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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Piracatinga pode até matar, alertam especialistas; tratamento veta leite

amazonia
piracatinga
Alto índice de mercúrio no peixe pode levar até a morte, segundo os especialistas. Durante tratamento, consumo de derivados do leite não é aconselhado.

Alimento considerado saudável pelos nutricionistas, a carne de peixe é preferência no Amazonas. No entanto, um dos representantes mais consumidos da espécie pode ser nocivo à saúde. Em pauta por conta das campanhas contra a matança do boto vermelho, a piracatinga não é apenas uma ameaça ao mamífero. A alta quantidade de mercúrio em seu organismo faz com que o peixe também seja nocivo ao ser humano.

O barato que sai caro
Alguns nutricionistas vetam o consumo da piracatinga, bastante consumida por ser vendida a um preço mais baixo. “O peixe, em geral, é um alimento saudável. A piracatinga, contudo, é carniceira, já que se alimenta de outros animais mortos. Por isso, tende a concentrar níveis elevados de metais pesados e outros contaminantes, como o mercúrio, e não deve ser consumida”, pondera a nutricionista do Hapvida, Raisa Lima.

Raisa explica que esse mercúrio pode atingir os órgãos de quem o ingere e levar à morte. Ela alerta ainda os consumidores para a compra do chamado ‘filé de douradinho’. “Muitos comerciantes vendem a piracatinga com esse nome. O consumidor deve ficar atento à aparência e aos aspectos físicos do peixe, como os olhos - o brilho deles sinaliza um Alimento considerado saudável pelos nutricionistas, a carne de peixe é preferência no Amazonas. No entanto, um dos representantes mais consumidos da espécie pode ser nocivo à saúde. Em pauta por conta das campanhas contra a matança do boto vermelho, a piracatinga não é apenas uma ameaça ao mamífero. A alta quantidade de mercúrio em seu organismo faz com que o peixe também seja nocivo ao ser humano.

amazonas
Prefira peixes mais claros na dieta do dia a dia

Para quem já conhece - e gosta - da piracatinga, a nutricionista aponta outros alimentos que podem substitui-lo na refeição. “Qualquer outro tipo de peixe, como o dourado. O consumidor deve procurar um peixe que seja herbívoro e tenha a pele mais clara, e não avermelhada. Outras opções são o tambaqui, o tucunaré e a sardinha”, recomenda, acrescentando que a carne da piracatinga não é a única que pode estar contaminada pelo mercúrio. “Também há um alerta para o salmão e o atum. No caso deles, não há tanta restrição porque o metal é controlado e eles 
são criados em cativeiro”, tranquiliza.


Contaminação
Em casos de intoxicação alimentar pela ingestão da piracatinga, o paciente deve ficar atento aos sintomas e procurar o atendimento médico o mais rápido possível. É o que afirma o médico da Emergência do Hospital Adrianópolis do Hapvida, Fabiano Colares. “Sobre a piracatinga, o malefício está no consumo do mercúrio, que é um metal pesado. Os sintomas são semelhantes aos de qualquer outra intoxicação. A pessoa fica abatida e tem um quadro de vômito e diarreia”, aponta.

Segundo o médico, os sintomas da contaminação pelo consumo da piracatinga não têm nenhuma diferença em intensidade para outros casos. “A dificuldade está justamente aí. Um caso como esse pode apresentar sintomas que não melhoram com a medicação. Percebemos que é uma infecção intestinal pelos sintomas. Mesmo assim, é complicado determinar o que a causou, a não ser que o paciente informe o que comeu”, acrescenta.

Tratamento
Ao receber o paciente, o primeiro passo é cuidar da hidratação, de acordo com Colares. “Temos que controlar principalmente o vômito, que representa perda de líquido e eletrólitos”, esclarece. “Esse é geralmente o primeiro sintoma que aparece, junto com a diarreia, e surge logo após o consumo do alimento, por isso é importante que o paciente venha ao pronto socorro no momento em que se sentir mal. Todo caso tem que ser tratado com seriedade”, completa.

Conforme o médico, o tratamento dura de sete a 10 dias e pode ser feito em casa, sem a necessidade de internação. “Após o paciente ser liberado, recomendamos que ele siga uma dieta saudável durante esse período, o que significa ingerir pratos como sopa, além de frutas. Pedimos que evitem cinco alimentos: leite, iogurte, queijo, achocolatado e manteiga”, finaliza. Esses alimentos são mais pesados e podem intensificar os sintomas da intoxicação.

Pesca proibida

amazonia manaus tucunareUsada na pesca do boto vermelho, a piracatinga é conhecida como “urubu d’água”, já que tem a função de “limpar” os rios. Em decreto publicado no dia 21 de julho deste ano, os ministérios da Pesca e Aquicultura e Meio Ambiente restringiram por cinco anos a pesca do “urubu d’água” na Amazônia. A partir de 1º de janeiro de 2015, fica proibida a pesca, retenção, bordo, transbordo, desembarque, armazenamento, transporte, beneficiamento e comercialização da piracatinga em todo o Brasil.

fonte: http://g1.globo.com/am/amazonas

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Pesca no Rio Amazonas pode diminuir a oferta de peixes na região

atividade de pescaria na amazona
Foto: Divulgação/Fapeam
Artigo publicado na revista Nature aponta aumento expressivo da atividade de pesca na Amazônia, o que deve gerar danos ao ecossistema da região
Isaac Guerreiro
isaac.guerreiro@portalamazonia.com


O consumo de peixes de água doce provê para mais de 158 milhões depessoas o consumo diário de proteína animal. De acordo com pesquisa publicada na revista científica internacional Nature, áreas de altabiodiversidade, como na Amazônia, têm sofrido uma intensa pressão pesqueira que pode colocar em risco a sustentabilidade de espécies nestas regiões.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, utilizaram dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) para construir um mapa global sobre o índice de pescarias fluviais. Segundo o artigo, a atividade em água salgada sempre é mais visada pelos ambientalistas. Entretanto, de acordo com os dados, também há uma concentração relevante de atividades pesqueiras nos rios Amazonas, Níger e Mekong. Rios nos Estados Unidos e na Europa apresentam registros menores que o esperado.

"A pesca intensiva nos rios mais biodiversos levantam preocupações sobre a conservação. Muitos outros geradores de stress também ameaçam as pescarias fluviais de alto rendimento. Em termos humanos, as nações pobres dependem muito mais da pesca de água doce, do que da aquicultura ou de fontes marinhas", afirma a pesquisa.

