quinta-feira, 3 de maio de 2012

Tucunaré é recorde em pesca esportiva no Castanhão

Rômulo Patrick mostra tucunaré pesando 11,8kg, antes da devolução ao açude

A pesca esportiva ajuda a combater a ação predatória nos açudes do País e do Ceará, como o Castanhão


Jaguaribara Pesque, fotografe e solte. E no meio disso a emoção de fisgar o peixe e lutar com ele, mas sem feri-lo e ainda deixar que vá embora. É dessa forma que há quase dez anos o Açude Castanhão, o maior reservatório hídrico do Ceará, está despontando como um dos principais celeiros da pesca esportiva no Brasil. Um tucunaré pesando 11,880kg, ou seis vezes o peso normal, foi fisgado nas águas do açude e está chamando mais a atenção para a pescaria esportiva que tem atraído praticantes de outros Estados e ajuda a combater a pesca ilegal e predatória. É um recorde nacional fora da bacia amazônica. O reservatório também é o principal polo econômico-pesqueiro de tilápia no Estado do Ceará.

A onda de tucunarés gigantes está virando uma febre nas águas do Castanhão. Pescadores esportivos de São Paulo, Minas Gerais e até Paraná estão vindo ao Ceará passar de três a quatro dias concentrados num barco à espera da fisgada perfeita.


O Castanhão é polo produtivo de pescados, especialmente tilápia,
 criada em cativeiro. O Ceará é o maiior produtor nacional deste peixe
Foto Rodrigo Carvalho

O peixe de água doce que, mesmo tendo uma vida sedentária, quando avista uma presa, só descansa quando a alcança, duela com o pescador e sua isca artificial é abocanhada. Ele mexe a cabeça, dá saltos na água e, cansado de lutar, é levado para o barco e erguido pelas mãos do pescador como quem levanta um troféu. De fato o é.

O "medalhão" de escamas é fotografado e, em seguida, para alívio do próprio peixe, devolvido à água. Estava se encerrando o turno da pescaria, com a fisgada de alguns tucunarés pequenos e médios, quando antes de recolher os equipamentos o praticante Rômulo Patrick lançou a última vez o anzol na água.

A força de empuxo no anzol era grande o suficiente para saber que ali vinha um peixe grande, só não esperava que fosse o maior: o tucunaré de 11,880kg e aproximadamente 90 centímetros. Mal cabia nos braços. Era um grande irmão de outros tucunarés gigantes, com tamanhos entre 50 e 60 centímetros - os tucunarés do Castanhão tem tamanho médio de 40cm.

"Estou convencido de que é um recorde de captura de tucunaré fora da região amazônica. É um feito incrível para o pescador e um mérito sem igual para a região em que o peixe foi capturado. Isso é prova que temos um tesouro sem igual aqui no Ceará, que deve ser defendido por todos que amam a pesca esportiva", afirma Yuri Mamede, presidente da Associação dos Pescadores Esportivos do Estado do Ceará (Apeece).

A entidade existe há quatro anos e reúne 65 pescadores esportivos, principalmente de Fortaleza, que viajam pelo Interior atrás de aventura.

O tucunaré é um peixe interessante: alimenta-se de peixes adultos, filhotes, mas se o rio fica cheio e a água turva, ele ataca peixes pequenos para se defender e não para comer. De hábitos diurnos, nos lagos e açudes o tucunaré se alimenta próximo às margens, onde a água é mais fria. O peixe é comum na bacia amazônica, e foi parar no Castanhão com ação de depósito de espécies de alevinos pelo Dnocs. O fato de ser predador de muitos outros peixes levou o órgão federal a adotar o tucunaré para combater as piranhas que têm habitado o açude. O problema é sério e já foi tema na página de Bem-Estar Animal, do Caderno Regional.

A presença de piranhas tem afastado até mesmo as aves que têm a água doce como habitat parcial. O peixe é bastante arisco e corta linha de anzol e até rede de pesca. O gado que faz a travessia em trechos inundados pelo grande reservatório também são vítimas das piranhas, que mordem a teta das vacas.

A boca do tucunaré é cheia de membranas. As iscas são de garapeias. Quando o peixe abocanha a isca artificial, ele tenta comê-la por sucção, daí ela ficar presa em sua boca, mas sem feri-la como acontece com iscas perfuradoras. A Apeece divulga a prática o ano inteiro, tentando tornar o Ceará num polo da modalidade. A melhor propaganda é a frequência de tucunarés gigantes no Castanhão.

Reservatório assume destaque na piscicultura

O Castanhão foi criado para reserva hídrica do Ceará e como controlador de cheias. Mas da sua função de abastecimento humano pouco se imaginava que, em uma década, o açude colocaria o Ceará entre os maiores polos pesqueiros do País. Antes mesmo da pesca esportiva, a pesca comercial - especialmente de tilápia - desponta na região.

Hoje o Ceará é o maior produtor nacional de tilápia. Em todo o Estado, a produção desse peixe deve aumentar 50%, chegando a 30 mil toneladas.

Enquanto leem esta matéria provavelmente milhares de leitores aguardam ou já apreciaram peixe no almoço desta sexta-feira santa. Frito ou cozido, marinado (de molho de um dia para o outro) ou não, a tilápia é um dos principais pescados na mesa do cearense. E daqui diretamente para a mesa de outros Estados brasileiros. De cada 10 quilos de tilápia no País, dois são produzidos no Ceará, também o maior Estado consumidor dessa cultura. A produção de tilápia tanto desponta no Castanhão que movimenta outros segmentos da cadeia produtiva. Há dezenas de produtores de artesanato gerando renda, tendo como matéria-prima o couro da tilápia, para calçados e acessórios, como roupas e cintos.

