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terça-feira, 22 de maio de 2018

Pesca de tainha chega a mais de 3 mil toneladas em SC

FOTO: DIVULGAÇÃO

Os pescadores catarinenses podem respirar aliviados

O Governo Federal publicou na última quarta (16) as portarias que regulam a pesca da tainha do Sul do Brasil, estabelecendo uma cota de 3.417 toneladas para Santa Catarina na temporada de pesca deste ano. Esse valor será dividido entre a pesca industrial e a frota de emalhe anilhado - não sendo aplicada para a pesca artesanal de praia. Ao todo, o estado terá 180 embarcações autorizadas e os pescadores têm três dias para solicitar a liberação.


O limites de embarcações são 50 barcos industriais e até 130 barcos de emalhe anilhado e a cota máxima divida em 2.221 toneladas para a pesca industrial (frota de cerco/traineira) e em 1.196 toneladas para a frota de emalhe anilhado. Lembrando que, as Arqueações Brutas (AB) das embarcações não poderão ultrapassar 5.000 AB para a frota industrial e de 1.036 AB para o emalhe anilhado.


Segundo o gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Sérgio Winckler, essa cota foi definida a partir de estudos de avaliação de estoques, analisando a capacidade máxima de pesca com o menor impacto possível nos cardumes. "Dessa forma o pescador tem mais segurança para pescar, com um maior número de embarcações autorizadas e sem causar impacto na reposição dos cardumes", ressalta.

Controle

Por meio de monitoramento das tainhas recepcionadas nas indústrias processadoras de pescado, será delimitado um controle com o Serviço de Inspeção Federal (SIF), além das informações d
e Mapas de Bordo e Mapas de Produção preenchidas pelos próprios pescadores. As empresas pesqueiras que adquirirem tainha diretamente de produtores são obrigadas a informar, em até 48h, o recebimento de produção oriunda da pesca artesanal e industrial. O formulário poderá ser preenchido online no site do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca ou entregue diretamente nas unidades descentralizadas da Secretaria Especial de Pesca ou do IBAMA em Santa Catarina. 

Autorização

Os pescadores têm um prazo máximo de três dias - contados a partir de 16 de maio - para solicitar a autorização junto a Secretaria Especial da Pesca. Os interessados devem encaminhar um requerimento e a documentação solicitada para o endereço eletrônico: selecaotainha2018@outlook.com. Após encerrado o prazo de solicitações, a Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca terá três dias para divulgar a relação das embarcações autorizadas a pescar ou com pendências.


A documentação e os critérios para pesca industrial são: estar devidamente autorizada para a captura de sardinha verdadeira (Sardinella brasiliensis); ter atuado na pesca de tainha em pelo menos um ano no período de 2008-2017; estar devidamente aderida e regular no Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS); estar devidamente regular quanto à entrega de Mapas de Bordo e não ter condenação transitada em julgada, em sede de processo administrativo ou judicial, por prática de pesca ilegal. Será autorizada apenas uma embarcação por proprietário (CNPJ/CPF).


A pesca de emalhe anilhado, deverá atender aos seguintes critérios: estar devidamente autorizada na modalidade de emalhe costeiro de superfície ou emalhe costeiro de fundo desde o ano de 2013; ter Arqueação Bruta inferior ou igual a 20AB; atuar na pesca de tainha com emalhe anilhado por no mínimo cinco anos. Será autorizada apenas uma embarcação por proprietário (CNPJ/CPF).


fonte: jornalmetas.com.br

terça-feira, 22 de abril de 2014

1 tonelada de cação em pesca artesanal na praia de Arraial do Cabo-RJ

Pescadores ficaram surpresos com pesca de 18 cações de uma só vez.Turistas e moradores ajudaram na captura que aconteceu na 
Praia Grande.

Pesca foi realizada por pescadores locais (Foto: Rafael Pádua/Arquivo pessoal)

Turistas e moradores registraram momento da pesca
(Foto: Rafael Pádua/Arquivo pessoal)

Pescadores capturaram 18 cações na Praia Grande, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (21). Os animais, que pesam aproximadamente 60 kg cada um, foram pescados durante uma pesca artesanal, com a modalidade chamada de 'cerco'.
Assim que os pescadores perceberam que tinham capturado uma grande quantidade de cação, turistas e moradores ajudaram a puxar a rede com os animais. O 'cerco' foi feito a 300 metros da faixa da areia. Rafael Pádua, de 31 anos, é agente de turismo e estava no local bem na hora que os peixes caíram na rede.
''Todo mundo na praia veio ajudar a puxar a rede. Já presenciei pescas parecidas com cações, mas há muito tempo não vinham tantos de uma vez só'', disse.
Muitos curiosos tiraram fotos dos animais que serão vendidos pelos pescadores para comércio local e peixarias da região.


Fonte - Heitor Moreira do G1 Região dos Lagos





terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tubarão pescado por dirigível nos EUA Gravação de 1934

Instituto libera vídeo de tubarão sendo pescado por dirigível nos EUA
Gravação de 1934 mostra pesca 'inusitada' nos arredores de Miami.
Pescador recebe cumprimentos, em filmagem de 57s em preto-e-branco.

(Foto: Smithsonian.com/Reprodução

Um vídeo disponibilizado no site do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, mostra uma pesca inusitada: um tubarão é fisgado a partir de um dirigível nos arredores de Miami, na Flórida .

A gravação em preto-e-branco, filmada em 1934, mostra o tubarão sendo içado lentamente pela aeronave. O animal se debate, tenta voltar para a água e vai sendo suspenso no ar pelo dirigível.

