quinta-feira, 11 de março de 2010

Acará-açu, Apaiari/Oscar













DETALHES
Nome Popular
Acará-açu, Apaiari/Oscar

Nome Científico
Astronotus spp.

Família
Cichlidae

Distribuição Geográfica
Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. Foi introduzido nos açudes do Nordeste e na bacia do rio São Francisco.

Descrição
Peixes de escamas. Existem duas espécies identificadas como do gênero Astronotus: A. ocellatus (bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata) e A. crassipinis (bacia amazônica). Ambas possuem coloração e padrão de manchas bastante parecidos. O corpo apresenta manchas escuras verticais irregulares e uma grande mancha ocelar na parte superior do pedúnculo da nadadeira caudal. Às vezes apresentam forte coloração avermelhada nos flancos e no ventre. A. ocellatus se diferencia pela presença de ocelos na base da nadadeira dorsal. Os ocelos são escuros no centro e alaranjados ao redor. Ambas as espécies atingem cerca de 35-40cm de comprimento total e cerca de 1,5kg.

Ecologia
Peixes onívoros, com forte tendência a carnívoros, consumindo pequenos peixes, insetos, crustáceos e frutos/sementes. Vivem principalmente em lagos de várzea e lagoas marginais. Não são migradores. Atingem a maturidade por volta de 10-12 meses e desovam mais de uma vez por ano, com cerca de 1.500-2.000 ovos por desova. Formam casais na época da reprodução e protegem a prole. Os adultos são muito apreciados como alimento e os alevinos como peixe ornamental.

Equipamentos
Varas de ação leve, linhas de 8 a 12 lb.; anzóis de n° 12 a 20.

Iscas
Pedaços de peixe, minhoca, minhocuçu, miúdos de frango, insetos e iscas artificiais de superfície e meia água, como pequenos plugs e spinners.

Dicas



Recordes

Fonte: PNPDA

quarta-feira, 10 de março de 2010

Matrinxã









DETALHES
Nome Popular
Matrinxã

Nome Científico
Brycon sp.

Família
Characidae

Distribuição Geográfica
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.

Descrição
Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e comprimido. A coloração é prateada, com as nadadeiras alaranjadas, sendo a nadadeira caudal escura. Apresenta uma mancha arredondada escura na região umeral. Os dentes são multicuspidados dispostos em várias fileiras na maxila superior. Pode alcançar 80cm de comprimento total e 5kg.

Ecologia
Espécie onívora: alimenta-se de frutos, sementes, flores, insetos e, ocasionalmente, de pequenos peixes. Realiza migrações reprodutivas e tróficas. Nos rios de água clara, é comum ver cardumes de matrinxã, se alimentando debaixo das árvores, ao longo das margens.

Equipamentos
Equipamento do tipo médio, com linhas de 10 a 17 lb. e anzóis de n° 2/0 a 6/0.

Iscas
Iscas artificiais, como colheres e plugs; iscas naturais, frutos, flores, insetos, minhoca, coração e fígado de boi em tirinhas.

Dicas
Pode ser encontrada nas corredeiras e remansos dos rios. Quando fisgada, a tendência é levar a isca para cima.

Recordes
Brycon falcatus - matrinxã-miúda - 0,45kg/1lb
B. amazonicus - matrinxã-verdadeira - 3,36kg/7lb 6oz
Fonte: PNPDA

Piau-flamengo, Aracu-pinima








DETALHES
Nome Popular
Piau-flamengo, Aracu-pinima

Nome Científico
Leporinus fasciatus; Leporinus aff. affinis

Família
Anostomidae

Distribuição Geográfica
Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.

Descrição
Peixes de escamas; corpo alongado e fusiforme; boca pequena e dentes incisivos (características da família). A coloração do corpo é amarelada, com 8-9 faixas escuras transversais sobre o corpo em L. fasciatus e 10-13, algumas não muito definidas, em L. aff. affinis; ambas com três faixas na cabeça. A região inferior da cabeça é geralmente avermelhada e as nadadeiras são amareladas. Alcançam cerca de 30cm de comprimento total.

