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sábado, 16 de junho de 2018

Com aparência estranha, bodó é um peixe que vale mais do que imaginamos


Da espécie se pode aproveitar praticamente tudo, desde a carne para culinária até a casca para produção de ração
Diego Oliveira
diego.oliveira@portalamazonia.com


A aparência dele pode até ser feia, mas o sabor é indescritível. Sabe de quem estamos falando? Dele mesmo, o acari, mais conhecido noAmazonas como bodó. O peixe é comum em igarapés e rios do Estado, sendo um dos principais alimentos na mesa dos ribeirinhos. O cascudinho apesar de assustador, revela-se um peixe com grande potencial econômico e nutricional.

O bodó possui distribuição restrita, é encontrado desde o rio Ucayali, no Peru, até a foz do rio Tapajós, no Pará. É um peixe de água doce da ordem dos Siluriformes (bagres) e família Loricariidae, que agrupa os cascudos e acaris. A reprodução da espécie acontece entre os meses de outubro e maio. O corpo do peixe é revestido por placas e espinhos que servem para defesa contra predadores naturais, como por exemplo, os botos. De hábitos noturnos, os bodós vivem agrupados em casais e na natureza tendem a se unir em blocos. 


bodo e um  peixe que vale mais di que parece
 Foto: Diego Oliveira/Portal amazonia

Bodó é comercializado vivo nas feiras da cidade.
Amazônia Durante estudos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), pesquisadores descobriram que o bodó é um dos peixes de água doce mais ricos da Amazônia. Dele pode se aproveitar tudo, até mesmo a casca, utilizada na produção de ração. Na tese de doutorado 'Alterações pos-mortem e aproveitamento tecnológico do músculo de acari-bodó', do pesquisador Fábio Tonissi Moroni, publicada em 2005, já era possível ver a importância nutricional do bodó.

Na pesquisa, Moroni mostra que parte do pescado é desperdiçado durante a comercialização. Segundo ele, nos períodos de safra, ocorre 50% de perda do bodó vendido nas feiras, apesar de ser negociado com os preços mais baixos do ano. A situação ainda é pior quando o bodó acaba morrendo nas bancas dos feirantes. "Ninguém compra bodó 'frio', ele é jogado nos corpos de água ou nos aterros sanitários", destaca Moroni na tese. 

bodo e um  peixe que vale mais di que parece
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia 

Bodó possui várias formas de preparo. Investimento No final de 2016, o especialista em tecnologia do pescado, Rogério de Jesus, realizou um workshop sobre o aproveitamento do bodó. O curso mostrou a importância de se investir em pesquisas sobre o pescado. "Nutricionalmente falando, o bodó é um peixe completo, com todas as características do cascado nutricional. Ele possui toda uma composição que o deixa no mesmo nível das demais espécies como o tambaqui, por exemplo. É de suma importância que outros pesquisadores também se interessem em buscar mais informações sobre ele", comentou. 


bodo e um  peixe que vale mais di que parece
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Preparo e farinha

Estrutura do bodó pode ser toda aproveitada.

Para os povos Tukano e Dessana, o bodó é conhecido como ia'ká. Existe uma forte influência da cultura indígena nas técnicas de preparo e conservação do cascudo. Antigamente, os indígenas assavam e enfumaçavam o bodó em uma grelha de madeira para que ele ficasse desidratado, o nome do processo era chamado de moquém. Dessa forma, o peixe podia ser armazenado durante semanas ou levado para viagens. Já para consumo imediato, os indígenas assam o peixe.

Com a vinda do colonizador para a Amazônia, o preparo do bodó sofreu algumas adaptações, por exemplo, o peixe passou a ser apenas assado, e não moqueado, sobre grelhas próximas ao fogo. Na mesma época, surgiu a famosa caldeirada de bodó, que acabou tornando-se um prato típico na Região Norte. Com o passar do tempo, outras receitas foram adaptadas para agregar mais valor ao sabor único do peixe.

Além das receitas tradicionais, o bodó também pode virar um tipo de farinha, popularmente conhecido como piracuí, ou farinha de peixe na língua indígena Nheengatú. Para transformar o cascudo em farinha é necessário pilar o peixe sem espinhas até reduzi-ló a pó, sendo então colocado sobre um forno. O processo continua com o esfarinhamento da carne até ficar completamente enxuto, o alimento é popular entre os ribeirinhos da região amazônica.

