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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DICAS PARA OS USUÁRIOS DE MOTORES DE POPA


1) Para motores "2 tempos", use sempre óleo TCW3. Lembre-se de ter óleo de reserva, pois você não o encontra em todos os postos de gasolina ;

2) motores usados no litoral devem trabalhar com a proporção de 40/1. Em água doce, a proporção deve ser de 50/1 (válido para motores sem autolub);

3) Quando ficar vários dias sem usar seu motor, funcione-o até esgotar a gasolina do carburador. Se o seu motor tiver válvula no conector, aperte-o para entrar ar na tubulação e secar a bomba de gasolina;

4) Se seu motor estiver com o rotor de bomba d'água original, esse tem validade de 3 anos ou 60 horas de uso em média, dependendo do tipo de água;

5) Se o rotor de seu motor for paralelo, sua troca deverá ser feita a cada ano ou 30 horas de uso em média;

6) O óleo da rabeta deverá ser trocado a cada 60 horas. Verificar o nível a cada 30 horas. Observar se não tem água misturada;

5) Todo usuário de motores de popa deve ter de reserva junto ao barco algumas peças: hélice, velas e um rotor de bomba d'água. Mesmo que você não saiba trocar, sempre terá alguém para lhe ajudar;

7) Se seu motor for com comando a distância, é interessante transferir o "mijador"de água para perto de você com alguns metros de mangueira de borracha. Dessa forma, você estará sempre observando qualquer falha que poderá ocorrer na refrigeração;

8) Lavar o motor em água doce após usa-lo em água salgada, funcionando por alguns minutos. Só isso não basta. Veja abaixo, no menu serviços, o item: "Marinização de motores de popa";
9) Vantagens do motor 2 tempos: Mais leve, maior potência e manutenção mais barata;
10) Desvantagens do motor 2 tempos: Mais barulhento, consome mais gasolina e mais óleo. É muito poluente para o ar e para a água;
11) Vantagens do motor 4 tempos: É muito silencioso, consome pouco combustível e pouco óleo. Não usa óleo junto com o combustível. O óleo fica no carter (dentro do motor). Sabendo usa-lo é mais durável;
12) Desvantagem do motor 4 tempos: É mais caro que o motor 2 tempos, tem manutenção mais cara, é mais pesado e tem menos potência.

fonte: gmpopa.vilabol.uol.com.br

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Compra de motor de popa usado



Todos os pescadores amadores têm como sonho, comprar seus próprios barcos e carretas. Porém, não são todos que podem investir num conjunto novinho em folha. Então a única saída é comprar tudo usado. Exatamente aí começam os problemas. O barato pode sair caro, se você não tiver cuidado.

Muitas vezes, um motor pode até ter poucas horas de uso, ou então ser de fabricação recente. Entretanto, isso não garante que ele esteja em ótimas condições de uso. Infelizmente, os motores de popa considerados pequenos (entre 4 HP e 25 HP) não saem de fábrica com contagiros nem com marcador de tempo de uso. Devemos, então, acreditar naquela frase conhecida? “Esse motor não tem nem 20 h de uso, não useis nem seis tanques. Tá com duas pescarias”. Difícil não é? O que fazer nessa hora?

O desgaste de um motor de popa é muito diferente de um carro. Diversos fatores fazem com que ele sofra muito mais que um veículo normal.


