terça-feira, 29 de maio de 2018

Festival Internacional de Pesca promete recordes em Cáceres (MT)

37º Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres
 promete superar recordes, além de registrar um novo título junto ao RankBrasil / Foto: RankBrasil


37º FIPe será realizado entre 06 e 10 de junho, às margens do Rio Paraguai, na praia do Daveron. RankBrasil vai estar presente para possivelmente registrar as marcas



O 37º FIPe (Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres), no Mato Grosso, promete superar recordes, além de registrar um novo título brasileiro. O evento acontece entre os dias 06 e 10 de junho às margens do Rio Paraguai, na praia do Daveron.

A ideia dos organizadores é ultrapassar as próprias marcas obtidas no ano passado, de
Maior campeonato de pesca esportiva infanto-juvenil (1.854 participantes) e Maior campeonato de pesca esportiva da melhor idade (288 integrantes); e a conquistada em 2010, de Maior campeonato de pesca em canoa a remo (60 pessoas).

A festividade também busca quebrar o recorde de Maior torneio de pesca esportiva em barco motorizado, que atualmente pertence à cidade de Carlópolis (PR) e foi obtido no PesCar de 2015 com 344 embarcações. O evento de Cáceres ainda deve estabelecer um novo título brasileiro: Maior campeonato de pesca esportiva PCD (Pessoas com Deficiências).

O representante do RankBrasil, Luciano Cadari estará presente para contabilizar os números e possivelmente registrar as marcas. De acordo com ele, é um orgulho fazer parte da história do FIPe e acompanhar sua evolução no decorrer dos anos.

Além de estabelecer recordes, a festa vai contar com comidas e bebidas típicas, feiras náuticas, gastronômicas e de artesanatos, shows de artistas nacionais, regionais e locais, modalidades esportivas de jogos de praia e de mesa, oficinas e palestras de preservação do meio ambiente. Mais informações podem ser obtidas no http://www.fipecaceres.com.br/2018.

FIPe
O festival foi criado há 39 anos e a primeira edição aconteceu em 1980 com 42 competidores, todos do sexo masculino. No ano seguinte, a participação aumentou para 72 pescadores e em 1982 teve 246 inscritos, com início da prova Infanto-Juvenil. As mulheres começaram sua participação em 1986.

Em 1992, o FIPe entrou para o Guinness World Records como o Maior festival de pesca embarcada em água doce do mundo. O evento atrai equipes de vários estados brasileiros e também de outros países, além de milhares de pessoas que acompanham as provas. Com o objetivo de preservar o meio ambiente, desde 1997 o festival adotou o sistema ‘pesque e solte’.
fonte: http://www.rankbrasil.com.br/

sábado, 26 de maio de 2018

Manaus recebe cientistas internacionais para debater reprodução de peixes


ManausAo todo, 16 renomados especialistas de países da América do Norte, Europa, Ásia e América Latina desembarcam na cidade em junhoManaus se transformará na capital mundial dos debates sobre reprodução de peixes entre os dias 3 e 8 de junho. Ao todo, 16 renomados especialistas de países da América do Norte, Europa, Ásia e América Latina desembarcam na cidade para a 11ª edição do Simpósio Internacional sobre Fisiologia da Reprodução de Peixes, onde apresentarão as mais recentes descobertas científicas na área.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM

Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM
Mais de 1600 quelônios são apreendidos em Barcelos AM / Fotos: Garcia Braga
Uma operação realizada na região do Rio Itú, afluente do Rio Negro nas proximidades da Comunidade de Daracuá em Barcelos ( 400 km de distância de Manaus), apreendeu neste domingo (18/03) 1.600 quelônios (irapucas) que seriam levados para comercialização  no município.
A Operação denominada “Pé de Pincha” (em referência ao Projeto Pé de Pincha)  que tinha  também o intuito de inibir a pesca ilegal do tucunaré AÇU, foi realizada pelos fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SEMMA,  com apoio da POLÍCIA MILITAR, ABOT (Associação Barcelense dos Operadores de Turismo ) e os Comunitários da Comunidade de Daracuá. A operação aconteceu durante os festejo em homenagem a São José Operário na Comunidade de Daracuá, que acontece todos os anos no mês de Março.
De acordo com o chefe da fiscalização da SEMMA, Benildo França Garcia, a operação estava a procura de barcos “Geladores de Peixe” denunciados por estarem abatendo os Tucunarés Açú e Paca-Acú que é proibida pela LEI N°557 de 24 de Agosto de 2017, que proíbe do abate do tucunaré (Cichla spp) na APA – Área de Proteção Ambiental – Mariuá, e que durante a operação foi encontrado os pescadores de quelônios.
“Recebemos a denúncia de que havia Barcos geladores fazendo a Pesca Predatória do Tucunaré Açu na APA-Mariuá,  chegando ao local não conseguimos localizar os barcos geladores e sim localizamos barcos de pescadores de Quelônios que também é proibido de acordo com o Art. 29 da Lei de Crimes Ambientais – Lei 9605/98  ”, disse Benildo.
Ainda segundo o chefe da Fiscalização da SEMMA,  parte dos quelônios foram soltos no mesmo local da apreensão, e os restante foram soltos na Comunidade de Daracuá na presença do Presidente da Comunidade de Daracuá Sr. Gel e comunitários.

Lei 9605

Vender animais silvestres é crime, de acordo com a lei federal 9.605, que prevê a detenção de seis meses a um ano, e multa.
De acordo com a lei, além da venda, é crime exportar ou adquirir, guardar em cativeiro ou depósito, utilizar ou transportar ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
fonte: barcelosnanet.com

quarta-feira, 23 de maio de 2018


Brasil avança na criação de peixes de água doce


A produção brasileira de tilápias, o peixe de água doce mais consumido no País, cresceu 8% em 2017, em comparação com 2016, atingindo 357 mil toneladas. O incremento fez com que o Brasil superasse Filipinas e Tailândia, assumindo o quarto lugar entre os maiores produtores mundiais desse pescado. A produção de tilápia representa 51,7% da aquicultura nacional – criação de peixes, moluscos e crustáceos em ambientes aquáticos. O Estado de São Paulo assumiu, no ano passado, o terceiro lugar entre os Estados produtores, com 69,5 mil toneladas, atrás de Paraná e Rondônia.

Para discutir os avanços e o potencial do setor, produtores, técnicos, empresários e outros integrantes da cadeia produtiva realizam, de quarta até sexta-feira, 16 a 18 de maio, a 10.ª edição da Aquishow Brasil, em Santa Fé do Sul, interior de São Paulo. “É o maior evento de aquicultura do País e vamos levar informações técnicas importantes sobre pesquisas e inovações que acabam de se tornar disponíveis para os produtores”, disse o diretor de departamento do Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, Luiz Marques da Silva Ayroza.

Segundo ele, o evento acontece num momento em que a criação de peixes em ambientes cultivados avança mundialmente, levando à previsão de que, em 2020, ultrapassará a pesca de captura em rios e mares, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). “O Brasil tem um tremendo potencial, não só para a produção de tilápias, mas também de outros peixes. Além dos chamados peixes redondos, como o tambaqui e o pacu, e seus híbridos, o tambacu e o patinga, vamos apresentar aspectos interessantes sobre a criação do pintado e do pirarucu”, disse Ayroza.

Outra novidade a ser mostrada no evento envolve a criação do panga, peixe com grande potencial e que, segundo ele, já teve a produção regulamentada no Estado e é produzido na região de Mococa, interior paulista. O técnico lembra que o Brasil importa grande quantidade por ano desse peixe, principalmente dos Estados Unidos. “O panga está sendo comparado com o salmão do Chile e tem grande potencial para criação no Estado de São Paulo”, disse.

