domingo, 29 de março de 2009

Ibama prende 10 toneladas de bagres na Amazônia

Animais foram capturados na costa da Ilha de Marajó.
Peixes estão em época de reprodução, e pesca é proibida.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

Dez toneladas de bagres da espécie piramutaba foram aprendidos na última quinta-feira pelo Ibama na última quinta-feira (19). Os peixes foram encontrados em um barco que navegava pela costa na Ilha de Marajó, e foram doados para entidades beneficentes de Icoaraci, um distrito de Belém (PA).

O valor da multa ao proprietário do barco ainda não foi estipulado pelo Ibama, mas já se sabe que, no mínimo, ele terá que pagar R$ 20 por quilo do peixe, além de um uma multa única que varia entre R$ 700 e 100 mil.


Foto: Alex Lacerda, Ibama-PA/Divulgação

Assim como ocorre com grande parte dos peixes amazônicos, a pesca da piramutaba está proibida nesta época do ano, pois o peixe está em fase de reprodução. (Foto: Alex Lacerda, Ibama-PA/Divulgação)

fonte: http://www.globoamazonia.com/Amazonia

Piramutaba
Brachyplatystoma vaillantii

A piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii), é uma das menores espécies do gênero Brachyplatystoma (Tamanho máximo registrado: 105cm). Possui o corpo cinza na região dorsal e claro na região ventral e sua nadadeira é mais alongada de que as demais espécies do gênero. O estuário amazônico é a principal área de pesca da piramutaba tanto para a pesca artesanal quanto para a industrial. Sua pesca ocorre ao longo do Rio Solimões e Estuário Amazônico, onde anualmente essa exportação já ultrapassou os US$ 13 milhões, alcançando o 9º lugar da lista de exportações no ano de 1980 no estado do Pará, onde esta prática demonstrou-se de grande importância no país, e nos anos de 1986 e 1987 foi o terceiro tipo de pescado mais exportado pelo Brasil.

Principais fontes: Barthem, 1990; Barthem & Goulding, 1997; Lundberg e Akama, 2005.

Autores da Foto: Batista e Formiga-Aquino

Fonte: http://www.pirada.org/bagres.php?arq=piramutaba

sexta-feira, 27 de março de 2009

No Alasca ursos só comem salmão enlatado



link para download do vídeo Alasca

terça-feira, 24 de março de 2009

Hora do Planeta 2009

Hora do Planeta 2009

Movimento mundial de combate ao aquecimento global, a Hora do Planeta será realizada pela primeira vez no Brasil. Conhecido mundialmente como Earth Hour, o movimento é promovido no país pelo WWF-Brasil e o Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa. Até agora, mais de 20 cidades já confirmaram a participação, entre elas Brasília, Curitiba (PR), Lorena (SP), Salgueiro (PE), Itajaí (SC), Manaus (AM), São Geraldo do Araguaia (TO), e Cametá(PA). A idéia é que durante uma hora, no próximo dia 28 de março, as pessoas apaguem as luzes entre 20h30 e 21h30.

Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, anunciou que irá apagar as luzes de ícones cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes.
A comunidade do Morro Dona Marta e o Jockey Club também confirmaram sua participação.

O ato de apagar as luzes foi escolhido símbolo do movimento global porque na maior parte dos países a produção de energia elétrica gera grande quantidade de gases de efeito estufa que causam as mudanças climáticas.






Um ato simbólico pelo futuro do planeta

A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

Além do Rio de Janeiro outras grandes cidades mundiais já anunviaram a participação, como Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque. Mais de 1 mil cidades de 80 países confirmaram a participação na Hora do Planeta 2009 – um número que já superou a meta de adesão e que reflete a vontade da comunidade mundial de influir no futuro do planeta.

Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008 o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

“A Hora do Planeta não é um ato de economia de energia, mas um gesto de engajamento social, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor. Será uma demonstração da nossa paixão pelas pessoas, pela união, pela solução, pela conservação do planeta, e principalmente, pelo futuro e pela vida”, afirma Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.