As imagens duram 57 segundos. Os pilotos do dirigível e o pescador são vistos no fim da filmagem ao lado do tubarão, recebendo cumprimentos. O animal parece ter o tamanho de um ser humano, com aproximadamente 1,60 metros de altura.   (assista o vídeo)


(Foto: Smithsonian.com/Reprodução


(Foto: Smithsonian.com/Reprodução

fonte http://g1.globo.com


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terça-feira, 29 de maio de 2012

Atum com radiação chega aos EUA

Foto: Brian Skerry / National Geographic Image Sales
Atum com radiação de Fukushima cruza o Pacífico e chega aos EUA


Peixes foram contaminados nas águas do Japão e migraram 9.650 kms até chegar a costa da Califórnia, nos Estados Unidos
Grupos de atuns (como os da foto) foram contaminados por radiação vinda de Fukushima, ainda que em limites seguros para o consumo

Baixos níveis de radiação nuclear oriunda da usina atômica de Fukushima, no Japão, foram detectados em atuns na costa da Califórnia, num sinal de que esses peixes transportaram isótopos pelo Pacífico mais rapidamente do que o vento ou o mar, disseram cientistas nesta segunda-feira (28).

Pequenas quantidades de césio-137 e césio-134 foram detectados em 15 atuns apanhados perto de San Diego em agosto de 2011, cerca de quatro meses depois do terremoto e do tsunami que danificaram a usina japonesa, causando o vazamento radiativo.

Os peixes radioativos percorreram 9.650 quilômetros pelo oceano Pacífico, marcando a primeira vez que um enorme peixe migratório demonstra transportar radioatividade por tão longo trajeto.

"Ficamos realmente surpresos", disse Nicholas Fisher, um dos pesquisadores que participaram do estudo que relata a migração do atum do Pacífico no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os níveis de césio radioativo eram dez vezes mais altos que a quantidade encontrada em atuns na costa da Califórnia anos atrás. Mesmo assim, não é nocivo; o nível está ainda abaixo do limite de segurança para o consumo indicado pelo governo do Japão.

"Eu não diria a ninguém o que é seguro comer e o que não é", disse Daniel Madigan, da Estação Marinha Hopkins da Universidade Stanford, coordenador do estudo, para quem o impacto pode ser mais psicológico do que real.

Um dos maiores e mais rápidos peixes, o atum do Pacífico (Thunnus orientalis,) pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar mais de 450 quilos. Eles desovam na costa leste do Japão e nadar em alta velocidade para as águas da costa da Califórnia e do México.

De acordo com os cientistas, o atum absorveu césio radioativo ao nadar em águas contaminadas e se alimentar de animais, como krill e lula, que também estavam contaminados. Como os peixes predadores migraram para o leste, eles foram perdendo radiação por conta do metabolismo e também porque cresceram de tamanho. Mesmo assim, alguma radiação permaneceu no corpo dos animais.

"Atravessar este oceano imenso e ainda manter estes radionuclídeos é algo incrível", disse Fisher.

O césio-137 já estava presente no leste do Pacífico antes do acidente de Fukushima, mas o 134 só surge por atividades humanas, e não existia no mar antes do acidente, e por isso só pode ter vindo de Fukushima.

fonte:  ig.com.br
(Com informações da AP e Reuters)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pesca de tainha temporada 2012

Começou a temporada de pesca da tainha

Desde o dia 15/05, a temporada anual de pesca da tainha (Mugil platanus e M. Liza) foi aberta no litoral das regiões Sudeste e Sul do Brasil, conforme a Instrução Normativa do IBAMA Nº 171, de 9 de maio de 2008.
O esforço de pesca máximo permitido para a frota de cerco tipo traineira, na temporada anual de captura da tainha corresponde a 60 embarcações. As autorizações, após o cumprimento de exigências, são emitidas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
A pesca da tainha continua proibida nas desembocaduras estuarino-lagunares, no período de 15 de março a 15 de agosto, de acordo com a legislação.

Sardinha-verdadeira

Uma importante espécie para a pesca no litoral brasileiro entra em breve em período de defeso: a sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis).
O próximo período de defeso desta espécie - conforme a Instrução Normativa do IBAMA de nº 15, de 21 de maio de 2009 - ocorre entre os dias 15 de junho e 31 de julho. Esta é a fase de recrutamento da espécie.
A proibição da captura será para a costa compreendida entre o Cabo de São Tomé, no estado do Rio de Janeiro, e o Cabo de Santa Marta, em Santa Catarina.

Fonte: site do MPA

sábado, 20 de agosto de 2011

Pescadores comemoram fim do período de defeso da sardinha e fartura na rede

O fim do defeso significa a liberação para captura do pescado, aumentando a demanda; assim, o preço diminui, fazendo com que as compras aumentem.

Os pescadores comemoram os resultados da safra da chamada sardinha verdadeira. Desde o começo do mês, eles estão liberados para capturar o pescado, considerado o principal recurso pesqueiro do estado. O fim do período de defeso da espécie aumentou a oferta e, por consequência, diminuiu o preço cobrado para o consumidor.

Pescadores animados e fartura na rede: O grupo voltou do mar em Quissamã trazendo 40 toneladas de sardinha maromba, chamada também de verdadeira. Valdir, pescador, reafirma a felicidade dos pescadores em poder capturar o pescado, e também diz que o defeso, dois períodos em que a pesca fica da espécia fica proibida, ajudou bastante.

O de novembro a fevereiro, por exemplo, é para proteger a reprodução. Já os 45 dias entre junho e julho é para garantir o desenvolvimento. A medida tomada há cinco anos tem ajudado a recuperar a quantidade de cardumes na região sudeste. A sardinha maromba é o principal recurso pesqueiro do estado, sozinha representa mais da metade do que é pescado no rio de janeiro. A análise foi feita com base no que chega aos principais portos pesqueiros fluminense Cabo Frio, Angra dos Reis, Niterói, São Gonçalo e São João da Barra.

E as medidas de proteção à espécie, tem dado resultados de encher as redes! Nos últimos quatro meses de 2010 o ministério da Pesca e Aquicultura contabilizou 33 mil toneladas do produto. Foi mais da metade da produção de 2009. Já no primeiro semestre deste ano foram 15 mil toneladas.

A produção de Cabo Frio é levada para a ceasa, no Rio, e mercados locais. E a sardinha é mesmo a grande atração no mercado do peixe da cidade. Bastou apenas um dia e pouco restou dos 40 quilos comprados por seu Emílio, dono de banca.

