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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Pesca de Jaraqui na baixa das águas do Rio Amazonas
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Minipeixe-elétrico usa energia como radar de localização
Animal vive na Amazônia e é parente do poraquê.
Eletricidade do peixinho é menor que 1 volt.
Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em Manaus
Quem vê o peixinho sarapó pela primeira vez tem a impressão de que ele é um filhote do poraquê, o temido peixe-elétrico da Amazônia. E ele é quase isso. Com apenas 10 centímetros de comprimento, o minipeixe-elétrico é parente próximo do poraquê, e também consegue produzir energia elétrica.
fonte: http://www.globoamazonia.com
Sarapó emite energia continuamente, mas a eletricidade gerada pelo peixinho não chega a 1 volt. A energia dispersada por ele serve como um radar: ajuda o animal a se localizar e a encontrar outros bichos. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)
Como é um animal de hábitos noturnos, o sarapó não pode depender da luz para se locomover. Por isso, a energia gerada pelo peixinho serve como um radar: ajuda o bicho a se localizar, encontrar presas, defender o território e arrumar namoradas.
Diferente do seu primo poraquê, o sarapó emite pouca energia, que não chega a alcançar um volt e não tem capacidade para ser percebida por seres humanos. Ele vive em águas rasas da Amazônia e se alimenta de insetos, moluscos e outros peixinhos.
Osciloscópio mostra ondas de energia emitidas por duas espécies diferentes de sarapós. Existem pelo menos 130 tipos diferentes do 'mini peixe-elétrico', e cada espécie emite energia com frequência diferente. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)
Um aquário com três espécies de sarapós – são mais de 130 conhecidas – estava exposto na mostra promovida pelo Museu da Amazônia (Musa) durante a reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Manaus
O poraquê, 'primo mais velho' do sarapó, também é conhecido como peixe-elétrico. Ele também usa a eletricidade para se localizar, mas quando quer caçar ou se defender, é capaz de dar grandes choques de uma só vez. Cada descarga elétrica do poraquê pode chegar a 600 volts. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)
fonte: http://www.globoamazonia.com/domingo, 16 de agosto de 2009
Cachorra e Cachorra- facão
Nome Popular
Cachorra, Peixe-cachorro, Pirandirá/Paraya
Nome Científico
Hydrolycus scomberoides
Família
Cynodontidae
Distribuição Geográfica
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Existem quatro espécies de Hydrolycus descritas: H. scomberoides ocorre no rio Amazonas e tributários acima da boca do rio Tapajós; H. wallacei ocorre no rio Negro e na parte superior da bacia do rio Orenoco; H. armatus e H. tatauaia ocorrem na bacia amazônica, bacias dos rios Tocantins e Capim, rio Essequibo (Guiana) e bacia do rio Orenoco.
Descrição
Peixe com escamas diminutas; corpo alto e comprimido. A boca é oblíqua com uma fileira de dentes e um par de presas na mandíbula. As presas são tão grandes que a maxila superior possui dois buracos para acomodá-los quando a boca está fechada. Nadadeiras peitorais grandes. Coloração prata uniforme com uma mancha preta alongada atrás do opérculo. As maiores espécies são H. armatus e H. tatauaia que podem alcançar mais de 1m de comprimento total.
Ecologia
Peixe de meia água, ocorrendo em canais e praias de rios, lagos e na mata inundada. Espécie piscívora que ataca presas relativamente grandes, às vezes atingindo cerca de 40-50% do comprimento total do predador. Atinge a primeira maturação com cerca de 27cm de comprimento e a reprodução ocorre de novembro a abril. Realiza migração reprodutiva a grandes distâncias rio acima. Não é importante comercialmente.
Equipamentos
O equipamento empregado é do tipo médio e médio/pesado; linhas de 14, 17, 20 e 25 lb.; e anzóis de n° 4/0 a 6/0. É recomendável o uso de empates de aço de pelo menos 20cm, pois esse peixe possui dentes muito afiados.
Iscas
Pode ser capturado com peixes inteiros ou em pedaços (lambaris, tuviras, curimbatás etc.) e com iscas artificiais, como plugs de meia água, poppers e hélices.
Dicas
Costuma saltar fora d'água quando é fisgado, mas tende a se cansar com facilidade. O pescador deve ter cuidado ao soltar esse peixe, por causa dos dentes afiados. Não tem o hábito de procurar enroscos, o que facilita a captura.
Cachorra-facão
Nome
Cachorra-facão, Peixe-cachorro, Ripa
Nome Científico
Rhaphiodon vulpinus
Família
Cynodontidae
Distribuição Geográfica
Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.
Descrição
Peixe com escamas diminutas; corpo bastante alongado e comprimido; boca grande e oblíqua. Dentes caninos, sendo que a mandíbula apresenta um par de presas que se encaixa no maxilar superior. Nadadeira dorsal localizada na metade posterior do corpo, na mesma direção da anal, e nadadeiras peitorais longas. Os raios medianos da nadadeira caudal são prolongados formando um filamento. Coloração prata uniforme, mais escura na região dorsal. Alcança 70cm de comprimento total e cerca de 600g.
Ecologia
Peixe piscívoro. A reprodução ocorre de novembro a março e a primeira maturação sexual a partir de 24cm de comprimento. Não é importante como espécie comercial, porque possui muita espinha e pouca carne.