Para mobilizar a população pela Hora do Planeta, o WWF-Brasil lançará a campanha publicitária criada pela DM9DDB e espera contar com a adesão de empresas, entidades, ONGs, associações de bairro e demais movimentos da sociedade civil.

Os cidadãos são convidados a se cadastrar no site www.horadoplaneta.org.br
Cadastre-se e saiba como participar na Hora do Planeta.
Informações 0300 789 5652

Faça parte. Apague as luzes por um futuro mais sustentável!

Trairão




DETALHES Nome Popular Trairão
Nome Científico Hoplias lacerdae e Hoplias macrophthalmus
Família Erythrynidae Distribuição Geográfica Nas bacias amazônica (áreas de cabeceiras dos tributários) e Tocantins-Araguaia ocorre H. macrophthalmus e na bacia do Prata (alto Paraguai) H. lacerdae.

Descrição Peixe de escamas; corpo cilíndrico. Pode atingir 20kg e mais de 1m de comprimento total, mas exemplares desse porte são difíceis de encontrar. A coloração é quase negra no dorso, os flancos são acinzentados e o ventre esbranquiçado.

Possui a lígua lisa, sem dentículos.
Ecologia Espécie piscívora, muito voraz. Vive na margem dos rios e de lagos/lagoas em áreas rasas com vegetação e galhos.

Equipamentos Equipamento médio/pesado; linhas de 17, 20 e 25 lb.; anzóis de n° 6/0 a 8/0, encastoados com arame ou cabo de aço recapado de 50 a 100 lb. Iscas Iscas naturais, como pedaços de peixes (cachorra, matrinxã, curimbatá etc.).

As iscas artificiais também são muito utilizadas, principalmente os plugs de superfície e meia água, spinnerbaits e colheres.


Dicas Muito cuidado ao retirar o anzol da boca do trairão porque a mordida é forte e os dentes afiados.

Recordes Hoplias macrophthalmus - Trairão - 13,5kg/29lb Fonte: PNPDA

Assista o vídeo no Blog ensinando a fazer a traíra sem espinho.

Como cuidar das varas de pesca.

vara_chamada1.jpg
As boas varas do mercado têm na durabilidade um dos seus grandes destaques. Algumas são verdadeiras jóias com acabamento primoroso, proporcionando precisão nos arremessos e muita sensibilidade. Porém, mesmo com toda a tecnologia usada, elas não estão isentas de danos no transporte ou situações de uso onde alguns riscos são inevitáveis. Por isso, para manter aquela vara de estimação, verdadeira companheira de pesca, em estado de nova, vale por emprática alguns cuidados.

.1. Após a sua pescaria, lave com água e sabão neutro e deixe-a secar na sombra para não manchar a pintura. Nunca use produtos que contém ácidos.

.2. Os passadores e a ponteira devem ser lavados com pequena escova, água e sabão, para que a composição do fio e da resina utilizados na sua fixação, não seja alterada.

.3. Se os passadores e a ponteira já estiverem com início de oxidação, provocada pela maresia, use uma esponja de aço fina.

.4. Se a pintura do blanck (conudo ou corpo da vara) estiver fosca, use polidor automotivo líquido, para realçar o brilho.

.5. Se o blanck estiver com sua pintura original riscada ou desgastada, utilize lixa d'água n. 400 para remoção da tinta; em seguida, pinte o blanck com tinta spray automotiva, protegendo os passadores e a ponteira com fita crepe.

.6. Quando o cabo de cortiça ou EVA estiver liso e escorregadio (ocasionado pelo suor das mãos), use esponja de limpeza doméstica com água e sabão, ou ainda lixa d'água n. 200.

.7. Se após a limpeza o cabo de EVA estiver ressecado, dificultando a pegada, utilize vaselina líquida até que fique macio e com a cor renovada.