O aumento da atividade pesqueira e o declínio no número de peixes de água doce na Amazônia e em outros lugares de alta biodiversidade podem gerar uma catástrofe para a segurança alimentar de milhares de pessoas, segundo o artigo. "Esta intersecção entre a pobreza, a insegurança alimentar, a biodiversidade e as ameaças dos ecossistemas sugere uma necessidade urgente de melhorar a gestão das pescas em benefício dos seres humanos e dos peixes", justifica o artigo.


fonte: http://portalamazonia.com/

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Nova espécie de peixe-elétrico é descrita por pesquisadores do Pará

Pesquisadores do Museu Emílio Goeldi descreveram uma espécie do gênero Eigenmannia na bacia do Rio Tuíra, no Panamá; até então, 19 espécies eram conhecidas desse gêneroPortal Amazônia, com informações do Museu Paraense Emílio Goeld
jornalismo@portalamazonia.com

Foto: Divulgação/Museu Paraense Emílio Goeldi

Lendas e canções, como 'Esse rio é minha rua' de Paulo André e Rui Barata, reafirmam a força da enguia poraquê no imaginário - a mais popular espécie de peixe-elétrico da região amazônica. No entanto, a ordem dos peixes-elétricos possui cerca de 250 espécies que habitam igarapés, cachoeiras e grandes rios.

Nesse universo animal, todavia, o poraquê amazônico (cujo nome científico é Electrophorus electricus) é a única espécie que utiliza descargas elétricas para defesa e imobilização de presas, capaz até de matar outros animais. As outras espécies utilizam a capacidade de gerar campos elétricos apenas como mecanismo de comunicação: por habitarem em águas turvas, a emissão do campo elétrico é a forma que as espécies possuem para se orientarem.

Esse é o caso da nova espécie de peixe-elétrico, encontrada no Panamá, descrita pelos pesquisadores vinculados ao Museu Paraense Emílio Goeldi, Guilherme Moreira Dutra, Carlos David de Santana e Wolmar Benjamin Wosiacki (curador da coleção ictiológica da instituição). O novo peixe-elétrico pertence ao gênero Eigenmannia e faz parte da mesma ordem do poraquê amazônico, Gymnotiformes, mas são de famílias diferentes.
Foto: Divulgação/Museu Paraense Emílio Goeldi A nova espécie descrita é o primeiro peixe-elétrico com ocorrência nas bacias da América Central – os peixes elétricos da ordem Gymnotiformes são frequentemente encontrados em águas sul-americanas. De comprimento variando entre 16 e 30 cm, a espécie foi batizada de Eingenmannia meeki, em homenagem ao cientista norte-americano Seth Eugene Meek (1859-1914), autor do primeiro livro sobre peixes de água doce do Panamá.

Espécie panamenha

Nove características diferenciam a nova espécie descrita das já conhecidas, como: padrão de coloração, número de escamas, disposição dos dentes, entre outras. Além de ampliar o conhecimento da diversidade da espécie, a pesquisa identificou potenciais áreas de ocorrência deste animal, o que facilitará investigações futuras sobre impactos ambientais e possíveis ameaças à espécie.

O pesquisador Guilherme Dutra explica que, embora a ocorrência do gênero Eigenmannia no Panamá já fosse conhecida desde 1916, até agora os cientistas não contavam com material em boas condições para o trabalho de delimitar e descrever a nova espécie. “O esforço para se conhecer a diversidade de Eigenmannia é continuo. Em 2015, sete espécies foram descritas para o gênero, sendo cinco na Amazônia, e duas descritas nos últimos dois anos. Em 2017, pelo menos mais duas novas espécies serão apresentadas pela ciência”, indica o pesquisador.

O trabalho científico de descrever formalmente uma espécie envolve uma série de etapas, entre elas, apresentar sua morfologia, que é o estudo da aparência de órgãos ou seres vivos. Essa análise, por exemplo, se baseia em vários exemplares da espécie depositados em coleções científicas, chamados exemplares tipos.

Os resultados da pesquisa foram publicados na edição de março da revista científica Copeia, periódico oficial da Sociedade Americana de Ictiologia e Herpetologia, dedicada ao estudo de peixes e répteis. No artigo os leitores encontrarão alguns dos resultados do projeto desenvolvido, desde 2015, por Guilherme Dutra no âmbito do Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Museu Goeldi. A pesquisa conta com a parceria do Smithsonian Institution (EUA). Em breve, os pesquisadores investigarão o relacionamento entre as espécies do gênero Eigenmannia.

Coleção Ictiológica

O acervo ictiológico do Museu Emílio Goeldi possui abrangência neotropical, ou seja, a região biogeográfica que se estende do sul do México, passando pelas Ilhas do Caribe até o sul da América do Sul. A coleção é composta por cerca de 35 mil lotes, representando mais enfaticamente a Bacia Amazônica, com exemplares de peixes ósseos e cartilaginosos.

fonte: http://portalamazonia.com/

sábado, 26 de maio de 2018

Manaus recebe cientistas internacionais para debater reprodução de peixes


ManausAo todo, 16 renomados especialistas de países da América do Norte, Europa, Ásia e América Latina desembarcam na cidade em junhoManaus se transformará na capital mundial dos debates sobre reprodução de peixes entre os dias 3 e 8 de junho. Ao todo, 16 renomados especialistas de países da América do Norte, Europa, Ásia e América Latina desembarcam na cidade para a 11ª edição do Simpósio Internacional sobre Fisiologia da Reprodução de Peixes, onde apresentarão as mais recentes descobertas científicas na área.

quarta-feira, 23 de maio de 2018


Brasil avança na criação de peixes de água doce


A produção brasileira de tilápias, o peixe de água doce mais consumido no País, cresceu 8% em 2017, em comparação com 2016, atingindo 357 mil toneladas. O incremento fez com que o Brasil superasse Filipinas e Tailândia, assumindo o quarto lugar entre os maiores produtores mundiais desse pescado. A produção de tilápia representa 51,7% da aquicultura nacional – criação de peixes, moluscos e crustáceos em ambientes aquáticos. O Estado de São Paulo assumiu, no ano passado, o terceiro lugar entre os Estados produtores, com 69,5 mil toneladas, atrás de Paraná e Rondônia.

Para discutir os avanços e o potencial do setor, produtores, técnicos, empresários e outros integrantes da cadeia produtiva realizam, de quarta até sexta-feira, 16 a 18 de maio, a 10.ª edição da Aquishow Brasil, em Santa Fé do Sul, interior de São Paulo. “É o maior evento de aquicultura do País e vamos levar informações técnicas importantes sobre pesquisas e inovações que acabam de se tornar disponíveis para os produtores”, disse o diretor de departamento do Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, Luiz Marques da Silva Ayroza.

