sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pesca em rios e lagoas do Espírito Santo está proibida até fevereiro

Começa neste sábado (1º) o período de defeso de todas as espécies de peixes nativas de água doce chamado "piracema". A pesca em rios e lagoas ficará proibida até o dia 28 de fevereiro de 2009. Época em que os peixes sobem o leito dos rios para reprodução.

Segundo o Instituto de Meio Ambiente (Ibama), a proibição é para proteger a reprodução das espécies de peixes encontradas no Espírito Santo. Nesta época a pesca é facilitada pela quantidade de peixes nadando contra a correnteza dos rios e é um momento em que a perpetuação das espécies deve ser garantida.

Quem tiver estoque de peixes frescos e congelados deve declarar o que possui até dois dias úteis, após o início do período de defeso, junto ao Ibama ou órgão estadual competente. Caso alguém desrespeitar o período da piracema, será multado pelo Instituto.

Fonte.
http://gazetaonline.globo.com

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Arrais Amador

Habilitação obrigatória para a condução de embarcações de propulsão a remo, à vela e a motor, inclusive Jet-Ski.

A Argonauta conta em seus cursos, com o mais moderno método de ensino utilizado em vários paises no mundo, o sistema multi-sensorial de aprendizagem. O qual desenvolve a matéria através de apostilas, vídeos e acompanhamento direto do instrutor.

Para tal nossas salas de aula são equipadas com Tv 29”, Vídeo, DVD e computadores para a apresentação eletrônica dos tópicos de nossos cursos.

Programa: marinharia, manobras, marés, combate a incêndio, primeiros socorros, cartas náuticas, RIPEAM, balizamento, legislação R-LESTA, meteorologia, eletrônicos, sobrevivência no mar, etc.

O exame para a habilitação é realizado pela Marinha do Brasil, em São Paulo. Consiste de uma prova escrita com 40 questões de múltipla escolha. O resultado é divulgado no mesmo dia, e será entregue um protocolo com validade de 30 dias ate a confecção da carteira definitiva.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Tucunaré - só na Amazônia existe 14 espécies




O Tucunaré é um peixe de escamas, com corpo alongado e estreito. A coloração é amarela-esverdeada, o dorso é escuro e o ventre, branco. Apresenta manchas e pintas, que variam de tamanho e cor conforme a espécie. A distribuição geográfica ocorre nas bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.
É sedentária, ou seja, que não realiza migrações. Vive nas bocas dos rios, em lagos e lagoas e, durante a cheia, entra na mata inundada. Os Tucunarés formam casais e se reproduzem somente em rios, onde a água é corrente. Constroem ninhos e cuidam da prole. Entre os alimentos prediletos estão os camarões e pequenos peixes. As iscas artificiais como Plugs de superfície, colheres e spinners, também são aproveitadas. Já as iscas de fundo são recomendadas em dias mais frios, pois dificilmente os Tucunarés sobem até a superfície para atacar. As varas são de porte médio ou pesado, com linhas de 17 a 30 libras e anzóis de 2/0 a 4/0, sem o uso de empates. O arranque com linha grossa é recomendado aos pescadores, para evitar a perda do peixe nas galhadas.
Na Amazônia existem 14 espécies de Tucunarés. Os mais conhecidos são: Os azuis, que proporcionam o maior número de variações com relação a cor em águas doces. Pode chegar a um metro e pesar até sete quilos. O Tucunaré-Amarelo, que tem três listras verticais pretas, pode chegar a 50 centímetros e pesar três quilos e meio. O Pitanga, com uma mancha vermelha na boca. E o Tucunaré-Paca, que tem a coloração marrom, mais clara no ventre e pintas amareladas em todo o corpo. O peso pode ser superior a 12 quilos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Pesca surpreende no Balneário Rincão

Fernanda Zampoli|De Içara

Quando o barco "Terra Nativa" entrou no mar, na manhã de ontem, no Balneário Rincão, em Içara, os pescadores da Colônia Z-33, não alimentaram muitas expectativas, já que no dia anterior o rendimento havia sido pequeno. Por volta de 9h, na Zona Sul da praia, eles lançaram a rede de arrastão, com cerca de 1,5 metro quadrado, e às 13h, veio a grande surpresa. Num único lance, conseguiram retirar mais de 60 toneladas de corvina. Quantidade histórica para os 30 trabalhadores que se empenharam na tarefa de levar o pescado até a areia. Para que a rede fosse puxada, eles precisaram contar com a ajuda de familiares e amigos , além dos curiosos que foram conferir o fato de perto.