Conforme dados da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), 60 açudes em 57 Municípios cearenses produzem a tilápia em cativeiro, por meio de tanques-redes.

E foi nesse contexto que o tucunaré gigante surgiu no Castanhão, até ganhar status de medalhão na pescaria esportiva. Foi depositado, com outras espécies de alevino, no leito do Açude Castanhão, que recebe as águas do Rio Jaguaribe, manancial que um tempo atrás brigou com o Nilo (Egito) o status de rio mais seco do mundo (em período de estiagem). E quando a "peste" de piranhas invadiu o açude e surpreendeu os produtores, o Dnocs encontrou no tucunaré um dos predadores naturais desse outro peixe que, embora menor, está prejudicando o equilíbrio da fauna e da flora no reservatório.

Um incidente ocorrido com o maior tucunaré já pescado no Castanhão é que o animal faleceu após a pescaria e sessão de fotografias. A própria associação de pescadores alimentou o peixe. De acordo com o praticante João Bezerra, o animal teria ficado muito tempo fora d´água, mas até o autor da pescaria, Rômulo Patrick, tentou, sem sucesso, ressuscitar o bicho.

Os tucunarés passaram a se reproduzir e, hoje, são facilmente encontrados nadando manso em águas jaguaribanas. Quando avista de longe uma possível presa se mexendo, tenta ir pelas sombras para não ser visto e realiza um ataque surpresa. Quando é surpreendido é pelos pescadores esportivos, que o fotografam e o devolvem à água.

No final do mês de abril acontecerá campeonato de pescaria esportiva no Açude Castanhão. O torneio é realizado anualmente e reunirá integrantes da Associação dos Pescadores Esportivos do Estado do Ceará (Apeece). Outro certame que acontece todos os anos ainda reúne mais pescadores esportivos. É o CastPesca, também nas águas do Castanhão.

Mais informações:

Pescaria esportiva no Açude Castanhão
João Bezerra
Telefones: (85)9947.8914
(85) 8826.2838
Melquiades Junior

Reporte

Fonte: www.diariodonordeste.globo.com

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ISCAS ARTIFICIAIS:

A pesca com isca artificiais é muito diferente da pesca praticada com iscas naturais. No caso de pesca com iscas naturais, o que se está praticando é uma pesca de espera, onde o peixe é atraído pela isca oferecida, através do odor e do paladar. Ao contrário, as iscas artificiais produzem uma pesca mais dinâmica, onde se tentará, com o trabalho (movimento) da isca, dar vida a uma isca feita de madeira, plástico ou metal, imitando um peixe em seu habitat natural. Com isto, exploraremos outros sentidos dos peixes, como a proteção dos filhotes, domínio territorial, instinto predador, reflexo, irritabilidade, competitividade e até curiosidade, fazendo com que ataquem as iscas artificiais por estes motivos. Assim, o movimento destas poderá simular um peixe em fuga, um peixe ferido ou então no caso de predadores como traíra, dourado, robalo, black bass, tucunarés ou outro peixes agressivos, imitar um peixe invasor no território destes predadores.
Com este trabalho realizado pelas iscas artificiais, outros fatores são determinantes no sucesso ou não deste tipo de pesca. Assim, a precisão dos arremessos tem importância relevante, tanto como atingir com a isca a região de caça do peixe (peixes predadores costumam caçar próximos às estruturas, sejam galhadas, troncos, pedras ou outros anteparos que servem como esconderijo).
As condições externas, como temperatura, variações climáticas e pressão atmosférica são fatores que podem definir o sucesso ou não de uma pescaria, isto sem falar em cor e altura das águas, que também são importantes. A adaptação do pescador à essas condições é um grande desafio que enfrentamos. Claro que não devemos esquecer que em pescaria não existe nenhuma regra incontestável. Mas, apesar disto, através de estudos e observações, podemos estabelecer certos critérios para a escolha do tipo de peixe objetivo, bem como o local e iscas que poderão ter sucesso em cada uma de nossas investidas.

O TRABALHO
As iscas artificiais possuem tipos de trabalho diferentes entre si. Basicamente são divididas em iscas de superfície, meia água, de fundo ou metálicas.

ISCAS DE SUPERFÍCIE:
As iscas de superfície são iscas que trabalham na superfície da água ou até cerca de 30 cm de profundidade. Elas aliam a emoção da pesca com o visual do ataque dos peixes às iscas. A pesca de superfície pode ser considerada das mais emocionantes. Além disto, este tipo de isca precisa que o pescador varie seus movimentos atraindo o predador.
Destacam-se neste grupo as seguintes iscas:


                                             
   Stick

                            
São iscas lastreadas na parte traseira. Quando paradas ficam na posição vertical ou inclinada e quando em movimento imitam o nado de um peixe ferido, que na natureza é a presa mais fácil.
Estas iscas, que não possuem ação própria, dependem muito da habilidade do pescador para lhe dar vida. Seu trabalho é efetuado de duas maneiras: pequenos toques de ponta de vara e toques pausados com pequenas paradas. Isto imita um peixe em agonia, provocando ataques espetaculares.
Seu trabalho fica muito prejudicado se estiver ventando no local onde estamos realizando nossos lances, pois a superfície da água estará agitada. Mesmo que o pescador tenha bastante experiência, a isca não irá trabalhar adequadamente.



 Sputinik e tipo Mirrolure (twichtwich):



São iscas que devem ser trabalhadas alternando pequenos impulsos com energia e repousos quando flutua na posição horizontal.




Popper


 Possui a cabeça chanfrada, semelhante a uma boca. Deve ser trabalhada com pequenos toques de ponta de vara, com intervalos durante o recolhimento, para imitar o ataque de pequenos peixes (o que desperta o instinto de competição dos predadores). Em águas claras, o trabalho deve ser suave; em águas turvas, deve-se ser mais enérgico, para acentuar o ruído produzido pela sua cavidade frontal.