Ecologia
Espécies onívoras, com tendência a carnívoras, consumindo principalmente invertebrados (insetos). São encontradas nas margens de rios, em locais com fundo arenoso e com pedras. São importantes para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras.

Equipamentos
Equipamento leve, linhas 8 a 10 lb., anzóis pequenos e chumbada leve. Vara de bambu nas pescarias de barranco.

Iscas
Iscas naturais, como insetos, minhoca, milho, além de queijo e macarrão.

Dicas
É preciso muita habilidade para fisgar esses peixes, pois são muito ariscos.

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Recordes

Fonte: PNPDA

segunda-feira, 8 de março de 2010

MEXILHÃO-DOURADO: NÃO DÊ CARONA A ESSE BICHO!


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Para evitar que essa praga continue a se espalhar, é necessária a participação de toda a sociedade.

COLABORE! NÃO DÊ CARONA PARA ESSE BICHO!
Detalhe de incrustação em grade de proteção

  O mexilhão-dourado é um molusco de água doce, nativo dos rios Sudeste da Ásia, em especial da China. Com grande força reprodutiva e sem inimigos naturais no Brasil, ele foi trazido há mais de 15 anos para a América do Sul, na água de lastro de navios cargueiros, e já provoca graves danos ambientais e econômicos em nossos rios e lagos, inclusive em Mato Grosso do Sul.

IMPACTOS QUE O MEXILHÃO DOURADO PODE CAUSAR EM SUA REGIÃO:


  • Danificar motores das embarcações;


  • Entupir encanamentos de água;


  • Prejudicar a operação de estações de tratamento de água;


  • Entupir filtros e sistemas de resfriamento em indústrias e usinas hidrelétricas;


  • Entupir tubulações e sistemas de irrigação;


  • Afundar tanques-rede;


  • Afundar bóias sinalizadoras de navegação.
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Incrustação em grade de proteção de hidrelétrica
Mexilhões sobre vegetação submersa
O mexilhão ainda representa uma ameaça à fauna e à flora aquáticas. Onde se dissemina, passa a ocupar o lugar de espécies nativas. Como não tem predadores naturais, o molusco se desenvolve sem problemas. Todo o ecossistema começa a ser alterado com a sua presença.
O animal foi trazido de forma involuntária para as bacias dos rios Paraguai e Paraná, e hoje é encontrado no Pantanal, na extensão do rio Paraguai. Mato Grosso do Sul, portanto, está cercado por esse invasor.
Agora é preciso agir de imediato para que ele não se espalhe pelo interior do Estado e atinja outros rios. Já há registros de sua presença em parte do rio Miranda. Imagine as conseqüências dessa praga para regiões como Bonito, Jardim, Aquidauna ou Coxim!


COMO O MEXILHÃO DOURADO É TRANSPORTADO
  • Na água de lastro das embarcações grandes;
  • Nos depósitos de água para consumo ou limpeza dos barcos;
  • Incrustados nos casos;
  • Nos equipamentos submersos;
  • Nas cordas, âncoras e poitas, mesmo que fiquem temporariamente mergulhadas na água;
  • Nos equipamentos de pesca;
  • Nos viveiros de iscas vivas;
  • Nos tanques de transporte comercial de peixes vivos;
  • Nas raízes de plantas aquáticas;
  • Na transposição de águas entre áreas infestadas e não infestadas.
    O mexilhão-dourado não nada! Somos nós que, por descuido, o transportamos de um rio para o outro. O mexilhão-dourado pode permanecer vivo fora da água por até quatro dias.  COMO COLABORAR COM A PREVENÇÃO
  • Retirar qualquer vegetação e incrustação encontradas dentro e fora do barco ou do reboque;
  • Lavar o casco, viveiros e outras partes do barco e do reboque com água sanitária, sempre que sair de um local de pesca para outro. Deve-se colocar uma colher de sopa para cada litro de água, ou um litro de água sanitária para vinte de água;
  • Esvaziar, sempre em terra, qualquer reservatório de água que esteja no barco, inclusive os de iscas vivas;
  • Lavar os equipamentos e redes antes de usá-los em outros rios e lagos;
  • Não deixar a água utilizada na lavagem dos barcos e equipamentos escorrer para galerias de drenagem ou outros rios e lagos;
  • Não devolver para o rio nenhum resíduo de limpeza do barco. Colocá-los sempre em terra, distante da margem;
  • Pintar o casco com tinta antiincrustante que não tenha a substância TBT, que é cancerígena;
  • Verificar sempre se há presença de inscrustações no barco e raspá-las quando encontrá-las;
  • Tratar com cloro as águas usadas para limpeza e consumo a bordo.
Os mexilhões-dourados começam a se reproduzir com apenas meio centímetro de tamanho, por isso, não percebemos a presença deles. Todo cuidado é necessário!
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“Pode-se usar uma vassoura e um pano com a mistura de água sanitária para limpar o barco”.