Entre os órgãos que participam da Aquishow, no Complexo Turístico Roberto Rollemberg, em Santa Fé, estão a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral e o Fundo de Expansão do Agronegócio, ligados à Secretaria, além da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Governo Federal, da Agência Nacional de Águas e da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Fonte: Agência Estado
umv.com.br/

terça-feira, 22 de maio de 2018

Pesca de tainha chega a mais de 3 mil toneladas em SC

FOTO: DIVULGAÇÃO

Os pescadores catarinenses podem respirar aliviados

O Governo Federal publicou na última quarta (16) as portarias que regulam a pesca da tainha do Sul do Brasil, estabelecendo uma cota de 3.417 toneladas para Santa Catarina na temporada de pesca deste ano. Esse valor será dividido entre a pesca industrial e a frota de emalhe anilhado - não sendo aplicada para a pesca artesanal de praia. Ao todo, o estado terá 180 embarcações autorizadas e os pescadores têm três dias para solicitar a liberação.


O limites de embarcações são 50 barcos industriais e até 130 barcos de emalhe anilhado e a cota máxima divida em 2.221 toneladas para a pesca industrial (frota de cerco/traineira) e em 1.196 toneladas para a frota de emalhe anilhado. Lembrando que, as Arqueações Brutas (AB) das embarcações não poderão ultrapassar 5.000 AB para a frota industrial e de 1.036 AB para o emalhe anilhado.


Segundo o gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Sérgio Winckler, essa cota foi definida a partir de estudos de avaliação de estoques, analisando a capacidade máxima de pesca com o menor impacto possível nos cardumes. "Dessa forma o pescador tem mais segurança para pescar, com um maior número de embarcações autorizadas e sem causar impacto na reposição dos cardumes", ressalta.

Controle

Por meio de monitoramento das tainhas recepcionadas nas indústrias processadoras de pescado, será delimitado um controle com o Serviço de Inspeção Federal (SIF), além das informações d
e Mapas de Bordo e Mapas de Produção preenchidas pelos próprios pescadores. As empresas pesqueiras que adquirirem tainha diretamente de produtores são obrigadas a informar, em até 48h, o recebimento de produção oriunda da pesca artesanal e industrial. O formulário poderá ser preenchido online no site do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca ou entregue diretamente nas unidades descentralizadas da Secretaria Especial de Pesca ou do IBAMA em Santa Catarina. 

Autorização

Os pescadores têm um prazo máximo de três dias - contados a partir de 16 de maio - para solicitar a autorização junto a Secretaria Especial da Pesca. Os interessados devem encaminhar um requerimento e a documentação solicitada para o endereço eletrônico: selecaotainha2018@outlook.com. Após encerrado o prazo de solicitações, a Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca terá três dias para divulgar a relação das embarcações autorizadas a pescar ou com pendências.


A documentação e os critérios para pesca industrial são: estar devidamente autorizada para a captura de sardinha verdadeira (Sardinella brasiliensis); ter atuado na pesca de tainha em pelo menos um ano no período de 2008-2017; estar devidamente aderida e regular no Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS); estar devidamente regular quanto à entrega de Mapas de Bordo e não ter condenação transitada em julgada, em sede de processo administrativo ou judicial, por prática de pesca ilegal. Será autorizada apenas uma embarcação por proprietário (CNPJ/CPF).


A pesca de emalhe anilhado, deverá atender aos seguintes critérios: estar devidamente autorizada na modalidade de emalhe costeiro de superfície ou emalhe costeiro de fundo desde o ano de 2013; ter Arqueação Bruta inferior ou igual a 20AB; atuar na pesca de tainha com emalhe anilhado por no mínimo cinco anos. Será autorizada apenas uma embarcação por proprietário (CNPJ/CPF).


fonte: jornalmetas.com.br

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Peixe com 'dentes humanos' é capturado nos Estados Unidos




 Facebook/South Carolina Department of Natural
 Resources Exemplar de um sargo-de-dentes foi pego na Carolina do Sul


O Departamento de Recursos Naturais da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, divulgou nas redes sociais a foto de um peixe no mínimo intrigante, que possui dentes muito similares aos dos humanos. Na publicação, a bióloga Pamela Corwin fez uma brincadeira com o objetivo de estimular os internautas a descobrirem a espécie do animal.