Segundo ele, o evento acontece num momento em que a criação de peixes em ambientes cultivados avança mundialmente, levando à previsão de que, em 2020, ultrapassará a pesca de captura em rios e mares, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). “O Brasil tem um tremendo potencial, não só para a produção de tilápias, mas também de outros peixes. Além dos chamados peixes redondos, como o tambaqui e o pacu, e seus híbridos, o tambacu e o patinga, vamos apresentar aspectos interessantes sobre a criação do pintado e do pirarucu”, disse Ayroza.

Outra novidade a ser mostrada no evento envolve a criação do panga, peixe com grande potencial e que, segundo ele, já teve a produção regulamentada no Estado e é produzido na região de Mococa, interior paulista. O técnico lembra que o Brasil importa grande quantidade por ano desse peixe, principalmente dos Estados Unidos. “O panga está sendo comparado com o salmão do Chile e tem grande potencial para criação no Estado de São Paulo”, disse.

Entre os órgãos que participam da Aquishow, no Complexo Turístico Roberto Rollemberg, em Santa Fé, estão a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral e o Fundo de Expansão do Agronegócio, ligados à Secretaria, além da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Governo Federal, da Agência Nacional de Águas e da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Fonte: Agência Estado
umv.com.br/

sábado, 25 de abril de 2015

Cientistas descobrem exemplar raro de 'minitubarão' de apenas 14 cm

Este foi o segundo exemplar do gênero 'Mollisquama' já encontrado.

Ele estava entre espécies coletadas em 2010 e foi achado em laboratório.

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) trabalhou com pesquisadores da Universidade Tulane para identificar o 'mini-tubarão' (Foto: Michael Doosey/Tulane University/Divulgação)

O mini-tubarão estava entre os exemplares coletados em uma missão de 2010 feita pelos pesquisadores da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) no Golfo do México, na costa do estado da Louisiana. O objetivo da missão era estudar os hábitos alimentares da baleia cachalote, segundo o pesquisador Mark Grace, do Laboratório de Pesca da NOAA em Pascagoula, no Mississippi.Cientistas americanos descobriram em seu próprio laboratório um exemplar raríssimo de tubarão, que só tinha sido encontrado uma única vez antes, no Peru, há 36 anos. O gêneroMollisquama, chamado em inglês de pocket shark, ou tubarão de bolso, tem como peculiaridade seu tamanho – o exemplar descoberto recentemente mede menos de 14 cm – e também sua aparência inofensiva.Mas, ao se deparar com o pequeno tubarão no laboratório, no meio de outras espécies marinhas coletadas, ele pediu a pesquisadores da Universidade Tulane e para um especialista em genética da NOAA examinarem o exemplar mais de perto. O que descobriram foi que ele era muito semelhante ao Mollisquama parini, espécie descrita pela primeira vez em 1979.


Ilustração da espécie rara Mollisquama sp., ou "tubarão de bolso", descoberta por pesquisadores da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) (Foto: NOAA FishWatch.gov/Divulgação)

Desde então, nenhum outro exemplar tinha sido visto na natureza até a descoberta feita por Grace. A análise do animal levou à sua classificação como o segundo tubarão do gêneroMollisquama já descrito. Algumas diferenças em seu corpo, porém, levaram os cientistas a classificá-lo como uma espécie diferente daquela descoberta em 1979: seu nome científico passou a ser Mollisquama sp.

“O ‘tubarão de bolso’ que encontramos tem apenas 14 cm de comprimento e era um macho recém-nascido”, disse Grace. “Descobri-lo nos fez pensar sobre onde sua mãe e seu pai podem estar, e como eles chegaram ao Golfo. O único exemplar conhecido foi encontrado muito longe, no Peru, há 36 anos.”

O estudo que descreveu a espécie foi publicado nesta quarta-feira (22) na revista científica "Zootaxa".

Tubarão ou cação?
Apesar de existir uma ideia corrente de que um tubarão pequeno deve ser chamado de cação, essa noção está errada, diz o oceanógrafo Ricardo Cardoso, do Aquário de São Paulo.

“Cação é a denominação popular que há muito tempo é dada para a carne de tubarão. Inclusive os pescadores têm a brincadeira de que, quando a gente come ele, é o cação e, quando ele come a gente, é o tubarão.” Na realidade, segundo Cardoso, cação e tubarão são a mesma coisa.

Ele observa que existem muitas espécies de tubarão de pequeno porte, que medem entre 50 cm e 1,2 m. Mas o exemplar encontrado, de 14 cm, pode estar entre os menores já descritos


fonte: g1.com.br
Mariana LenharoDo G1, em São Paulo
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cientistas criam primeiro mapa digital da Grande Barreira de Corais


Um grupo de cientistas desenvolveu pela primeira vez um mapa digital de toda a área que cobre a Grande Barreira de Corais, localizada no nordeste da Austrália, Patrimônio da Humanidade desde 1981, informou nesta quarta-feira a imprensa local.

Os cientistas australianos e alemães criaram um mapa em 3D que inclui dados sobre a profundidade da área de mais de 350 mil km², onde até agora quase a metade das águas superficiais não tinham sido capturadas em documentos digitais.

O especialista da Universidade James Cook, Robin Beaman, disse à emissora "ABC" que o mapa permite ver a forma de cada recife, a localização de cada lagoa e cada detalhe do ecossistema, o que contribuirá para entender as ameaças e saber como protegê-lo.

No caso da estrela do mar "Acanthaster planci", conhecida como coroa de espinhos e voraz depredadora de corais, o mapa ajudará a entender "como as larvas atuam e como se movimentam dentro e ao redor dos corais, o que pode ajudar a prever para onde viajam e o próximo foco", explicou.

O Instituto Australiano de Ciências Marinhas alertou no ano passado que a Grande Barreira de Corais perdeu mais da metade de seu corais nos últimos 27 anos, principalmente pelas tempestades e pela coroa de espinhos.

A Grande Barreira, que abriga 400 tipos de corais, 1.500 espécies de peixes e 4 mil variedades de moluscos, começou a se deteriorar na década de 1990 pelo duplo impacto do aquecimento da água do mar e o aumento da sua acidez devido à maior presença de dióxido de carbono na atmosfera.

contribuição do  leitor Oswaldo Neves
fonte http://noticias.uol.com.br/

sábado, 9 de novembro de 2013

Cientistas descobrem nova espécie de peixe elétrico em rio da Guiana


Imagem mostra a nova espécie de peixe elétrico

 descoberta na Guiana (Foto: Javier Maldonado/AFP)


Denominado 'Akawiao penak', peixe mede no máximo dez centímetros.
Animal representa um novo gênero, segundo pesquisadores.
Um grupo internacional de cientistas descobriu uma nova espécie de peixe elétrico em um rio da Guiana, informou o coordenador da missão, o colombiano Javier Maldonado, que publicou a descoberta na revista científica "Zoologica Scripta".
O novo animal, denominado Akawiao penak, é um peixe de água doce, mede no máximo dez centímetros e difere de outros animais em seus ossos e na morfologia craniana, de acordo com Maldonado, cientista da Universidade Javeriana de Bogotá, especializado em peixes elétricos.

