EXECUTIVO E O PESCADOR

Um executivo de férias na praia obervava um pescador sobre uma pedra fisgando algus peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.
O executivo chega perto e diz:
- Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?
O pescador:
- Tudo bem, doutor.
O executivo:
- Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?
- Como assim? - Respondeu o pescador.
- Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto - disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.
- Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri? - Perguntou calmamente o pescador.
- Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro. Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa...
- Mas isso eu já tenho hoje! - respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.

sábado, 3 de abril de 2010

Feliz Páscoa!


Psiu...

Você mesmo, que está aí olhando...

Que tal uma paradinha para refletir... e refletir sobre você ...

Pensar em tudo de bom que existe aí dentro desse coração!
Saiba que você é uma pessoa maravilhosa, capaz de fazer muita coisa boa, útil e expressiva,
e que no seu coração estão guardadas coragem e confianças suficientes para realizar seus desejos.
Mas não se esqueça, de buscar em cada minuto de seus dias, motivos de alegria e esperança,
não se importando com as situações adversas que aparecem.
Você deve escolher ser feliz e tornar isso possível, com pensamentos positivos,
não perdendo nunca o entusiasmo pela vida e pelo amor, mas principalmente,
tendo a certeza de que Deus sempre abençoa quem ama e quem faz da vida um prazer.
Um dia maravilhoso com muita Paz para você!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Os tipos de bacalhau

O bacalhau faz parte da família dos gadídeos (Gadus), peixes típicos de mares gelados do Círculo Polar Ártico e do Pacífico Norte. Das cinco variedades existentes (Cod, Macrocephalus, Saithe, Ling e Zaibo), apenas dois - o Cod Gadus Morhua (Porto) e o Cod Gadus Macrocephalus - recebem no Brasil - por lei - a denominação de bacalhau. Os demais são considerados peixes secos e salgados. Mas todos são bacalhaus.

No Brasil, 87% do bacalhau consumido vem da Noruega. É o "Legítimo Bacalhau", pescado no Atlântico Norte. Veja na tabela abaixo os cinco tipos de bacalhau.

As cinco variedades de bacalhau

Cod Gadus Morhua, o "Legítimo Bacalhau" ou Bacalhau do Porto

Considerado o mais nobre dos bacalhaus, o Porto é fácil de identificar: é o maior, o mais largo, com postas mais altas e com cor palha uniforme. Quando cozido, desfaz-se em lascas claras e tenras.

Cod Gadus Macrocephalus ou Bacalhau do Pacífico

Vem do Pacifico Norte ou do Alasca e é muito parecido com o Porto. Sua carne, quando cozida, é fibrosa e não se desfaz em lascas. Uma maneira de diferenciá-lo do Porto é observar se seu rabo e suas barbatanas apresentam uma espécie de bordado branco nas extremidades.

Saithe

É mais escuro e tem sabor mais forte que o Cod e o Macro. O preço do quilo varia de R$ 30 a R$ 40, e sua carne é ideal para bolinhos, saladas, risotos e ensopados, pois, quando cozida, desfia facilmente.

Ling

O mais estreito dos bacalhaus. Sua carne, clara e bonita, pode ser usada tanto para postas quanto para pratos que pedem a carne desfiada.

Zarbo

O menor de todos os bacalhaus. Sua carne é escura e fibrosa quando cozida.

O Mundo do Bacalhau

Os cinco tipos de bacalhau descritos acima podem receber três classificações de qualidade: Imperial, Universal e Popular. O Imperial é a nata dos bacalhaus: bem cortado, bem escovado e bem curado. O Universal é o bacalhau que apresenta pequenos defeitos que não comprometem a qualidade. Popular é a classificação para o bacalhau que apresenta manchas e falta de pedaços arrancados pelo arpão na hora da pesca.

Por que se come bacalhau na Páscoa

Ovos de chocolate, coelhos de chocolate, caixas e mais caixas de bombons – de chocolate. Embora a guloseima feita de cacau e leite seja um dos pontos fortes das tradições culinárias da Páscoa, é o bacalhau o rei da festa. O peixe salgado e seco, de sabor marcante, saiu da mesa da família real, em 1808, e ganhou as panelas da plebe brasileira nos anos seguintes. De lá pra cá, o consumo teve altos e baixos, pois o preço da iguaria sempre esteve atrelado ao dólar. Hoje, mesmo com a moeda americana em baixa, os preços ainda são tão salgados quanto o peixe: variam de R$ 30 a R$ 100 o quilo, de acordo com a variedade (cod, ling, zarbo ou saithe) e o pedaço (lombo, lascas, rabo ou pontas).