  
A Gerência de Recursos Pesqueiros e Fauna do IMASUL está à disposição para esclarecer qualquer dúvida pelo telefone 3318-5615, no endereço Rua Desembargador Leão Neto do Carmo, s/n, Parque dos Poderes, Campo Grande, MS.

domingo, 7 de março de 2010

PMA lança Manual do Pescador com informações sobre pesca amadora e profissional em MS

 Campo Grande (MS) - A Polícia Militar Ambiental (PMA) lança, em parceria com a empresa EDP – Energias do Brasil, uma campanha de informação ao pescador amador e profissional sobre a legislação de pesca na bacia do rio Paraná e Paraguai. As informações estão num livro de bolso, com 24 páginas, denominado Manual do Pescador. 


A PMA vai distribuir o manual em todos os postos e subunidades, em especial, nas entradas do Estado, como Três Lagoas, Bataguassu, Mundo Novo, Cassilândia, além dos existentes nas rodovias, como o de Aquidauana, de Miranda e Buraco das Piranhas. 


Policiais militares ambientais de Campo Grande também fazem, na manhã da próxima segunda-feira (1º), primeiro dia de liberação da pesca nos rios do Estado, a partir da 9 horas, barreira educativa no Posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Terenos, para distribuir o manual aos pescadores que estarão adentrando o Pantanal. 


O manual também será disponibilizado no site da PMA (www.pma.ms.gov.br). Com o acesso à legislação, o Comando da PMA espera que os pescadores não cometam pesca predatória e, desta forma, evitem perder todos os materiais de pesca, barcos, motores de popa, além de terem os veículos apreendidos e poderem, ao final do processo, pegar pena de um a três anos de detenção e multa administrativa, que pode passar de R$ 100 mil. 


A campanha será desenvolvida durante todo o ano e sempre que houver alterações na legislação, elas serão lançadas no Manual e informadas no site. 


Manual


No livreto, tanto o pescador esportivo como o pescador profissional terão acesso a todas as penalidades previstas na legislação e normas para a pesca em Mato Grosso do Sul, como: tamanhos mínimos de captura para as espécies, com figuras de identificação de cada uma, para as quais a legislação traz restrições. 


O manual também traz restrições de medidas previstas na Instrução Portaria 3, de 28 de janeiro de 2008 do Ibama, para a bacia do rio Paraguai, que prevê tamanhos mínimos de captura para a “jurupoca” (40 cm), o “jurumpensem” (35 cm), a “piapara” (25 cm), a “corvina” (30 cm), o “piau-verdadeiro” (30 cm), o “pati” (65 cm) e o “armado, ou armao” (35 cm). 


Como os turistas e pescadores de Mato Grosso do Sul não conheciam esta legislação, poderia ocorrer de efetuar a captura destes peixes fora da medida, o que é um crime ambiental, com pena de um a três anos de detenção. 