O consumidor já sente o resultado da maior oferta. O quilo da sardinha custava R$7; nesta semana passou para R%5. E pode cair ainda mais. Atualmente, os comerciantes pagam entre R$2 e R$2,50 pelo kg.

fonte http://in360.globo.com

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pescadores da Barra da Lagoa capturam maior lanço de tainha da temporada

foto .jornalvicentino.com.br
Estimativa à tarde, com pescadores em alto-mar na Barra da Lagoa, era de oito toneladas  Recorde em tainha: pescadores capturam 15 toneladas somente nesta quarta-feira
Estimativa à tarde, com pescadores em alto-mar na Barra da Lagoa, era de oito toneladas

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Embarcações pesqueiras da Barra da Lagoa, no Leste da Ilha, alcançaram nesta quarta-feira o maior lanço de tainha da temporada: 15 toneladas. Pela tarde, aestimativa de familiares dos pescadores que estavam em alto-mar era de oito toneladas.

As embarcações Pesca Brasil, Poço de Baleia e Gancheiros foram as responsáveis pela captura recorde do ano. Mais uma vez, o lanço foi feito por meio da rede de caça de malha. A informação é do presidente do Sindicato dos Pescadores de Santa Catarina, Osvani Gonçalves.

De acordo com a Federação dos Pescadores de Santa Catarina, mais de 150 toneladas de tainha já foram capturadas até agora nesta temporada, em todo o litoral catarinense.

Os números da pesca artesanal em Santa Catarina

2011 — 151 toneladas (até quarta)

2010 — 770 toneladas

2009 — 1,8 mil toneladas

2008 — 1,8 mil toneladas

2007 — 2,3 mil tonelada


por Sâmia Frantz   samia.frantz@horasc.com.br

fonte http://www.clicrbs.com.br/

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ovas de tainha chegam a custar R$ 500 o quilo

Empresa de Itajaí produz artesanalmente a bottarga, iguaria bastante apreciada na Itália, Espanha e TaiwanA época de captura da tainha faz crescer não só o consumo do peixe, mas também da ova, considerada uma iguaria usada na gastronomia sofisticada. Desidratada, ela ganha o nome de bottarga e passa a ser o caviar brasileiro. Não só no gosto, mas também no preço: um pacote com 100 gramas custa, em média, R$ 50.

Em Itajaí, uma empresa familiar com mais de 50 anos de experiência no ramo da pesca, resolveu apostar na fabricação.

O que antes era apenas a exportação de ova congelada para países como Itália, Espanha e Taiwan, agora ganha incremento com a produção de bottarga, ainda pouca conhecida no Brasil, mas muito apreciada em várias culturas orientais.

Em pouco mais de um ano, a Caviar Brasil produziu uma tonelada de ova processada. O trabalho é considerado artesanal e tudo passa, sem exceção, pelas mãos de Sérgio Arins, gerente de produção da empresa.

Ele recebe a ova, transforma em bottarga e a embala para a venda final utilizando uma técnica que aprendeu na Europa.
– A convite de um italiano, passei um tempo na Itália e aprendi o processo de desidratação das ovas. Lá, o consumo é bem maior – diz ele, que há 16 anos atua no ramo da pesca.

A bottarga feita por Sérgio, por enquanto, é vendida no mercado interno. Pode ser encontrada em supermercados e empórios pelo Brasil afora. Os maiores consumidores, além de Santa Catarina, são Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

A empresa de Itajaí planeja expandir o negócio mas, para isso, o caviar brasileiro precisa ganhar mais espaço. O produto feito em Itajaí é 100% catarinense. A ova usada é comprada de empresas de pesca da cidade.

– Os consumidores de bottarga fora do Brasil estão nos países que já têm na cultura o processo de desidratação. No mercado externo, geralmente, são empresas familiares que fabricam o produto – afirma o diretor comercial, Bernardo Fuck.

São empresas como a da família Kuo. Pai, mãe e filha viajaram de Taiwan, na semana passada, para conhecer e negociar a compra de ova de tainha com a empresa itajaiense. Foi a primeira vez que estiveram no Brasil.

Chef dá dicas para o uso


No país onde moram, a ova é tradição. No Ano Novo é consumida com o significado de fortuna e, por isso, não pode faltar. Chef especialista em cozinha japonesa, Leco Mendes não dispensa a bottarga.

No sushi, por exemplo, Mendes usa a ova desidratada dar dar um toque especial. Mas, segundo o chef, a iguaria pode ser muito bem usada em pratos quentes, para incrementar receitas de macarrão ou risoto.

– As pessoas têm a ideia de que a bottarga tem um gosto muito forte, mas esse processo de cura da ova diminui muito este sabor. O retro-gosto é muito suave – explica o especialista.

Para saborear bem a bottarga, Mendes aconselha apenas cortá-las em fatias bem finas e acrescentar azeita de oliva por cima.

fonte: http://www.clicrbs.com.br

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nova ação para evitar captura de aves em extinção será testada


Uma nova estratégia para evitar a captura por linhas de pesca de aves marinhas ameaçadas de extinção, especialmente albatrozes, será testada entre os dias 27 e 30 de maio. Agora, pesquisadores do Projeto Albatroz e do Albatross Task Force (ATF) experimentarão o uso de um aparelho chamado hook pod, que envolve e esconde o anzol, impedindo que a ave seja “fisgada” e, conseqüentemente, morra afogada ao ficar presa ao anzol na tentativa de comer a isca. Os testes serão realizados com cinquenta modelos do dispositivo em um barco de pesca que parte de Itajaí (SC) nesta sexta, dia 27.

O aparelho foi desenvolvido por pesquisadores do BirdLife’s Global Seabird Programme, que realiza ações de conservação em aproximadamente cem países e do qual faz parte o Programa Albatross Task Force (ATF), parceiro do Projeto Albatroz. O dispositivo “encapsula” o anzol até dez metros de profundidade. Como é sensível à pressão verificada nesse nível, o aparelho desarma e libera o anzol com a isca. Ele também embute um peso que deve ser preso à linha de pesca para que ela afunde. De acordo com Tatiana Neves, coordenadora do Projeto Albatroz, os testes com o aparelho consistirão em experimentar o seu uso junto aos pescadores, medindo aspectos como o desempenho em sua utilização durante a atividade de pesca.