Para confirmar a descoberta, os pesquisadores analisaram o DNA e traçaram a árvore evolutiva deste peixe anguiliforme que habita o Rio Mazaruni. Assim, determinaram que o animal representa um novo gênero e, portanto, uma nova categoria taxonômica.

Maldonado explicou que o Akawiao penak pertence a um grupo de peixes popularmente conhecidos como "facas", pelo formato do corpo, ou elétricos, devido à capacidade de produzir e detectar campos elétricos, os quais usa para navegar, identificar objetos e se comunicar com outros peixes da sua espécie.

Estes peixes, que têm uma visão muito limitada e habitam zonas turvas do rio, produzem e detectam cargas elétricas, com as quais obtêm informações de seu entorno. "A maioria das descargas não são perceptíveis, isto é (os peixes) podem ser agarrados com a mão, já que a frequência é muito baixa. Não se pode vê-los, mas podem ser escutados, este som se grava", disse Maldonado.

As missões de explorações da equipe de pesquisa foram organizadas pelo Royal Ontario Museum, do Canadá, e a Universidade da Guiana, em Georgetown. "O fato de esta área ser tão remota e ter estado isolada tanto tempo indica que seja muito provável encontrar novas espécies", afirmou Nathan Lovejoy, membro da missão.

fonte:  http://g1.globo.com

sábado, 11 de maio de 2013

Empresas suecas exportaram salmão com alto teor de dioxina

foto mulheresquecomandam.com.br
ESTOCOLMO, 08 Mai 2013 (AFP) - Empresas suecas exportaram ilegalmente salmão contaminado do Mar Báltico a outros países europeus, revelaram meios de comunicação do país escandinavo nesta quarta-feira.

A União Europeia (UE) proíbe desde 2002 a exportação de salmão sueco do Báltico devido ao alto nível de dioxina, uma substância que pode causar câncer e provocar danos no sistema reprodutor.

Mas duas companhias foram denunciadas por ignorar esta proibição, colocando centenas de toneladas na França e na Dinamarca, de onde foram novamente exportadas para outros países europeus, segundo os informes.

Uma companhia francesa, a Pêcheries Nordiques, confirmou à AFP ter importado 103 toneladas deste salmão em 2011 e 2012, antes de perceber o problema.

'Ninguém pode dizer que (a importação) seja algo ilegal. As análises nos permitiram detectar o problema', alegou François Agussol, diretor-geral da companhia.

O produto pode ser comercializado em Suécia, Finlândia e Letônia, onde os moradores são sensibilizados aos problemas de contaminação do mar e sabem que devem limitar seu consumo.

O governo sueco desaconselha ainda que mulheres grávidas e crianças comam este tipo de salmão mais de três vezes ao ano.

O caso é mais grave do que as fraudes recentemente descobertas na Europa de introdução de carne de cavalo em produtos congelados.

'Em comparação com o escândalo da carne de cavalo, este peixe tem sérios efeitos a longo prazo na saúde', afirmou Pontus Elvingsson, inspetor da Agência Sueca de Alimentos, citado pela emissora SVT.

France Presse
fonte:http://g1.globo.com/

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Português resolve enigma sobre peixe cabeça-de-cobra

Fotografia © DR

Uma equipa de cientistas liderada por um português resolveu um enigma que dura há mais de 140 anos relacionado com a espécie de peixe cabeça-de-cobra, uma investigação publicada recentemente na revista internacional Plos One.


Esta espécie de peixe, originária da Índia tropical, mantinha-se desde 1865 como um problema por resolver entre a comunidade científica, que em parte questionava a sua validade enquanto espécie, devido à sua semelhança com outra do sudoeste asiático.

A equipa de 14 cientistas internacionais, liderada pelo geneticista português Agostinho Antunes, usou análises morfológicas e genéticas moleculares para resolver o problema da identidade do peixe cabeça-de-cobra ('Channa diplogramma'), espécie da família "channidae", que incluiu peixes de água doce muito usados na alimentação na Ásia tropical.

A investigação concluiu, assim, que o peixe cabeça-de-cobra é uma espécie diferente da outra existente do sudoeste asiático com quem tem semelhanças.

"É assim ressuscitado o peixe cabeça-de-cobra 'Channa diplogramma' como espécie distinta. O peixe cabeça-de-cobra constitui uma espécie de elevado interesse económico", refere o cientista Agostinho Antunes, num texto enviado à agência Lusa.

O investigador do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIMAR) da Universidade do Porto avisa ainda que esta espécie deveria ser alvo de medidas de conservação eficientes para evitar a sua extinção na natureza

fonte: http://www.dn.pt

terça-feira, 30 de abril de 2013

78 novas espécies de peixes no Rio Madeira

Pesquisador afirma que monitoramento só mostra que construção de hidrelétricas teve impacto ambiental ainda maior que o previsto


Biólogos que trabalham no monitoramento da fauna do rio Madeira descobriram 78 novas espécies de peixes no afluente do rio Amazonas. O estudo, realizado desde 2011, também mostrou que a diversidade de peixes é muito maior que a esperada: foram catalogadas 990 espécies habitando o rio. A pesquisa confirmou que o rio Madeira é um ponto de “confluência de peixes”, onde animais vindos de outras bacias hidrográficas chegam ao rio Guaporé – principal afluente do Madeira – após migrarem quilômetros.

É o que acontece com o dourado de escamas, uma espécie típica da bacia do Paraná que se aproveita de épocas de alagamento no Pantanal e consegue chegar até o rio Guaporé, próximo a Porto Velho (RO). “Sabíamos que estes peixes conseguiam migrar até o Guaporé, mas o que não sabíamos era que eram tantas espécies e tantos peixes”, disse ao iG o analista socioambiental Alexandre Marçal responsável pelo monitoramento realizado pela Santo Antônio Energia, usina hidrelétrica construída no rio Madeira a sete quilômetros de Porto Velho.