Equipamentos
Equipamento do tipo médio; linhas de 14 a 20 lb.; anzóis de n° 4/0 a 6/0. Recomenda-se usar empate de aço com pelo menos 20cm.
Iscas
Podem ser capturados com peixes, pedaços ou inteiros, e também com plugs de superfície e meia água.
Dicas
As possibilidade de captura são muito maiores se a fisgada for feita de baixo para cima.
Fonte: PNDPA
Fonte: PNDPA
domingo, 9 de agosto de 2009
Uso do Molinete
A função do molinte é proporcionar condições favoráveis ao lançamento e trabalho da isca, bem como a captura do peixe com o mínimo desgaste do animal e do pescador. É de fácil manuseio e com pouca prática se consegue bons resultados.PARTES DO MOLINETE
Carretel: Elemento onde fica armazenada a linha, deve ser observado a quantidade e especificação da linha a ser usada no molinete (por exemplo 100 metros de linha 16 a 30 lb´s).
Manivela: Serve para tracionar ou liberar a linha (girando à direita ou esquera), a maioria dos molinetes podem usar a manivela à direita ou esquerda.
Trava: Impede o movimento de liberar a linha perparando o equipamento para a fisgada (geralmente fica na parte traseira do equipamento).
Fricção: Regula a força a partir da qual o equipamento libera a linha do carretel, mesmo com a trava acionada.
Haste: Elemento mecanico que dá sustentação e fixa o equipamento a vara.
Pick-up: Haste metálica em meio circulo que guia a saída da linha do carretel.
PRÓS E CONTRAS
Elevada facilitadade no manejo proporcionando bons arremesos a distâcias menores que as carretilhas. Excelente para o uso de iscas leves e em dias de ventos fracos a moderados.
Devido ao mecanismo mais delicado que as carretilhas não é recomendado para peixes maiores, menos precisão nos arremesos e maior desgaste da linha e passadores são as maiores desvantagens do molinete.
CLASSIFICAÇÃO
A principal classificação dos molinetes é quanto à resistêcia da linha a ser utilizada no equipamento.
Leve - linhas de 2 a 8 lb
Média - linhas de 10 a 12 lb
Pesada - linhas de 14 a 20 lb
Extra-pesada - linhas acima de 20 lb
Outro item importante a ser observado na especificação de um molinete é o "gear" ou relação de recolhimento geralmente informada da seguinte forma - 5:1 (a cada volta da manivela o carrettel gira cinco vezes).
MANUTENÇÃO:
Sempre que terminar de usar o equipamento trave a fricção e lave em agua corrente esfregando com uma escova macia e fina (não use sabão), dê atenção especial ao pick-up e manivela onde se acumulam areia e barro com mais facilidade. Em seguida enxugue bem com um pano seco e limpo
Depois de lavar se não for usar o equipamento por um longo tempo deve lubrificar as partes móveis com óleo para máquinas tipo "singer" e vaselina branca em pasta.
ABASTECER COM LINHA:
Quando for abastecer o carretel do equipamento com linha, tome o cuidado de fazer o carretel girar sobre o seu eixo de forma que a linha não entre torcida. Tome cuidado para não encher demais, deixando um pequeno espaço vazio pois à medida que a linha sai e volta ao carretel acaba ocupando um volume maior.
REGULANDO A FRICÇÃO:
Para preservar a linha, a vara e o molinete é importante regular adequadamente a fricção. A regulagem mais recomendada é de 1/4 da resistência da linha ou da vara (a que for menor), mas cada um define o seu padrão desde que não ultrapasse os limites de resistência da linha, da vara ou do molinete.
Monte o molinete na vara, abasteça com a linha e prenda a ponta a um dinamômetro ou balança. Puxe a linha (girando a manivela) até a fricção começar a liberar o movimento do carretel, verifique a indicação da balança e em seguida ajuste corretamente movendo o botão da fricção para a direita ou esquerda.