Os albatrozes são aves marinhas ameaçadas de extinção. O declínio de sua população é causado pela captura incidental pelo espinhel pelágico, uma técnica de pesca industrial executada em alto-mar. Pesquisas do Projeto Albatroz apontam que noventa aves são capturadas a cada cem mil anzóis. O Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Planacap), lançado em 2006 pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), estabelece essa captura a níveis mínimos, iguais ou inferiores a 0,001 ave capturada por mil anzóis (ou uma ave capturada a cada um milhão de anzóis lançados na água).

Duas medidas de mitigação para reduzir a captura das aves já estão em vigor no Brasil. Em abril, foi publicada uma Instrução Normativa Interministerial (INI n° 04/11), assinada pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Pesca e Aqüicultura, determinando que os barcos de pesca que utilizam espinhel pelágico devem adotar o toriline – equipamento formado, entre outros elementos, por fitas coloridas que afugentam as aves – e colocar o peso que afunda as linhas mais próximo dos anzóis, ação que aumenta a sua velocidade da submersão. A instrução normativa vale para os barcos que operam em águas sob jurisdição brasileira ao sul de 20º de latitude (ou aproximadamente a partir do sul da cidade de Vitória). Sua elaboração foi subsidiada por pesquisas realizadas pelo Projeto Albatroz em 2010.

Medidas que reduzam a captura dessas aves pelos barcos que utilizam espinhel pelágico são recomendadas pela Comissão para Conservação do Atum do Atlântico (cuja sigla em inglês é ICCAT), órgão que determina, por exemplo, qual a cota de peixes que cada país membro, entre eles o Brasil, pode pescar sem comprometer os estoques pesqueiros. 

fonte: www.comciencia.br
Por Carolina Ramos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Garoupa-gigante

A garoupa-gigante (Epinephelus lanceolatus) é um peixe de grande porte pertencentes à família Serranidae (67 géneros e cerca de 400 espécies) e à subfamília Epinephelinae (15 géneros em 159 espécies). Neste grupo, o género Epinephelus compreende 97 espécies em que a garoupa-gigante alcança mais de 500 kg de peso e 2 metros de comprimento, havendo no entanto relatos de conceituados mergulhadores profissionais que, durante as suas incursões ao mundo subaquático australiano, admitem que esta espécie pode atingir até 800 kg e cerca de 3 metros de comprimento nestes mares.

Estes peixes habitam preferencialmente em fundos rochosos entre os 3 e os 200 metros de profundidade, embora possam, ocasionalmente, ser encontrados até 300 metros. Todavia, os adultos são mais comuns entre os 10 e os 150 metros.

O que mais chama a atenção nestes gigantes, para além da sua robustez e imediata impressão de força, são os seus olhos. Extremamente expressivos, ao contrário da maioria dos peixes, provocam no observador humano uma dúbia sensação de ficar sem saber quem observa quem.

Como todos os membros da subfamília Epinephelinae, as garoupas-gigantes são hermafroditas protogínicos ou seja, vivem inicialmente como fêmeas e a partir de determinada altura e irreversivelmente, convertem-se em machos.

Uma das particularidades deste fenómeno é que, para que uma garoupa fêmea se transforme em macho, é necessário que exista uma pressão populacional de indivíduos de pequeno tamanho que possa induzir as fêmeas de maior porte para o início do processo de inversão sexual. Assim, se numa dada população de garoupas gigantes não existirem juvenis, as fêmeas podem nunca chegar a passar a machos o que, teoricamente, põe em causa a viabilidade dessa população.
Territorialidade

As garoupas-gigantes são peixes normalmente solitários que, no máximo, podem compartilhar as suas áreas residenciais com mais dois ou três indivíduos de tamanho equivalente.

No entanto, e ao contrário do que é comum dizer-se, as garoupas adultas raramente são agressivas umas em relação às outras, desde que entre elas não exista uma grande diferença de tamanho.

Apesar de habitarem áreas residenciais de certo modo fixas, possuem grande mobilidade e capacidade de se deslocarem por grandes distâncias.
Alimentação

Ao longo da sua longa vida, e como consequência das transformações em tamanho, as garoupas-gigantes modificam drasticamente a sua dieta. As post-larvas e os pequenos juvenis das poças de maré alimentam-se de uma grande variedade de pequenos invertebrados desdepoliquetas, pequenos moluscos e peixes, incluindo, os da sua própria espécie.

Os jovens adultos têm uma dieta essencialmente piscívora e parecem ter uma grande preferência por polvos, embora não desdenhem os crustáceos (como os cavacos Scylarides latus e 'Scylarus arctus) e os peixes (nomeadamente bodiões, fam. Labridae).

fonte: http://pt.wikipedia.org/

quinta-feira, 31 de março de 2011

Tubarão é flagrado tentando 'roubar' marlin de pescador

Cena foi registrada em pescaria na Austrália.
Predador atacou quando marlin era devolvido ao mar.

O australiano Al McGlashan havia pescado um marlin de 2,5 metros na última quarta-feira em Port Stephens, nordeste de Sydney (Austrália), e pretendia fotografá-lo de dentro d'água. No entanto um visitante indesejado, um tubarão de três metros, apareceu e quase "roubou" seu troféu, segundo reportagem do jornal australiano "Daily Telegraph".Marlin teve sua cauda inteira arrancada pela mordida do tubarão.


 (Foto: Reprodução)


Segundo McGlashan, o marlin teve sua cauda inteira arrancada por uma mordida. Em seguida, o predador sumiu. "Eu acho que a adrenalina me fez apertar o botão da câmera, mas tenho que admitir que fiquei um pouco preocupado quando perdi o tubarão de vista", disse ele, destacando que precisou nadar em meio ao sangue para voltar ao barco.

fonte g1.globo.com

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pescadores levam susto após tubarão saltar dentro do barco



Incidente ocorreu em pescaria no Golfo do México.
Tubarão danificou o barco antes de morrer horas depois.