Segundo o pesquisador Rogério de Jesus, um estudo de viabilidade econômica sobre a farinha de piracuí também apresentou saldo positivo. Foi detectado que os benefícios diretos do investimento na produção do produto, bastante consumido na região são: aumento da oferta de emprego levada ao homem amazônico em seu local de origem; ingresso de divisas para o Estado; estimulo a redução da pressão de captura de espécies sob risco de extinção e aumento da oferta de alimento de alto valor nutricional. O que classifica este projeto como técnico, social e economicamente viável. 

bodo assado do amazonas mamaus
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Delícia na mesa

Bodó assado é um dos pratos favoritos dos amazônidas.

A empresária Maria do Socorro da Silva, trabalha há seis anos no Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Na frente de seu restaurante, montado em um dos boxes da feira, uma churrasqueira com seis bodós chamam a atenção de quem passa. Quando é feito dessa maneira, o preparo do cascudo é mais simples. "A gente limpa o peixe, mas não o abre. A gente deixa assando por uns 20 a 30 minutos e está pronto para o consumo. Os clientes adoram saborear o bodó com limão e bastante farinha. É a forma como ele mais sai", afirmou.

Mas a concorrência de Maria é acirrada. Não muito longe dali, o cozinheiro Lisomar Siqueira prepara uma caldeirada de bodó. O preparo é parecido aos dos demais peixes, com uma única diferença, o bodó vai inteiro para o prato. "Geralmente, a gente não desmembra o bodó, ele chega completo no prato da clientela. Ele pode não ser o peixe mais bonito do mundo, e muitas pessoas não tem coragem de provar, mas fica delicioso. Até o aroma da caldeirada do bodó é diferente", disse.

Inspiração que deu certo

amazonas - manaus
Festival do Bodó na Casa do Parente. Foto: Divulgação


A participação do bodó na vida dos amazônidas não se resume somente a gastronomia. Em Manaus, o espaço cultural 'A Casa do Parente', realiza o 'Festival do Bodó'. "Sempre fizemos almoços com bastante bodó, uma gama de pessoas aprecia esse peixe e desde que começamos com o projeto da 'Casa do Parante', fazemos eventos com o peixe no cardápio. A ideia de fazer o festival surgiu há três anos, mas conseguimos realizar a primeira edição apenas ano passado. A ideia é reunir a culinária regional e a música, além de outras manifestações artísticas", explicou o cantor Gonzaga Blantez.

Para Blantez, o bodó é sinônimo de festa. E ele defende o peixe de quem fala de sua aparência. "Se você descer pelas beiras dos rios da Amazônia vai encontrar várias pessoas comercializando o bodó. Por isso que eu gosto de falar que onde tem bodó geralmente tem festa. Por esse motivo que faço a ligação do pescado com o festival", contou o artista.
fonte: http://portalamazonia.com/

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Comidas exóticas – Peixe amazônico é levado vivo à panela

Espécie é muito consumida na região Norte. (Foto: Antonio Lima/ Divulgação)
Peixe é levado vivo à panela. (Foto: Estadão Conteúdo/ Valéria Gonçalvez
Se a vida veio da água, o bodó certamente foi um dos primeiros habitantes deste planeta. Com aparência estranha e nem um pouco apetitosa, essa espécie de água doce tem pele grossa, parecendo até uma casca dura. Lembra um pouco animais da pré-história que pouco mudaram após milhares de anos.

Sua particularidade está na degeneração precoce da sua carne após seu abate. O Liposarcus Pardalis, Acarí-Bodó, ou somente bodó, tem que ser comercializado ainda vivo, pois contém enzimas em seu trato digestivo que rapidamente alteram o cheiro e a cor da sua carne quando abatidos, tornando-os impróprio para o consumo em poucos minutos.

Em um bate papo informal com uma amiga de Manaus, descobri que algumas pessoas levam o peixe tipicamente amazônico ainda vivo para a panela, ou mesmo à grelha. Outras pessoas nem ao menos retiram suas vísceras e consomem o peixe inteiro, com tudo dentro.

Existem locais onde esse animal estranho é tido como prato típico. No Amazonas, já fizeram festival gastronômico com ele. Em Iranduba, uma festa promoveu receitas para quebrar esse preconceito que ronda o bodó.

