terça-feira, 1 de maio de 2012

Balbina no País da Impunidade



Em toda a Amazônia estão previstas a criação de 150 hidrelétricas, das quais 60 delas na Amazônia brasileira. A hidrelétrica de Balbina, concebida e construída na ditadura militar (1964-1985) no rio Uatumã (Amazonas), passou a funcionar a partir de 1989, Um bilhão de dólares do dinheiro do contribuinte foi usado para destruir 240 mil hectares de floresta, afogar animais silvestres, alagar terras indígenas e provocar fome e doença entre os ribeirinhos da região. Em troca dessa catástrofe, apenas insignificantes 80 megawatts firmes para Manaus. Passados todos estes anos, o modelo energético brasileiro não sofreu nenhuma revisão em todos os governos após a redemocratização do Brasil. O físico José Goldemberg, em depoimento, recomendou que Balbina fosse desativada e mantida como um monumento à insanidade humana. O missionário Egydio Schwade denunciou o desaparecimento de várias aldeias indígenas com a construção da barragem. Só a cegueira ideológica não enxerga os impactos socioambientais irreversiveis provocados pelo desenvolvimentismo nacional, em sua nova etapa. Tampouco se aprende com a experiência do passado. Em 1989, o autor desse vídeo, durante um comício em Manaus, entregou uma cópia para o operário que assumiria em 2003 a presidência da república, numa das maiores mobilizações de esperança do povo brasileiro. Mais tarde, o presidente da república faria uma surpreendente declaração ao qualificar os quilombos e os indígenas como um entrave para o desenvolvimento da Amazônia. A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha manifestou sua perplexidade nas páginas da Revista de História da Biblioteca Nacional. Não apenas os compromissos assumidos com a causa indígena estavam sendo rasgados. Esvaia-se, também, a esperança dos povos da floresta. Silenciar sobre a desastrada política energética brasileira é um crime de lesa-humanidade. A presente edição é dedicada à memória do bispo D. Jorge Marskell, de quando a Igreja Católica estava comprometida com a Teologia da Libertação. Salve Jorge!


Fonte blog  Picica 
o autor Dr. Rogélio Casado `
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Belo Monte e Rio+20





Obra de Belo Monte
Foto: Greenpeace
Versão em português da entrevista sobre Belo Monte e a Rio+20concedida ao jornalista Mauro Villone, do jornal La Stampa, Itália. 

26 de abril de 2012


Mauro Villone: Qual é a situação real atual do projeto da barragem? A que ponto estão os trabalhos?

Telma Monteiro: Belo Monte já é uma grande cicatriz sangrando na Amazônia. As obras já vão avançadas invadindo o leito do rio Xingu e imagens mostram árvores inteiras e fragmentos de vegetação sendo arrastados pela correnteza, o rio turvo tingido pela terra removida das margens.  Neste momento estão sendo construidas as ensecadeiras que permitirão secar uma parte dor rio para fazer a barragem.  Também estão sendo feitas as escavações na rocha para abrir 20 quilômetros de canais que vão desviar grande parte das águas do Xingu para um reservatório artificial.  Ás águas desse reservatório artificial, contidas por dezenas de diques no meio da floresta, vão fazer funcionar as turbinas da casa de força principal.  Este momento das obras é devastador para o rio que sofre com as interferências no seu fluxo. É agora que as grandes máquinas escavadeiras revolvem a terra para construir uma espécie de passagem dentro do rio Xingu; é quando as árvores são derrubadas para dar lugar à destruição com sérias consequências para a fauna e a flora.  Outra grande interferência diz respeito ao que chamam de "bota fora" ou seja, todo o material que é escavado, terra e pedras, têm que ser depositados em algum lugar na região; o trânsito de caminhões e a poluição aumentam os riscos para aqueles que moram nas comunidades próximas. Neste momento a face da Volta Grande do Xingu está sendo alterada para sempre.

Mauro Villone: A implementação do projeto, que danos realmente irao causar à população e ao meio ambiente?