.8. Guarde sua vara de pesca em suportes que a mantenham na posição vertical, para que o blanck não adquira memória ou entorte.

.9. Quando for viajar para longas distâncias, utilize tubo de transporte. Os melhores são os de PVC com dispositivo de amarração do feixe de varas em seu interior.

.10. Quando transportar suas varas de pesca dentro de tubos, amarre o feixe para que o conjunto de varas tenha a sua resistência somada e assim suporte melhor as eventuais batidas.

Revista Pesca Esportiva - Edição 111

domingo, 22 de março de 2009

Dia Mundial da Água

Clique na foto para ampliar

Planeta Água

Guilherme Arantes

Composição: Guilherme Arantes



Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)

Link para donwload mp3 música Planeta Água.
Link para Vidéo YouTube Planeta Água
Link do site que foi extraída a foto

segunda-feira, 16 de março de 2009

Foto enviada pelo Amigo Dr. Jorge Fernandes de Manaus-AM

foto de Pescaria
Silvio Shimdt de Blumenau - SC, com um a bela aruanã, pega no lago da Hidroelétrica de Balbina em Março/2009.





foto Dr. Jorge Fernandes.




HUMOR:

Esta é do meu amigo Sgt Ribamar. Conta ele que, quando mais jovem, estava pescando junto com seu pai, o Sr. Alfredo, uns cará-açu lá pela bandas do Curarí ( Região do Rio Solimões próximo a Manaus), quando a isca acabou.O Sr. Alfredo começou a olhar pelo igapó a fim de arrumar uma solução. Foi quando ele viu no meio do capinzal um cobra com um sapinho na boca. Ele rapidamente agarrou a cobra, retirou o sapinho da boca e colocou um gole de pinga pela goela do réptil, soltando-a a seguir.Passado algum tempo, o meu amigo Ribamar (na foto da Pirarara no blog ao fundo) ouviu algo batendo do lado da canoa. Ao olhar para ver o que era teve uma surpresa era a mesma cobra, agora, com dois sapinhos na boca.
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Tenho saudades de nossas pescarias.
pretendo na próxima baixa (setembro) aparecer e pescar muito.
envie mais fotos e novidades.


um grande abraço e boas pescarias

Jorge Loureiro

Ribeirinhos fazem pesca sustentável de peixes ornamentais no AM

Coleta é realizada na reserva de Amanã, no norte do estado.
Veja álbum de fotos de como é feita a captura.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

Depois de muitas pesquisas, moradores da Reserva de Amanã, no norte do Amazonas, conseguiram fazer sua primeira coleta sustentável de peixes ornamentais. Com todo o cuidado para não depredar o ambiente ou causar impacto na vida dos animais aquáticos, os ribeirinhos coletaram 750 exemplares de acará-disco, peixe muito procurado por apaixonados por aquários.

Foto: Henrique Lazzarotto-Instituto Mamiraúa/Divulgação

Na primeira coleta, 750 espécies de acará-disco foram capturadas com pequenas redes. (Foto: Henrique Lazzarotto-Instituto Mamiraúa/Divulgação)

Os estudos para capturar peixes coloridos sem causar danos à reserva começou em 2003. Segundo o biólogo Alexandre Hercos, que realizou as pesquisas com o apoio do Instituto Mamirauá, cientistas conseguiram selecionar 13 espécies de peixes ornamentais para a pesca dentro da reserva.

Veja galeria de fotos da coleta dos peixes ornamentais

Para fazer a escolha, foi feito um levantamento de quais eram os animais mais abundantes, as espécies que tinham maior valor comercial e as que estavam autorizadas para comercialização pelo Ibama. “Estabelecemos algumas cotas para a coleta, para que a captura seja sustentável”, explica Hercos.