Além das medidas, são também descritos todos os petrechos de pesca proibidos e permitidos para as duas bacias, bem como a cota de captura, os locais proibidos para a pesca, informações sobre captura de iscas vivas, sobre o transporte e o lacre de pescado nos postos da PMA e sobre o que é a piracema e suas peculiaridades. 


Outra informação de extrema importância é a que trata dos rios onde a pesca é proibida, onde só é permitida pesca na modalidade pesque-solte e, ainda, os rios onde há restrições sobre a navegação, como no rio Salobra, onde a pesca é proibida e só se pode navegar nele com motor de 15 HP, de quatro tempos. 


O manual ainda informa sobre os preços de licenças de pesca para todas as modalidades e ensina os locais onde podem ser obtidas e um passo a passo sobre como obtê-las via internet. 


No livreto, estão listados os municípios onde estão as subunidades da PMA e os respectivos telefones, além do e-mail da sede do batalhão em Campo Grande, disponível para receber denúncias. 


  fonte: PMA-MS

terça-feira, 2 de março de 2010

Cuidado com os peixes venenosos


Famoso pela produção de soro contra picada de cobras, aranhas e escorpiões, o Instituto Butantã, vinculado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, começa a explorar também o mundo aquático, para buscar uma maneira de neutralizar o veneno de peixes peçonhentos (aqueles que, além da glândula do veneno, têm um aparato inoculador, no caso, espinhos). Os estudos tiveram como ponto de partida oThalassophryne nattereri, um peixe comum nas regiões Norte e Nordeste do País, conhecido como niquim, ou peixe-sapo, que vive em águas salobras (encontro de mar com rio).




Hoje, as pesquisas também abrangem o bagre (animal marinho e de água doce) e o peixe-escorpião (marinho), presentes em quase todas as regiões do Brasil, e a arraia (marinho e de água doce), comum na região norte. A produção de um único soro para neutralizar o veneno de todos esses peixes é uma das possibilidades em verificação.
Os estudos sobre peixes peçonhentos colocam o Brasil entre os pioneiros no tema. Em todo o mundo, apenas a Austrália desenvolve soro para veneno de peixe. Lá, os acidentes causados pelo stone-fish (peixe-pedra), do mesmo gênero do peixe-escorpião, comum no Oceano Índico, são tratados com soro.
A previsão é que o soro leve cerca de um ano para começar a ser usado em clínicas. Isso porque ele depende da avaliação e da autorização de um comitê médico. E precisará de mais dois anos para se tornar um soro comercial.
De acordo com a bióloga Mônica Lopes Ferreira, que coordena os estudos sobre peixes peçonhentos no Butantã, embora os peixes sejam de espécies diferentes, o soro para o niquim também se mostrou eficiente contra os efeitos causados pelo Thalassophryne maculosa.
O niquim vive principalmente em águas salobras, comum em regiões onde há encontro de águas marítimas e fluviais. Tem aproximadamente 15 cm de comprimento, é mais largo na altura das nadadeiras peitorais, mais fino na parte de trás e não tem escamas, mas é coberto por muco. Costuma enterrar parte do corpo na areia, em águas rasas e é bastante resistente. Chega a ficar de 8 a 12 horas fora da água.
Por sua coloração acinzentada, é comum ser confundido com a areia. Possui dois espinhos na região dorsal e um em cada lateral, recobertos por uma glândula de veneno. Esses espinhos são vazados e, quando o peixe sofre pressão, como no momento em que é pisado por um pescador, a glândula desce e o veneno é liberado pelo espinho. “É como se ele aplicasse uma injeção”, diz Mônica.
A gravidade do ferimento varia de acordo com a quantidade de veneno liberada. Além de fortes dores, causa edemas, bolhas e até necroses no membro atingido.