 
Jumping Bait

 


As Jumping Baits são iscas em que o trabalho deverá imitar um peixe ferido em fuga, com pequenos toques de ponta de vara, realizando pequenos pulos. Daí o nome da isca. Entre as iscas de superfície, esta é a mais difícil de ser trabalhada. Este nado imita pequenos peixes em fuga, ou pequenos animais roedores e répteis.



Hélice






Iscas que causam grande comoção na água, imitando insetos e peixes em fuga. Costumam atrair predadores à longa distância. São providas de uma ou mais hélices, distribuídas na traseira ou na parte frontal das mesmas. Devem ser trabalhadas com pequenos toques de ponta de vara, a fim de girar a hélice, provocando ruído similar ao de um peixe caçando ou se debatendo. Também deve ser trabalhada em recolhimento constante ou alternando-se esta velocidade. São muito eficazes em águas claras.



Minnow Floating






São iscas sem barbelas que flutuam, podendo ser usadas na superfície ou logo abaixo dela. Seu trabalho depende fundamentalmente da habilidade do pescador, sendo que as variações vão de acordo com a criatividade de cada um. Dentre as possibilidades, o mais corriqueiro é deixar a isca em repouso por alguns instantes e dar pequenos toques com pequenas paradas, tendo como finalidade imitar um peixe se alimentando ou simplesmente nadando.




Zara




São iscas que devem ser trabalhadas com pequenos toques e recolhimento simultâneo de linha, o que as fará deslizar pela superfície em zig-zag (simulando nado errático, típico de peixes feridos). Para um bom trabalho, a ponta da vara deverá ficar apontada para baixo, para que a isca imite um peixe caçando. Não são iscas ideais para serem utilizadas com ventos e água turva.

ISCAS DE MEIA-ÁGUA:
Como o próprio nome diz, estas iscas forma feitas para trabalhar entre a linha da superfície e até cerca de 1,20m de profundidade (sendo que após esta profundidade já é considerada isca de fundo), dependendo da característica da isca, espessura da linha e velocidade de recolhimento.
A maior parte destas iscas é provida de barbelas (apêndice frontal que, com a pressão da água, adquirem um movimento imitando o nado dos peixes, além do que fazem as iscas, quando tracionadas, afundarem mais ou menos, dependendo do tamanho da barbela) mais longas e com maior inclinação. Além destas, ainda existem as de barbela mais curta, que não flutuam, fazendo com que o pescador tenha que arremessar a isca, deixá-la afundar até a profundidade desejada e só depois iniciar o trabalho.
Estas iscas podem ser trabalhadas de diversas formas, inclusive aproveitando-se do fato de na maioria das vezes estas iscas serem flutuantes. Pode-se obter uma grande movimentação de superfície, trabalhando-se com fortes puxões de ponta de vara, fazendo-as nadar uma curta distância e depois deixá-las flutuar novamente, reiniciando o trabalho logo após, imitando um peixinho caçando ou ferido.



Shallow Runner (Barbela curta - pouca profundidade):



Ideal para pescar peixes que comumente caçam próximos à superfície. Estas iscas trabalham entre 0,3 e 0,6m de profundidade.





Deep Runner (Barbela longa - grande profundidade



Ideal para pescar peixes que normalmente habitam maiores profundidades, perto dos fundos de pedra, estruturas como troncos caídos, galhos submersos e drop off, que são degraus de profundidade acentuadas causados pela erosão.











 Plugs Suspending
 



Iscas com peso específico muito próximo ao da água, que faz com que, quando em repouso, permaneçam praticamente estáticas na profundidade que estão.

ISCAS DE FUNDO:
São iscas destinadas a buscar os peixes junto aos locais de maior profundidade. Especialmente eficientes para os peixes que habitam os fundo rochosos, tocas, parcéis, ou em ocasiões quando os peixes não estão muito ativos.
Basicamente são anzóis lastreados com chumbo, bronze ou outro metal, enfeitados por pelos, penas, plástico macio ou a combinação entre eles.
A posição do olho onde se amarra a linha possibilita aos jigs, grubs e shads permanecerem com o anzol virado para cima, evitando enroscos. Por este motivo, deve ser evitado o uso de presilhas.
No caso das minhocas artificiais e outras "softbaits", a ponta do anzol deve ficar embutida no corpo da isca. Este procedimento possibilita ser trabalhada entre galhadas, troncos e outras estruturas onde o peixe costuma caçar.



Minnow Sinking

 


São iscas com lastro de chumbo ou esferas de aço, muito úteis para localizarmos concentrações de peixe. Elas se dividem em iscas com ou sem barbela. As com barbela, quando tracionadas, produzem uma baixa vibração, podendo ser utilizadas para corrico ou sistema countdown. Já as sem barbela produzem uma vibração intensa, conforme velocidade de recolhimento.



Jig


O Jig, também conhecido como cabeça de Jig, é um anzol provido de uma cabeça de chumbo, que pode apresentar algum ou nenhum adereço. O Jig é utilizado com grubs, shads, minhocas e outros tipos de iscas de silicone, ou então até vir revestido de penachos, borrachas, pêlos, tecidos. São indicados para todos os peixes predadores devemos empregar um trabalho delicado e discreto para que possamos sentir a batida do peixe em nossa isca.
Esses modelos precisam ser trabalhadas no fundo, com pequenos toques, para a isca passar pelos obstáculos dessas áreas. Seu trabalho pode ser feito com velocidades variáveis.
São muito eficazes para black bass, matrinxãs, piraputangas, badejos, garoupas, prejerebas, robalos, robalões e sargos. Além destes peixes, mostra-se um dos mais eficientes na pesca da traíra.