Telma Monteiro: as autoridades do governo brasileiro dizem que construir grandes hidrelétricas na Amazônia pode gerar uma energia limpa e barata. A energia que será gerada em Belo Monte não pode ser considerada limpa porque põe em risco a vida dos povos indígenas e das populações tradicionais, ameaça a biodiversidade e os ecossistemas. Essa energia não pode ser considerada renovável porque viola o direito à vida dos povos indígenas, das populações tradicionais e põe em risco  a biodiversidade. O trecho de 100 quilômetros chamado Volta Grande do Xingu sofrerá com a escassez da água em conseqüência de uma das barragens e isso vai levar à extinção de espécies de peixes, impedir a navegação dos ribeirinhos e indígenas, destruir a mata ciliar e criar pequenos lagos de águas estagnadas onde mosquitos e larvas de doenças como dengue e malária se multiplicarão facilmente. Os impactos começam antes das obras, com o aumento de população em busca de oportunidades, como está acontecendo com a cidade de Altamira que já perdeu a capacidade de suporte: não tem saneamento básico, água potável, faltam leitos nos hospitais, as escolas são insuficientes, os aluguéis estão altos, não há vagas nos hotéis, operários do Brasil inteiro acampam nas ruas. Depois vêm os impactos decorrentes do desmatamento, da construção dos canteiros de obras, dos alojamentos dos trabalhadores e das barragens, das escavações, da presença de operários, depredação da caça e da pesca, da violência, das doenças e da prostituição infantil. A terceira fase é a que virá depois das obras civis com o enchimento dos reservatórios, que vai liberar o gás metano que contribui com o aquecimento global e, finalmente, depois de autorizada a operação da usina, os impactos  continuarão por toda a sua vida útil e mais além, após sua desativação.

Mauro Villone: Com a construção da barragem sao violados acordos de protecção do Xingu?

Telma Monteiro: Faltou transparência das autoridades brasileiras que tomaram a decisão de construir Belo Monte e faltou o consentimento livre, prévio e informado dos povos indígenas e a justa indenização das populações ribeirinhas que serão afetadas. As audiências públicas não foram suficientes para cumprir o papel de mostrar a verdadeira face do projeto e só serviram para que as autoridades do governo brasileiro, Ibama e as empresas responsáveis pelos estudos ambientais tivessem a oportunidade de “enfiar Belo Monte goela abaixo da sociedade”. A Constituição Federal do Brasil exige a consulta aos povos indígenas. Todas as Unidades de Conservação da região que sofrerá os impactos diretos e indiretos de Belo Monte serão afetadas em algum momento, pois as mudanças climáticas já estão alterando o regime de vazões dos rios da Amazônia. O Parque do Xingu está em risco assim como muitas espécies de peixes. Tantas verdades foram omitidas no processo de licenciamento de Belo Monte, que seria preciso vários volumes de um livro para contar como as autoridades brasileiras estão conseguindo criar um caos na natureza que jamais será  mitigado ou compensado.  

Mauro Villone: Qual é a situação atual das comunidades indias?

Telma Monteiro: Muito já se tem mostrado e escrito sobre os impactos não estudados sobre os povos indígenas do Xingu. O governo brasileiro e os técnicos que viabilizaram Belo Monte disseram que as terras indígenas não serão alagadas e por isso não terão impactos. Isso é uma mentira, pois os impactos serão sentidos também nas terras indígenas que estão vulneráveis às obras e suas influências. Seja pelo aumento da população migratória, seja pela especulação imobiliária, seja pela alteração do fluxo natural do rio Xingu, seja pela diminuição de espécies de peixes, da fauna, seja pelo desequilíbrio do ecossistema da região. O próprio rio Amazonas será afetado, pois o Xingu é um dos seus principais afluentes e a sua foz que fica depois do trecho da Volta Grande sofrerá grandes alterações que não foram estudadas e nem diagnosticadas nos estudos ambientais.

Mauro Villone: E a posição de elis em relação ao problema?

Telma Monteiro: Os indígenas estão tentando entender o que está acontecendo e aquilo que os ameaça. O Ministério Público Federal brasileiro, no cumprimento do seu papel institucional, procura proteger as minonorias. No entanto o sistema judiciário brasileiro está engessado por uma postura que favorece o governo brasileiro e as grandes empresas, sob o argumento de que o Brasil precisa crescer mesmo que seja ao custo da destruição da Amazônia e a ameça à cultura dos povos indígenas. As etnias do Xingu querem e exigem que seus direitos sejam respeitados, estão em busca das informações e conhecimento dos impactos sobre suas vidas e que não lhes foi dado pelas autoridades. Os estudos ambientais foram aprovados pelo Ibama, órgão federal responsável pelo licenciamento de Belo Monte, sob grande pressão política do governo e das empresas interessada.  A viabilidade ambiental de Belo Monte não existe e foi duramente questionada pela sociedade no processo de licenciamento, principalmente no que diz respeito aos impactos em terras indígenas. A Licença Prévia, que é a primeira e que habilita o empreendimento para o leilão de venda de energia, contrariou o parecer dos técnicos e foi concedida por pressões políticas do governo brasileiro. Foram apontadas 40 irregularidades no projeto de Belo Monte e essas irregularidades se transformaram em condicionantes que deveriam ter sido cumpridas antes que as obras tivessem início.  