fonte: http://pescanautika.com.b
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Faça você também


sábado, 25 de julho de 2009
FLY FISHING: PESCA COM MOSCA

| A pesca com mosca é uma das mais antigas formas de pesca esportiva. Antes do molinete e da carretilha, já se pescava com moscas, logicamente com materiais muito diferentes dos que utilizamos hoje em termo de tecnologia Na pesca com mosca em vez da isca, é a linha que é arremessada, sendo assim, o balanceamento do material é de suma importância para um bom arremesso. A vara, linha, carretilha e isca devem ser compatíveis entre si. Para isso, a AFTMA (American Fishing Tackle Manufactures Association) criou um código comercial para identificar as categorias que pertencem uma determinada linha para fly e consequentemente baseado nela escolhemos o resto da tralha. | ||||||||||
FLY FISHING - PESCA COM MOSCA | ||||||||||
LINHAS PARA PESCA COM FLY Outra característica é seu formato que são: LEVEL - símbolo – L Linha de diâmetro uniforme, não é recomendada para pesca de peixes que se assustam facilmente | ||||||||||
DOUBLE-TAPER- símbolo - DT Tem o mesmo perfil nas duas extremidades. É mais usada paralinhas de pouco peso | ||||||||||
WEIGHT-FORWORD- símbolo – WF Tem seu peso mais concentrado na frente. É indicada para arremessos com iscas volumosas. É a mais utilizada, além de ser a mais indicada para | ||||||||||
SHOOTING TAPER – símbolo- ST É a linha usada para arremessos longos. É ligada a um monofilamento ou a uma running line, que nada mais é que uma linha level de pouco peso. Seu tamanho é em torno de 9,0 metros. | ||||||||||
As linhas de fly possuem ainda as características de serem: 1 - FLUTUANTES - símbolo - F (FLOATING) 2 - QUE AFUNDAM - símbolo – S (SINKING) 3 - FLUTUANTES E QUE AFUNDAM - símbolo- F/S (FLOATING/SINKING), também chamada de SINKING TIP.A partir desses dados, toda linha possui um código de apresentação. Como exemplos: WF-8-F WF – formato “weight forward”/ 8 – peso / F – flutuante DT-6-S DT- formato “double taper”/ 6 – peso / S- sinking, que afunda. | ||||||||||
VARASAssim como as linhas de fly, os caniços utilizados nesta modalidade também respeitam características bem específicas. Para cada peso de linha existe um caniço apropriado. Uma linha de peso 8 deve ser arremessada com uma vara para linha 8, uma linha de peso 6 deve ser arremessada por um caniço para linha 6 e assim por diante.Normalmente no corpo da vara vem escrito o tamanho da vara em pés e a linha indicada para ela. | ||||||||||
Na pesca do tucunaré, os conjuntos mais indicados vão do 7 ao 10 ou seja: - Linha 7/ vara - Linha 8/ vara 8 - Linha 9/ vara 9 - Linha 10/ vara 10 O comprimento da vara é medido em pés ( 1 pé = 30,48 cm ) e normalmente são de 8 a 9 pés (para pesca do tucunaré). DIFERENTES AÇÕES DAS VARAS Fig 1 – Ação lenta : Curvatura progressiva, praticamente em toda a extensão, do cabo para ponta. Fig 2 – Ação média : A maior parte da curvatura, da metade para cima. Fig 3 – Ação rápida: No arremesso, curva-se a parte da ponta ( cerca de ¼ do comprimento | ||||||||||
CARRETILHAS PARA FLYA função da carretilha para fly é armazenar linha, ela não interfere no arremesso. Além de armazenar a linha, outra função da carretilha é a de contrabalançar o conjunto vara/linha/carretilha. Caniços maiores necessitam de carretilhas mais pesadas. Comercialmente, encontra-se basicamente três versões: - Ação simples: são as mais usadas, possuem uma ação de giro1:1, ou seja, uma volta da manivela corresponde a uma volta no carretel. - Ação múltipla: possuem relação de giro 2:1. - Automáticas: recolhem a linha automaticamente, sendo raramente usadas. | ||||||||||
BACKINGÉ comum usar uma linha feita normalmente de dracon, atada ao final da linha de fly. O backing tem as seguintes funções: 1- Fornecer linha extra para o caso de se fisgar um peixe grande. 2- Encher o carretel. 3- Evitar que a linha de fly fique muito enrolada em anéis estreitos, o que ocasionaria memórias na linha. LIDER É geralmente uma linha de monofilamento, que liga a mosca à linha de fly. Tem a característica de afilar de diâmetro à medida que se aproxima da mosca. A principal função desse afilamento, é fazer com que a mosca caia na água de uma forma mais natural. Para a pesca de peixes que não se assustam facilmente com barulhos, como o tucunaré, podemos usar simplesmente uma linha de monofilamento com o mesmo diâmetro, para peixes mais ariscos, é interessante usarmos o afilamento. O leader se divide em três partes: Butt, a parte mais grossa, Taper, que é a parte que vai afinando e tippet , que é onde amarramos a isca. Exemplo de leader para matrinxã: Líder com 9 pés ( 2,70m) com tippet 0,35mm. 81 cm de linha 0,60 mm 71 cm de linha 0,50 mm 41 cm de linha 0,45 mm 30 cm de linha 0,40 mm 51 cm de linha 0,35 mm As linhas são emendadas por um nó que veremos mais adiante. Existem no mercado linhas próprias para líderes com diâmetros muito próximos entre si. ISCAS As que imitam insetos: Usadas na pesca de pequenos peixes: | ||||||||||
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As que imitam alevinos, rãs: - - Streamers - - Poppers - Bucktail | ||||||||||
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MONTAGEM DO EQUIPAMENTO Nó 1 usado para atar o backing à carretilha Nó 2 usado para atar o backing à linha de fly Nó 3 usado para atar o líder à linha de fly Nó 4 usado para atar o tippet ao leader Nó 5 usado atar a mosca fonte: http://portalamazonia.locawe.com.br/sites/pescaamazonia |
domingo, 12 de julho de 2009
Mapa do IBGE mostra onde estão os 238 peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção

Encerrando o projeto de divulgação dos mapas da fauna brasileira ameaçada de extinção, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) lança um mapa que localiza pela primeira vez, no território nacional, as 238 espécies e subespécies de invertebrados aquáticos e peixes que correm risco de desaparecer, segundo a Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), publicada em 2004.
Apresentado na escala de 1:5.000.000 (em que 1 cm corresponde a 50 km de território), o mapa "Fauna Ameaçada de Extinção:
Invertebrados Aquáticos e Peixes - 2009" pode ser adquirido por R$ 15 nas livrarias do IBGE em todo o país e também na loja virtual do instituto, pelo site www.ibge.gov.br, onde é possível ainda acessar e baixar o mapa gratuitamente, tanto por meio do link “Mapas”, na seção “Canais”, como na área destinada a “Geociências”.