Grub





Os grubs são iscas de silicone que imitam pequenos animais, crustáceos, insetos, larvas ou pequenos peixes, que deverão ser colocados nas cabeças de Jig. Elas tem rabos mais acentuados, o que lhes dá mais movimento quando tracionado. Podem ser trabalhadas em duas faixas: no fundo e na meia-água.
Estas iscas são desenhadas para água salgada, podendo também ser utilizadas em água doce, pois originalmente eram para este fim. Devem ser trabalhadas lentamente, com movimentos curtos. Esta isca é muito eficaz quando o peixe está inativo.



Minhocas Plásticas (plastic worms)



AS mais conhecidas imitam minhocas naturais e podem ser adquiridas em vários tamanhos e cores. Eleitas pelos aficcionados de bass como as número um para a espécie, também atraem traíras e alguns peixes de couro.
Os modelos micro podem ser usados para tilápias. É importante montar corretamente ou utilizar o sistema correto para não prejudicar sua eficácia. Essas iscas devem ser usadas nos sistemas Texas Riger, Jigs e Carolina Riger. Texas Riger, Carolina Rig, Down Shot, Split Shot e outros tipos de montagem do conjunto anzol e chumbo.




Shad




De borracha ou silicone de primeira linha, bem macios, forma desenhadas para imitar peixes. Você as deve usar em cabeças de Jigs, em um único anzol.
São empregadas por pescadores de água doce e salgada, com ótimos resultados para enchovas, sargos, badejos, garoupas, agulhões, dourados-do-mar e robalões, dourados de água doce, trairões, black bass e tucunarés.
Os modelos power shad, desenhados para água salgada, um pouco mais longos, possuem caudas que imprimem maior vibração na água. Excelentes ao encontrar cardumes à caça na superfície.
Você pode trabalhar shads com jigs no fundo ou simplesmente com um único anzol.



Bugs e shrimps


 Os primeiros copiam pequenos crustáceos de água doce. Foram desenvolvidos para black bass, mas são muito eficientes para tilápias. Essas iscas devem ser usadas nos sistemas Texas Riger e Jigs e Carolina Riger. Texas Riger, Carolina Rig, Down Shot, Split Shot e outros tipos de montagem do conjunto anzol e chumbo. Os bugs exigem trabalho lento pelas pequenas estruturas paradas. Sua eficácia se verifica, principalmente, em locais com dois a três metros de profundidade e com estruturas no fundo, como pedras e troncos.
Esse modelo imita os animais que integram os principais alimentos de bass.
Os shrimps forma projetados para serem similares aos camarões de água doce. Seu uso se faz com os métodos Texas Riger e Carolina Riger. Texas Riger, Carolina Rig, Down Shot, Split Shot e outros tipos de montagem do conjunto anzol e chumbo.
Para robalos, têm sua época certa, que ocorrem principalmente quando os camarões somem dos estuários. Existem imitações específicas de camarões para sua pesca, os quais possuem o lastro em chumbo, inseridos em seu corpo.



Salamandras



Desenvolvida para black bass, são as principais predadoras de suas ovas. No Brasil, não existem na Natureza. Os Bass as atacam por instinto, para preservar suas crias. Usa-se as salamandras também nos sistemas Carolina Riger e Texas Riger, somente para esta espécie. Texas Riger, Carolina Rig, Down Shot, Split Shot e outros tipos de montagem do conjunto anzol e chumbo.

ISCAS METÁLICAS:
Tem seu trabalho baseado em um misto de reflexos e vibrações. São possíveis de serem trabalhadas em várias profundidades, dependendo da velocidade de recolhimento.
Apesar das iscas metálicas tradicionais serem basicamente cromadas, hoje encontramos muitas variações no padrão de cores que podem ser douradas, acobreadas, opacas ou estampadas e coloridas.



                                      Colheres




Uma das mais tradicionais iscas artificiais, é especialmente eficiente para peixes, como as Matrinchãs, Piraputangas e Dourados. As colheres devem ser trabalhadas arremessando-se e recolhendo-se em velocidade contínua. As colheres são as iscas preferidas para a prática do corrico e a utilização de um girador é obrigatória.




                                        Spinnerbaits



O Spinnerbait é uma isca composta por uma haste metálica que tem numa extremidade um anzol com chumbo enfeitado por cerdas coloridas e na outra uma ou mais colheres giratórias de cores e formas variadas. A disposição do conjunto faz com que a isca, quando tracionada, mantenha-se numa posição que evita enroscos. Esta característica possibilita podermos utilizá-la mesmo nos pesqueiros mais difíceis, com galhadas, capins ou outras estruturas onde a maioria das iscas ficariam enroscadas.



Spinners



O spinner é composto por uma única colher giratória, sobre um eixo com um anzol ou garatéia na parte posterior. Com tamanhos dos mais variados, pode ser eficiente também para os menores peixes como tilápias e até lambaris. Deve ser utilizado com presilhas dotadas de girador.