Mauro Villone: Os benefícios em termos de energia, o que naturalmente não há lugar em nossa visão justificar a intervenção, ainda estariam significativos?

Telma Monteiro: O governo adquiriu a energia de Belo Monte para os próximos  30 anos. Vai conceder um  desconto de 75% no imposto de renda para as empresas do consórcio construtor durante dez anos, além de taxas e impostos durante as obras. O BNDES, banco do governo, vai financiar a construção de Belo Monte com juros mais baixos que os de mercado; com o desconto do IR, a isenção dos impostos e o financiamento de 80% de Belo Monte por um banco público, a energia, na verdade é muito mais cara. Belo Monte vai custar tão caro e tem tantas incertezas sobre qual quantidade de energia que vai gerar,  que torna inviável sua construção e futura operação. O próprio Tribunal de Contas da União do Brasil já havia questionado os valores apresentados pelas autoridades do governo e os custos ambientais e sociais para construir Belo Monte. É  impossível contabilizar os custos de todos os impactos que destruirão aquela região do Xingu e contabilizar também os custos das medidas necessárias para corrigir os impactos que devem afetar a sobrevivência dos povos indígenas e das populações tradicionais,  como a perda do turismo, da atividade pesqueira, da cultura, dos laços sociais e familiares. Não estão sendo contabilizados também os problemas como contaminação dos poços de água, da perda da biodiversidade, de enchentes graves ou de secas piores que podem alterar para sempre os rios da região e levar à extinção da flora e da fauna.

Mauro Villone: Quanto à corrupção generalizada no governo brasileiro va a influenciar a situação?

Telma Monteiro: O papel do Estado brasileiro é resolver as deficiências regionais  de  saúde, educação, esgoto, água, estradas , pois para isso o povo brasileiro paga impostos altíssimos. No caso de Belo Monte e de outras grandes hidrelétricas na Amazônia o que tem acontecido é que o Estado está passando essa responsabilidade para as empresas com o objetivo de obater a aprovação da sociedade. Quando as empresas se prestam a resolver essas deficiências, na verdade estão colocando adicionando nos custos do empreendimento  e o cidadão brasileiro acaba pagando duas vezes: uma quando paga seus impostos embutidos nos preços dos alimentos, eletrodomésticos ou do desconto do Imposto de Renda na fonte e outra quando o governo está ofertando uma energia mais cara para que as os interesses das empreiteiras que custeiam campanhas eleitorais milionárias façam papel dos administradores públicos e construam escolas, postos de saúde, hospitais. Mas no final  essas são promessas que não são cumpridas e os cidadãos da região pagaram duas vezes por aquilo que não receberam. As autoridades do setor elétrico brasileiro têm interesse em facilitar a construção de hidrelétricas, pois são grandes obras feitas por empresas privadas associadas a empresas estatais, financiadas com dinheiro público e que não sofrem controle e fiscalização. Não há transparência. O povo brasileiro não está ameaçado por falta de energia, não vai haver apagão. O governo brasileiro usa essa história do apagão como desculpa para construir grandes hidrelétricas que só serão importantes para grandes empresas que exploram os recursos naturais para exportar produtos que precisam ser fabricados com o uso de muita energia. As obras de grandes barragens são importantes para as grandes construtoras e fabricantes de cimento que acabam financiando campanhas eleitorais. O crescimento da economia não depende da construção de hidrelétricas e a sociedade precisa participar da escolha do modelo de desenvolvimento aproveitando este momento da Rio+20:  usando energia genuinamente limpa como eólica, fotovoltaica. Não é preciso construir usinas termelétricas a carvão e a óleo diesel se forem feitos investimentos em manutenção das linhas de transmissão, que amargam 17% de perdas, recuperação das antigas usinas hidrelétricas que já perderam sua capacidade de geração e investimentos em programas de eficiência energética e combate ao desperdício.