"Eu gosto de passar o tempo perto de rochas, docas, recifes e até pontes. Sou conhecido como o peixe condenado por causa de minhas listras pretas e brancas. Qual é o aspecto mais legal sobre mim? Eu tenho incisivos e molares semelhantes aos humanos para ajudar a esmagar minha comida, eu gosto de camarão e ostras como você!", escreveu Pamela.

Em seguida, a bióloga revelou que o peixe é um sargo-de-dentes, da família dos esparídeos, encontrado principalmente no Caribe e no Golfo do México;

fonte: www.msn.com/pt-b

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Pesca comercial passa a ser proibida em área de 74 mil hectares entre Manaus e Itacoatiara


Proibição estabelece regras para manejo de rios e lagos na Bacia do Baixo Rio Preto.
Placa foi instalada em Rio Preto da Eva para comunicar proibição de pesca (Foto: Divulgação/Sema)

uma área de mais de 74 mil hectares de extensão, que corresponde a um trecho entre Manaus e o município de Itacoatiara passou a ter a pesca comercial proibida, a partir desta sexta-feira (18). A informação é da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Uma placa informando sobre a proibição foi instalada em Rio Preto da Eva, a 57 km de Manaus. A partir de agora, a região faz parte do Acordo de Pesca, homologado pelo governo e comunidades rurais, que estabelece regras para o manejo de rios e lagos da Bacia do Baixo Rio Preto.


Segundo o engenheiro de Pesca da Sema, João Bosco Ferreira, havia registros de conflitos entre pescadores comerciais, esportivos e artesanais no local. A secretaria pretende ordenar os recursos pesqueiros na região do rio Preto, para evitar, principalmente, a pesca ilegal.


“A ilegalidade é uma prática que gera muitos conflitos nas áreas produtivas entre as comunidades rurais. E isso acontece quando pescadores e embarcações de fora excedem os limites de pesca”, observou o engenheiro de Pesca.

Esse é o 22º Acordo de Pesca em funcionamento nos 62 municípios amazonenses e atende as normas contidas na Instrução Normativa nº 01/2015 da Sema, que estabelece regras para conter invasão, diminuir a pesca predatória e proporcionar a recuperação do estoque para subsistência das pessoas nas comunidades rurais e indígenas, com previsão de punição em caso de descumprimento.

Até o final de junho, a Sema vai instalar outras 20 placas informativas do acordo nos limites da área de proibição da pesca comercial. Denúncias podem ser feitas ao:

Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam): 2123-6761;
Batalhão de Policiamento Ambiental (Bpamb) da Polícia Militar do Amazonas: 988421547.

fonte: g1.globo.com/am








Pescadores denunciam mortandade de peixes em usina hidrelétrica em Lavras


Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram os peixes presos dentro da barragem da usina de funil



Vídeos que circulam em redes sociais mostram duas situações diferentes sobre a mortandade dos peixes. Em um deles, diversos animais aquáticos da espécie dos dourados aparecem presos na barragem da usina, sem conseguir chegar ao Ribeirão Vermelho, que corta a região. Em outras imagens, moradores encontram grande quantidade de peixes mortos fora dos leitos.


A Colônia de Pescadores Profissionais e Artesanais de Lavras denunciou a mortandade e pede verificação de uma possível falha no elevador instalado dentro da usina hidrelétrica e que transportava os peixes ao ribeirão. O grupo ainda pede a construção de uma escada, no leito do rio, para facilitar a locomoção dos peixes.


A vistoria programada pela Semad deve ocorrer por volta de 13h30.