O mapa de invertebrados aquáticos e peixes ameaçados completa a série iniciada pelo IBGE em 2006 e que inclui um mapa específico para as aves; outro para mamíferos, répteis e anfíbios; e um mapa de insetos e outros invertebrados terrestres, totalizando 632 espécies de animais que podem entrar em extinção caso nada seja feito para preservá-las.
Das 238 espécies e sub
espécies ameaçadas que o mapa mostra, 79 são invertebrados aquáticos - como estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar, anêmonas-do-mar - e 159 são peixes de água doce e salgada - a exemplo de alguns tubarões, cações, raias, peixes-serra, pacus, barrigudinhos, vermelhos, bagres, cascudos e lambaris. Esses animais foram catalogados pelo Ibama pela primeira vez em 2004, e o maior número deles ocorre nos estados de São Paulo (86), Rio de Janeiro (76), Rio Grande do Sul (55), Bahia (51) e Paraná (43). Dentre as espécies relacionadas no mapa, 41 (6 invertebrados aquáticos e 35 peixes) se encontram em estado mais crítico de perigo de extinção. É o caso do marisco-do-junco, do ouriço-do-mar-irregular, do cação-bico-doce e do surubim, entre outros.
Os invertebrados aquáticos são pouco conhecidos e estudados; muitos deles vivem no fundo do mar e não se locomovem, por isso são difíceis de serem vistos no dia-a-dia, e alguns não possuem sequer um nome popular. Já os peixes são mais conhecidos e estudados e se encontram em número maior. A destruição dos habitats naturais é um dos principais fatores que aceleram o processo de extinção desses animais, ao lado de outros, como a poluição das águas, a sobrepesca, a pesca esportiva, o comércio de peixes ornamentais etc.
O mapa de invertebrados aquáticos e peixes ameaçadosé ilustrado com desenhos dos animais e fornece, como pano de fundo, informações sobre vegetação primitiva, área antropizada (modificada pelo homem) e delimitação dos biomas. Na legenda estão os nomes das classes, ordens e famílias a que pertencem as espécies, bem como seus nomes científicos e populares, categorias de ameaça (criticamente em perigo, em perigo e vulnerável) e distribuição geográfica.
Os estudos sobre a fauna ameaçada de extinção vêm sendo realizados pelo IBGE desde o fim dos anos 1980, fundamentalmente com base nas listas do Ibama e complementados por informações levantadas em diferentes instituições de pesquisas e na literatura especializada. Os estudos produzem informações que são armazenadas no banco de dados dos cadastros de fauna, que, por sua vez, gera os mapas. Ao divulgar espacialmente o estado atual de preservação da fauna, o IBGE contribui na orientação de possíveis programas de recuperação das espécies ameaçadas e no despertar da consciência ambiental.
Colaboração Oswaldo Neves
terça-feira, 7 de julho de 2009
COMO FAZER A SOLTURA DE PEIXES

PORQUE SOLTAR OS PEIXES Os mananciais para a pesca são finitos e atualmente sofrem uma pressão cada vez maior. Diminuíram os números de várias espécies importantes aos pescadores; como conseqüência, foram estabelecidas normas para a pesca - normas que abrangem desde o tamanho dos viveiros, peso e medida dos peixes, temporadas para o defeso até , como em alguns casos, a proteção total às espécies. Como resultado, os pescadores pescam peixes que, por exigência da lei, devem ser imediatamente devolvidos à água. Outrossim, já se tornou comum soltar alguns peixes que, mesmo com permissão legal, poderiam ser sacrificados. A filosofia da pesca esportiva vem mudando a ênfase da captura e morte do peixe para a colocação do tag (placa de identificação) e soltura. Os benefícios da soltura de peixes vivos são amplamente reconhecidos. Os peixes que são soltos podem sobreviver para serem capturados mais tarde, quando estiverem maiores. Eles também continuam a procriar, melhorando a população da espécie a longo prazo. Vários estudos sobre pesca em água doce mostram que a maioria dos peixes sobrevive depois do pesque e solte (catch & release). O número mais modesto de trabalhos sobre as espécies marinhas também mostra que existe um elevado índice de sobrevivência para peixes de água salgada. Mais de 75 por cento de pequenos snappers pegos durante os torneios de pesca organizados pelo NSW FISHERIES/Austrália sobreviveram a longo prazo, depois do pesque & solte. A alta incidência de recapturas entre os peixes esportivos marinhos com placas de identificação (tag) é outra indicação dos excelentes índices de sobrevivência entre os peixes que foram soltos.
SOBREVIVÊNCIA APÓS O FERIMENTO DO ANZOL
O local e a severidade do ferimento causado pelo anzol obviamente exercem uma importante influência no que se refere à sobrevivência do peixe. Os peixes fisgados pelas guelras ou pelas entranhas têm menores chances de sobreviver do que aqueles fisgados mais superficialmente. Entretanto, mesmo os peixes fisgados mais fundo poderão sobreviver se a linha for cortada e o anzol deixado no lugar. Já foi demonstrado que a remoção do anzol reduz dramaticamente as possibilidades de sobrevivência dos peixes. O tipo de equipamento usado pelo pescador pode influenciar na sobrevida do peixe. Muitos estudos mostram que os peixes pegos com iscas artificiais ou moscas artificiais são feridos mais superficialmente no queixo ou na boca e têm maior probabilidade de sobreviver do que os peixes fisgados com iscas naturais.