Mauro Villone: Porque o governo brasileiro, em sua opinião, não tem sensibilidade suficiente para estar ciente destes problemas?

Telma Monteiro: O governo brasileiro tem e sempre teve conhecimento do problemas que aconteceram e que estão acontecendo em Belo Monte. Os operários nos canteiros de obras entraram em greve neste final de semana porque os salários são ruins, porque têm dificuldades nos alojamentos, no transporte até as obras que são distantes e de difícil acesso. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho.

Mauro Villone: Rio + 20 servirá para alguma coisa ou seran apenas palavras?

Telma Monteiro: Se o Brasil pretende se confirmar como liderança em energias limpas na Rio+20, deveria começar por levar e discutir com seus parceiros estratégicos propostas consistentes sobre conservação e eficiência energética, descentralização da geração e uma matriz de transportes coerente com essa postura.  Postar-se como o grande detentor da matriz mais verde do mundo é uma falácia. Um momento tão propício como esse é tudo que o mundo anseia para rever o modelo de crescimento que está levando o planeta para o ponto de onde não será possível retornar.  Belo Monte é o mais exemplo de como as autoridade o governo do Brasil mentem para o resto do mundo. Criou uma imagem que não condiz com a realidade.

Mauro Villone: Além do dano local no prejuízo humano e ecológico, a barragem é um dano também para a cultura mundial? Se assim for, por quê?

Telma Monteiro:  O Brasil com a construção de Belo Monte é o retrato da falta de cultura. Falta de cultura no sentido de buscar um modelo de desenvolvimento baseado em energias alternativas que mantenham os recursos naturais da Amazônia e que sirva de exemplo para o resto do mundo. Belo Monte não passa de um pote no final do arco-iris, pois não existe, é irreal no propósito de suprir o Brasil de energia limpa. O Brasil hoje é um factóide e por ser um país líder na América do Sul, não está desempenhando o verdadeiro papel importante que lhe cabe: o de referência internacional em sustentabilidade.

Mauro Villone: O que fazer para difundir o conhecimento sobre esta situação de exploração global (que não é apenas sobre Belo Monte, mas situações diferentes do planeta)?

Telma Monteiro: Isso que estamos fazendo aqui, divulgando a verdade, contrapondo as mentiras difundidas pelo governo brasileiro. Temos que insistir na transparência dos governos e na fusão de organizações internacionais voltadas para salvar o planeta Terra. Essa situação vivida em Belo Monte, na Amazônia, é um câncer que se alastrará se não mostramos a verdade.  Temos que desmistificar essa imagem de "bom moço" que o Brasil tenta passar, pois subjugar seus povos e destruir os ecossistemas não merece aprovação do resto do mundo.

Mauro Villone: A FUNAI o que esta fazendo?

Telma Monteiro:  A Funai é um órgão do Estado brasileiro e segue o caminho que lhe é determinado pelas altas patentes do governo. A Funai não tem estrutura para arcar com todos os problemas que vêm acontecendo com as demarcações de terras dos povos indígenas, não consegue acompanhar e fiscalizar a presença devastadora de projetos que devem destruir a vida dos índios. A Funai é refém dos interesses do governo e sua ação está limitada à burocracia governamental. 

Mauro Villone: Qual a real è a posição da Dilma e do Governo?

Telma Monteiro: Dilma é retrógrada e está conduzindo o país para um apagão de inteligência. Rever as políticas energéticas adotadas nos últimos 20 anos, também seria um exercício digno de nação líder que pretende galgar o quinto lugar entre as maiores economias do mundo.  Dados comparativos mostram que a energia hidrelétrica  já ocupa uma posição secundária (inclui os países ricos já tenham esgotado seus potenciais de hidroeletricidade), mas o Brasil continua impondo um modelo como o de Belo Monte que desconsidera, por exemplo, as mudanças climáticas que já alteram o regime de águas nos rios da Amazônia.  Apresentar uma análise mais abrangente das alternativas genuinamente limpas que complementariam as usinas hidrelétricas existentes seria um bom exemplo de como começar a discussão na Rio+20.