Marçal afirma a diversidade do Madeira é algo que impressiona. Para se ter uma ideia, o biólogo compara com a quantidade de peixes encontrados no rio Negro. O rio que tem as margens na cidade de Manaus, e que é muito estudado, tem cerca de 500 espécies de peixe. “Isso aumenta a importância do rio Madeira e abre potencial para a aplicação de outros estudos”, disse, Marçal. O estudo ainda introduziu chips em 370 peixes de 10 espécies migratórias para monitorá-los.

Carolina Dória, coordenadora do Laboratório de Ictiofauna e Pesca da Universidade Federal de Rondônia (Unir), e que participou do monitoramento em parceria com a empresa, afirma que o rio Madeira é um rio diferente por causa de sua geologia e também por ser o segundo maior afluente do rio Amazonas. “O esforço amostral deste estudo é ímpar, certamente em outros rios da Amazônia poderia ser encontrada esta diversidade, caso estudos como estes fossem feitos”, disse ao iG .


Tiro no pé

As boas notícias em relação à biodiversidade podem servir como um agravante no impacto ambiental ocasionado com a construção das usinas Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. “Os impactos das usinas hidrelétricas no estoque de peixe é bastante conhecido, portanto eles publicarem esses dados é uma prova de que não sabem exatamente o que fazem”, disse ao iG Artur de Souza Moret, coordenador do grupo de pesquisa sobre energia renovável sustentável da Unir.

O professor explica que com as usinas ocorre a interrupção da migração de peixes causando também o desequilíbrio no ecossistema. “Há a modificação do ambiente e por isso outras espécies de peixe predominam e outras não”, disse.

A usina afirma que o sistema chamado transposição de peixes , um canal com cerca de dez metros de largura e 900 metros de extensão, permite a migração dos animais rio acima, garantindo a reprodução das espécies mesmo com a usina em operação. Com o canal, os peixes poderiam usar este caminho para ultrapassar a barragem na época da piracema.

Porém, com o estudo realizado pela usina, os pesquisadores determinaram áreas onde a construções de novas hidrelétricas seriam prejudiciais. “As usinas de Santo Antônio e Jirau já estão construídas, mas não é interessante que sejam implementadas novas usinas. Principalmente no trecho que vai de as áreas que vão do Guaporé-Mamoré e de Porto Velho a foz do Madeira-Amazonas. É importante que estas áreas sejam preservadas”, disse Carolina ao iG


fonte:
www.ig.com.br
por Maria Fernanda Ziegler 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Japoneses mapearão genoma do peixe-boi da Amazônia

Sequenciamento deve levar de três a seis meses para ficar pronto

Peixe-boi da Amazônia, (Trichechus inunguis) (Divulgação)







O Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia) e o Centro de Pesquisa em Vida Silvestre da Universidade de Kioto, no Japão, firmaram uma parceria para mapear o genoma do peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis, uma das três espécies de peixe-boi do mundo, a única de água-doce), anunciou nesta quinta-feira a instituição brasileira.

O projeto, pioneiro com mamíferos aquáticos no Brasil, utilizará um equipamento de última geração da universidade japonesa e permitirá aos pesquisadores obter informações sobre a espécie. A coleta do sangue e a extração do DNA do peixe-boi foram realizadas por um pesquisador brasileiro que enviará as amostras para o Japão. "Quando tiver o genoma do peixe-boi sequenciado, será possível separá-lo do DNA de parasitas, vírus, e saber que doenças afetam o animal. Também facilitará o estudo de seus hábitos alimentares", diz a bióloga Vera Silva, pesquisadora-titular do Inpa e coordenadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos da instituição. "O sequenciamento ampliará o conhecimento sobre a espécie e da mesma foram ajudará nos esforços de conservação."

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), entidade que faz um ranking das espécies em risco de extinção, o peixe-boi da Amazônia é uma espécie vulnerável, ou seja, corre um risco elevado de extinção na natureza.

fonte:
(Com Agência EFE)
http://veja.abril.com.br

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Biólogos implantam chips em bagres do Madeira para monitorar desova

 Foto: Reprodução/TV Rondônia
O ciclo de reprodução dos bagres, no Rio Madeira, em Rondônia, começa em dezembro. Para acompanhar o percurso dos peixes pelo Sistema de Transposição de Peixes (STP), os biólogos implantam chip nas espécies. O trabalho é feito em um tanque através de uma micro cirurgia com anestésico. O chip possui um número de série, tipo de identidade do animal e GPS. Após a cirurgia o peixe é retirado do tanque, pesado e medido. O trabalho precisa ser realizado com rapidez.

A pesquisa começou em 2011, mas este ano, de fevereiro a abril, será a primeira vez que piracema dos peixes de couro será acompanhada pelo sistema.

Na região onde está sendo construída a Usina Santo Antônio, em Porto Velho, foi construído há dois anos um canal artificial de um quilômetro de extensão no meio da barragem, onde antes havia a cachoeira de Santo Antônio, para que os peixes pudessem fazer o caminho da desova.

Do tanque o peixe é solto no rio. Num raio de dez quilômetros da usina, os biólogos conseguem monitorar o animal. Por meio de 14 antenas de radiofrequência e uma antena acoplada ao barco utilizado pelos técnicos, o sinal emitido pelo chip é identificado e quando localizado um apito sinaliza onde o peixe está.

"A cada bip é salvo a hora, o local, a data e o código do peixe. Quando passo esses dados para o computador consigo analisar o peixe", explica o biólogo Leonardo Donado Nunes.

Cerca de 370 bagres de 15 espécies diferentes receberam o chip. "Algumas espécies já estão fazendo uma exploração o canal, entram, saem, mas voltam no dia seguinte", diz Alexandre Marçal, biólogo responsável pelo Programa de Monitoramento de Peixes da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica

fonte: www.rondonoticias.com.br


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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pesquisadores esclarecem ‘gosto de barro’ no tambaqui de Roraima


O tambaqui de cativeiro é comercializado
em todo o Estado (Foto: Marcelo Marques G1 RR
Zootecnista afirma que compostos geram o mau sabor.

O peixe serviu como estudo para saber como ocorre a 'contaminação'.

Assado, frito ou cozido. Não importa o preparo. O tambaqui é um dos peixes que têm espaço garantido na mesa de quem vive em Roraima. E em outros estados da Região Norte não é diferente, o consumo é elevado.

O modo de preparo do pescado está sempre em aperfeiçoamento, ganhando novas receitas. Uma forma de driblar o ‘gosto de barro’ que não passa despercebido pelo paladar de quem come.

Vinho, sal ou vinagre não conseguem ‘disfarçar’, não só no tambaqui, mas em outros peixes de água doce, o ‘gosto de terra’, também conhecido como (off-flavor). Essa é outra nomenclatura para caracterizar o famoso 'gosto de barro'.