Buzzbaits

 


É muito semelhante ao spinnerbait, apenas subtituindo as colheres giratórias por uma hélice em forma de delta. Deve ser trabalhada com velocidade compatível à profundidade desejada, pois quanto mais lento seu recolhimento, mais profundidade e quanto mais rápido mais superficial será seu trabalho, de forma a se manter na superfície.



fonte: www.ranchoboaventura.xpg.com.br

terça-feira, 1 de maio de 2012

Balbina no País da Impunidade



Em toda a Amazônia estão previstas a criação de 150 hidrelétricas, das quais 60 delas na Amazônia brasileira. A hidrelétrica de Balbina, concebida e construída na ditadura militar (1964-1985) no rio Uatumã (Amazonas), passou a funcionar a partir de 1989, Um bilhão de dólares do dinheiro do contribuinte foi usado para destruir 240 mil hectares de floresta, afogar animais silvestres, alagar terras indígenas e provocar fome e doença entre os ribeirinhos da região. Em troca dessa catástrofe, apenas insignificantes 80 megawatts firmes para Manaus. Passados todos estes anos, o modelo energético brasileiro não sofreu nenhuma revisão em todos os governos após a redemocratização do Brasil. O físico José Goldemberg, em depoimento, recomendou que Balbina fosse desativada e mantida como um monumento à insanidade humana. O missionário Egydio Schwade denunciou o desaparecimento de várias aldeias indígenas com a construção da barragem. Só a cegueira ideológica não enxerga os impactos socioambientais irreversiveis provocados pelo desenvolvimentismo nacional, em sua nova etapa. Tampouco se aprende com a experiência do passado. Em 1989, o autor desse vídeo, durante um comício em Manaus, entregou uma cópia para o operário que assumiria em 2003 a presidência da república, numa das maiores mobilizações de esperança do povo brasileiro. Mais tarde, o presidente da república faria uma surpreendente declaração ao qualificar os quilombos e os indígenas como um entrave para o desenvolvimento da Amazônia. A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha manifestou sua perplexidade nas páginas da Revista de História da Biblioteca Nacional. Não apenas os compromissos assumidos com a causa indígena estavam sendo rasgados. Esvaia-se, também, a esperança dos povos da floresta. Silenciar sobre a desastrada política energética brasileira é um crime de lesa-humanidade. A presente edição é dedicada à memória do bispo D. Jorge Marskell, de quando a Igreja Católica estava comprometida com a Teologia da Libertação. Salve Jorge!


Fonte blog  Picica 
o autor Dr. Rogélio Casado `
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Belo Monte e Rio+20





Obra de Belo Monte
Foto: Greenpeace
Versão em português da entrevista sobre Belo Monte e a Rio+20concedida ao jornalista Mauro Villone, do jornal La Stampa, Itália. 

26 de abril de 2012


Mauro Villone: Qual é a situação real atual do projeto da barragem? A que ponto estão os trabalhos?

Telma Monteiro: Belo Monte já é uma grande cicatriz sangrando na Amazônia. As obras já vão avançadas invadindo o leito do rio Xingu e imagens mostram árvores inteiras e fragmentos de vegetação sendo arrastados pela correnteza, o rio turvo tingido pela terra removida das margens.  Neste momento estão sendo construidas as ensecadeiras que permitirão secar uma parte dor rio para fazer a barragem.  Também estão sendo feitas as escavações na rocha para abrir 20 quilômetros de canais que vão desviar grande parte das águas do Xingu para um reservatório artificial.  Ás águas desse reservatório artificial, contidas por dezenas de diques no meio da floresta, vão fazer funcionar as turbinas da casa de força principal.  Este momento das obras é devastador para o rio que sofre com as interferências no seu fluxo. É agora que as grandes máquinas escavadeiras revolvem a terra para construir uma espécie de passagem dentro do rio Xingu; é quando as árvores são derrubadas para dar lugar à destruição com sérias consequências para a fauna e a flora.  Outra grande interferência diz respeito ao que chamam de "bota fora" ou seja, todo o material que é escavado, terra e pedras, têm que ser depositados em algum lugar na região; o trânsito de caminhões e a poluição aumentam os riscos para aqueles que moram nas comunidades próximas. Neste momento a face da Volta Grande do Xingu está sendo alterada para sempre.

Mauro Villone: A implementação do projeto, que danos realmente irao causar à população e ao meio ambiente?

Telma Monteiro: as autoridades do governo brasileiro dizem que construir grandes hidrelétricas na Amazônia pode gerar uma energia limpa e barata. A energia que será gerada em Belo Monte não pode ser considerada limpa porque põe em risco a vida dos povos indígenas e das populações tradicionais, ameaça a biodiversidade e os ecossistemas. Essa energia não pode ser considerada renovável porque viola o direito à vida dos povos indígenas, das populações tradicionais e põe em risco  a biodiversidade. O trecho de 100 quilômetros chamado Volta Grande do Xingu sofrerá com a escassez da água em conseqüência de uma das barragens e isso vai levar à extinção de espécies de peixes, impedir a navegação dos ribeirinhos e indígenas, destruir a mata ciliar e criar pequenos lagos de águas estagnadas onde mosquitos e larvas de doenças como dengue e malária se multiplicarão facilmente. Os impactos começam antes das obras, com o aumento de população em busca de oportunidades, como está acontecendo com a cidade de Altamira que já perdeu a capacidade de suporte: não tem saneamento básico, água potável, faltam leitos nos hospitais, as escolas são insuficientes, os aluguéis estão altos, não há vagas nos hotéis, operários do Brasil inteiro acampam nas ruas. Depois vêm os impactos decorrentes do desmatamento, da construção dos canteiros de obras, dos alojamentos dos trabalhadores e das barragens, das escavações, da presença de operários, depredação da caça e da pesca, da violência, das doenças e da prostituição infantil. A terceira fase é a que virá depois das obras civis com o enchimento dos reservatórios, que vai liberar o gás metano que contribui com o aquecimento global e, finalmente, depois de autorizada a operação da usina, os impactos  continuarão por toda a sua vida útil e mais além, após sua desativação.

Mauro Villone: Com a construção da barragem sao violados acordos de protecção do Xingu?