Não foi só a quantidade que chamou atenção de quem passou por lá. Os peixes tinham em média de quatro a cinco quilos, o maior deles calculava-se que pesava cerca de 12 quilos. "Nunca vi disso. Semana passada, em três lances, conseguimos 20 toneladas", comentou o presidente da Colônia de Pescadores Z-33, João Picolo.

Pescado será vendido

no Rio e em São Paulo

Uma das proprietárias da embarcação, Jarleci Ferreira Batista, 55 anos, há mais de 30 anos tira da pesca o sustento da família. O trabalho é feito do Farol de Santa Marta, em Laguna, até o Chuí, no Rio Grande do Sul. Durante as mais de três décadas, foi a primeira vez que ela presenciou, no Rincão, uma retirada desta proporção. O pescado será comercializado em Laguna, Rio de Janeiro e São Paulo. "Esse peixe tem grande aceitação no Rio e em São Paulo. Lá conseguimos vender, em média, a R$ 6, o quilo", afirma. Segundo ela, na região, o quilo da corvina custa entre R$ 3 e R$ 4. O lucro será divido entre os pescadores, que também levaram o pagamento em peixes.

Um caminhão de Laguna levará o pescado até Itajaí, e tamanho era o número de peixes, que a previsão era de que o trabalho fosse noite adentro. A tarde já havia se despedido quando os pescadores terminaram de levar o cardume até a areia. Um filhote de golfinho acabou se prendendo à rede e respirava com dificuldades na beira-mar. O animal foi resgatado pela Polícia Militar, que tentou devolvê-lo ao mar, sem sucesso. A Polícia Ambiental foi acionada para tentar salvá-lo.

A recompensa para quem trabalha no mar

Morador da praia desde que nasceu, o pescador Silvio Fernandes, 28 anos, era um dos mais animados com o resultado do dia. Na quarta-feira, lançou sua rede, que capturou apenas três peixes. Persistente, voltou ao mar ontem e teve muito trabalho. "Costumamos pegar de cinco a dez toneladas. Nunca vi isso antes. Hoje foi exagero", declarou. De acordo com ele, esse é um tipo de peixe que é impossível de ser percebido na água, o que torna difícil qualquer previsão de rendimento. "Ele fica no fundo da água, não vem pra cima. Diferente da tainha, por exemplo, que avistamos facilmente", explicou. Fernandes revelou que nesses dez meses de 2008, a colônia havia pescado uma quantia de aproximadamente 40 toneladas, e somente ontem, em um único lance, conseguiram uma pescaria 20% maior que o acumulado até então. O que para o pescador é motivo de mais trabalho. "Não tem descanso, amanhã já estamos de volta. Enquanto der para trabalhar temos que pôr a rede", enfatizou.

Com 35 anos de praia e 58 anos de idade, o pescador José Carlos da Costa, popularmente conhecido como Zé Mosquito, mesmo sem participar do lance, não continha a satisfação de presenciar a pesca. "Em todos estes anos, nunca vi isso. Este é um peixe que pescamos ‘na cega’. Fico muito feliz, porque se o companheiro pega, é sinal de benefício pra todos, porque também comemos", disse.

Entre as centenas de pessoas que se deslocaram até as proximidades da Plataforma Sul, onde o cardume foi capturado, estava a aposentada Maria Amélia da Silva, 77 anos. Com cirurgia recente em um dos pés, de dentro do carro, acompanhava atenta a movimentação. "Eu adoro peixe, e fico até emocionada de ver uma coisa dessas. É lindo ver o trabalho deles. Eu nunca tinha visto tanto peixe assim", declarou.