O norte-americano Jason Kresse disse que um tubarão de 2,4 metros e 170 quilos saltou dentro de seu barco enquanto ele e dois colegas estavam pescando na segunda-feira no Golfo do México. Ele contou que eles não conseguiram chegar perto do predador para jogá-lo de volta ao mar. O tubarão acabou danificando o barco antes de morrer horas depois.

Jason Kresse exibe o tubarão em Freeport, no estado do Texas. (Foto: AP

















          fonte g1.globo.com

terça-feira, 29 de março de 2011

Americano pesca tubarão-martelo de 480,8 kg e bate recorde

Marca anterior de 281,2 kg tinha sido registrada em 1982, no Texas.
Bucky Dennis também detém outro recorde, com tubarão de 580 quilos



O pescador norte-americano Bucky Dennis pescou sozinho um tubarão-martelo de 480,8 quilos em Boca Grande, na Flórida (EUA), e bateu o recorde mundial --a marca anterior de 281,2 kg tinha sido registrada em 1982, no Texas. Essa não é a primeira vez que Dennis captura um tubarão gigante. Em 2006, ele pescou um tubarão-martelo de 580 quilos, superando o recorde em outra categoria. Na ocasião, ele contou com a ajuda de outros pescadores para vencer a lutar contra o animal. (Foto: Reprodução/NBC)

fonte g1.globo.com



sábado, 5 de março de 2011

Tubarões usam "mapas mentais" para percorrer longas distâncias

Tubarões usam "mapas mentais" para percorrer longas distâncias

Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que algumas espécies de tubarão conseguem formular "mapas mentais" que os ajudam a percorrer longas distâncias com precisão impressionante.

"Eles sabem onde estão indo", diz o cientista Yannis Papastamatiou, do Museu de História Natural da Flórida, um dos autores do estudo publicado no "Journal of Animal Ecology".
Albert Kok

Segundo estudo dos EUA, tubarões fazem "mapas mentais" para ir direto à fonte de alimentos e gastar menos energia

Os pesquisadores rastrearam eletronicamente 32 tubarões de três espécies diferentes por um período com variação de sete e 72 horas.

Eles concluíram que os tubarões-tigre e os tubarões-raposa seguiram caminhos pré-estabelecidos para locais específicos.

Já os tubarões galha preta nadaram distâncias muito mais curtas e de forma aparentemente aleatória.

VIAJANTES

Os tubarões-tigre foram os que demonstraram maior capacidade de se localizar --uma pesquisa anterior, realizada no Havaí, indicou que animais desta espécie nadam por canais profundos até locais ricos em alimentos a 50 quilômetros de distância.

Segundo o novo estudo, o "movimento dirigido" mostra que o terreno era conhecido dos tubarões e eles têm interesse em preservar energia indo diretamente ao seu destino, onde podem encontrar comida.

Ainda não se sabe ao certo, no entanto, como funciona exatamente esse mecanismo de localização. Os pesquisadores acreditam que os tubarões recorrem a sinais das correntes oceânicas, da temperatura da água e dos cheiros.

A navegação usando como base os campos magnéticos da Terra também seria uma possibilidade.

"Eles (os tubarões) precisam ter um sistema de navegação muito bom, porque as distâncias são muito longas. O tipo de sistema que usam ainda é questão para debate, mas o fato de que muitos desses percursos aconteceram à noite abre a possibilidade de que estejam se orientando a partir de campos magnéticos", explica Papastamatiou.


Fonte: DA BBC BRASIL

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Tubarão-Duende

Estranho e raro, este tubarão de fundo ainda guarda muitos mistérios para a ciência.
Há pouco mais de cem anos, pescadores japoneses capturaram pela primeira vez um tubarão muito estranho, de águas fundas, ao largo de Yokohama. Como para tudo se dá um nome, o tubarão ganhou o de Goblin Shark: o tubarão duende..

A simpática cara deste peixe.

Este é um bicho raro, só encontrado em poucos lugares do mundo, geralmente além dos 300 metros de profundidade. Recentemente, um destes animais foi capturado próximo a São Paulo e analisado pelos pesquisadores Otto Gadig, da UNESP de São Vicente, e Teodoro Vaske Jr., da UNISANTA de Santos.

Sua boca estende-se para fora e os dentes, pontiagudos, capturam presas do fundo do mar. Ainda não se sabe exatamente para que serve o focinho comprido mas, provavelmente, ele oferece uma superfície maior para seus órgãos sensoriais, o que lhe permite detectar os minúsculos campos elétricos gerados por suas presas. Seu fígado responde por cerca de ¼ do peso total e tem a mesma função que em outros tubarões: de funcionar como uma bexiga natatória, permitindo-lhe subir ou descer na coluna da água sem grandes problemas.

Ele chega a mais de 6 metros de comprimento e se alimenta principalmente de polvos, caranguejos e peixes.


O espécime capturado próximo a São Paulo


fonte: canalazul.tv.ig

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Atum é vendido por US$ 400 mil em Tóquio

O gigante do mar foi pescado na ilha de Hokaido, no norte do Japão. Vai ser dividido entre dois donos de restaurantes.

Vendido por US$ 400 mil, quase R$ 800 mil. É uma obra de arte? Não. É um peixe. Foi o primeiro leilão do ano no mercado de Tsukiji, em Tóquio. Em poucos instantes, compradores arremataram o atum, de quase 350 quilos. O gigante do mar foi pescado na ilha de Hokaido, no norte do Japão. Vai ser dividido entre dois donos de restaurantes. Um de Tóquio e outro de Hong Kong. Atum é o peixe preferido dos japoneses. Eles consomem metade da pesca mundial.

fonte: nikkeybrasil.com.br

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tubarões invadem o Amazonas

Tubarões também conseguem viver em água doce. No Ganges, o rio sagrado dos indianos, tubarões devoram os cadáveres que são jogados em suas águas
(Walter Valle)


O barco pesqueiro Santa Paula descansava no Paranã da Eva, um braço do rio Amazonas entre Itaquatiara e Manaus, quando os pirangueiros Pedro Naveca e Givanildo, ex-caçadores de onça, içaram a rede armada a 85 metros de fundura. Muito peso, muito peixe, gritaram para mais dois acudirem porque não davam conta de puxar. A rede subiu devagar e lá estavam douradas, capaparís, surubins, filhotes, piraíbas e um peixe gigantesco, pra mais de dois metros e mais de cem quilos.