SOBREVIVÊNCIA AO PESQUE E SOLTE (CATCH & RELEASE)
Os peixes ficam estressados como resultado da captura e manipulação. Esse stress afeta a química do seu sangue. E causa um aumento da produção de hormônios relacionados ao stress - um aumento de ácido láctico e uma mudança nas concentrações de hemoglobina, glicose e sais. O resultado pode ser a morte, na hora ou mais tarde. A quantidade de stress que um peixe pode tolerar é influenciada por sua condição e pelo ambiente. Por exemplo, alguns peixes de água doce têm menos possibilidades de sobreviver se pescados em água quente do que em água fria. Como o stress leva tempo para ocorrer e em sendo seus efeitos cumulativos, ele pode ser reduzido se o pescador pegar e soltar o peixe rapidamente, manipulando-o o mínimo possível. Se um equipamento pesado for utilizado pelo pescador , os peixes não ficarão cansados antes de serem embarcados e soltos. Um efeitos mais danosos do stress é a redução da resistência do peixe às doenças infecciosas. Infeções por fungos ou bactérias são certamente causas de muitas mortes depois das solturas. A manipulação rude ou violenta aumentará o dano ao peixe e criará uma chance maior de infeção. Como a pele do peixe é fácil de se machucar, deve ser evitada a todo custo a manipulação que cause ou estimule uma perda de escamas ou que prejudique as células produtoras de muco .
PEIXES DE ÁGUAS PROFUNDAS
Os peixes pegos em águas profundas sofrem dos mesmos problemas do que aqueles que nadam na superfície. Assim que um peixe é trazido para a superfície da água, os gases dentro dele ficam sujeitos a uma pressão menor e consequentemente se expandem. Isto causa um sério sangramento e produz a formação de grandes bolhas de gás no coração, veias, guelras e cérebro. Diferentemente de peixes de superfície, alguns peixes têm o problema adicional da expansão do gás na bexiga natatória. A bexiga natatória é uma bolsa cheia de gás, que permite aos peixes manterem neutro o seu poder de boiar em diferentes níveis da água . Muitos peixes não possuem forma de expelir o gás para fora da bexiga e podem somente remover o excesso de gás através da sua difusão no sangue. Este lento processo de difusão do gás restringe a velocidade pela qual o peixe pode realizar o movimento da água profunda para a de superfície. Assim que o peixe é trazido à superfície pelo pescador, o gás, em rápida expansão na bexiga natatória, comprime os seus órgãos internos e às vezes força as suas entranhas em direção à boca. Ainda que menos prejudicial ao peixe do que os outros efeitos da despressurização, essa super-expansão da bexiga pode geralmente impedir que o peixe retorne às águas profundas, onde os gases podem retornar aos seus volume e solubilidade originais. Esse peixe certamente vai perecer se for deixado boiando na superfície da água, incapaz de submergir. A remoção do excesso de gás das bexigas natatórias dos peixes originários de águas profundas pode enormemente aumentar as suas chances de sobrevivência. Isto pode ser feito alfinetando-se a bexiga natatória através do corpo do peixe com uma agulha hipodérmica ou com uma ponta afiada. Esta é uma forma muito eficiente de garantir a sobrevivência da espécie, e geralmente usada quando os peixes estão sendo coletados para programas de reprodução e para destinação a aquários. A bexiga natatória e o peritônio podem resistir à pressão do gás em expansão por apenas um curto período de tempo. Por este motivo, o gás em excesso deve ser removido tão rapidamente quanto possível de modo a impedir a ruptura da bexiga. O tecido que se expande para fora da boca de um peixe inchado é geralmente proveniente do estômago que foi deslocado pelo gás expandido dentro bexiga natatória. A perfuração desse tecido não solta os gases da bexiga natatória e nem ajuda o peixe a retornar a sua profundidade original.