Fonte: http://g1.globo.com/Amazonia

saiba mais sobre a reserva Amanã


sábado, 14 de março de 2009

Conservando iscas artificiais

Escrito por Roald Andretta

Muitas iscas artificiais podem ser caras, outras raras, algumas simples ou até objetos de desejo.

Elas tanto acompanham os pescadores ao longo dos anos que, comparadas às naturais, podem proporcionar bastante economia. A coleção vira objeto de estimação e a caixa completa é indispensável para uma pescaria tranqüila, mesmo que não se tenha tempo para usá-las todas.

Para conservar estas jóias, podemos adotar alguns peocedimentos básicos:

.1. Escolha bolsas ou caixas onde as iscas possam ser armazenadas individualmente. Nãp guarde iscas plásticas (soft-baits) de cores diferentes no mesmo compartimento, sob o risco de deixá-las manchadas.

.2. Após usar plugs ou iscas metálicas em água salgada, lave-as com água doce, secando antes de guardá-las. Arroz cru junto às iscas faz o mesmo efeito da sílica-gel, ou seja, absorve umidade e evita ferrugem. Garatéias e anzóis enferrujados, além de enfraquecer, podem manchar a pintura dos plugs.

.3. Evite misturar as "hardbaits" com iscas plásticas (softs baits) porque muitas delas têm sal na sua composição, provocando oxidação e conseqüente ferrugem das partes metálicas.

.4. As melhores iscas sao as mais usadas e atacadas pelos predadores. No caso de danos com pitões arrancados ou barbelas trincadas, uma cola de contato prolongará sua vida útil.

.5. Uma isca ôca, quando perfurada, dve ser secada antes de ser conservada. a melhor forma de eliminar toda a água de seu interior é fazer um pequeno furo na parte posterior e girá-la presa a uma linha. Assim, a força centrífuga fará a água ser expelida.

.6. As softs-baits (iscas plásticas de material macio) podem ser guardadas em embalagens herméticas. Nesse caso, adcionar algum l;iquido atrativo. Dessa forma, não ressecam e adquirem o sabor e o cheiro do produto.

.7. As soft-baits danificadas por peixes com dentes podem ser facilmente remendadas. Basta aquecer a ponta de uma lâmina, encostar no corte e fundi-las novamente.

.8. Evite usar iscas de madeira para pescar espécies com dentes. Caso isso ocorra, aplique verniz incolor após o uso para impermiabilizar novamente a isca. Se o dano for muito grande, vale um pintura nova.

.9. Regule o freio da carretilha ou molinete, certificando-se de que a tensão na linha não seja superior à carga para a qual a isca foi projetada. Dessa forma, você evita que o cobiçado peixe grande escape, arrebentando a isca.

.10. Nunca puxe com energia uma isca engatada. Uma vez solta, ela pode atingir o barco e se quebrar, ou pior, causar ferimento no pescador.


Publicado pela Revista Pesca Esportiva (No.105)


sexta-feira, 13 de março de 2009

Amazônia: Fundamentos da ecologia da maior região de florestas tropicais

Foto Rio Negro

Clique na imagem para amplia-lá




O número de espécies de peixes na América do Sul ainda é desconhecido, sendo sua maior diversidade centralizada na Amazônia. Estima-se que o número de espécies de peixes para toda a bacia seja maior que 1300, quantidade superior a que é encontrada nas demais bacias do mundo. O estado atual de conhecimento da ictiofauna da América do Sul se equipara ao dos Estados Unidos e Canadá de um século atrás e pelo menos 40% das espécies ainda não foram descritas, o que elevaria o número de espécies de peixes para além de 1.800. Apenas no rio Negro já foram registradas 450 espécies. Em toda a Europa, as espécies de água doce não passam de 200.