Telma Monteiro: Faltou transparência das autoridades brasileiras que tomaram a decisão de construir Belo Monte e faltou o consentimento livre, prévio e informado dos povos indígenas e a justa indenização das populações ribeirinhas que serão afetadas. As audiências públicas não foram suficientes para cumprir o papel de mostrar a verdadeira face do projeto e só serviram para que as autoridades do governo brasileiro, Ibama e as empresas responsáveis pelos estudos ambientais tivessem a oportunidade de “enfiar Belo Monte goela abaixo da sociedade”. A Constituição Federal do Brasil exige a consulta aos povos indígenas. Todas as Unidades de Conservação da região que sofrerá os impactos diretos e indiretos de Belo Monte serão afetadas em algum momento, pois as mudanças climáticas já estão alterando o regime de vazões dos rios da Amazônia. O Parque do Xingu está em risco assim como muitas espécies de peixes. Tantas verdades foram omitidas no processo de licenciamento de Belo Monte, que seria preciso vários volumes de um livro para contar como as autoridades brasileiras estão conseguindo criar um caos na natureza que jamais será  mitigado ou compensado.  

Mauro Villone: Qual é a situação atual das comunidades indias?

Telma Monteiro: Muito já se tem mostrado e escrito sobre os impactos não estudados sobre os povos indígenas do Xingu. O governo brasileiro e os técnicos que viabilizaram Belo Monte disseram que as terras indígenas não serão alagadas e por isso não terão impactos. Isso é uma mentira, pois os impactos serão sentidos também nas terras indígenas que estão vulneráveis às obras e suas influências. Seja pelo aumento da população migratória, seja pela especulação imobiliária, seja pela alteração do fluxo natural do rio Xingu, seja pela diminuição de espécies de peixes, da fauna, seja pelo desequilíbrio do ecossistema da região. O próprio rio Amazonas será afetado, pois o Xingu é um dos seus principais afluentes e a sua foz que fica depois do trecho da Volta Grande sofrerá grandes alterações que não foram estudadas e nem diagnosticadas nos estudos ambientais.

Mauro Villone: E a posição de elis em relação ao problema?

Telma Monteiro: Os indígenas estão tentando entender o que está acontecendo e aquilo que os ameaça. O Ministério Público Federal brasileiro, no cumprimento do seu papel institucional, procura proteger as minonorias. No entanto o sistema judiciário brasileiro está engessado por uma postura que favorece o governo brasileiro e as grandes empresas, sob o argumento de que o Brasil precisa crescer mesmo que seja ao custo da destruição da Amazônia e a ameça à cultura dos povos indígenas. As etnias do Xingu querem e exigem que seus direitos sejam respeitados, estão em busca das informações e conhecimento dos impactos sobre suas vidas e que não lhes foi dado pelas autoridades. Os estudos ambientais foram aprovados pelo Ibama, órgão federal responsável pelo licenciamento de Belo Monte, sob grande pressão política do governo e das empresas interessada.  A viabilidade ambiental de Belo Monte não existe e foi duramente questionada pela sociedade no processo de licenciamento, principalmente no que diz respeito aos impactos em terras indígenas. A Licença Prévia, que é a primeira e que habilita o empreendimento para o leilão de venda de energia, contrariou o parecer dos técnicos e foi concedida por pressões políticas do governo brasileiro. Foram apontadas 40 irregularidades no projeto de Belo Monte e essas irregularidades se transformaram em condicionantes que deveriam ter sido cumpridas antes que as obras tivessem início.  

Mauro Villone: Os benefícios em termos de energia, o que naturalmente não há lugar em nossa visão justificar a intervenção, ainda estariam significativos?

Telma Monteiro: O governo adquiriu a energia de Belo Monte para os próximos  30 anos. Vai conceder um  desconto de 75% no imposto de renda para as empresas do consórcio construtor durante dez anos, além de taxas e impostos durante as obras. O BNDES, banco do governo, vai financiar a construção de Belo Monte com juros mais baixos que os de mercado; com o desconto do IR, a isenção dos impostos e o financiamento de 80% de Belo Monte por um banco público, a energia, na verdade é muito mais cara. Belo Monte vai custar tão caro e tem tantas incertezas sobre qual quantidade de energia que vai gerar,  que torna inviável sua construção e futura operação. O próprio Tribunal de Contas da União do Brasil já havia questionado os valores apresentados pelas autoridades do governo e os custos ambientais e sociais para construir Belo Monte. É  impossível contabilizar os custos de todos os impactos que destruirão aquela região do Xingu e contabilizar também os custos das medidas necessárias para corrigir os impactos que devem afetar a sobrevivência dos povos indígenas e das populações tradicionais,  como a perda do turismo, da atividade pesqueira, da cultura, dos laços sociais e familiares. Não estão sendo contabilizados também os problemas como contaminação dos poços de água, da perda da biodiversidade, de enchentes graves ou de secas piores que podem alterar para sempre os rios da região e levar à extinção da flora e da fauna.

Mauro Villone: Quanto à corrupção generalizada no governo brasileiro va a influenciar a situação?