Sanduiche de bodó, empadinha de bodó, bodó a milanesa, bodó assado... Foram mais de 15 receitas oferecidas ao público. Não sei o resultado desta festa em relação à aceitação do peixe, mas acredito que o preconceito deve existir ou persistir por muito tempo, afinal de contas, "ô bichinho estranho".


fonte: http://br.mulher.yahoo.com


   Ps. E levado vivo para a grelha  consumido a carne  as vísceras  e descartada. (o blog)





domingo, 24 de março de 2013

Brasil quer emplacar o peixe pirarucu como o ‘bacalhau da Amazônia’

Espécie nativa do bioma pode pesar até 250 kg e medir cerca de 3 metros.
Projeto gera renda para famílias ribeirinhas do Amazonas.

O “gigante” dos rios amazônicos, com mais de três metros de comprimento e até 250 kg, quer ganhar fama nas mesas brasileiras e, no futuro, competir com os "parentes" nórdicos pelo título de melhor bacalhau do mundo.

Essa é a intenção de um projeto realizado noAmazonas que tem a pesca do peixe pirarucu (Arapaima gigas) como principal gerador de renda para ribeirinhos do Baixo Rio Solimões.

A carne do peixe é destinada à produção de bacalhau, resultante de um processo de beneficiamento, que poderá ser utilizado em pratos tradicionais que têm o pescado como ingrediente principal.

O gosto é parecido com o bacalhau comum, normalmente importado da Noruega, de acordo com o chef gastronômico Felipe Schaedler, que trabalha com a carne do pirarucu em um restaurante de Manaus. Ele disse ser possível substituir o pescado "estrangeiro" pelo brasileiro

“Todas as receitas tradicionais podem ser feitas com o pirarucu”, disse Schaedler, que já criou em parceria com outro chef ao menos oito pratos com o bacalhau da Amazônia.


Pescador captura exemplar de pirarucu em lago da Amazônia.
Espécie pode pesar até 250 kg e medir três metros
 (Foto: Divulgação/Jimmy Christian)
Consumo sustentável
Esta realidade só foi possível devido à implantação da primeira indústria de salga de pescados no interior da floresta, em Maraã, a 635 quilômetros de Manaus (AM). A fábrica, a primeira da América do Sul, de acordo com o governo do Amazonas, vai permitir uma produção em massa do "bacalhau da Amazônia" e sua comercialização para outras regiões do país.

Da primeira safra de pirarucus destinados à obtenção do bacalhau (60 toneladas), o Grupo Pão de Açúcar adquiriu cinco toneladas que serão vendidas a partir deste mês nas lojas dos supermercados Pão de Açúcar das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O preço do quilo ficará entre R$ 35 e R$ 39, um valor competitivo se comparado ao bacalhau do Porto, por exemplo, que, em período de promoção, a mesma pesagem custa R$ 34,90.

É o primeiro passo para difundir o produto pelo resto do país, de acordo com Hugo Bethlem, vice-presidente executivo de Relações Corporativas do grupo, que também abrange as redes Extra e Assaí. Segundo ele, se o pescado “cair nas graças do consumidor", certamente haverá mais pedidos de compra.

“Esperamos que, com o tempo e a continuidade do manejo sustentável, consigamos elevar a venda deste pescado. Pode demorar um pouco, mas já demos o primeiro passo”, disse ele.

O grupo, segundo Bethlem, importa anualmente 5 mil toneladas de bacalhau, provenientes principalmente da Noruega e a rede é a terceira maior compradora de bacalhau do mundo.


Pescador captura exemplar de pirarucu em lago da Amazônia.
Espécie pode pesar até 250 kg e medir três metros
 (Foto: Divulgação/Jimmy Christian)
Sem impacto ambiental
De acordo com Eron Bezerra, secretário de Produção Rural do Amazonas, uma nova unidade da indústria de salga deve ser inaugurada ainda este ano em Fonte Boa, a 680 quilômetros da capital amazonense.

As duas unidades vão empregar diretamente 150 pessoas e gerar outros 5 mil empregos indiretos, principalmente na pesca. Os empreendimentos tiveram investimento de R$ 4 milhões – divididos entre os governos estadual e federal, por meio da Financiadora de Projetos e Estudos (Finep), e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

"Queremos concorrer com o bacalhau que vem da Noruega. Apesar da pesca ser controlada, temos muitos lagos dentro da Reserva Mamirauá e fora dela onde a pesca planejada poderá ser realizada. Queremos um nicho de mercado sustentável", disse.