Em nota, a Aliança Energia disse que "acionou os órgãos competentes assim que identificou a presença atípica de um cardume abaixo da barragem". A empresa ainda informou que o "Sistema de Transposição de Peixes (STP) funciona no período da Piracema, conforme padrão operativo e licenças ambientais" e que "equipe da UHE Funil está contribuindo e à disposição dos órgãos responsáveis na apuração do ocorrido".


*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck
fonte: em.com.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Rio seca e peixes morrem em comunidades no interior do AM

Problema afeta ao menos sete localidades em Manaquiri. Moradores também enfrentam falta de água potável.

Foto registrada na quinta (19) mostra peixes mortos em rio (Foto: Chico Batata/Arquivo Pessoal)
Moradores de Manaquiri, a 60 Km de Manaus, enfrentam transtornos em razão da seca do rio na região do Baixo Solimões. Em comunidades do município, o baixo nível das águas causa a morte de milhares de peixes.


O problema afeta ainda as comunidades Araçatuba, Andiroba, Miraauá, Lago Grande, Cainagua e Bom Intento.Fotos registradas na quinta-feira (19) mostram a situação no Paraná no Manaquiri, uma extensão de, ao menos, 100 km de peixes mortos.

A pesca é a principal fonte de alimento e renda das famílias de Manaquiri. Com a seca, moradores tentam aproveitar o que é possível.

Outro problema enfrentado na localidade é a falta de água potável. Com o rio seco e os peixes mortos essa água fica imprópria para o consumo.

O Secretário Executivo da Defesa Civil AM, coronel Fernando Pires Júnior, disse ao G1 que técnicos do órgão foram enviados, na quinta-feira, ao município para fazer um levantamento da situação e elaborar um plano de auxílio.

"Em caso de desastre, a gente acionada as autoridades competentes, no caso de Meio Ambiente. No caso de falta de água potável, demandarmos água para a cidade e tentar, pelo menos, oferecer condições básicas. Estamos com dois técnicos verificando in loco a situação e demandar ajuda humanitária", disse
.

Cidade enfrente falta de água potável (Foto: Chico Batata/Arquivo Pessoal)
Manaquiri foi uma das 42 cidades do Amazonas que decretaram situação de emergência pela enchente em 2015. A redução do nível da água no município teve início em meados de julho, como se iniciou o período de seca.

Operação Vazante
A Defesa Civil realizada a operação "Operação Vazante" para auxiliar cidades que enfrentam problemas durante a estiagem.

Até o final do mês de novembro 12 municípios deixam a lista de Situação de Emergência por conta da enchente de 2015. As cidades poderão fazer parte da Operação desencadeada no mês de agosto. Ainda conforme o órgão, Alvarães, Urucurituba e Manaquiri também sairão da situação de anormalidade.

Com o término do decreto dessas cidades, os municípios que ainda necessitam de apoio, passam a integrar a Operação Vazante.



Problema afeta ao menos sete localidades em Manaquiri (Foto: Chico Batata/Arquivo Pessoal

Pesca é a principal fonte de alimento e renda de famílias de Manaquiri (Foto: Chico Batata/Arquivo Pessoal)
fonte:g1,com.br


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Operação resgata 268 tartarugas em RR, prende e multa dois em R$ 2,6 mi


Dois traficantes de tartarugas foram presos e multados em R$ 2,6 milhões.
Há uma semana houve a maior apreensão dos últimos 10 anos na Amazônia.

Quase 270 tartarugas foram resgatadas em uma ação conjunta do ICMBio, IBAMA e CIPA e devolvidas ao Rifo Branco (Foto: Arquivo pessoal/CMBio, IBAMA e CIPA)
Quase 270 tartarugas-da-amazônia foram resgatadas na região do Baixo Rio Branco em Caracaraí, no Sul de Roraima, na noite dessa quarta-feira (11), segundo divulgado nesta quinta (12) pelo Parque Nacional do Viruá, unidade de conservação administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio). Dois homens foram presos em flagrante, multados em R$ 2,6 milhões pelo tráfico dos animais e conduzidos à Polícia Federal. As tartarugas apreendidas, algumas com até cem anos de idade, foram devolvidas ao habitat natural.