AUMENTO DOS ÍNDICES DE SOBREVIVÊNCIA DOS PEIXES SOLTOS
Pescadores bem sucedidos vêm desenvolvendo habilidades refinadas que os fazem fisgar diferentes tipos de peixes. Da mesma forma, eles podem desenvolver habilidades para soltar, com sucesso, os peixes ainda vivos. As orientações a seguir poderão ajudar nessa aprendizagem. Luta com o Peixe - Traga o peixe para fora tão rapidamente quanto possível, mas tenha a certeza de que esse peixe não esteja num estado ainda muito vigoroso que vá fazê-lo se machucar (ou machucar você) durante a luta ou a soltura. - Um peixe cansado em decorrência de uma longa briga a partir de equipamento leve pode sofrer um maior stress do que um peixe pego através de equipamento pesado, e pode ter menores chances de sobrevivência. Retirada do Anzol e Manipulação - Amasse as farpas dos anzóis ou use anzóis simples ao invés de garatéias em iscas artificiais - isso fará com que a retirada do anzol seja muito mais fácil. (Anzóis sem farpas são certamente muito mais fáceis de tirar de pescadores fisgados !) - Quando possível, evite tirar o peixe fora da água , e retire o anzol e solte-o rapidamente. - Um alicate desentranhador de anzol pode ser útil para retirar anzóis da garganta, mas não tente retirar um anzol das entranhas ou guelras - corte a linha. Os poucos centavos que se gasta para comprar um anzol valem muito menos do que matar um peixe. - Se o peixe tiver que ser embarcado e não houver perigo de ferimentos, é melhor levantá-lo com a mão molhada. A mão embaixo e transversal ao corpo de muitos peixes permite que eles sejam levantados sem nenhum perigo. Peixes sem dentes (como o bass Australiano) podem ser levantados segurando-se o queixo inferior, mas somente quando o pescador colocar o peixe verticalmente. Se segurá-lo horizontalmente, poderá machucar a boca e o pescoço. - Se o peixe tiver que ser pego numa rede do tipo passaguá , uma rede feita de material leve sem nós vai causar menos ferimento do que as redes tecidas de propileno, que causam danos consideráveis à pele, podendo cegar o peixe por criarem cicatrizes nos seus olhos. - Se o peixe for colocado no chão para medida ou fotografia ou ainda a própria retirada do anzol , prefira uma superfície macia, molhada ao invés de superfície grossa e seca, que pode causar danos à pela do peixe. O ato de cobrir os olhos de um peixe pode acalmá-lo rapidamente. - Se o pescador for levar somente alguns peixes para casa , deverá selecionar aqueles que estiverem sangrando nas guelras ou que foram fisgados pelas entranhas ; deve-se soltar aqueles que foram fisgados mais suavemente e que, por isso mesmo, têm maiores chances de sobrevivência. Soltura - Os peixes podem ser seguros horizontalmente dentro da água e movidos para frente e para trás por um pequeno período de tempo de modo a fazê--los ganhar o devido equilíbrio antes da soltura. - Evite soltar o peixe nas margens rasas e quentes dos lagos e estuários se águas mais fundas e frescas forem acessíveis. - Os peixes provenientes águas profundas têm mais chances de sobreviver se forem rapidamente devolvidos à água. Esvaziamento a Bexiga Natatória - Deve-se rapidamente retirar o gás da bexiga natatória dos peixes inchados, provenientes de águas profundas. - O tamanho da bexiga natatória varia entre as espécies, mas ela geralmente está localizada ao longo do topo da cavidade da entranha, logo abaixo do espinhaço. Ela geralmente se coloca em paralelo com a parte mais alta da base da nadadeira peitoral e logo à frente da metade do corpo do peixe. - A bexiga natatória é melhor esvaziada enfiando-se uma agulha hipodérmica bem longa(disponível em as farmácias ou veterinárias) ou algo pontiagudo (por exemplo, uma faca de filetar ou agulha de isca artificial) enfiado entre as escamas, daí para baixo pelo lado do peixe e para dentro da bexiga natatória. - Se o pescador não acertar a bexiga na primeira vez, deve tentar o procedimento de novo mesmo porque o ferimento causado pelo pequeno furo se cicatriza rapidamente. - Às vezes o pescador vai precisar expelir o gás da bexiga natatória apertando gentilmente o estômago do peixe. Assim que a bexiga for esvaziada, retire o objeto pontiagudo e enfie imediatamente o peixe, de cabeça, na água.
REDUÇÃO DO IMPACTO NOS ESTOQUES DE PEIXES
Lamentavelmente, mesmo quando os peixes são soltos com muito cuidado e habilidade, ainda existe risco de sacrificá-los. Dessa forma, é sempre melhor pescar a quantidade certa de peixes, conforme um planejamento prévio. O pescador pode à vezes evitar fisgar peixes abaixo da medida e para tal deve mudar de ponto ou aumentar o tamanho do anzol. A mudança de equipamento, iscas ou locais pode também permitir que o pescador pesque diferente espécies quando o seu viveiro estiver cheio de peixes de uma só espécie. Lembre-se : pesque por prazer - pesque para o futuro.
fonte: http://www.malima.com.br
domingo, 14 de junho de 2009
Carretilhas - Conheça e arremesse sem cabeleiras
Conheça sua carretilha e arremesse sem cabeleiras
Veja abaixo os dois tipos de carretilhas, sendo os de perfil alto e baixo.
Carretilha Perfil Alto (Redondo)
Carretilha Perfil Baixo (Anatômico)
Uma série de fatores podem diferenciar as carretilhas em relação aos arremessos e são dois os cuidados necessários para um bom arremesso com carretilhas:
1-Saber utilizar todos os pontos da carretilha, onde se faz as diversas regulagens para o arremesso e a regulagem da fricção que é o conjunto que protege o seu equipamento contra ruptura (carretilha, linha e vara).
2-Saber arremessar de forma correta utilizando todo o potencial do seu equipamento.
Freio Mecânico
Este item é responsável pela regulagem no início do arremesso. Ela é feita através da porca calota, que mecanicamente aperta a ponta do eixo do carretel deixando o seu giro mais solto ou travado, regulando o peso da isca.
Para o pescador com pouca experiência no uso de carretilhas, a regulagem é feita da seguinte forma:
-Montado o equipamento (vara, carretilha, linha e isca), deixe a vara na horizontal, na altura dos ombros, feche totalmente o freio mecânico e destrave o carretel. A isca deve ficar perto da ponteira da vara, pois o freio está fechado. Solte vagarosamente o freio mecânico até que o carretel gire e a isca desça suavemente até o chão/água. Para uma regulagem perfeita, quando a isca tocar o chão/água, o carretel deve parar de girar.