Segundo recomendações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), a pesca do pirarucu pode ocorrer apenas entre outubro e novembro, e em locais onde há atividades de manejo regulamentadas.

A primeira safra voltada para a produção de bacalhau ocorreu no ano passado e contou com 2.700 peixes que foram retirados de 37 lagos da Reserva Mamirauá.

“Esses peixes, encaminhados para a indústria, geraram uma renda de R$ 830 mil, valor que foi dividido por 530 pescadores. Isso ajuda a melhorar nossa condição de vida. Antes, o que pescávamos era apenas para alimentar minha família, meus filhos. Agora a gente consegue investir em uma casa melhor, em um novo motor para os barcos”, disse Luiz Gonzaga Medeiros de Matos, 47 anos, líder da colônia de pescadores de Maraã.
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Canapê com farofa de Uarini, pirarucu desfiado e pacovan na escama do peixe.
 Bacalhau do pescado amazônico pode ser empregado em pratos tradicionais.
(Foto: Eduardo Carvalho/G1)
fonte: globoamazonia.com

De acordo com Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), é uma oportunidade de difundir o consumo consciente;




quarta-feira, 9 de maio de 2012

Caldo de cumbaca

MATIAS CARDOSO
Mistério que vem do rio

O que é que tem no caldo de cumbaca que, ao se falar nele, algumas bochechas de mulheres ficam enrubescidas e o riso corre solto entre os homens? Bom, quem já experimentou o prato confirma que sua fama de afrodisíaco não é boato e uns até exageram, dizendo que cada porção de caldo vale por quatro comprimidos de estimulante sexual. Para a cozinheira Joanita Rodrigues, que aprendeu a receita com a avó, o caldo tem, de fato, poder misterioso, o que justifica o fato de todo pescador que vai a Matias Cardoso procurá-la para encomendá-lo. “Não sei o que acontece, mas toda vez que faço o prato na casa dos pescadores, no dia seguinte acho uma anarquia no lugar e eles sempre pedem para fazer novamente”, conta. Cozinheira de uma escola da cidade, Joanita reclama da monotonia do lugar quando não há pescaria no São Francisco. “Quando há peixe, é uma festa, porque vem muito pescador”, fala. Os moradores de Matias Cardoso contam que a melhor época para a pesca é quando faz muito calor. Enquanto espera, Joanita passa o tempo cozinhando na Pousada Jatobá, que tem visão e clima privilegiados por estar à beira do rio. Quanto aos poderes mágicos do caldo, só mesmo provando para desvendar o mistério.



Como fazer caldo de cumbaca 


Pôr o peixe em uma vasilha com água quente, abri-lo e limpá-lo por dentro. Temperá-lo com alho, sal e limão diluídos e acrescentar o corante em um copo americano de água. Levar uma panela ao fogo e pôr o óleo. Quando estiver quente, colocar o peixe, passando-o na gordura nos dois lados. Pôr o tomate, a cebola, o pimentão, o extrato de tomate e um copo de água. Deixar no fogo até o caldo engrossar e o peixe cozinhar. Desligar e acrescentar o leite de coco.
 



Receita fornecida por Joanita Rodrigues,
de Matias Cardoso: (38)9155-3936

fonte: http://sites.uai.com.br/guiagastronomia


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ovas de tainha chegam a custar R$ 500 o quilo

Empresa de Itajaí produz artesanalmente a bottarga, iguaria bastante apreciada na Itália, Espanha e TaiwanA época de captura da tainha faz crescer não só o consumo do peixe, mas também da ova, considerada uma iguaria usada na gastronomia sofisticada. Desidratada, ela ganha o nome de bottarga e passa a ser o caviar brasileiro. Não só no gosto, mas também no preço: um pacote com 100 gramas custa, em média, R$ 50.

Em Itajaí, uma empresa familiar com mais de 50 anos de experiência no ramo da pesca, resolveu apostar na fabricação.

O que antes era apenas a exportação de ova congelada para países como Itália, Espanha e Taiwan, agora ganha incremento com a produção de bottarga, ainda pouca conhecida no Brasil, mas muito apreciada em várias culturas orientais.

Em pouco mais de um ano, a Caviar Brasil produziu uma tonelada de ova processada. O trabalho é considerado artesanal e tudo passa, sem exceção, pelas mãos de Sérgio Arins, gerente de produção da empresa.