Localização
A Amazônia é um território único pela variedade indescritível de sua flora e fauna. Estende-se por nove países da América do Sul, dos quais o Brasil fica com a maior parte, 63,4% do total. É delimitada ao norte e ao sul, respectivamente, pelos maciços das Guianas e do Brasil Central; a oeste, pela Cordilheira dos Andes. Abriga o sistema fluvial mais extenso e de maior massa líquida da Terra, sendo coberta pela maior floresta pluvial tropical. O Amazonas drena mais de 7 milhões de quilômetros quadrados de terras e é, por larga margem, o rio de maior massa líquida, com uma vazão anual média de 200.000 metros cúbicos por segundo. Essa região corresponde a 1/20 da superfície da Terra, a 2/5 da América do Sul, 1/5 da disponibilidade mundial de água doce, 1/3 das reservas mundiais de florestas latifoliadas, e somente 3,5 milésimos da população mundial, com uma densidade de 2 hab./Km2.

Clima
A sazonalidade na bacia amazônica é marcada pela pluviosidade e pela alteração do nível dos rios, que pode chegar a mais de 12 metros em algumas regiões. A precipitação na bacia não é homogênea, tanto em relação ao período do ano quanto às diferentes localidades na Amazônia. Na parte meridional do estuário do rio Amazonas, encontra-se uma zona com maior abundância de chuvas, onde a precipitação atinge mais de 2.600mm; muita mais chuva cai no noroeste da Amazônia, onde as precipitações anuais alcançam mais de 3.600mm. Entre essas faixas ocorrem zonas nas quais as precipitações em certos anos ficam abaixo dos 2.000mm. Notam-se ainda diferenças maiores ou menores entre o período chuvoso e o de estiagem. Na região de Santarém, nas imediações do rio Tapajós, por exemplo, pode ocorrer em certos anos que durante cerca de quatro semanas seguidas, agosto a setembro, não chova nada. Já no noroeste da Amazônia as diferenças podem ser bem diminutas entre as épocas mais e menos chuvosas.
A temperatura média anual fica entre 26 e 27 graus Celsius, com diferenças sazonais de apenas + ou - 1 grau,em que o período da estiagem é mais quente que o das chuvas. No decorrer do dia, entretanto, a amplitude térmica pode ultrapassar 10oC. A umidade relativa do ar é sempre muita elevada, podendo alcançar 100% de saturação durante a noite.

As chuvas e a evapotranspiração
A evapotranspiração é um fenômeno de fundamental importância para se compreender a relação entre o clima pluvial amazônico e a existência da floresta. Cerca de metade da água da chuva que cai na região retorna através de evapotranspiração diretamente à atmosfera, onde novamente se condensa e volta a cair. Existe, pois, uma retroalimentação altamente significativa pela presença da floresta. O clima da região é dependente da floresta e é por isso que se diz que o desmatamento terá um efeito catastrófico sobre o clima.

Os rios da Amazônia
Os rios da Amazônia podem ser separados em três tipos: rios de água preta, rios de água branca e rios de água clara.
Os rios de água branca são aqueles cujas cabeceiras encontram-se próximas aos sedimentos andinos, sendo caracterizados por apresentarem um elevado teor de argila em suspensão, visibilidade de 0,1 a 0,5 metros e pH 6,5 a 7,0. São rios de água branca os rios Amazonas, Branco, Madeira, Juruá e Purus. Esses rios formam em suas margens uma planície de aluviões recentes, as várzeas.
Os rios de água clara são aqueles que se originam no Planalto Brasileiro ou no Planalto Guianense. Carreiam uma quantidade muito pequena de partículas em suspensão, podem apresentar uma visibilidade superior a 4 metros e o pH de 4,0 a 7,0. São rios de água clara os rios Xingu, Tapajós e Tocantins.
Os rios de água preta são aqueles originados nos sedimentos arenosos terciários da Amazônia Central. Este tipo de rio caracteriza-se pela água marrom transparente com visibilidade entre 1,5 a 2,5 metros e apresenta um pH entre 3,5 e 4,0 devido à elevada quantidade de ácidos húmicos e fúlvicos em suspensão, que adquirem ao inundar a vegetação. O exemplo mais típico é o rio Negro.