Para quem não tem familiaridade, sobre o motivo desse paladar ruim, vai uma surpresa: O gosto estranho não está relacionado, exatamente, com o barro. Isso ocorre devido a uma grande concentração de compostos, que são Geosmina e Metil-isoborneol (MIB).

“Detectamos esses compostos que causam o ‘gosto de barro’ na carne dos peixes, especificamente, no tambaqui de viveiro. Eles são produzidos por microorganismos que ficam na água e no solo”, explica o zootecnista e pesquisador da Embrapa Roraima, Moisés Quadros.

O zootecnista, em parceria com o pesquisador Alexandre Matthiensen, criaram uma cartilha para orientar e esclarecer as principais dúvidas a respeito do peixe com 'gosto de barro'. O projeto durou dois anos e teve como estudo as psiculturas do Estado.

De acordo com Quadros, quanto mais compostos forem encontrados na água, maior a chance de eles disfarçarem o sabor natural da carne do pescado. “Os peixes absorvem a Geosmina e Metil-isoborneol pelas brânquias, enquanto respiram, distribuindo-os internamente”, afirma.

Ele ressalta ainda que não é perigoso consumir o pescado com o mau sabor. "Não há nada que confirme alguma doença relacionada ao consumo de peixe com 'gosto de barro'. Nenhuma intoxicação pelos compostos que afetam os peixes foi registrada ".


Os compostos que dão mau gosto no pescado
são absorvidos pelas brânquias (Foto: Marcelo Marques G1 RR)
Falta de cuidados
O pesquisador esclarece que os compostos são muito comuns em tanques e açudes que não possuem controle de qualidade de água. Para ele, a primeira coisa a se fazer é cuidar da qualidade da água. Não alimentar os peixes em excesso e reduzir a quantidade de pescado por metro quadrado.

“Quando a água está muito verde e você mergulhar a mão nela e não conseguir enxergar mais do que 40 centímetros, essa água apresenta uma produção de microalgas elevada. Será necessário fazer uma limpeza ou renovar a água”, destaca.

Além de melhorar a qualidade da carne do peixe, os cuidados no tratamento podem ajudar a aumentar a produtividade.

Tirando o mau sabor
Algumas medidas simples podem ser tomadas para amenizar o ‘gosto de barro’ dos peixes. Conforme o pesquisador, há pessoas que são mais tranquilas e tolerantes ao paladar ruim.
“Mas aquelas que querem alterar o sabor do peixe podem preparar o pescado com cachaça".

Além de amaciar, dá um novo paladar. Já o leite consegue reduzir, consideravelmente, o mau gosto. E o limão possui um muito ácido que acelera a degradação da Geosmina e do Metil-isoborneol ”, orienta Quadros.

fonte: http://g1.globo.com

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Pesquisa desenvolve técnica para venda de matrinxã em lata

Segundo a pesquisadora, o próximo passo da pesquisa
será verificar a vida de prateleira do produto.
 Fonte de proteínas e muito apreciada na culinária local, a matrinxã, peixe abundante na fauna amazônica, pode, brevemente, estar disponível nas gôndolas dos supermercados para ser comprada enlatada, igual ao atum e a sardinha.

Esse foi o objeto da dissertação de mestrado da pesquisadora e tecnóloga em alimentos, Joyce Fonseca da Silva Kikuchi, no âmbito do programa de Pós-graduação em Ciência dos Alimentos da Faculdade de Ciência Farmacêuticas (FCF) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com bolsa pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O estudo se propôs a desenvolver um processo para enlatar alevinos de matrinxã, com tecnologia necessária para envasar esse peixe regional.

Para conseguir realizar a pesquisa, Joyce contou com uma máquina recravadeira que faz o fechamento da lata, sendo adquirida por meio de uma parceria entre Ufam, Secretaria da Produção Rural do Estado do Amazonas (Sepror) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), tendo orientação do doutor Antônio José Inhamuns da Silva.

Joyce destacou que a tecnologia desenvolvida não se aplica aos indivíduos capturados na natureza pela chamada pesca extrativa. As técnicas foram testadas com peixes criados em tanques porque todos os exemplares têm praticamente o mesmo tamanho e peso.

“Os peixes utilizados na pesquisa foram coletados na piscicultura de Balbina. Utilizamos somente juvenis de matrinxã, com aproximadamente 12 centímetros”, enfatizou. Por usar matrinxãs juvenis, que pesam até 140 gramas, o estudo realizou a análise química e a biometria da espécie. O objetivo era verificar se a matrinxã tem potencial nutricional nesta fase da vida.

Cuidados ao envasar

Uma das fases mais importantes da pesquisa, o processo de envasamento procura normatizar o tempo de cozimento, a temperatura ideal e a metodologia utilizada para que o produto chegue de forma saborosa à mesa dos consumidores.

Depois de fechada, a lata é levada a um aparelho de esterilização, para ser processada sob alta temperatura com o objetivo de eliminar qualquer tipo de microorganismo. Após o procedimento, as latas ficam 40 dias em observação e algumas são selecionadas para análises bacteriológicas.

Segundo a pesquisadora, o próximo passo da pesquisa será verificar a vida de prateleira do produto. “Em média uma conserva tem validade entre 2 e 5 anos. No caso deste produto, isso será verificado futuramente em outra pesquisa”, disse.

O Gosto do Mercado

O estudo realizou ainda a análise sensorial de aceitação. As pessoas que provaram a matrinxã enlatada afirmaram que, mesmo após o processo de envasamento, o sabor do pescado continua o mesmo.

Foram desenvolvidos três molhos para conservar o pescado: óleo comestível, molho de tomate e molho de tucupi. Apesar de todos os sabores terem boa aceitação, o que mais se destacou foi o molho de tucupi, seguido pelo molho de tomate.

“Verifiquei que deveria conter no produto um pouco mais de regionalidade. Nós comemos peixe com pimenta, coentro, e quis trazer o sabor da Amazônia para a lata”, destaca Joyce.

fonte: d24am.com

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quarta-feira, 27 de março de 2013

Peixe traz muitos benefícios à saúde

Com a Páscoa, os peixes, muitas vezes ignorados pela maioria da população, ganham espaço às refeições. Mas existem motivos de sobra para incluir os pescados na alimentação do dia-a-dia e não somente na Semana Santa. Ao mesmo tempo que fornecem uma proteína de excelente valor biológico, ótima digestibilidade, os peixes, ao contrário de outras carnes, não são ricos em gorduras saturadas. Eles são ainda uma riquíssima fonte de ácidos graxos poliinsaturados da série ômega-3, que beneficia a saúde do coração.