– Cuidado que tem bicho grande! Gritou Naveca, assustado com a bocarra semi-aberta exibindo fantástica mandíbula com dentição parecida a da serra elétrica. Antonio Carlos Gonçalves, comandante do barco construído nos fundos da Peixaria Santa Paula, em São José do Rio Preto-SP, correu para ajudar enquanto os pirangueiros tentavam matar o bicho a pauladas.

– Cuidado que é tubarão, berrou. Bate no focinho que ele morre! E assim aconteceu. A tarefa de recolher redes parou e todo mundo queria ver de perto o terrível predador dos mares, o tubarão que havia subido pelo Amazonas e viajado 1400 quilômetros continente adentro.

Tubarão vem para Rio Preto – a fera, remetida à cidade paulista de São José do Rio Preto num caminhão frigorífico com mais quatro espécimes capturados depois, acabou no laboratório de pesquisa do biólogo e naturalista Luiz Dino Vizotto, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (hoje Instituto de Biociências, da Unesp) e foi identificado como Carcharinus leucas, popularmente conhecido como tubarão touro. Os quatro machos, dois adultos e dois jovens, o maior medindo pouco mais de dois metros, e uma fêmea de um metro e trinta foram cuidadosamente examinados por Vizotto e empalhados por ele.

Nos meses que se seguiram, os pirangueiros capturaram mais seis tubarões, o maior pesando 110 quilos. Entre eles estavam dois tubarões serra.

O serra é uma arraia – Na verdade o serra não é tubarão, é uma arraia com forma de tubarão, explicou Vizotto. Essa fera do mar utiliza o focinho feito serra para capturar peixes. Entra no meio dos cardumes e faz movimento de pêndulo com a serra ferindo e matando as presas. Seu nome científico é Prists perotetti.

Já o tubarão capturado no rio Amazonas e afluentes é chamado de tubarão touro e tem o estranho hábito de invadir rios caudalosos.

– Um foi apanhado em Ucallpa, Peru, distante 5 mil quilômetros da foz do rio Amazonas, disse Vizotto. Ele considera cientificamente muito importante o estudo desses tubarões para pesquisar sua adaptação em água doce. Desses estudos ficou claro que o tubarão pode se reproduzir em rio.

– Uma fêmea de 2m06 tinha o útero dilatado a 1500 km da foz, com certeza os filhotes nasceram no Amazonas. É bom lembrar que tubarão é vivíparo, não ovíparo, os filhotes saem direto do útero da mãe. Nas águas territoriais brasileiras existem 90 espécies de tubarões, mas só o leucas (tubarão touro) invade os rios, explica Vizotto. Esse estranho no ninho tem provocado acidentes com pessoas e animais. Na Nicarágua um tubarão atacou homem que nadava no rio e comeu sua perna. O homem não morreu.

Cientistas americanos instalaram transmissores em alguns tubarões touro e descobriram que seu deslocamento é lento, sempre a grande profundidade. Mas sobem à superfície atrás de petiscos, como aconteceu em Itaquatiara, onde uma cadela vira-latas foi devorada. Costumam atacar peixes capturados nas redes e acabam também enroscados nelas. A profundidade do rio Amazonas pode chegar a 150 metros em alguns pontos.

Praticamente o mundo todo já viu tubarão em rio, sempre o leucas: Austrália, Filipinas, Nova Zelândia, Índia.

– No Ganges, o rio sagrado dos indianos, tubarões devoram os cadáveres que são jogados em suas águas, explica Vizotto. O estranho hábito de sepultar os mortos nas águas sagradas do rio transformou o Ganges na maior ceva humana para tubarões. É, disparado, o rio mais povoado de Carcharinus l..


fonte: panoramarural.com.br

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vale apena rever a matéria e conhecer o Bacalhau antes de comprar.


Bacalhau é um peixe?



por Marcos Nogueira
Bacalhau não é um peixe, mas vários. Cinco espécies marinhas podem ser vendidas com esse nome. Existe, porém, o chamado “bacalhau legítimo”: opeixe Gadus morhua, considerado o melhor de todos. Ele também é conhecido como cod ou bacalhau do Porto – uma referência à cidade portuguesa, apesar de não haver bacalhau em águas lusitanas. É que o Porto é um importante centro de comércio do peixe seco e salgado que chega do Atlântico Norte, em especial da Noruega. Portugal se tornou o maior mercado consumidor de bacalhau do mundo por causa dos maluquetes que se aventuravam pelos oceanos nos séculos 15 e 16. Aquele peixe duro e seco podia cheirar mal, mas demorava alguns meses para estragar. Por isso, era o alimento ideal para ser estocado nos porões das naus de Cabral e companhia. O bacalhau caiu no gosto da população portuguesa e, por tabela, da brasileira – o  consome 30% do bacalhau produzido na Noruega, o que em 2002 correspondeu à bagatela de 18 mil toneladas.Por causa da atual escassez de bacalhau (decorrente da pesca predatória), o preço do dito cujo está pela hora da morte. Mas o peixe absorve muita água e ganha cerca de 20% do seu peso após ficar de molho por um ou dois dias – o  de dessalgação depende do tamanho dos pedaços de bacalhau. Além do mais, o sabor forte do bacalhau se destaca mesmo em pratos que levam pouco peixe e um montão de batatas, por exemplo.