A Vegetação da Amazônia
A Amazônia não é homogênea. Ao contrário, ela é formada por um mosaico de hábitats bastante distintos. A diversidade de hábitats inclui as florestas de transição, as matas secas e matas semidecíduas; matas de bambu (Guadua spp.), campinaranas, enclaves de cerrado, buritizais, florestas inundáveis (igapó e várzea), e a floresta de terra firme.

Florestas de terra-firme
As florestas de terra-firme caracterizam-se por ocorrer em áreas não sujeitas a inundações. Apresentam uma grande variedade de fisionomias (florestas densas, florestas semi-abertas com babaçu, florestas secas com palmeiras, florestas secas com cipós, florestas secas com cipós e palmeiras, etc.). O tipo predominante apresenta árvores altas (mais de 25 m de altura), copa fechada, muitas lianas, sub-bosque aberto e elevada biomassa. O conjunto das florestas de terra-firme representa cerca de 80% da vegetação da região.

Florestas de áreas inundadas: a várzea e o igapó
Cerca de 15% da Amazônia é ocupada pelos rios ou inundada em caráter permanente ou sazonal. A constatações de que o nível de fertilidade dos rios refletia na vegetação, levou a maioria dos botânicos a adotar o critério "cor dos rios" para separar as florestas inundadas em várzea e igapó. Assim, são denominadas de florestas de várzea as florestas sujeitas a inundação pelos rios de água branca, e florestas de igapó, as florestas inundadas por rios de água clara ou preta. A floresta de várzea é caracterizada pela maior riqueza em nutrientes. Enquanto o igapó é caracterizado pela acidez e pobreza de nutrientes.

Buritizais
Nas margens dos rios amazônicos e em certas áreas que possuem drenagem insuficiente, é comum encontrar buritizais, isto é, florestas compostas quase que exclusivamente por buritis (Mauritia flexuosa).

Manguezais
Manguezais são florestas costeiras adaptadas à água com elevado teor de salinidade e as variações das marés. Os manguezais ocorrem em toda a costa Atlântica. As três principais espécies de árvores dos manguezais amazônicos são: Rhizophora mangle, Aviccennia tomentosa e A. germinans. As duas últimas penetram no estuário amazônico até próximo à Floresta Nacional de Caxiuanã. Outras espécies ocorrem associadas, como Laguncularia racemosa.

As savanas amazônicas
Além da vegetação florestal, ocorrem na Amazônia enclaves de vegetação de savana. Essa vegetação pode em geral ser classificada em campos de terra-firme, de origem terciária ou quaternária, e campos inundáveis, que podem ser campos marginais de várzeas ou campos interioranos.

Campinaranas ou Caatingas amazônicas
As caatingas amazônicas ou caatingas de areia branca cobrem cerca de 30.000 quilômetros de área, na região do rio Negro. Em geral ocorrem sob a forma de manchas isoladas espalhadas no conjunto da mata tropical de terra-firme. Apesar de sofrerem inundações periódicas, suas plantas tendem a apresentar características de esclerofilia.

Estado atual do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica
Em nenhum lugar do mundo existem mais espécies de animais e de plantas do que na Amazônia, tanto em termos de espécies habitando a região como um todo (diversidade gama), como coexistindo em um mesmo ponto (diversidade alfa). Entretanto, apesar da Amazônia ser a região de maior biodiversidade do planeta, apenas uma fração dessa biodiversidade é conhecida. Portanto, além da necessidade de mais inventários biológicos, um considerável esforço de amostragem também é necessário para se identificar os padrões e os processos ecológicos e biogeográficos.