Desta forma o arremesso vai ser mais curto, porém com menor possibilidade de fazer cabeleiras. Com muito treino e adaptação ao equipamento, pode-se soltar o freio mecânico deixando o carretel totalmente solto, possibilitando um arremesso bem mais longo. Nesse caso o controle do freio é feito com o dedo polegar sobre o carretel.
Freio Magnético
O freio magnético tem um conjunto de magnetos (imãs) que atuam no carretel. Os imãs são fixos na tampa lateral da carretilha. Um botão lateral posicionado do lado oposto da manivela de recolhimento e numerado de 0 a 10, regulam o freio.
Quanto mais próximos do 10, mais imãs atuam no carretel e mais preso fica. E quanto mais próximo de 0(zero), mais livre ficará o carretel.
Para regular, posicione o freio magnético na posição 10(mais presa) e inicie os arremessos abrindo um ponto de cada vez até encontrar o ponto ideal para arremessar bem e sem cabeleiras.
Este freio é muito útil para arremessar contra o vento.
Freio Centrífugo
Os freios centrífugos funcionam da mesma forma que os magnéticos, porém, tem mais precisão e são de mais difícil acesso, pois ficam no interior da carretilha.
Esse sistema de freio é acionado durante o arremesso, evitando que o carretel gire mais do que a saída de linha, evitando a cabeleira.
Mostraremos abaixo 3 exemplos de carretilhas com 2, 4 e com 6 buchas.
São eixos radiais presos ao conjunto do carretel. Nestes eixos são colocados pesos(buchas). No arremesso, com o alto giro do carretel, estes pesos são jogados contra uma calota(aro) e por atrito vai freando o carretel controlando a saída da linha.
Em uma carretilha com 4 buchas você pode deixar por exemplo 3 buchas fechadas e uma aberta, ou deixar totalemnet aberta para um arremesso amsi solto ou fecha-la por completo fazendo todo o trabalho dos freios no arremeso. Essa regulagem depende do conhecimento e da facilidade de arremessod e cada um. Aconselho a começar com os freios fechados e depois com o tempo vá abrindo um a um.
Fricção
É um dispositivo de regulagem da compressão do carretel que permite liberar a linha com a pressão desejada. Com a linha muito solta o peixe tem facilidade de levar muita linha e enrosca-la; E com a linha muito presa, pode-se rompe-la logo nas primeiras corridas do peixe.
Essa regulagem vai variar de acordo com a linha ou com o tipo de pescaria. O ideal é regular a fricção em ¼ da capacidade da linha, ou seja, em uma linha com resistência para 20kg, regula-se a fricção em 5kg.
Regulagem: Com a ajuda de seu parceiro, engate o anzol/garatéia em uma balança pequena e comece a puxar a vara lentamente. O ponto em que a linha deve começar a ser liberada da carretilha deve estar próximo a ¼ da resistência da linha, nesse caso, na balança deve marcar 5kg.
Se a linha for liberada antes de 5kg, a fricção está muito aberta. Se ultrapassar o peso, a fricção está muito fechada.
Ex.:
Resistência da linha = 20kg
Regulagem da fricção = ¼ = 5kg
fonte: www.nelsonnakamura.com.br
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Compra de motor de popa usado

Todos os pescadores amadores têm como sonho, comprar seus próprios barcos e carretas. Porém, não são todos que podem investir num conjunto novinho em folha. Então a única saída é comprar tudo usado. Exatamente aí começam os problemas. O barato pode sair caro, se você não tiver cuidado.
Muitas vezes, um motor pode até ter poucas horas de uso, ou então ser de fabricação recente. Entretanto, isso não garante que ele esteja em ótimas condições de uso. Infelizmente, os motores de popa considerados pequenos (entre 4 HP e 25 HP) não saem de fábrica com contagiros nem com marcador de tempo de uso. Devemos, então, acreditar naquela frase conhecida? “Esse motor não tem nem 20 h de uso, não useis nem seis tanques. Tá com duas pescarias”. Difícil não é? O que fazer nessa hora?
O desgaste de um motor de popa é muito diferente de um carro. Diversos fatores fazem com que ele sofra muito mais que um veículo normal.
Desgaste
- Geralmente, os motores ficam de um a três meses parados. Isso quando não ficam mais tempo. Por esse motivo, os pistões, além de outros componentes, ficam sem lubrificação. Quando você volta a usá-lo, seguramente, a primeira partida será com o motor ressecado, até que cheque as primeiras gotas de gasolina com óleo. Os fabricantes recomendam que em grandes período de armazenamento do motor, deve-se tirar as velas e pulverizar um lubrificante no orifício onde elas ficam. Pode-se utilizar o próprio óleo que você mistura com a gasolina, TCW-3 ( o óleo cairá direto nos pistões, permitindo um armazenamento mais seguro). Depois disso, recoloque as velas para guardar o motor.
- 90% dos pescadores, pesquisados, utilizam o motor em alta rotação. Ou seja, quem agüenta se deslocar de um ponto de pesca para o outro com o motor em meia aceleração ou um pouco mais? Isso só ocorre quando estamos num rio onde é impossível navegar com o motor aberto (termo usado quando estamos em máxima aceleração do motor). Imagine ter um carro em que você “cola” o acelerador até o fundo sempre que sai de casa. Pois é, a gente deixa o motor parado em tempão. Depois, quando o usa, exige tudo dele.