Os animais foram apreendidos ensacados, sendo transportados em duas embarcações conduzidas pelos traficantes para a cidade de Caracaraí, onde seriam vendidos por R$ 200,00 cada, segundo os fiscais que participaram da ação. O flagrante ocorreu em um local próximo à foz do rio Ajarani, no entorno do Parque Nacional do Viruá.

“Recebemos a denúncia de que essa quadrilha estaria agindo na região próxima ao parque, e ativamos imediatamente a operação. O flagrante só foi possível porque agimos à noite, no escuro”, explicou Samuel Rodrigues, técnico do ICMBio. “Quando localizamos os suspeitos, seguimos até que estivessem no meio do rio, e só então fizemos a abordagem para evitar que eles fugissem”, relatou.

A região possui grandes tabuleiros de desova de tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa), cujas fêmeas se tornam mais vulneráveis à captura no período reprodutivo, durante a estação seca, quando o nível dos rios baixa e se formam as praias de areia.

Segundo os fiscais, quando elas sobem nas praias para depositarem os ovos, os traficantes as viram de casco para baixo, imobilizando-as para serem recolhidas. Então, são aprisionadas durante vários dias nos chamados 'currais'. “Lá, elas são estocadas amontoadas, sem água nem alimento, até o dia do transporte”, explicou Rodrigues.
Depois de avaliados, as tartarugas-da-amazônia
foram devolvidas ao habitat natural
(Foto: Arquivo pessoal/CMBio, IBAMA e CIPA)

No entanto, o principal método de captura é ainda mais cruel. Segundo ele, a grande maioria é capturada com o uso dos chamados “capa-sacos”, uma espécie de rede de malha grossa, que pode chegar a 400 metros de comprimento.

“Eles são estirados de uma margem à outra do rio e ficam abertos para que os animais possam entrar. Há casos em que a gente encontra boto, peixe-boi e outros animais, que muitas vezes acabam morrendo porque não podem subir pra respirar”, destaca.

De acordo com o fiscal do Ibama Carlos Dantas, os dois traficantes presos também tiveram embarcações e motores náuticos apreendidos. No caso da multa, o valor foi duplicado, porque os animais seriam comercializados. “O valor é de R$ 5 mil por animal e foi duplicado por haver interesse pecuniário, para comércio”, explicou.

Segunda operação em uma semana
A apreensão ocorre uma semana após outra operação que resultou no maior resgate de tartarugas adultas dos últimos dez anos em toda a Região Amazônica, quando foram apreendidas e soltas 383 tartarugas, que estavam sob o poder de duas quadrilhas de traficantes. “Na operação anterior, já tinham sido aplicados R$ 7,5 milhões em multas para outros 8 traficantes”, relatou o fiscal.

As ações do Parque Nacional do Viruá já totalizam 1.960 tartarugas da Amazônia resgatadas de traficantes e devolvidas aos rios da região com vida nos últimos cinco anos. O número é um recorde para toda a Amazônia em referência à apreensão e soltura de tartarugas adultas na região. Apenas neste ano, já são 858 tartarugas adultas salvas graças às ações conjuntas.

Segundo a analista do ICMbio Beatriz Lisboa, o sucesso das operações se deve às parcerias com o Ibama, Cipa, às estratégias de inteligência e ao uso de equipamento próprio do parque.

“Apesar de todas essas apreensões se darem fora dos limites da unidade de conservação, a gestão do Parque Nacional do Viruá tem feito um grande esforço para viabilizar essas ações, pois sem a parceria dos órgãos ambientais a população de tartarugas da região seria drasticamente reduzida em poucos anos", assegura.

As ações de combate ao tráfico de quelônios na região seguem até o final do verão, em abril de 2016. Desde 2011, elas são inteiramente custeadas pelo Parque Nacional do Viruá com recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) do Ministério do Meio Ambiente.

fonte: gi.com.br 
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