Bagre é o peixe que mais causa acidentes
Segundo a pesquisadora, a maior incidência de acidentes com peixes peçonhentos no Brasil se dá com o bagre. Comestível e comum no Brasil, o bagre causa acidentes principalmente em pescadores. Os ferimentos, porém, são mais leves que os causados pelo niquim. Causam muita dor e edemas, mas não chegam a provocar necroses.
Já as arraias são bastante perigosas. Comuns tanto em águas pluviais quanto marinhas no Nordeste brasileiro, as arraias têm um ferrão na cauda capaz de provocar edemas, hemorragias e necroses. “Se não tivesse o veneno, a arraia já causaria ferimentos graves”, diz a pesquisadora.
Isso porque o animal, quando se sente ameaçado, usa a cauda, que é como um chicote, grande e serrilhado, causando cortes semelhantes aos de uma faca. “Esse quadro se agrava com a presença do veneno”, explica Mônica Lopes Ferreira.




Peixe-escorpião pode levar à morte
Considerado o pior dos peixes peçonhentos, o peixe-escorpião é capaz até de levar à morte. Isso porque além dos ferimentos locais, também pode causar efeitos sistêmicos, ou seja, afetar coração, pulmão e rins. A gravidade do acidente depende da quantidade de veneno inoculada.
Cada espinho libera grande quantidade de veneno, e os ferimentos com mais de três espinhos são considerados muito graves. Podem causar taquicardia, dispnéia (dificuldade de respiração), convulsões e morte.


fonte: /www.nippobrasil.com.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Embrapa avalia o peixe Barrigudinho no controle da dengue


Com apenas quatro centímetros de comprimento, o peixe Barrigudinho, da família Poecilidae, é a arma da Embrapa na guerra biológica para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela. O Barrigudinho é o astro do Projeto Dengoso, uma ação de cidadania que está sendo implantada no município de Parnaíba, a 348 quilômetros ao norte de Teresina.
O passo decisivo da Embrapa Meio-Norte na ação será dado nos primeiros dias de março deste ano, com o repasse de um lote de peixes ao Centro de Controle de Zooneses da Secretaria de Saúde do município de Parnaíba. Os peixes, que se alimentam de larvas de mosquitos, vão povoar os principais focos do Aedes aegypti nos bairros da cidade.
É meta da Embrapa Meio-Norte apresentar o Projeto Dengoso ao Banco do Nordeste ainda neste semestre. O objetivo é ampliar as ações em Parnaíba e nos municípios próximos. O Projeto Dengoso, que é uma experiência de sucesso no município de Uberlândia, em Minas Gerais, desembarcou no Piauí em 2009.
O pesquisador Luiz Carlos Guilherme, da Embrapa Meio-Norte, em Parnaíba, iniciou o trabalho identificando as populações dos peixes da família Poecilidae. Em seguida, passou a reproduzi-las em tanques. Em dezembro último, a Unidade realizou um workshop onde repassou para técnicos do município informações sobre o controle biológico de larvas de mosquitos transmissores de doenças, como o Aedes aegypti.
A ação do peixe Barrigudinho nessa guerra biológica é de extrema importância para o meio ambiente, segundo Luiz Carlos Guilherme. Ele lembra que a constante aplicação de veneno, no combate aos mosquitos, deixa os insetos resistentes, comprometendo a eficiência do trabalho e a boa qualidade de vida das pessoas.
O uso de peixes como estratégia de combate aos mosquitos mostra que é eficaz. O exemplo mais bem acabado é o do município de Uberlândia, no triângulo mineiro. Lá, o número de casos de dengue na população passou de 9,5 mil, em 2006, para 50 até abril de 2008. As autoridades sanitárias, nesse período, deixaram de aplicar mais de 27 toneladas de veneno no município.
Vivendo em córregos e em ambiente com água de pequena profundidade, o Barrigudinho é um peixe muito comum no Brasil, segundo o pesquisador. Conhecido também como Lebiste, Guaru e Guppy, ele é rústico e resiste a variações de ambiente, além de reproduzir rápido, o que facilita a disseminação e sobrevivência da espécie. Mais informações pelo e-mail guilherme@cpamn.embrapa.br ou através do telefone (86) 3315-1202 ramal 1225.
fonte: Texto de Fernando Sinimbu, da Embrapa Meio-Norte
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