Mauro Villone: Se houver outras declarações que ele queria fazer você poderia por favor escrever livremente.

Telma Monteiro: Querido Mauro, acho que já disse tudo!

Mauro Villone: Obrigado 

fonte:

domingo, 29 de abril de 2012

Casal é preso pela PMA por pescar no Rio da Prata em MS

Só a pesca científica autorizada pelos órgãos ambientais é permitida no local.
Suspeitos receberam multa de R$ 7,4 mil e respondem por pesca predatória.
Um casal foi preso por pescar no Rio da Prata em Jardim, a 239 km de Campo Grande, local onde é proibida a captura de peixes, exceto com fins científicos devidamente autorizada pelos órgãos ambientais. O flagrante aconteceu no final da tarde de sábado (28), durante fiscalizações da Polícia Militar Ambiental na operação Dia do Trabalhador.

Segundo informações da polícia, foram encontrados cinco molinetes, um barco, um motor de popa e uma caixa com vários anzóis. Ele recebeu multa de R$ 5 mil e foi levado à delegacia.

No caminhou houve a denúncia de que a mulher do suspeito estaria com mais peixes que teriam sido pescados pelo marido. O carro em que ela estava foi interceptado pelos policiais e nele foram encontrados 27kg de pescado, vários menores do que o permitido pela lei. Ela foi multada em R$ 2,4 mil.

O casal foi autuado por pesca predatória e saíram da delegacia após pagar fiança. O valor não foi informado pela polícia. Se condenados, podem pegar de um a três anos de prisão

fonte: http://g1.globo.com

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dicas para Pesca do Tucunaré


Altamente voraz e predador, o tucunaré é uma das espécies mais procuradas pelos pescadores esportivos, seja pela sua agressividade e violência das arrancadas, seja pela beleza de suas explosões nos ataques na superfície d’água.

Tucunaré azul e Tucunaré amarelo

As espécies mais conhecidas em represas distantes até cerca de 800 quilômetros de São Paulo, capital, são o tucunaré azul, que chega a ultrapassar os 5 kg, e o tucunaré amarelo, que raramente atinge os 3 kg, mas que pode crescer até 4 kg em determinadas situações.

O tucunaré amarelo tem resistência e adaptabilidade muito maiores que as do tucunaré azul em águas mais frias e maior índice de sobrevivência na procriação, além de se adaptar muito bem em áreas menos oxigenadas e águas turvas, justamente o oposto de seu parente azulado. Não costuma realizar grandes migrações e se concentra em cardumes numerosos, preferindo sempre a proximidade das margens, vegetações ou troncos, mesmo que eventualmente em locais mais fundos, muitas vezes até sendo residente.

Dois em um: Disputa pela isca

O tucunaré azul, por sua vez, prefere águas mornas, mais claras e até águas amareladas, ricas em material orgânico, mas rejeitam águas avermelhadas ou excessivamente turvas, muitas vezes buscando águas mais oxigenadas, próximas a pedras e locais abertos com passagem de água corrente nos períodos de vazante.

Iscas Atificiais

De acordo com a região, temos um comportamento diferenciado, tanto com relação ao tipo de isca a ser utilizada como para o tamanho e coloração das mesmas, dificultando a observação de um padrão característico para todas elas.

Quando está ativo, dificilmente rejeita iscas de superfície e não erra o bote. Com velocidade surpreendente, ataca com precisão, muitas vezes na caída da isca artificial. Outras ocasiões, apenas reboja ou dá um único estouro na superfície, sendo necessária o uso de iscas de meia água para capturá-lo, ou de técnicas que façam com que o trabalho da isca artificial incentivem um novo ataque que culminem na sua captura. 

 

Pesque e “solte”: garantindo o futuro da pesca

Entre esses trabalhos, está a famosa paradinha, o trabalho lento, e no, caso da Jumping Minnow ou sticks, como a Firestick da Intergreen, que tem dado ótimos resultados, está um toque curto e seco apenas, de modo a deixar a isca submergir. A resposta pode vir num estouro violento. Outras vezes, o trabalho contínuo em zigue-zague com ou sem paradinhas é o que manda.

É interessante notar que, às vezes, é necessário insistir no mesmo local, pinchar três ou quatro vezes no mesmo local para o peixe aparecer. As iscas de hélices prestam-se ao serviço de levantar o tucunaré das profundidades com eficácia.