Quem quer bacalhau? Saiba escolher otipo que se ajusta ao seu paladar e ao seu bolso

Ling

O nome científico deste peixe é Molva molva. Distingue-se dos outros bacalhaus por ser bem mais estreito. Sua carne é mais clara que a do saithe e seu preço também é bastante razoável – por isso, faz bastante sucesso entre os mestres-cucas econômicos

Bacalhau do Porto

O Gadus morhua é o melhor e mais caro bacalhau. O peixeinteiro também é mais largo que as outras variedades. A carne é amarelo-palha e, quando cozida, se desmancha em lascasuniformes. É semelhante ao bacalhau do Pacífico (Gadus macrocephalus), menor, mais barato e de qualidade inferior

Saithe


Nome comercial do peixe Pollachius virens. Esse bacalhau tem carne escura e de sabor bastante acentuado. Muito mais barato que o bacalhau do Porto, é bastante popular no Brasil. Como desfia com facilidade, é utilizado principalmente em bolinhos, saladas e ensopados

Zarbo

Ou, como preferem os cientistas, Brosme brosme. Menor de todos os tipos de bacalhau, o zarbo também tem preço relativamente baixo e muita aceitação no mercado brasileiro. Sua carne não é lá essas coisas, mas não faz feio quando misturada a outros ingredientes.

fonte: http://super.abril.com.b

Os tipos de bacalhau


O bacalhau faz parte da família dos gadídeos (Gadus), peixes típicos de mares gelados do Círculo Polar Ártico e do Pacífico Norte. Das cinco variedades existentes (Cod, Macrocephalus, Saithe, Ling e Zaibo), apenas dois - o Cod Gadus Morhua (Porto) e o Cod Gadus Macrocephalus - recebem no  - por lei - a denominação de bacalhau. Os demais são considerados peixes secos e salgados. Mas todos são bacalhaus.
No Brasil, 87% do bacalhau consumido vem da Noruega. É o "Legítimo Bacalhau", pescado no Atlântico Norte. Veja na tabela abaixo os cinco tipos de bacalhau.
As cinco variedades de bacalhau
Cod Gadus Morhua, o "Legítimo Bacalhau" ou Bacalhau do Porto
Considerado o mais nobre dos bacalhaus, o Porto é fácil de identificar: é o maior, o mais largo, com postas mais altas e com cor palha uniforme. Quando cozido, desfaz-se em lascas claras e tenras.
Cod Gadus Macrocephalus ou Bacalhau do Pacífico
Vem do Pacifico Norte ou do Alasca e é muito parecido com o Porto. Sua carne, quando cozida, é fibrosa e não se desfaz em lascas. Uma maneira de diferenciá-lo do Porto é observar se seu rabo e suas barbatanas apresentam uma espécie de bordado branco nas extremidades.
Saithe
É mais escuro e tem sabor mais forte que o Cod e o Macro. O preço do quilo varia de R$ 30 a R$ 40, e sua carne é ideal para bolinhos, saladas, risotos e ensopados, pois, quando cozida, desfia facilmente.
Ling
O mais estreito dos bacalhaus. Sua carne, clara e bonita, pode ser usada tanto para postas quanto para pratos que pedem a carne desfiada.
Zarbo
O menor de todos os bacalhaus. Sua carne é escura e fibrosa quando cozida.
O Mundo do Bacalhau

Os cinco tipos de bacalhau descritos acima podem receber três classificações de qualidade: Imperial, Universal e Popular. O Imperial é a nata dos bacalhaus: bem cortado, bem escovado e bem curado. O Universal é o bacalhau que apresenta pequenos defeitos que não comprometem a qualidade. Popular é a classificação para o bacalhau que apresenta manchas e falta de pedaços arrancados pelo arpão na hora da pesca.
Por que se come bacalhau na Páscoa

Ovos de chocolate, coelhos de chocolate, caixas e mais caixas de bombons – de chocolate. Embora a guloseima feita de cacau e leite seja um dos pontos fortes das tradições culinárias da Páscoa, é o bacalhau o rei da festa. O peixe salgado e seco, de sabor marcante, saiu da  da família real, em 1808, e ganhou as  da plebe brasileira nos anos seguintes. De lá pra cá, o consumo teve altos e baixos, pois o preço da iguaria sempre esteve atrelado ao dólar. Hoje, mesmo com a moeda americana em baixa, os preços ainda são tão salgados quanto o peixe: variam de R$ 30 a R$ 100 o quilo, de acordo com a variedade (cod, ling, zarbo ou saithe) e o pedaço (lombo, lascas, rabo ou pontas).

Mas como um prato típico do mar frio da Noruega e da Islândia veio aportar no Brasil?A história do gadus morhua, nome científico do bacalhau, remonta o tempo dos vikings. O peixe abundava nos mares onde os filhos de Thor navegavam lá pelo século 9. Para preservar o alimento durante as longas viagens, eles secavam o peixe ao ar livre até que ele perdesse um quinto do seu peso, endurecesse e pudesse ser comido aos pedaços durante as viagens. Mas foram os bascos, na Espanha, que tiveram a idéia de salgar o pescado para preservar o alimento por mais tempo e facilitar o comércio. A partir de então, o bacalhau ganhou a aparência e o sabor marcante que conhecemos hoje. Mas imagine a revolução na alimentação que a cura e a salga do peixe não provocaram naquela época. Como ainda não havia geladeira, os alimentos estragavam facilmente, e o bacalhau curado e salgado durava meses.

Claro que tamanha revolução acabou em guerra. No século 16, França, Portugal, Inglaterra e Alemanha lutaram pelo controle da pesca do bacalhau no mar da Islândia. E ao longo dos séculos seguintes, vários tratados internacionais foram assinados para regular os direitos de pesca e comercialização do peixe. Mas e o Brasil, onde entra nisso? Como todos sabem, o Brasil foi descoberto e colonizado por portugueses, que eram grandes consumidores do pescado na época. Eles usavam o bacalhau como alimentação principal nos navios durante a época dos descobrimentos. Para evitar uma possível falta do produto, os portugueses até tentaram o mesmo processo de salga do bacalhau com outros peixes, mas não deu lá muito certo. Ora o sabor se perdia, ora o peixe curado não durava tanto. O que dava vantagem ao bacalhau é quepor ter um baixo teor de gordura, o bacalhau tem seus nutrientes e sabor preservados durante o processo de cura, salga e secagem. Essa característica transformou o bacalhau em hábito alimentar dos portugueses, que até encontraram uma variedade do peixe no Pacífico Norte, lá pelos lados do Alaska (o Cod Gadus Macrocephalus) para suprir a falta do bacalhau norueguês. Até hoje, o peixe é uma das tradições principais.