Desgaste

  1. Geralmente, os motores ficam de um a três meses parados. Isso quando não ficam mais tempo. Por esse motivo, os pistões, além de outros componentes, ficam sem lubrificação. Quando você volta a usá-lo, seguramente, a primeira partida será com o motor ressecado, até que cheque as primeiras gotas de gasolina com óleo. Os fabricantes recomendam que em grandes período de armazenamento do motor, deve-se tirar as velas e pulverizar um lubrificante no orifício onde elas ficam. Pode-se utilizar o próprio óleo que você mistura com a gasolina, TCW-3 ( o óleo cairá direto nos pistões, permitindo um armazenamento mais seguro). Depois disso, recoloque as velas para guardar o motor.
  2. 90% dos pescadores, pesquisados, utilizam o motor em alta rotação. Ou seja, quem agüenta se deslocar de um ponto de pesca para o outro com o motor em meia aceleração ou um pouco mais? Isso só ocorre quando estamos num rio onde é impossível navegar com o motor aberto (termo usado quando estamos em máxima aceleração do motor). Imagine ter um carro em que você “cola” o acelerador até o fundo sempre que sai de casa. Pois é, a gente deixa o motor parado em tempão. Depois, quando o usa, exige tudo dele.
  3. O fato de ter de misturar o óleo com a gasolina, às vezes faz com que cometamos erros básicos carregando o tanque de combustível de óleo e mais ou a menos. A princípio, pouco óleo resulta em baixa lubrificação dos pistões. Com certeza, eles se desgastarão em muito menos tempo que o esperado. Se a falta de óleo for muita, o motor pode fundir com poucas horas de uso. No caso contrário, se colocarmos mais óleo que o necessário, as velas podem encharcar. Os prejuízos não são grands, porém, pode ser difícil ligar o motor com as velas encharcadas. Em algumas ocasiões, ele pode até morrer em funcionamento, se houver exagero na proporção óleo/gasolina. Além disso, a pessoa de quem você está comprando o motor pode não ter tido o cuidado de utilizar óleos compatíveis com as especificações dos fabricantes (o óleo TCW-3).

Mesmo assim, não se deve descartar a hipótese de se comprar motor, barco e carreta usados. Mas os compradores devem ter alguns cuidados para adquirir seus conjuntos.

Se puder, compre tudo novo. Hoje em dia, além dos consórcios, existem financiamentos com taxas relativamente baixas e prazos de pagamentos longo. Caso a única possibilidade seja mesmo partir para um conjunto usado, leia as dicas a seguir:


Motor

  1. Procure comprar em uma loja do ramo que ofereça garantia sobre as condições do produto. Dê preferência aos revisados pela loja e que possam sair com nota fiscal e uma garantia por escrito, mesmo se for de 30 dias. Caso sua opção seja adquirir de um particular, procure alguém conhecido, especialmente aquele amigo que pesca com você. Assim você saberá os cuidados que ele tem com a máquina.
  2. Teste o motor em funcionamento e tente ouvir se não existe nenhum barulho estridente em alta rotação.
  3. Verifique se a água sai normalmente pelo vigia do motor (orifício próprio de escape de água do sistema de refrigeração). Se isso não ocorrer significa que o rotor da bomba d’água pode estar danificado e fatalmente o motor poderá superaquecer danificando-o bastante. Isso se já não ferveu.
  4. Depois de aquecê-lo por uns 10 minutos, procure fazê-lo funcionar pelo menos mais 10 minutos engatado e em alta velocidade em um tanque com água. Nessas condições, os problemas podem aparecer mais facilmente.
  5. Se possível, peça para desmontar a rabeta e verifique o estado de suas engrenagens e do eixo principal.
  6. Averigue o estado externo da rabeta. Marcas fortes de batidas significam pouco cuidado com o equipamento.
  7. Se tiver oportunidade, teste-o em uso com barco durante pelo menos 2 h. À vezes, os testes em tanques podem não ser suficientes.
  8. Faça o possível para testar o motor com a presença de um mecânico especilializado na marca que você está adquirindo.
  9. Levante a procedência do motor. Descubra o último dono para perguntar sobre o uso geral do motor quando em seu poder.
  10. Procure obter a nota fiscal original do motor. Se for um pouco antigo, isso poderá ser difícil, mas é importante tentar conseguí-la.

Esses procedimentos podem diminuir o risco de se comprar um motor em más condições, mas não garante que estejamos comprando um motor em ordem. Como já foi citado, o ideal é comprar um motor novo. Uma máquina 0 km, bem cuidada, pode ser sua companheira de pesca pelo resto da vida, sem ter de pensar na troca.