É importante lembrar que nem todas as espécies de peixes têm a mesma composição em ácidos graxos, sendo em geral maiores os porcentuais em espécies marinhas do que em peixes de água doce. Peixes de água fria são mais ricos em ácidos graxos poliinsaturados comparados aos de regiões tropicais.

Com que frequência devemos consumir peixe?

Segundo a American Heart Association (AHA), o recomendado é consumir peixes pelo menos duas vezes por semana ( 2 porções semanalmente), especialmente os peixes ricos em ômega 3, como a truta, atum, salmão, arenque, sardinha, porque estão associados à redução da incidência de doenças cardiovasculares.

Quanto deve pesar a porção de peixe?

A porção de peixe (cozido) deverá pesar 99 gramas, de acordo com a American Heart Association (AHA). Traduzindo para as medidas caseiras, essa porção equivale a 1 filé pequeno de peixe (aproximadamente 100 gramas).

Que quantidade deve ser ingerida para obter a porção adequada de ômega-3?

Um estudo interessante realizado por Kris-Etherton P.M e colaboradores, publicado na revistaJournal of the American Heart Association em 2002, apresentou a relação do tipo de peixe e a quantidade de ácidos graxos do tipo ômega-3 a ser ingerida diariamente de peixes para se alcançar a recomendação objetivando atingir aproximadamente 1 gr dos principais ácidos graxos ômega-3 por dia. Confira abaixo alguns tipos de peixes, e a quantidade sugerida para consumo pensando na oferta de ômega 3:

A recomendação da AHA facilita o aspecto prático do consumo de peixes. Duas porções na semana já é o suficiente para colher os benefícios na promoção da saúde.

O importante é lembrar que o consumo regular de peixes deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Esse alimento oferece ao organismo maior qualidade nutricional, melhora o nível da saúde e contribui com a prevenção de doenças cardiovasculares.

fonte: www.mtagora.com.br

domingo, 24 de março de 2013

Brasil quer emplacar o peixe pirarucu como o ‘bacalhau da Amazônia’

Espécie nativa do bioma pode pesar até 250 kg e medir cerca de 3 metros.
Projeto gera renda para famílias ribeirinhas do Amazonas.

O “gigante” dos rios amazônicos, com mais de três metros de comprimento e até 250 kg, quer ganhar fama nas mesas brasileiras e, no futuro, competir com os "parentes" nórdicos pelo título de melhor bacalhau do mundo.

Essa é a intenção de um projeto realizado noAmazonas que tem a pesca do peixe pirarucu (Arapaima gigas) como principal gerador de renda para ribeirinhos do Baixo Rio Solimões.

A carne do peixe é destinada à produção de bacalhau, resultante de um processo de beneficiamento, que poderá ser utilizado em pratos tradicionais que têm o pescado como ingrediente principal.

O gosto é parecido com o bacalhau comum, normalmente importado da Noruega, de acordo com o chef gastronômico Felipe Schaedler, que trabalha com a carne do pirarucu em um restaurante de Manaus. Ele disse ser possível substituir o pescado "estrangeiro" pelo brasileiro

“Todas as receitas tradicionais podem ser feitas com o pirarucu”, disse Schaedler, que já criou em parceria com outro chef ao menos oito pratos com o bacalhau da Amazônia.


Pescador captura exemplar de pirarucu em lago da Amazônia.
Espécie pode pesar até 250 kg e medir três metros
 (Foto: Divulgação/Jimmy Christian)
Consumo sustentável
Esta realidade só foi possível devido à implantação da primeira indústria de salga de pescados no interior da floresta, em Maraã, a 635 quilômetros de Manaus (AM). A fábrica, a primeira da América do Sul, de acordo com o governo do Amazonas, vai permitir uma produção em massa do "bacalhau da Amazônia" e sua comercialização para outras regiões do país.

Da primeira safra de pirarucus destinados à obtenção do bacalhau (60 toneladas), o Grupo Pão de Açúcar adquiriu cinco toneladas que serão vendidas a partir deste mês nas lojas dos supermercados Pão de Açúcar das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O preço do quilo ficará entre R$ 35 e R$ 39, um valor competitivo se comparado ao bacalhau do Porto, por exemplo, que, em período de promoção, a mesma pesagem custa R$ 34,90.

É o primeiro passo para difundir o produto pelo resto do país, de acordo com Hugo Bethlem, vice-presidente executivo de Relações Corporativas do grupo, que também abrange as redes Extra e Assaí. Segundo ele, se o pescado “cair nas graças do consumidor", certamente haverá mais pedidos de compra.

“Esperamos que, com o tempo e a continuidade do manejo sustentável, consigamos elevar a venda deste pescado. Pode demorar um pouco, mas já demos o primeiro passo”, disse ele.

O grupo, segundo Bethlem, importa anualmente 5 mil toneladas de bacalhau, provenientes principalmente da Noruega e a rede é a terceira maior compradora de bacalhau do mundo.


Pescador captura exemplar de pirarucu em lago da Amazônia.
Espécie pode pesar até 250 kg e medir três metros
 (Foto: Divulgação/Jimmy Christian)
Sem impacto ambiental
De acordo com Eron Bezerra, secretário de Produção Rural do Amazonas, uma nova unidade da indústria de salga deve ser inaugurada ainda este ano em Fonte Boa, a 680 quilômetros da capital amazonense.

As duas unidades vão empregar diretamente 150 pessoas e gerar outros 5 mil empregos indiretos, principalmente na pesca. Os empreendimentos tiveram investimento de R$ 4 milhões – divididos entre os governos estadual e federal, por meio da Financiadora de Projetos e Estudos (Finep), e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

"Queremos concorrer com o bacalhau que vem da Noruega. Apesar da pesca ser controlada, temos muitos lagos dentro da Reserva Mamirauá e fora dela onde a pesca planejada poderá ser realizada. Queremos um nicho de mercado sustentável", disse.

Segundo recomendações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), a pesca do pirarucu pode ocorrer apenas entre outubro e novembro, e em locais onde há atividades de manejo regulamentadas.

A primeira safra voltada para a produção de bacalhau ocorreu no ano passado e contou com 2.700 peixes que foram retirados de 37 lagos da Reserva Mamirauá.