Em algumas situações, a famosa Mirrolure 7MR , 20MR ou a Sputinick, com trabalhos próximos aos realizados na pesca do robalo são extremamente eficazes e, em outras, apenas uma cor específica tem ação, dificultando a sua captura. A isca Borboleta Tan-tan também tem se prestado para essa situação, com movimentos erráticos,atraindo muito bem o tucunaré.

Quando a vegetação está densa e difícil de ser explorada, como no caso de capinzais vastos, o uso de iscas sem garatéias é essencial para conseguirmos obter o ataque do espécime e atrair o cardume para fora da estrutura. Em situações com excesso de algas, a colher anti-enrosco e o jig, apesar de menos emocionantes, fazem um trabalho na flor-d’água quando recolhidas rapidamente, atraindo o tucunaré.

Muitas vezes, observamos que o tucunaré está mais ativo com iscas de barulho – como hélice ou popper; outras vezes, com iscas sem rattli’n. O ataque pode ser por fome, defesa ou simplesmente raiva, dada a violência com que ele é feito na isca artificial em certas circunstâncias.

Os ventos influenciam no trabalho da isca, no controle do barco e na precisão do arremesso, porém, quando o peixe está ativo, principalmente os grandes, não existem problemas quanto a esse fator. Sugiro, nessa situação, o uso de iscas maiores, do tipo Zara Super (Excalibur) e do tipo popper ou hélice, além da execução de trabalhos que permitam ao peixe um ataque preciso – normalmente lento e com pausas.


fonte: Dkmar Pousada e Marina - Rubinéia-SP

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Em MT, fiscalização apreende 1,2 tonelada de pescado irregular


Período proibitivo vai até o dia 28 de fevereiro nos rios de Mato Grosso.
Apreensões aconteceram em Várzea Grande e em Jangada.

Pescado apreendido será doado para entidades carentes de Cuiabá (Foto: Reprodução/TVCA)


Mais de uma tonelada de pescado irregular foi apreendida durante duas fiscalizações realizadas nesta quinta-feira (19) nos municípios de Várzea Grande e Jangada. O período proibitivo começou em novembro do ano passado e vai até o dia 28 de fevereiro, em Mato Grosso.

No primeiro caso, investigações e denúncias de pescado irregular levaram a Polícia Civil de Cuiabá a encontrar 800kg de peixe escondidos em uma chácara de Várzea Grande, região metropolitana da capital. A apreensão ocorreu nesta quinta-feira na comunidade rural de Campo Limpo.

"Temos informações de que alguns indivíduos possuem bancas para comercializar peixe no Mercado do Porto [Cuiabá] e têm ocultado peixe nesta região", relatou o delegado de Meio Ambiente, Carlos Cunha.

O pescado estava armazenado em caixas de isopor escondidas no meio da mata, dentro da chácara. Ainda de acordo com o delegado Carlos Cunha, os 800kg de peixe são das espécies cachara, pintado e pacu.

No local, os policiais encontraram apenas o caseiro, que foi encaminhado para prestar depoimento. O proprietário da chácara não foi encontrado pela fiscalização e o pescado será doado a entidades carentes de Cuiabá.

Segunda apreensão
A segunda apreensão ocorreu após uma denúncia anônima em Jangada, a 82 quilômetros de Cuiabá, também nesta quinta-feira. Policiais e fiscais da Secretaria de Estado e Meio Ambiente (Sema) fizeram a apreensão de 400 quilos de peixe escondidos na carroceria de uma caminhonete.

Nesta ação, os fiscais encontraram peças de peixe sem cabeça, sendo das espécies jaú e pacu. Segundo a polícia, a mercadoria seria entregue na feira do Porto em Cuiabá. O condutor do veículo já foi detido outras vezes pelo mesmo crime e foi multado em R$ 9 mil. Ele foi encaminhado para a delegacia de Jangada, no entanto, pagou fiança e foi solto em seguida.