Para o oceanógrafo da Epagri/Ciram, de Florianópolis, Argeu Zanz, uma série de fatores pode ter contribuído para o aparecimento do cardume jamais visto antes na região. "Qualquer avaliação agora é precipitada, mas vários fatores podem ter contribuído, desde alimentação até um desvio de rota. Precisamos de um estudo aprofundado para podermos falar melhor", salientou. Conforme o meteorologista Ronaldo Coutinho, as condições do clima, presentes nos últimos dias na região, não influenciaram no aparecimento da grande quantidade de peixe. "Pode acontecer pelo fato de a água estar mais fria, o que a deixa com mais nutrientes, atraindo os peixes para alimentação. É uma questão de corrente marítima, não de tempo", revelou Coutinho.

http://www.atribunanet.com/home/site/ver/?id=79953

Aruanã conhecido também no Amazonas como sulambá e peixe macaco

O Aruanã, Osteoglossum bichirrhosum, é um peixe de coloração branca, porém as escamas ficam avermelhadas no período da desova. Seu corpo é alongado, a boca se destaca pelo tamanho exagerado e a língua óssea e crespa tem semelhança com a do Pirarucu. Pode pesar mais de dois quilos e atingir até um metro de comprimento. Além disso, possui barbilhões traçados para a frente, que permitem a melhor respiração em águas pouco oxigenadas. Outra espécie existente na Amazônia e que predomina no Rio Negro é a Ferreirai, que tem a coloração mais escura.
Permanece na maioria das vezes na beira dos lagos. Um aspecto importante a ser destacado é quanto à alimentação. Besouros e aranhas que caem na água são as principais vítimas deste peixe e são fundamentais para a dieta dele. Entre as principais características estão a esperteza e a agilidade para pegar as presas que permanecem nos troncos e nos galhos. Um animal da espécie adulta pode saltar até um metro pra fora da água.
Para a pesca, é necessário equipamento do tipo médio, com linhas 12, 14 e 17 libras e anzóis de 1/0 a 3/0. Assim que é capturado, o Aruanã salta magnificamente e obriga o pescador a ter um cuidado ainda maior para não se ferir.
A distribuição geográfica ocorre nas bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. As iscas utilizadas para a captura do peixe podem ser artificiais ou naturais. Varia de acordo com a preferência do pescador. As artificiais mais usadas são os plugs de meia-água ou de superfícies e as colheres. Já os camarões, os insetos e outros peixes pequenos estão entre as naturais mais aproveitadas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Piracema



Piracema é como é chamado o período em que os peixes entram em fase de reprodução. De origem tupi, a palavra significa "saída dos peixes para a desova". Os animais formam grandes cardumes e passam a procuram a calha dos rios, lagoas e baías. Ao chegarem à área apropriada, sentem-se mais seguros para o acasalamento, até em razão da intensa concentração de machos e fêmeas eleva as chances de fertilização.
O período de reprodução das espécies ocorre geralmente entre outubro e março. Porém, as datas variam muito de região para região. Há limitações quanto à pesca nesta estação porque os peixes percorrem inúmeros quilômetros para formar os cardumes. Cansados, tornam-se presas indefesas e extremamente fá
ceis de serem capturadas. Se alguém for flagrado pescando nesta época, pode ser preso.
Em São Paulo, é permitida a pesca profissional e amadora nos rios do Estado na modalidade desembarcada, que utiliza somente linha de mão ou vara, linha e anzol, caniço simples ou com molinete/carretilha. Podem também ser usadas iscas artificiais providas ou não de garatéias.
Na Amazônia, há a mesma preocupação. Nos rios do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia a pesca é p
roibida entre novembro e março em algumas regiões, enquanto em outros lugares é permitido somente pescar algumas espécies de peixes, que possuem determinado tamanho. A exceção da Bacia Amazônica é Roraima. O Estado possui um período diferente da Piracema, que vai de março a junho, quando é permitida apenas a pesca de subsistência na bacia do Rio Branco.
É considerado crime no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul pescar em época não autorizad
a pelo órgão ambiental, à menos de 50 metros de distância da saída do esgoto e com materiais e métodos não legais. Os equipamentos proibidos em ambos os Estados são armadilha tipo tapagem, pari, cercado ou qualquer aparelho fixo, aparelhos de mergulho, aparelhos do tipo elétrico, sonoro ou luminoso, fisga, cancho e garatéia, arpão, covo, espinhél e tarrafão, substâncias tóxicas, químicas ou explosivos.
Não pescar na Piracema não é apenas um slogan e muito menos uma campanha. É, na verdade, uma fase de respeito aos peixes. A proibição é determinada pela lei número 7.679, de 23 de novembro de 1988 e que é estabelecida anualmente pelo Ibama e com a cooperação de órgãos e instituições das bacias hidrográficas.