Barco

  1. Compre um barco compatível com seu motor. Normalmente, os barcos apresentam, em seu documento ou em uma plaqueta de identificação neles fixada, a capacidade máxima de motor que deve ser utilizado, assim como a capacidade máxima de carga e lotação de pessoas.
  2. Teste-o na água para verificar se não existem grandes vazamentos ou trepidações, em movimento.
  3. Defina qual tipo de pescaria você realizará com mais freqüência (rio, represa ou mar). Existem barcos com fundo em V ou fundo chato. Tipo chata, semichata ou tradicional.
  4. Qualquer tipo ou tamanho de barco deve ser registrado na Capitania dos Portos. Por isso, exija os documentos originais do barco para poder transferi-lo em seu nome.
  5. É necessário o porte de seguro obrigatório da embarcação.


Carreta

  1. Compre uma carreta no tamanho ideal para seu barco.
  2. Assim como os automóveis, elas precisam de documentação própria.
  3. Possuem números de chassis e têm de ser licenciadas todo ano. São isentas somente de IPVA e seguro obrigatório.
  4. Verifique a tonelagem máxima de carga que ela suporta.
  5. Evite ao máximo usar pneus gastos.
  6. Peça a seu despachante de confiança para verificar a regularidade da documentação da carreta, inclusive fazendo vistoria antes de comprá-la.
  7. Dê muita importância à parte elétrica da carreta. Normalmente, a Polícia Rodoviária é mais exigente com o bom funcionamento das setas, lanternas e luz de freio da carreta do que do próprio carro. O que está correto, pois é muito mais arriscado dirigir “arrastando” uma carreta.


Dicas complementares

Para pilotar um motor de popa, é obrigatório portar Carteira de Arrais. Documento equivalente ao da carteira de motorista só que para rios e represas. Existem cursos de uma semana para se habilitar.

Veja matéria pública no blog Mestre arrais

O uso de colete salva-vidas é indispensável. Compre um compatível com seu peso e homologado pelos órgãos competent

terça-feira, 3 de março de 2009

Cuidados com o Motor de Popa


Mesmo com a avançada tecnologia com que são feitos, os motores de popa necessitam cuidados básicos. Independente das revisões periódicas e necessárias, cada pescador deve adotar alguns procedimentos para prolongar a vida útil do motor e evitar prejuízos.

.1. Nunca deixe gasolina velha nos tanques. A oxidação que ocorre no combustível antigo pode entupir os dutos do motor. Trinta dias de armazenamento é um prazo razoável.

.2. Motor sem uso pode gerar problemas. Ligue mensalmente seu motor por alguns minutos. Esta operação pode ser feita inclusive fora da água, com uso do "telefone" (aparelho para injetar água e possibilitar a refrigeração).

.3. Após cada uso em água salgada, "adoce" o motor. Isto é, faça-o funcionar em água doce por alguns minutos. Lave-o por fora e por dentro e não deixe umidade na parte interna. Após a secagem você pode pulverizar com vaselina líquida, silicone ou outro lubrificante.

.4. Periodicamente retire o hélice e engraxe o eixo, calços e porca de fixação. Ao recolocar, certifique-se do aperto correto e da colocação da trava para evitar a saída da porca.

.5. A carenagem do motor, além de proteção é responsável pela estética e demonstra os cuidados do dono. Seu estado de conservação tem muita influência no valor de revenda.

.6. Lave e encere periodicamente o motor. Só evite passar cêra no anodo de sacrifício (peça fixada junto ao cavalete ou na rabeta, que evita oxidação). O desgaste dessa peça é normal e significa que ela está exercendo sua função.

.7. Cuidado com as aproximações para embarque e desembarque de passageiros em áreas rasas. Uma batida no fundo pode entortar o hélice ou leme. tome maior cuidado ainda com o transporte fora da água.

.8. No transporte rodoviário do barco com o motor, verifique se ele está apoiado no suporte de tráfego.

.9. Nos motores de 2 tempos, use a mistura óleo/gasolina na proporção correta indicada no manual. Nos motores carburados prefira óleo com especificação TCW-3. Nos motores com injeção eletrônica use o óleo especificado pelo fabricante. Nos motores 4 tempos, o ideal é trocar o óleo a cada 6 meses.

.10. Tome cuidados com a instalação do motor. Altura e ângulo correto proporcionam desempenho e economia na navegação. Use o passo correto do hélice. A escolha certa proporciona ao motor atingir o giro máximo na aceleração máxima.