Ele recebe a ova, transforma em bottarga e a embala para a venda final utilizando uma técnica que aprendeu na Europa.
– A convite de um italiano, passei um tempo na Itália e aprendi o processo de desidratação das ovas. Lá, o consumo é bem maior – diz ele, que há 16 anos atua no ramo da pesca.

A bottarga feita por Sérgio, por enquanto, é vendida no mercado interno. Pode ser encontrada em supermercados e empórios pelo Brasil afora. Os maiores consumidores, além de Santa Catarina, são Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

A empresa de Itajaí planeja expandir o negócio mas, para isso, o caviar brasileiro precisa ganhar mais espaço. O produto feito em Itajaí é 100% catarinense. A ova usada é comprada de empresas de pesca da cidade.

– Os consumidores de bottarga fora do Brasil estão nos países que já têm na cultura o processo de desidratação. No mercado externo, geralmente, são empresas familiares que fabricam o produto – afirma o diretor comercial, Bernardo Fuck.

São empresas como a da família Kuo. Pai, mãe e filha viajaram de Taiwan, na semana passada, para conhecer e negociar a compra de ova de tainha com a empresa itajaiense. Foi a primeira vez que estiveram no Brasil.

Chef dá dicas para o uso


No país onde moram, a ova é tradição. No Ano Novo é consumida com o significado de fortuna e, por isso, não pode faltar. Chef especialista em cozinha japonesa, Leco Mendes não dispensa a bottarga.

No sushi, por exemplo, Mendes usa a ova desidratada dar dar um toque especial. Mas, segundo o chef, a iguaria pode ser muito bem usada em pratos quentes, para incrementar receitas de macarrão ou risoto.

– As pessoas têm a ideia de que a bottarga tem um gosto muito forte, mas esse processo de cura da ova diminui muito este sabor. O retro-gosto é muito suave – explica o especialista.

Para saborear bem a bottarga, Mendes aconselha apenas cortá-las em fatias bem finas e acrescentar azeita de oliva por cima.

fonte: http://www.clicrbs.com.br

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Peixe na alimentação é saúde!



Além do saboroso, o consumo de peixe é muito nutritivo e deveria estar sempre em nossa alimentação. Para começar, o peixe é rico em proteínas, como qualquer outra carne. Por isso, quem quer deixar de lado a carne vermelha, estará bem nutrido comendo peixe. Além disso, tem grande quantidade de minerais, entre eles cálcio, fósforo, iodo e cobalto, e é também fonte das vitaminas A, D e B

E a melhor notícia é que peixe tem pouca gordura! É claro que existem algumas espécies gordurosas, mas, em geral, o peixe tem bem menos gordura do que carne vermelha e frango, e isso faz com que sua digestão seja mais rápida.

E peixe é ótimo para quem quer perder peso e controlar o nível de colesterol no sangue! Algumas espécies de peixe, principalmente aqueles de água fria, são ricos em ômega-3, que é um tipo de gordura bastante benéfica à nossa saúde.

O ômega 3 diminui o risco de doenças cardíacas, aterosclerose (endurecimento das artérias) e ajuda nas inflamações, no desenvolvimento cerebral e na regeneração das células nervosa

E, por agir nas células nervosas, o ômega-3, encontrado no peixe, ainda pode ajudar no tratamento da depressão, ansiedade e problemas de sono.
Esse tipo de gordura auxilia, ainda, no tratamento da pressão alta, na coagulação do sangue, no alivio das dores causadas pela artrite reumatóide, na proteção da pele contra raios ultravioleta e inflamações.

Por isso, o peixe é um excelente alimento para o desenvolvimento escolar de crianças e adolescentes e não pode faltar na alimentação dos idosos, já que diminui o risco de desenvolvimento do mal de Alzheimer, demência e cansaço mental.

Por isso, o peixe é um excelente alimento para o desenvolvimento escolar de crianças e adolescentes e não pode faltar na alimentação dos idosos, já que diminui o risco de desenvolvimento do mal de Alzheimer, demência e cansaço mental.