O pescado apreendido foi doado ao Hospital Beneficente de Rosário Oeste

Piracema
O período de proibição de pesca começou no dia 5 de novembro de 2011 nos rios das Bacias Hidrográficas do Amazonas e do Paraguai se estendendo até o dia 28 de fevereiro de 2012. Esse período corresponde à fase reprodutiva do ciclo de vida dos peixes e representa a renovação e manutenção dos estoques pesqueiros nos rios.

fonte: http://g1.globo.com/mato-gross

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Peixes morrem por falta de oxigênio em rio de Aratiba, no norte do RS

Nível do rio Dourado baixou por causa da estiagem que atinge o estado.
Patrulha Ambiental vistoria rios para evitar que a água seja desviada
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Equipes da Patrulha Ambiental da Brigada Militar recolheram nesta quinta-feira (12) mais de 60 peixes da espécie jundiá e 10 caranguejos de água doce encontrados mortos no rio Dourado, em Aratiba, na região norte do Rio Grande do Sul. A suspeita é de que os animais tenham morrido por falta de oxigênio na água.
Com a estiagem que afeta a região – Aratiba é um dos 188 municípios gaúchos que já decretaram situação de emergência, segundo a Defesa Civil –, o nível do rio baixou tanto que é possível caminhar no leito, entre as pedras. Os policiais vistoriam o curso dos rios da região para evitar que a água seja desviada para açudes. A prática chamada de "barrageamento" é crime ambiental.
 
fonte: http://g1.globo.com

domingo, 1 de janeiro de 2012

Mais de 70 mil peixes são soltos nos rios do pantanal mato-grossense

Mais de 70 mil pequenos peixes são soltos em projeto para repovoar as bacias e rios do Pantanal mato-grossense. O Projeto Peixe N’Água é uma parceria entre empresas privadas e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

O lançamento oficial do projeto será feito na terça-feira (10) em Rondonópolis, a 218 quilômetros de Cuiabá. Mas a soltura dos alevinos, como são chamados os peixes ainda pequenos, já acontece há um ano

A partir de agora, com a ajuda dos pesquisadores da UFMT, a soltura dos peixes vai obedecer a critérios técnicos e científicos. Como as ações não obedeciam aos critérios adequados, será feita uma estocagem de alevinos da região. Isso vai ajudar a obedecer as regras biológicas e ecológicas do modo de vida de cada uma das espécies, suas fases de desenvolvimento e crescimento

A primeira soltura aconteceu no dia 19 de abril, no rio Itiquira, quando 70 mil alevinos foram soltos na região do Pantanal mato-grossense. Segundo o pesquisador Francisco de Arruda Machado, em agosto do ano passado começou a coleta das matrizes, que depois foram para cativeiro para um período de acomodação

Ainda de acordo com Machado, o projeto respeitou o ciclo de reprodução da espécie. “Peixes de piracema nascem na calha do rio e as larvas vão se criar exatamente nesses alagados. No caso do Pantanal, eles vão para essas lagoas e só saem de lá adultos”, revela o pesquisador

De acordo com Aline Bortoli, representante de uma das empresas parceiras no projeto, apenas quando viram que muitas ideias parecidas não davam certo foi que entenderam a importância dos profissionais. “Descobrimos que a maioria dos projetos não tinha garantia nenhuma de dar certo, pois eram feitos sem estudo”, revela.

O lançamento do projeto Peixe N“Água será no dia 10 de maio, às 16h30, na sede da Associação do Engenheiro Agrônomos (Aeagro) de Rondonópolis

fonte: http://nortaonoticias.com.br

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas em MT

Quatro novas espécies de peixes podem ter sido descobertas durante a expedição Guariba-Roosevelt, que reuniu pesquisadores e cientistas em uma área de preservação no estado do Mato Grosso. O grupo também teria registrado uma nova espécie de macaco do gênero Callicebus - conhecido como zogue-zogue.

A descoberta das quatro espécies de peixes foi realizada em rios de cabeceira. Os animais que mais chamaram a atenção dos pesquisadores durante os trabalhos em campo foram um lambari pescado numa região de campinarana (áreas de campos amazônicos), próxima ao rio Roosevelt, e um bagre coletado nas imediações do rio Madeirinha. O que leva os pesquisadores a crer que são espécies novas são suas características físicas.

“Essas espécies indicam um alto endemismo na região, o que pode nos ajudar a compreender o padrão de evolução das espécies na área. E também levantar hipóteses sobre o que pode estar fazendo algumas dos peixes coletados estarem desaparecendo e ameaçados de extinção”, diz Machado. Os peixes coletados foram levados aos laboratórios da Unemat, em Alta Floresta, a 830 quilômetros da capital Cuiabá. Lá, estudos mais detalhados vão comprovar se são de fato novas espécies.