Publicado na revista Pesca Esportiva - edição 113.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Dicas de Manutenção do Motor de Popa - parte 3

Velas:
As velas devem estar sempre limpas, descarbonizadas, e devem ser trocadas a cada 80 horas de uso.
Você deve verificar se elas estão soltando faísca, as vezes ela está com acúmulos de carvão e isso as deteriora e pode até corroer as velas, deixando comprometido o funcionamento do motor e que com certeza terá que trocá-las por velas novas, sempre verificando as especificações da mesma.

Hélice:
Uma hélice quebrada ou torta pode significar o fim de uma boa pescaria. Ela é fundamental no motor.
Se ela sofrer avarias, com certeza seu motor não terá rendimento, e ainda sofrerá sérios desgastes.
Use sempre a hélice recomendada pelo fabricante e não utilize seu motor caso a hélice esteja quebrada ou torta, isso acarretará muitos problemas no conjunto de transmissão do seu motor, pois danificará o retentor de óleo, deixando entrar água na caixa de transmissão e esse óleo misturado com água poderá estragar engrenagens, eixos e rolamentos, fora a vibração excessiva gerada pela hélice girando desbalanceada.
Se sua hélice quebrou, o melhor a fazer é trocá-la. Ficará muito mais barato do que arrumar um motor quebrado.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dicas de Manutenção do Motor de Popa - parte 2


Nunca deixar gasolina no motor por mais de 30 dias:

Todo tanque tem uma saída de respiro, por onde entra umidade no combustível. Nos motores a gasolina, o álcool presente no combustível reage com a água que se condensa no tanque e forma um líquido corrosivo, que afeta principalmente os bicos injetores.

Ligar o motor, pelo menos, a cada 15 dias:

Quando a lancha estiver fora de uso, o ideal é fazer o motor funcionar semanalmente. Se não for possível, duas vezes por mês são suficientes para evitar problemas. Quando o motor fica parado por muito tempo, os bicos injetores e os giglês (no caso dos carburados) podem entupir.

Fazer revisão preventiva a cada 6 meses:

As peças normalmente trocadas em uma revisão são as velas, os filtros (separadores e de linha), as correias, o óleo da caixa de engrenagem e do carter do motor, o filtro de óleo, a graxa das articulações e o spray lubrificante.

Trocar o anodo de sacrifício:

Feita de zinco ou de alumínio, essa pequena peça é importantíssima para a conservação do motor, pois tem a função de absorver a corrosão. O anodo deve ser substituído quando o desgaste estiver em torno de 60%.

fonte: http://www.acobar.com.br/guia/conservacao/conservacao_2.asp

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dicas de Manutenção do Motor de Popa - parte 1


Para que o seu braço não fique desta forma de tanta puxada cuide de seu motor antes e após a pescaria.

Dicas.


GASOLINA:

Como a maioria dos motores de popa de pequeno e médio porte são 2 tempos, devemos sempre usar a gasolina comum, pois a gasolina aditivada tem detergentes, e isto não combina bem com o Óleo Náutico 2 tempos (TCW3), que acaba não lubrificando o interior do motor de popa.
Sempre que você terminar de usar seu motor, deverá esgotá-lo, tirando a mangueira do tanque, e deixe ele funcionando até acabar toda a gasolina do carburador. E lembre-se a gasolina "temperada" com o óleo, deverá ser utilizada dentro de um mês, depois disso, descarte o combustível pois ele não serve mais para o consumo.

ÓLEO:
O óleo náutico (TCW3) é um dos componentes mais importantes, caso você esqueça de fazer a mistura, fatalmente seu motor irá fundir.
Se o seu motor é Zero, você terá que amaciá-lo, então a mistura é o seguinte, 25 litros de gasolina para 1 litro de óleo náutico (TCW3), agora se ele já estiver amaciado, então a mistura é de 50 litros de gasolina para 1 litro de óleo (TCW3).
Existem várias marcas de óleos (TCW3), escolha uma e daí para frente use sempre a mesma, isso vai aumentar a vida útil de suas velas de ignição e elas não carbonizaram tão rápido.

dicas de um ex-sofredor

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