Pintado



O Pintado é um peixe de couro de corpo alongado e roliço. A coloração é cinza escuro, mas torna-se mais clara no ventre. Separa-se das outras espécies gênero, pois possui manchas de cor preta, com formas arredondadas, que se espalham pelo corpo e nadadeiras.
Da família Pimelodidae, de peixes que são desprovidos de escamas, o Pintado é uma espécie que se alimenta principalmente de outros peixes menores, realiza migrações de desova e é importantíssima para o comércio e para a prática esportiva. Por se tratar de um peixe de grande porte o equipamento utilizado deve ser do tipo médio/pesado. Já os anzóis de números 6/0 e 10/0 são os mais recomendados. Os cuidados com o manuseio devem ser redobrados, pois trata-se de uma espécie repleta de espinhos nas nadadeiras: dorsal e peitoral.
Algumas iscas artificiais são utilizadas, como plugs de meia água e de fundo. No caso de lagoas, lagos e praias devem ser trabalhadas próximas ao fundo. Já as iscas naturais de peixes, tais como muçum, sarapós, tuviras, lambaris, piaus, curimbatás e minhocuçu são mais aproveitadas. Na caça, abre sua enorme boca e ataca a presa.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Montagem para iscas vivas

Certa vez, em uma pescaria de tucunarés com lambaris vivos, acabei perdendo todos os meus anzóis wide gap por causa dos enroscos.

Sem o modelo apropriado, acabei optando por um modelo tradicional, que, no decorrer da pescaria, se mostrou impróprio. Isso porque ele acabava matando a isca rapidamente, por causa da espessura do arame.
Para resolver o problema, procurei em minha caixa um anzol pequeno e amarrei na curvatura de um anzol maior; para iscar, prendi o peixe pela boca. Surpreendentemente, tive ótimos resultados, já que consegui deixá-los vivos por bastante tempo.
Por: Thiago Brussi Foto/Ilustração: Kid/Ocelos Publicado em: 02/2007
http://pesca-cia.uol.com.br/dicas-de-pescaria/dicas-de-pescaria.aspx?c=34

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Essa matéria e pura realidade conheça a fama do jaraqui




O Jaraqui

Como a massa para o italiano e o bacalhau para o portuga, o Jaraqui é o " Prato de resistência " da verdadeira cozinha amazonense. Que me perdoem os refinado e afeitos a sofisticações que enfeitam, mas invariavelmente estragam os pratos nativos, o Jaraqui (Semaprochilodus brama) - êta, palavão bonito !! que já traz consigo a número 1 - não é o maior, nem o mais famoso, tampouco o mais valorizado peixe de nosso rios. É apenas o MELHOR.

De tamanho regular, pesando por volta de 400 g, este verdadeiro maná dos céus garante durante quase todo o ano a comida nas mesas menos abastadas dos amazonenses. Na época de águas mais baixas, quando a pesca nos lagos fica mais fácil, a fartura deste peixe é tamanha, que já vi ser vendido, na Feira da Panair, o cento de Jaraqui por R$ 1,00 (um real).

Come-se o Jaraqui de várias formas, frito, moquecado, assado ou a escabeche; porém o que é bom mesmo é um Jaraqui frito com feijão, arroz branco, farinha seca, cheiro verde, tudo arrematado com um saboroso , perfumado e ardente molho de pimenta murupi. A alternativa do baião de dois também é válida.

Onde comer um bom Jaraqui frito ?

Em Manaus, a exceção dos lesos restaurantes pseudos-refinados (Não caia na besteira de dar uma olhada nas cozinhas), pode-se comer um honesto Jaraqui frito em diversos locais. Esta página estaria incompleta se não gastasse algumas maltraçadas linhas com o Templo do Jaraqui: O GALO CARIJÓ
Restaurante simples, quase um boteco, o GALO CARIJÓ esta situado próximo a área portuária da Manaus, mais precisamente na esquina da Rua dos Andradas com a Rua Pedro Botelho. É local para se entrar de alma aberta e olhos fechado, confiando plenamente apenas nas informações celestiais vinda de um córtex cerebral inundado por informações olfativas inebriantes.