Mas como um prato típico do mar frio da Noruega e da Islândia veio aportar no Brasil? A história do gadus morhua, nome científico do bacalhau, remonta o tempo dos vikings. O peixe abundava nos mares onde os filhos de Thor navegavam lá pelo século 9. Para preservar o alimento durante as longas viagens, eles secavam o peixe ao ar livre até que ele perdesse um quinto do seu peso, endurecesse e pudesse ser comido aos pedaços durante as viagens. Mas foram os bascos, na Espanha, que tiveram a idéia de salgar o pescado para preservar o alimento por mais tempo e facilitar o comércio. A partir de então, o bacalhau ganhou a aparência e o sabor marcante que conhecemos hoje. Mas imagine a revolução na alimentação que a cura e a salga do peixe não provocaram naquela época. Como ainda não havia geladeira, os alimentos estragavam facilmente, e o bacalhau curado e salgado durava meses.

Claro que tamanha revolução acabou em guerra. No século 16, França, Portugal, Inglaterra e Alemanha lutaram pelo controle da pesca do bacalhau no mar da Islândia. E ao longo dos séculos seguintes, vários tratados internacionais foram assinados para regular os direitos de pesca e comercialização do peixe. Mas e o Brasil, onde entra nisso? Como todos sabem, o Brasil foi descoberto e colonizado por portugueses, que eram grandes consumidores do pescado na época. Eles usavam o bacalhau como alimentação principal nos navios durante a época dos descobrimentos. Para evitar uma possível falta do produto, os portugueses até tentaram o mesmo processo de salga do bacalhau com outros peixes, mas não deu lá muito certo. Ora o sabor se perdia, ora o peixe curado não durava tanto. O que dava vantagem ao bacalhau é que por ter um baixo teor de gordura, o bacalhau tem seus nutrientes e sabor preservados durante o processo de cura, salga e secagem. Essa característica transformou o bacalhau em hábito alimentar dos portugueses, que até encontraram uma variedade do peixe no Pacífico Norte, lá pelos lados do Alaska (o Cod Gadus Macrocephalus) para suprir a falta do bacalhau norueguês. Até hoje, o peixe é uma das tradições principais.

O bacalhau aportou no Brasil junto com os primeiros portugueses, mas só com a vinda da família real para cá, em 1808, é que ele foi incorporado aos hábitos alimentares brasileiros. De 1808 até a Segunda Guerra, o bacalhau era um produto relativamente barato (mesmo sendo importado da Noruega) e fazia parte até da dieta da população de menor poder aquisitivo. Pratos à base do peixe eram consumidos à farta nas sextas-feiras, nos dias santos e nas festas familiares. Mas com a Segunda Guerra veio a escassez de comida na Europa, e o preço do bacalhau foi às alturas, restringindo o consumo popular. O peixe virou artigo de luxo, e passou a freqüentar as mesas brasileiras somente no Natal e na Páscoa, as principais festas cristãs.

Aliás, a religião é o motivo pelo qual o bacalhau se transformou em tradição na Páscoa. Durante a Idade Média, a Igreja Católica obrigava seus fiéis a jejuar e a excluir de suas dietas carnes consideradas quentes. O número de dias de abstinência era grande e não ficava restrito somente à Quaresma, o período de 46 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa. O consumo do bacalhau, uma carne fria, era incentivado nesses dias de abstinência. Os portugueses, católicos e amantes do bacalhau, eram os maiores consumidores. O hábito do bacalhau nos dias de jejum veio para o Brasil com os portugueses. Ao longo dos anos, porém, o rigor do calendário de jejum católico se perdeu, mas nas datas mais expressivas da religião – Natal (Nascimento de Cristo) e Páscoa (Ressurreição de Cristo) - o hábito de comer bacalhau ainda persiste.

O cardápio da Páscoa, porém, mantém outras tradições. Bacalhau na Sexta-Santa, cordeiro e ovos de chocolate no Domingo de Páscoa. E para que você aproveite um pouco dessa tradição, este artigo termina com duas receitas típicas portuguesas para o bacalhau: Bolinho de bacalhau e Bacalhau na brasa com batatas coradas.

fonte: http://lazer.hsw.uol.com.br

Leia também matéria ja postada no Blog.

Pesca do Bacalhau. O período de dominação dos Filipes (1580-1640) levou quase à extinção da pesca do bacalhau





sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Poesia de Cecília Meireles

vídeo de animação de mãos inspirado no poema homônimo de Cecília Meireles



Créditos : videosdagra

Pescaria

Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.

Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.

As mãos do mar vêm e vão,
as mãos do mar pela areia
onde os peixes estão.

As mãos do mar vêm e vão,
em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.

Por isso chora, na areia,
a espuma da maré cheia.

Cecília Meireles
Do livro : Ou isto ou aquilo - Editora Nova Fronteira
(Você vai encontrar esse poema na página 14
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