- O fato de ter de misturar o óleo com a gasolina, às vezes faz com que cometamos erros básicos carregando o tanque de combustível de óleo e mais ou a menos. A princípio, pouco óleo resulta em baixa lubrificação dos pistões. Com certeza, eles se desgastarão em muito menos tempo que o esperado. Se a falta de óleo for muita, o motor pode fundir com poucas horas de uso. No caso contrário, se colocarmos mais óleo que o necessário, as velas podem encharcar. Os prejuízos não são grands, porém, pode ser difícil ligar o motor com as velas encharcadas. Em algumas ocasiões, ele pode até morrer em funcionamento, se houver exagero na proporção óleo/gasolina. Além disso, a pessoa de quem você está comprando o motor pode não ter tido o cuidado de utilizar óleos compatíveis com as especificações dos fabricantes (o óleo TCW-3).
Mesmo assim, não se deve descartar a hipótese de se comprar motor, barco e carreta usados. Mas os compradores devem ter alguns cuidados para adquirir seus conjuntos.
Se puder, compre tudo novo. Hoje em dia, além dos consórcios, existem financiamentos com taxas relativamente baixas e prazos de pagamentos longo. Caso a única possibilidade seja mesmo partir para um conjunto usado, leia as dicas a seguir:
Motor
- Procure comprar em uma loja do ramo que ofereça garantia sobre as condições do produto. Dê preferência aos revisados pela loja e que possam sair com nota fiscal e uma garantia por escrito, mesmo se for de 30 dias. Caso sua opção seja adquirir de um particular, procure alguém conhecido, especialmente aquele amigo que pesca com você. Assim você saberá os cuidados que ele tem com a máquina.
- Teste o motor em funcionamento e tente ouvir se não existe nenhum barulho estridente em alta rotação.
- Verifique se a água sai normalmente pelo vigia do motor (orifício próprio de escape de água do sistema de refrigeração). Se isso não ocorrer significa que o rotor da bomba d’água pode estar danificado e fatalmente o motor poderá superaquecer danificando-o bastante. Isso se já não ferveu.
- Depois de aquecê-lo por uns 10 minutos, procure fazê-lo funcionar pelo menos mais 10 minutos engatado e em alta velocidade em um tanque com água. Nessas condições, os problemas podem aparecer mais facilmente.
- Se possível, peça para desmontar a rabeta e verifique o estado de suas engrenagens e do eixo principal.
- Averigue o estado externo da rabeta. Marcas fortes de batidas significam pouco cuidado com o equipamento.
- Se tiver oportunidade, teste-o em uso com barco durante pelo menos 2 h. À vezes, os testes em tanques podem não ser suficientes.
- Faça o possível para testar o motor com a presença de um mecânico especilializado na marca que você está adquirindo.
- Levante a procedência do motor. Descubra o último dono para perguntar sobre o uso geral do motor quando em seu poder.
- Procure obter a nota fiscal original do motor. Se for um pouco antigo, isso poderá ser difícil, mas é importante tentar conseguí-la.
Esses procedimentos podem diminuir o risco de se comprar um motor em más condições, mas não garante que estejamos comprando um motor em ordem. Como já foi citado, o ideal é comprar um motor novo. Uma máquina 0 km, bem cuidada, pode ser sua companheira de pesca pelo resto da vida, sem ter de pensar na troca.
Barco
- Compre um barco compatível com seu motor. Normalmente, os barcos apresentam, em seu documento ou em uma plaqueta de identificação neles fixada, a capacidade máxima de motor que deve ser utilizado, assim como a capacidade máxima de carga e lotação de pessoas.
- Teste-o na água para verificar se não existem grandes vazamentos ou trepidações, em movimento.
- Defina qual tipo de pescaria você realizará com mais freqüência (rio, represa ou mar). Existem barcos
com fundo em V ou fundo chato. Tipo chata, semichata ou tradicional.
- Qualquer tipo ou tamanho de barco deve ser registrado na Capitania dos Portos. Por isso, exija os documentos originais do barco para poder transferi-lo em seu nome.
- É necessário o porte de seguro obrigatório da embarcação.
Carreta
- Compre uma carreta no tamanho ideal para seu barco.
- Assim como os automóveis, elas precisam de documentação própria.
- Possuem números de chassis e têm de ser licenciadas todo ano. São isentas somente de IPVA e seguro obrigatório.
- Verifique a tonelagem máxima de carga que ela suporta.
- Evite ao máximo usar pneus gastos.
- Peça a seu despachante de confiança para verificar a regularidade da documentação da carreta, inclusive fazendo vistoria antes de comprá-la.
- Dê muita importância à parte elétrica da carreta. Normalmente, a Polícia Rodoviária é mais exigente com o bom funcionamento das setas, lanternas e luz de freio da carreta do que do próprio carro. O que está correto, pois é muito mais arriscado dirigir “arrastando” uma carreta.
Dicas complementares
Para pilotar um motor de popa, é obrigatório portar Carteira de Arrais. Documento equivalente ao da carteira de motorista só que para rios e represas. Existem cursos de uma semana para se habilitar.
Veja matéria pública no blog Mestre arrais