Para terem ídeia da honestidade do pedaço, saibam que durante muitos anos, o proprietário conservou com esmero o diploma letra " D", com que eu e o saudoso Dr. Carlos Durant classificamos, nos primórdios da Sec. Municipal de Saúde de Manaus, a cozinha. É certo que reformas substanciais foram realizadas, e mesmo no auge do cólera o Evandro Melo não fechou o restaurante.

Brincadeiras a parte, se você não se incomoda que alguém a seu lado peça gritando ao Antônio que traga mais uma dose de 61, o GALO CARIJÓ é imperdível, que o diga o Mestre Genival Veloso de França.

PS: Para evitar protestos futuros, de dissidentes do GALO CARIJÓ, recomendamos também a CALÇADA DO ROGÉRIO, off-road situado na Rua José Paranaguá, próximo ao Teatro Chaminé; além do PANELA CHEIA, situado no Conj. Dom Pedro I, e que tem um Jaraqui ovado (não me olhem com recriminações ecológicas)de se comer de joelho, agradecendo aos céus pela graça.

O link esta abaixo não consegui identificar o outor.

http://www.geocities.com/RainForest/4766/jaraqui.htm

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dicas para pesca de Robalo

O Robalo é sem dúvida nenhuma um dos peixes mais esportivos para se pescar na modalidade de iscas artificiais, porém, sua pesca é extremamente técnica, pois além de exigir arremessos precisos, para se obter sucesso em uma pescaria, é fundamental conhecer bem seus hábitos e comportamentos que variam de acordo com as condições climáticas.

Um grande pescador de robalos é um grande observador.EspéciesOs robalos caracterizam-se por sua cor prata-acinzentada e ventre esbranquiçado e, mais ainda, pela listra negra do focinho ao rabo, seu corpo é alongado e comprido com perfil dorsal acentuado, os dentes são pequenos e o pré-operculo com margem serreada.As duas espécies mais comuns que encontramos são:
Robalo Peva - Centropomus enciferus - que atinge 55 cm de comprimento e até 6 kg de peso, com um Mínimo de 35 cm para captura.(tamanho mínimo: 35cm)






Robalo Flecha - Centropomus undecimales - que atinge mais de um metro de comprimento e mais de 20 kg de peso, não devendo ser capturado com menos de 45 cm de comprimento para não prejudicar a reprodução e criação da espécie.(tamanho mínimo: 45cm)







Local de pesca Podemos encontrar o robalo em praticamente todo litoral brasileiro, podemos pescá-lo na praia(pesca de praia), em canais e no mangue

Marés

A pesca do robalo é bastante influenciada pelo comportamento das marés, as melhores luas são a minguante e a crescente. O robalo torna-se extremamente ativo quando a maré está correndo (principalmente no início da vazante). A maré ideal é aquela que corre quase o dia inteiro,bem devagar.Algumas considerações: o robalo é um predador astuto, e como tal, preferencialmente caça quando as condições lhe favorecem. Quando a maré está parada ele dificilmente sairá da estrutura para caçar, quando a maré está correndo (aumento do número de presas fácil) ele se torna mais ativo.Marés com grandes variações -> água correndo muito rápido -> água suja(levanta muita sujeira) -> dificuldade para trabalhar a isca perto da estrutura -> o peixe entra "dentro" do mangue ficando fora do alcance do pescador.Marés com baixas variações - > o peixe fica inativo.

Estruturas
Os tipos de estruturas que o robalo costuma frequentar são as galhadas, pedras e troncos submersos, lajes, pilares de pontes, curvas (bicos) dos canais em geral.Equipamento e iscas artificiaisVaras de ação rápida de 5,2 à 5,6 pés.Linhas de 12 à 17lbs (com líder de 1-1,5m de fluorcarbono transparente).