A pesca ilegal e os garimpos foram as principais ameaças à biodiversidade encontradas na região. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso chegou a fazer uma autuação na área durante a expedição. “Apesar disso, ainda constatamos que muitas das áreas permanecem intacta, apesar da proximidade e da facilidade de acesso pelas cidades no entorno”, diz Machado.

“Todas essas descobertas indicam a grande biodiversidade que ainda há para ser descoberta na região”, diz Mauro Armelin, diretor do Programa Amazônia do WWF-Brasil. ‘”São muito raras para a ciência essas novas descobertas, mas acredito que isso ocorra pela escassez de pesquisas. Perdemos a chance de conhecer espécies antes mesmo que estas desapareçam pelo desmatamento”. O último levantamento de fauna e flora que ocorreu na região foi nas décadas de 1970 e 80.

Expedição Roosevelt

A expedição percorreu quatro unidades de conservação no Noroeste do Mato Grosso, que envolvem o rio Roosevelt. A região abriga os últimos remanescentes de floresta do Estado, que hoje é um dos campeões no crescimento do desmatamento, segundo dados do governo federal.

“São regiões pouco estudadas. A grande maioria dos levantamentos de ictiofauna hoje acontece em grandes rios, ou no mar”, afirma James Machado, um dos biólogos responsáveis pela coleta e pelos estudos que comprovam a descoberta – feita em parceria com os pesquisadores Solange Arrolho, da Universidade Estadual de Mato Grosso, e Rosalvo Rosa Duarte do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O primeiro levantamento científico na região aconteceu quase cem anos atrás. A expedição foi coordenada pelo marechal Cândido Rondon e pelo ex-presidente americano Theodore Roosevelt, entre 1913 e 1914. Eles foram responsáveis pelo mapeamento do rio batizado em homenagem a Roosevelt. Muitos animais coletados na região fazem parte hoje da coleção científica do museu Smithsonian, em Washington, nos EUA.

fonte: http://nortaonoticias.com.br

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Polícia flagra acampamento de pescadores no rio Paraguai


Foram apreendidos materiais de pesca, entre eles rede. Pescadores fugiram e não foram localizados

A PMA (Polícia Militar Ambiental) flagrou nesta quarta-feira um acampamento de pescadores no rio Paraguai, na região conhecida como bracinho, em Corumbá, a 419 quilômetros de Campo Grande.

Os policiais faziam fiscalização pelo rio quando avistaram o acampamento e rede de pesca, o que é proibido. Os pescadores fugiram do local e não foram localizados.

Foram apreendidos: duas redes de pesca, cem metros cada, com malha 18, um barco de madeira, com azul, de 4,8m, um barco de madeira, cor verde, de 5m, quatro remos de madeira, três caixas de isopor, uma barraca, fit panda, uma rede de dormir, com mosquiteiro, duas panelas, uma sacola com materiais de cozinha, duas lanternas, uma faca, um par de botas de branca, um celular, uma calça da farda do Exército Brasileiro, uma gandola da farda da Marinha do Brasil, um cobertor, uma garrafa térmica de dois litros e dois quilos de filé de pintado. O material recolhido foi encaminhado à Polícia Federal.

A pesca com utilização de rede e a captura de pescados abaixo das medidas, não são permitidos, conforme prevêem as leis de crimes ambientais.

Além disso, está proibido pescar nos rios do Estado por conta do período Piracema, época de reprodução dos peixes, que se estende até o dia 28 de fevereiro de 2012.

A pena para o crime ambiental é de detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

fonte::
Fonte: Nadyenka Castro/campograndenews 
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Britânico captura peixe conhecido por devorar testículos de pescadores

O especialista britânico Jeremy Wade, de 53 anos, conseguiu capturar na Papua-Nova Guiné um peixe que é conhecido por matar homens após morder seus testículos. Segundo o jornal inglês "The Sun", Wade passou semanas atrás do peixe após moradores locais relatarem que um peixe misterioso teria "castrando" jovens pescadores.
A captura será exibida no programa "Monstros do Rio" que Wade apresenta no canal "ITV" e no "Animal Planet". O peixe, que é conhecido na Papua-Nova Guiné como "cortador de bola", morde os testículos de pescadores, deixando-os sangrar até a morte.



fonte The Sun
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