“Esses peixes, encaminhados para a indústria, geraram uma renda de R$ 830 mil, valor que foi dividido por 530 pescadores. Isso ajuda a melhorar nossa condição de vida. Antes, o que pescávamos era apenas para alimentar minha família, meus filhos. Agora a gente consegue investir em uma casa melhor, em um novo motor para os barcos”, disse Luiz Gonzaga Medeiros de Matos, 47 anos, líder da colônia de pescadores de Maraã.
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Canapê com farofa de Uarini, pirarucu desfiado e pacovan na escama do peixe.
 Bacalhau do pescado amazônico pode ser empregado em pratos tradicionais.
(Foto: Eduardo Carvalho/G1)
fonte: globoamazonia.com

De acordo com Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), é uma oportunidade de difundir o consumo consciente;




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Dragões Marinhos


Muito presente no imáginário de pescadores, esses Dragões Marinhos continuam a nos surpreender.

otos de Guy Marcovaldi/ Banco de imagens Projeto TAMAR
No ano passado dois exemplares de um peixe gigante foram capturados em cerca de 1.000 m de profundidade, de uma mesma espécie e que ainda não foi adequadamente identificada, pelo Projeto Tamar da Praia do Forte, BA. Provavelmente trata-se do raro Trachipterus jacksonensis, uma espécie pouco conhecida nas águas brasileiras.

Como tudo precisa ter um nome, o peixe foi batizado de Dragão Cabeça de Cavalo, e pelas fotos é fácil ver porquê... Somente um dos exemplares pôde ser resgatado inteiro; do outro sobrou apenas a cabeça, o resto do corpo foi devorado por predadores de fundo. Os Dragões são bastante raros e o fato de dois serem capturados em um mesmo local é ainda mais incomum. Da mesma forma, um Dragão com mais 2 metros de comprimento é ainda mais difícil de ser observado, e o da foto tem 2,14 m

Comem pequenos peixes, lulas, camarões e outros crustáceos pelágicos, que capturam com sua enorme boca em forma de tubo. São geralmente de cor prateada com as nadadeiras vermelho-vivas e podem ter algumas marcas escuras no corpo. Praticamente nada se sabe sobre seus hábitos e reprodução além de que seus ovos são flutuantes, grandes e de cor vermelha. Pertence à família Trachipteridae e vive na coluna da água entre os 200 e os 1.000 metros de profundidade.

As lendas sobre dragões marinhos do passado originaram-se de encontros com peixes como esses, de grande tamanho, que eram vistos na superfície.

O peixe demonstrado na foto, entretanto, não foi capturado por esporte. Ele foi pescado no mar brasileiro através de um projeto de captura e estudo de peixes de profundidade da costa brasileria, promovido pelo projeto TAMAR e liderado por Guy Marcovaldi, com participação de Alfredo Carvalho. Diversos exemplares já foram capturados no litoral baiano e todos são utilizados com fins acadêmicos de pesquisa e ensino para aprendermos mais sobre a espécie, seus hábitos e sobre como protege-la melhor.

Alfredo Carvalho Filho, é biólogo, publicitário e autor do livro “Peixes, Costa Brasileira”. Além disso possui uma coluna mensal na revista "Pesca Esportiva".

fonte: canalazultv.ig.com.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sinal verde para salmão transgênico

A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou que um salmão transgênico que cresce duas vezes mais rápido que o normal não causaria grande impacto ambiental, o que abre caminho para a aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para ser consumido por humanos

Salmão transgênico (maior, ao fundo) ao lado do tipo comum; animal modificado cresce duas vezes mais rápido
A agência ainda fará uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas veem a declaração como o último passo antes da aprovação.

Em 2010, a FDA afirmou que o peixe era seguro como alimento, mas não tomou outras medidas desde então.

Empresários da Aquabounty, que produz o peixe, especulam que o governo tem prorrogado qualquer ação por pressão de grupos que se opõem aos transgênicos.

Críticos, que chamam o salmão de "frankenpeixe", temem que ele possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgênica procriar na natureza --sem contar os questionamentos éticos envolvidos.

A empresa, que já gastou mais de US$ 67 milhões para desenvolver o peixe, afirma que há medidas protetoras contra problemas ambientais --uma delas é que só seriam criadas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena porcentagem pudesse se reproduzir.

O peixe transgênico recebeu um gene de hormônio do crescimento do salmão do Pacífico, que é mantido "funcionando" o ano inteiro por meio de um gene de um peixe similar a uma enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.

Ainda não está claro, porém, se o público aprovará o peixe, caso a FDA dê seu aval.

Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem saber que estão comprando peixe transgênico, já que o produto não seria acompanhado de qualquer aviso caso seja decidido que ele tem as mesmas propriedades do convencional.

A empresa diz que o novo salmão é similar ao "normal" em sabor, cor e textura.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br


avaaz.org

Parem o ataque dos peixes Frankenstein


Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Esse peixe Frankenstein pode abrir as comportas para a carne biotecnológica em todo o mundo, a menos que nos mobilizemos. Clique abaixopara se unir a 1 milhão de vozes e impedir o peixe Frankenstein: 

Sign the petition

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Peixe 'alpinista' escala cachoeira com boca e barriga, diz estudo

Espécie usa os mesmos músculos para escalar cachoeira e para comer.
Encontrado no Havaí, peixe é capaz de subir queda d'água de 100 metros.


Pesquisadores estudaram movimentos da boca
dos peixes (Foto: Divulgação/Plos One)

Conhecido como “escalador de cachoeiras”, o peixe da espécie Sicyopterus stimpsoni, encontrado no Havaí, é capaz de escalar íngremes quedas d’água com até 100 metros de altura, utilizando ventosas presentes na região da boca, aponta estudo publicado no periódico “PLoS One”.

De acordo com o artigo, o peixe utiliza os mesmos músculos na região da mandíbula para escalar e para comer. Isso é possível devido a um processo evolutivo chamado de exaptação – quando uma estrutura ou comportamento já existente é adaptado para outra função. “Espécies expostas a ambientes extremos muitas vezes exibem traços distintivos que as ajudam a satisfazer as exigências de tais habitats”, afirma o estudo.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após filmarem e medirem os movimentos dos peixes enquanto escalavam e comiam.

O estudo não conseguiu determinar se os movimentos orais de alimentação foram adaptados para a escalada ou o contrário, mas deixa claro que os peixes aprenderam a utilizar os mesmos músculos para satisfazer duas necessidades distintas.

“Os dados revelam a ocorrência de uma exaptação, com modificações, entre esses comportamentos”, ressalta a pesquisa.A escalada é facilitada também pela presença de uma ventosa ventral, comum a todos os peixes do gênero Gobiid, formada a partir da fusão das barbatanas pélvicas. Essa forma de locomoção requer a fixação alternada das ventosas orais e pelvicas (boca e barriga) no solo rochoso, proporcionando um método lento, mas constante de escalada.

fonte: Globo.Natureza
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