A riqueza da flora compreende aproximadamente 30.000 espécies, cerca de 10% das plantas de todo o planeta. São cerca de 5.000 espécies de árvores (maiores que 15cm de diâmetro), enquanto na América do Norte existem cerca de 650 espécies de árvores. A diversidade de árvores varia entre 40 e 300 espécies diferentes por hectare, enquanto na América do Norte varia entre 4 a 25

Os artrópodos (insetos, aranhas, escorpiões, lacraias e centopéias, etc.) constituem a maior parte das espécies de animais existentes no planeta. Na Amazônia, estes animais diversificaram-se de forma explosiva, sendo a copa de árvores das florestas tropicais o centro da sua maior diversificação. Apesar de dominar a Floresta Amazônica em termos de número de espécies, número de indivíduos e biomassa animal, e da sua importância para o bom funcionamento dos ecossistemas, estima-se que mais de 70% das espécies amazônicas ainda não possuem nomes científicos e, considerando o ritmo atual de trabalhos de levantamento e taxonomia, tal situação permanecerá por muito tempo. Atualmente são conhecidas 7.500 espécies de borboletas no mundo, sendo 1.800 na Amazônia. Para as formigas, que contribuem com quase um terço da biomassa animal das copas de árvores na Floresta Amazônica, a estimativa é de mais de 3.000 espécies. Com relação às abelhas, há no mundo mais de 30.000 espécies descritas sendo de 2.500 a 3.000 na Amazônia.

Um total de 163 registros de espécies de anfíbios foi encontrado para a Amazônia brasileira. Esta cifra eqüivale a aproximadamente 4% das 4.000 espécies que se pressupõe existir no mundo e 27% das 600 estimadas para o Brasil. A riqueza de espécies de anfíbios é altamente subestimada. A grande maioria dos estudos concentra-se em regiões ao longo das margens dos principais afluentes do rio Amazonas ou em localidades mais bem servidas pela malha rodoviária. Foram encontradas 29 localidades inventariadas para anfíbios na Amazônia brasileira. Deste total, apenas 13 apresentaram mais de 2 meses de duração. Isso significa que a Amazônia é um grande vazio em termos do conhecimento sobre os anfíbios e muito ainda há que ser feito.

O número total de espécies de répteis no mundo é estimado em 6.000, sendo próximo de 240 espécies o número de espécies identificadas para a Amazônia brasileira, muitas das quais restritas à Amazônia ou a parte dela. Mais da metade dessas espécies são de cobras, e o segundo maior grupo é o dos lagartos. Embora já se tenha uma visão geral das espécies que compõem a fauna de répteis da Amazônia, certamente ainda existem espécies não descritas pela ciência. Além disso, o nível de informação em termos da distribuição das espécies, informações sobre o ambiente onde vivem, aspectos de reprodução e outros ligados à biologia do animal, assim como sobre a relação filogenética (de parentesco) entre as espécies é ainda baixo.

As aves constituem um dos grupos mais bem estudados entre os vertebrados, com número de espécies estimado em 9.700 no mundo. Na Amazônia, há mais de 1000 espécies, das quais 283 possuem distribuição restrita ou são muito raras. A Amazônia é a terra dos grandes Cracidae (mutuns), Tinamidae (inhambus), Psittacidae (araras, papagaios, periquitos), Ramphastidae (tucanos e araçaris) e muitos Passeriformes como por exemplo, os Formicariidae, Pipridae e Cotingidae.

O número total de mamíferos existentes no mundo é estimado em 4.650. Na Amazônia, são registradas atualmente 311 espécies. Os quirópteros e os roedores são os grupos com maior número de espécies. Mesmo sendo o grupo de mamíferos mais bem conhecido da Amazônia, nos últimos anos várias espécies de primatas tem sido descobertas, inclusive o sagüi-anão-da-coroa-preta, e o sauim-de-cara-branca, Callithrix saterei.

Fonte:

http://www.museu-goeldi.br/biodiversidade/o_amazonia.asp

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