Telma Monteiro: O papel do Estado brasileiro é resolver as deficiências regionais  de  saúde, educação, esgoto, água, estradas , pois para isso o povo brasileiro paga impostos altíssimos. No caso de Belo Monte e de outras grandes hidrelétricas na Amazônia o que tem acontecido é que o Estado está passando essa responsabilidade para as empresas com o objetivo de obater a aprovação da sociedade. Quando as empresas se prestam a resolver essas deficiências, na verdade estão colocando adicionando nos custos do empreendimento  e o cidadão brasileiro acaba pagando duas vezes: uma quando paga seus impostos embutidos nos preços dos alimentos, eletrodomésticos ou do desconto do Imposto de Renda na fonte e outra quando o governo está ofertando uma energia mais cara para que as os interesses das empreiteiras que custeiam campanhas eleitorais milionárias façam papel dos administradores públicos e construam escolas, postos de saúde, hospitais. Mas no final  essas são promessas que não são cumpridas e os cidadãos da região pagaram duas vezes por aquilo que não receberam. As autoridades do setor elétrico brasileiro têm interesse em facilitar a construção de hidrelétricas, pois são grandes obras feitas por empresas privadas associadas a empresas estatais, financiadas com dinheiro público e que não sofrem controle e fiscalização. Não há transparência. O povo brasileiro não está ameaçado por falta de energia, não vai haver apagão. O governo brasileiro usa essa história do apagão como desculpa para construir grandes hidrelétricas que só serão importantes para grandes empresas que exploram os recursos naturais para exportar produtos que precisam ser fabricados com o uso de muita energia. As obras de grandes barragens são importantes para as grandes construtoras e fabricantes de cimento que acabam financiando campanhas eleitorais. O crescimento da economia não depende da construção de hidrelétricas e a sociedade precisa participar da escolha do modelo de desenvolvimento aproveitando este momento da Rio+20:  usando energia genuinamente limpa como eólica, fotovoltaica. Não é preciso construir usinas termelétricas a carvão e a óleo diesel se forem feitos investimentos em manutenção das linhas de transmissão, que amargam 17% de perdas, recuperação das antigas usinas hidrelétricas que já perderam sua capacidade de geração e investimentos em programas de eficiência energética e combate ao desperdício.

Mauro Villone: Porque o governo brasileiro, em sua opinião, não tem sensibilidade suficiente para estar ciente destes problemas?

Telma Monteiro: O governo brasileiro tem e sempre teve conhecimento do problemas que aconteceram e que estão acontecendo em Belo Monte. Os operários nos canteiros de obras entraram em greve neste final de semana porque os salários são ruins, porque têm dificuldades nos alojamentos, no transporte até as obras que são distantes e de difícil acesso. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho.

Mauro Villone: Rio + 20 servirá para alguma coisa ou seran apenas palavras?

Telma Monteiro: Se o Brasil pretende se confirmar como liderança em energias limpas na Rio+20, deveria começar por levar e discutir com seus parceiros estratégicos propostas consistentes sobre conservação e eficiência energética, descentralização da geração e uma matriz de transportes coerente com essa postura.  Postar-se como o grande detentor da matriz mais verde do mundo é uma falácia. Um momento tão propício como esse é tudo que o mundo anseia para rever o modelo de crescimento que está levando o planeta para o ponto de onde não será possível retornar.  Belo Monte é o mais exemplo de como as autoridade o governo do Brasil mentem para o resto do mundo. Criou uma imagem que não condiz com a realidade.

Mauro Villone: Além do dano local no prejuízo humano e ecológico, a barragem é um dano também para a cultura mundial? Se assim for, por quê?

Telma Monteiro:  O Brasil com a construção de Belo Monte é o retrato da falta de cultura. Falta de cultura no sentido de buscar um modelo de desenvolvimento baseado em energias alternativas que mantenham os recursos naturais da Amazônia e que sirva de exemplo para o resto do mundo. Belo Monte não passa de um pote no final do arco-iris, pois não existe, é irreal no propósito de suprir o Brasil de energia limpa. O Brasil hoje é um factóide e por ser um país líder na América do Sul, não está desempenhando o verdadeiro papel importante que lhe cabe: o de referência internacional em sustentabilidade.

Mauro Villone: O que fazer para difundir o conhecimento sobre esta situação de exploração global (que não é apenas sobre Belo Monte, mas situações diferentes do planeta)?

Telma Monteiro: Isso que estamos fazendo aqui, divulgando a verdade, contrapondo as mentiras difundidas pelo governo brasileiro. Temos que insistir na transparência dos governos e na fusão de organizações internacionais voltadas para salvar o planeta Terra. Essa situação vivida em Belo Monte, na Amazônia, é um câncer que se alastrará se não mostramos a verdade.  Temos que desmistificar essa imagem de "bom moço" que o Brasil tenta passar, pois subjugar seus povos e destruir os ecossistemas não merece aprovação do resto do mundo.

Mauro Villone: A FUNAI o que esta fazendo?

Telma Monteiro:  A Funai é um órgão do Estado brasileiro e segue o caminho que lhe é determinado pelas altas patentes do governo. A Funai não tem estrutura para arcar com todos os problemas que vêm acontecendo com as demarcações de terras dos povos indígenas, não consegue acompanhar e fiscalizar a presença devastadora de projetos que devem destruir a vida dos índios. A Funai é refém dos interesses do governo e sua ação está limitada à burocracia governamental. 

Mauro Villone: Qual a real è a posição da Dilma e do Governo?

Telma Monteiro: Dilma é retrógrada e está conduzindo o país para um apagão de inteligência. Rever as políticas energéticas adotadas nos últimos 20 anos, também seria um exercício digno de nação líder que pretende galgar o quinto lugar entre as maiores economias do mundo.  Dados comparativos mostram que a energia hidrelétrica  já ocupa uma posição secundária (inclui os países ricos já tenham esgotado seus potenciais de hidroeletricidade), mas o Brasil continua impondo um modelo como o de Belo Monte que desconsidera, por exemplo, as mudanças climáticas que já alteram o regime de águas nos rios da Amazônia.  Apresentar uma análise mais abrangente das alternativas genuinamente limpas que complementariam as usinas hidrelétricas existentes seria um bom exemplo de como começar a discussão na Rio+20.

Mauro VilloneSe houver outras declarações que ele queria fazer você poderia por favor escrever livremente.

Telma Monteiro: Querido Mauro, acho que já disse tudo!