Pode ser introduzido na alimentação da criança (juntamente com carne de boi e frango) assim que esta começar a receber os alimentos complementares (em torno de 6 meses de idade), exceto se houver historia familiar de alergia a peixe. Neste caso, sua introdução pode esperar mais um pouco e, quando realizada, deve ser ofertado um tipo de peixe de cada vez e a criança ficar sob observação. Uma ótima alternativa é o cação, devido não ter espinhos. A introdução de peixe na alimentação da criança é importante, para garantir o suprimento de ferro de boa disponibilidade e proteger-lhe do risco de anemia.

fonte: www.copacabanarunners.net

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Caldeirada de Tucunaré um dos pratos típicos da cidade de Manaus que o Papa João Paulo II provou

MANAUS – A princesinha dos trópicos não encanta só os turistas por seus pontos turísticos, mas a gastronomia regional é cheia de pratos simples, mas saborosos. A cidade de Manaus que hoje (24) completa 340 anos, é banhada pelos rios Negro e Solimões, forma o rio Amazonas e traz como carro chefe, variado pescado, frutas típicas e o tradicional café regional.


Entre os diversos tipos de peixe, a caldeirada de tucunaré é um dos pratos que o Papa João Paulo II provou quando esteve na cidade de Manaus no ano de 1980. Esse prato tipicamente regional é de dar água na boca.

Caldeirada de Tucunaré

Ingredientes

4 tucunarés médios cortados em postas
Suco de 2 limões
1/2 colher de sopa de sal
Pimenta-do-reino a gosto
20 talos de salsinha
1/2 kg de batatas descascadas e inteiras
1/2 kg de cebolas pequenas inteiras
1 repolho pequeno
4 pimentões inteiros
6 ovos inteiros
1/2 kg de tomates
10 ramos de coentro

Modo de Preparo

Deixe as postas de tucunaré de molho na vinha-dalhos, feita com suco de limão, sal, pimenta e salsinha. Em uma panela grande com bastante água, cozinhe as batatas, as cebolas, o repolho, os pimentões, os ovos e os tomates. Retire-os à medida que forem amolecendo. Depois de cozidos todos os legumes, coloque no mesmo caldo as postas de peixe para cozinhar, com os ramos de coentro. Na hora de servir, retire as postas para uma travessa grande e, ao seu redor, arrume o repolho cortado em 4 partes, os ovos cortados ao meio e os demais legumes inteiros.

Molho

4 colheres de sopa de azeite
2 cebolas médias picadas
1/2 kg de tomates sem sementes picados
Sal e pimenta a gosto

Pirão

5 xícaras de caldo dos legumes
1 xícara de farinha de mandioca
1 colher (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de cebola picada
1 colher (sopa) de coentro picado
Sal a gosto

Dissolva a farinha de mandioca no caldo e acrescente a um refogado feito com o azeite, a cebola, o coentro e o sal. Cozinhe, mexendo até o pirão ficar cremoso e brilhante. Sirva o pirão na travessa do peixe.

Molho

Em uma panela, frite as cebolas no óleo até ficarem macias acrescente os tomates, tampe e cozinhe em fogo baixo. Tempere com sal e pimenta a gosto. Despeje o molho sobre as postas de peixe.

Tempo de Preparo: 2 horas - Rendimento: 8 porções

fonte: http://portalamazonia.globo.com 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Segue receita do nosso Bacalhau Brasileiro.


Pirarucu de Casaca

Ingredientes:
1 kg de pirarucu seco (filé)
1 kg de farinha do uariní
½ kg de batata portuguesa
½ kg de cenoura
4-ovos cozidos
1-vidro de azeitona-verde (pequeno)
1-vidro de azeitona-preta (pequeno)
1-maço de feijões verde
1-maço de cheiros-verde
1-pacote de. uvas - passas (pequeno)
02-bananas-grande pacova fritas
01-pimentão verde
01-pimentão amarelo
01-pimentão vermelho
01-lata de ervilha
azeite

Modo de preparar:
Coloque o pirarucu de molho de um dia para o outro, lave
com limão e coloque para fritar, depois desfie (reserve).
Cozinhe todas as verduras, batatas, cenoura e os ovos
(reserve).
Corte todas as verduras em rodelas, os pimentões, a
cebola e pique a banana , o cheiro - verde (reserve).
Num pirex, vá arrumando as camadas. Faça uma farofa com
a farinha uarini e regue com leite de coco.
Vá arrumando as camadas :
Uma camada de farofa;
Uma camada de batatas e cenouras;
Uma camada de pirarucu;
Uma camada de verduras
Por último cubra com a farofa e enfeite à gosto.

fonte
http://portalamazonia.globo.com/culinaria.php?idReceita=229
Receita feita por: DILACI D’CARLI
Telefone: (0xx92) 634-4866 / 9144-2656

no blog Bisbilhotecarias@blogspot.com no índice lendas leia a do Pirarucu

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