O bacalhau aportou no Brasil junto com os primeiros portugueses, mas só com a vinda da família real para cá, em 1808, é que ele foi incorporado aos hábitos alimentares brasileiros. De 1808 até a Segunda Guerra, o bacalhau era um produto relativamente barato (mesmo sendo importado da Noruega) e fazia parte até da dieta da população de menor poder aquisitivo. Pratos à base do peixe eram consumidos à farta nas sextas-feiras, nos dias santos e nas festas familiares. Mas com a Segunda Guerra veio a escassez de comida na Europa, e o preço do bacalhau foi às alturas, restringindo o consumo popular. O peixe virou artigo de luxo, e passou a freqüentar as mesas brasileiras somente no Natal e na Páscoa, as principais festas cristãs.

Aliás, a religião é o motivo pelo qual o bacalhau se transformou em tradição na Páscoa. Durante a Idade Média, a Igreja Católica obrigava seus fiéis a jejuar e a excluir de suas dietas carnes consideradas quentes. O número de dias de abstinência era grande e não ficava restrito somente à Quaresma, o período de 46 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa. O consumo do bacalhau, uma carne fria, era incentivado nesses dias de abstinência. Os portugueses, católicos e amantes do bacalhau, eram os maiores consumidores. O hábito do bacalhau nos dias de jejum veio para o Brasil com os portugueses. Ao longo dos anos, porém, o rigor do calendário de jejum católico se perdeu, mas nas datas mais expressivas da religião – Natal (Nascimento de Cristo) e Páscoa (Ressurreição de Cristo) - o hábito de comer bacalhau ainda persiste.

O cardápio da Páscoa, porém, mantém outras tradições. Bacalhau na Sexta-Santa, cordeiro e ovos de chocolate no Domingo de Páscoa. E para que você aproveite um pouco dessa tradição, este artigo termina com duas receitas típicas portuguesas para o bacalhau: Bolinho de bacalhau e Bacalhau na brasa com batatas coradas.



: http://lazer.hsw.uol.com.br

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estudo revela morada de inverno dos tubarões-elefante

Criaturas migram para as regiões tropicais, fugindo do frio.
Achado surpreendente foi obtido com ajuda de satélites.

Henry FountainDo 'New York Times'

Tubarão-elefante no Atlântico (Foto: Nick Caloyianis/NYT)

Os tubarões-elefante, aquelas lentas criaturas que só perdem em tamanho para os tubarões-baleia, passam seus verões e outonos em águas superficiais se alimentando de plânctons. Entretanto, seu paradeiro no inverno já foi um mistério.

Por muito tempo, cientistas acharam que os tubarões hibernavam em águas profundas para conservar energia numa época quando há pouco plâncton disponível. Porém, essa ideia foi refutada por estudos de classificação por satélite de tubarões ao leste do Atlântico Norte. Eles mostraram a movimentação sazonal dos animais dentro das águas temperadas da região para continuar se alimentando.

Agora, um novo estudo de classificação na parte oeste do Atlântico Norte, onde as mudanças de estação no oceano são mais notáveis, mostrou que eles migram para muito mais longe – para águas tropicais e até mesmo através do equador. Os tubarões viajam em profundidades de até 100 metros, algumas vezes permanecendo no fundo por semanas ou meses.

Gregory B. Skomal, do Massachusetts Division of Marine Fisheries, e colegas prenderam identificadores por satélite em 25 tubarões de Cape Cod. Eles receberam dados sobre profundidade, temperatura da água e níveis de luz de 18 deles. Suas descobertas estão publicadas na Current Biology.

Alguns tubarões migraram para as Bahamas e Caribe, enquanto outros cruzaram o equador. Um chegou até o Atlântico Sul, no ponto mais ao leste do Brasil. A distância máxima viajada foi estimada em 8.851 quilômetros.

As descobertas mostram que as águas tropicais não são uma barreira para a mistura de sub-populações dos tubarões. Assim, os esforços para conservar a espécie deveriam ser coordenados globalmente, dizem os pesquisadores.

fonte: noticias.ambientebrasil.com.br


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Caiu na rede é peixe: americano pesca mil espécies diferentes

Steve Wozniak passou 10 dos seus 47 anos perseguindo as mais diferentes espécies de peixes pelos mares e rios de 63 países. Segundo informações do jornal Daily Mail, mais de 20 mil horas foram gastas em praias, barcos e piers à espera das raridades que lhe trariam um recorde inédito entre os mais dedicados pescadores do mundo. Recentemente, o californiano, gerente de uma companhia de softwares, se tornou a primeira pessoa a pescar mil espécies diferentes.





A busca pelo título começou com uma aposta entre Steve e um amigo: qual dos dois conseguiria pescar o maior número de espécies? “Achei que mil espécies seria um número justo a ser atingido”, ele conta. As inúmeras viagens que fez a trabalho facilitaram a conquista do recorde. Entre uma reunião e outra, Wozniak, em companhia da esposa Marta, sempre arranjava um tempinho na sua agenda para relaxar e pescar. Em 2006, um ano de férias do trabalho aumentou em 180 espécies sua coleção.
   

Histórias de perigo também entraram para o currículo de Steve desde que passou a perseguir o recorde. Em diversas ocasiões esteve perto de ferozes tubarões ou peixes venenosos. Cada episódio terá espaço no livro de memórias que Wozniak está preparando. Após a publicação, o americano pretende visitar novos países e atingir outro recorde. A justificativa para perseguir a marca de duas mil espécies pescadas está na ponta da língua (ou da vara) do aventureiro: “As águas escondem mais de 31 mil espécies. Não será impossível”.

Juliana Bacci

( Fotos: BNPS.CO.UK)

fonte: colunas.globorural.globo.com

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