Mauro Villone: Obrigado 

fonte:

domingo, 29 de abril de 2012

Casal é preso pela PMA por pescar no Rio da Prata em MS

Só a pesca científica autorizada pelos órgãos ambientais é permitida no local.
Suspeitos receberam multa de R$ 7,4 mil e respondem por pesca predatória.
Um casal foi preso por pescar no Rio da Prata em Jardim, a 239 km de Campo Grande, local onde é proibida a captura de peixes, exceto com fins científicos devidamente autorizada pelos órgãos ambientais. O flagrante aconteceu no final da tarde de sábado (28), durante fiscalizações da Polícia Militar Ambiental na operação Dia do Trabalhador.

Segundo informações da polícia, foram encontrados cinco molinetes, um barco, um motor de popa e uma caixa com vários anzóis. Ele recebeu multa de R$ 5 mil e foi levado à delegacia.

No caminhou houve a denúncia de que a mulher do suspeito estaria com mais peixes que teriam sido pescados pelo marido. O carro em que ela estava foi interceptado pelos policiais e nele foram encontrados 27kg de pescado, vários menores do que o permitido pela lei. Ela foi multada em R$ 2,4 mil.

O casal foi autuado por pesca predatória e saíram da delegacia após pagar fiança. O valor não foi informado pela polícia. Se condenados, podem pegar de um a três anos de prisão

fonte: http://g1.globo.com

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dicas para Pesca do Tucunaré


Altamente voraz e predador, o tucunaré é uma das espécies mais procuradas pelos pescadores esportivos, seja pela sua agressividade e violência das arrancadas, seja pela beleza de suas explosões nos ataques na superfície d’água.

Tucunaré azul e Tucunaré amarelo

As espécies mais conhecidas em represas distantes até cerca de 800 quilômetros de São Paulo, capital, são o tucunaré azul, que chega a ultrapassar os 5 kg, e o tucunaré amarelo, que raramente atinge os 3 kg, mas que pode crescer até 4 kg em determinadas situações.

O tucunaré amarelo tem resistência e adaptabilidade muito maiores que as do tucunaré azul em águas mais frias e maior índice de sobrevivência na procriação, além de se adaptar muito bem em áreas menos oxigenadas e águas turvas, justamente o oposto de seu parente azulado. Não costuma realizar grandes migrações e se concentra em cardumes numerosos, preferindo sempre a proximidade das margens, vegetações ou troncos, mesmo que eventualmente em locais mais fundos, muitas vezes até sendo residente.

Dois em um: Disputa pela isca

O tucunaré azul, por sua vez, prefere águas mornas, mais claras e até águas amareladas, ricas em material orgânico, mas rejeitam águas avermelhadas ou excessivamente turvas, muitas vezes buscando águas mais oxigenadas, próximas a pedras e locais abertos com passagem de água corrente nos períodos de vazante.

Iscas Atificiais

De acordo com a região, temos um comportamento diferenciado, tanto com relação ao tipo de isca a ser utilizada como para o tamanho e coloração das mesmas, dificultando a observação de um padrão característico para todas elas.

Quando está ativo, dificilmente rejeita iscas de superfície e não erra o bote. Com velocidade surpreendente, ataca com precisão, muitas vezes na caída da isca artificial. Outras ocasiões, apenas reboja ou dá um único estouro na superfície, sendo necessária o uso de iscas de meia água para capturá-lo, ou de técnicas que façam com que o trabalho da isca artificial incentivem um novo ataque que culminem na sua captura. 

 

Pesque e “solte”: garantindo o futuro da pesca

Entre esses trabalhos, está a famosa paradinha, o trabalho lento, e no, caso da Jumping Minnow ou sticks, como a Firestick da Intergreen, que tem dado ótimos resultados, está um toque curto e seco apenas, de modo a deixar a isca submergir. A resposta pode vir num estouro violento. Outras vezes, o trabalho contínuo em zigue-zague com ou sem paradinhas é o que manda.

É interessante notar que, às vezes, é necessário insistir no mesmo local, pinchar três ou quatro vezes no mesmo local para o peixe aparecer. As iscas de hélices prestam-se ao serviço de levantar o tucunaré das profundidades com eficácia.

Em algumas situações, a famosa Mirrolure 7MR , 20MR ou a Sputinick, com trabalhos próximos aos realizados na pesca do robalo são extremamente eficazes e, em outras, apenas uma cor específica tem ação, dificultando a sua captura. A isca Borboleta Tan-tan também tem se prestado para essa situação, com movimentos erráticos,atraindo muito bem o tucunaré.

Quando a vegetação está densa e difícil de ser explorada, como no caso de capinzais vastos, o uso de iscas sem garatéias é essencial para conseguirmos obter o ataque do espécime e atrair o cardume para fora da estrutura. Em situações com excesso de algas, a colher anti-enrosco e o jig, apesar de menos emocionantes, fazem um trabalho na flor-d’água quando recolhidas rapidamente, atraindo o tucunaré.

Muitas vezes, observamos que o tucunaré está mais ativo com iscas de barulho – como hélice ou popper; outras vezes, com iscas sem rattli’n. O ataque pode ser por fome, defesa ou simplesmente raiva, dada a violência com que ele é feito na isca artificial em certas circunstâncias.

Os ventos influenciam no trabalho da isca, no controle do barco e na precisão do arremesso, porém, quando o peixe está ativo, principalmente os grandes, não existem problemas quanto a esse fator. Sugiro, nessa situação, o uso de iscas maiores, do tipo Zara Super (Excalibur) e do tipo popper ou hélice, além da execução de trabalhos que permitam ao peixe um ataque preciso – normalmente lento e com pausas.


fonte: Dkmar Pousada e Marina - Rubinéia-SP
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