Carretilha

Iscas artificiaiso robalo pode ser pescado com iscas de superfície, meia-água e fundo. O tipo de isca mais indicado e a cor dependerão dos fatores climáticos.Algumas sugestões de iscas: sticks em geral, sputinick (93mr), zaras em geral(Miss Carna pequena), 44mr, 7mr, 7m, 28mr, bombers (13A-17A), cultiva suspending, camarão DOA, jigs do tipo peninha, grubs, plugs de meia água em geral, rapala Shad Rap, Maria the First.Algumas cores: transparente, branco/vermelho, branco/verde limão, rosa, verde limão, laranja. * Como em toda pescaria de iscas artificiais o uso do snap (grampo) é fundamental para agilizar a troca de iscas artificiais.FlyVaras de ação rápida nr. 6 à 8 com linhas compatíveis do tipo WFFMoscas: streamers, imitações de camarão e poppersStreamers: São iscas que procuram imitar, pequenos peixinhos, que nadam distraidamente sob a superfície e que representam um verdadeiro banquete, a todo peixe predador que estiver nas imediações. É a isca mais utilizada para a pesca aqui no Brasil. Essa é uma isca que deve ser trabalhada, em qualquer que seja a situação. Em locais onde haja correnteza como, pequenos ribeirões e rios, trabalhe de preferência a favor da mesma dando pequenos toques sem recolher a isca, agora, em locais sem correnteza, devem ser trabalhadas com pequenos puxões na linha. Neste caso é importante testar diferentes, velocidades de recolhimento, como a quantidade de linha, recuperada a cada toque

Poppers e Bugs:

São iscas que imitam pequenos peixinhos se alimentando à superfície, bem como pequenos batráquios e roedores. Estas iscas devem ser trabalhadas, e quando recolhidas se caracterizam por produzir um ruído na superfície que atraem a atenção de qualquer peixe que estiver nas proximidades. Essas iscas devem ser trabalhadas com pequenos toques, que podem ser seguidos ou não, de um intervalo entre um recolhimento e outro, o importante é testar estas diferentes açõesTécnicas e dicas de pesca:
Procure manter sempre uma boa distância do pesqueiro (estrutura de pesca), de 10m à 15m.
Pinche o mais perto possível da estrutura, se der, pinche dentro da estrutura.
Aproxime-se lentamente do pesqueiro com o motor elétrico e evite fazer barulho.
Se estiver pescando com alguém, variem o tipo de isca/cor até conseguir identificar a isca que está dando mais resultado. (ex. se seu parceiro está pescando com isca de superfície use um plug de meia água.)

Pesque de preferência a favor da maré, use a maré para levar a isca mais próximo da estrutura.
Geralmente o melhor trabalho das iscas artificiais para o robalo é bem lento, com toques curtos e paradinhas

A HORA DA MARÉ MORTA

O robalo é uma espécie que se torna mais ativa no movimento das marés, quando sai em busca de alimento. Por esse motivo, pescar em locais onde existe movimentos mais intensos das águas, durante as marés de lua de quarto, costuma ser muito mais produtivo. A maré morta, conhecida também como maré louca, é aquela em que praticamente não existe variação no nível da água, correndo hora para um lado, hora para o outro. Isto acontece logo antes, durante ou logo depois do dia da mudança de lua crescente ou minguante.

Pescar Robalos nessas condições é um tanto limitado, pois eles costumam ficar inativos. No entanto, não vale a pena desistir. Veja algumas alternativas de locais para pescar o robalo quando a maré morrer.

Rios longos

Os rios de maior extensão, normalmente, possuem um volume maior de água. Desse modo, a água pode vazar o tempo todo, durante a maré morta, criando um movimento de água interessante para pescar. Nestas condições os melhores locais para a pesca são os tradicionais, com estruturas formadas por galhadas, pedras e pilastras de ponte, por exemplo.

Baías

As baías são locais que geralmente recebem águas de vários rios. Nesse caso, a variação do nível d’água se dá no interior da baía, em função dos diferentes fluxos de água. Dentro das baías, os pontos mais produtivos ficam próximos a ilhas e a parcéis (pedras) submersos.

Ilhas

Sem levar em conta o tamanho ou tipo de formação de uma ilha de mangue, evite os pontos que ficam de frente para o mar. Procure explorar sempre as laterais, onde existe os movimento das águas. Os pontos mais produtivos costumam ficar nas cabeceiras das ilhas, onde a força d’água (ou a correnteza da maré suave e lenta da lua de quarto) bate diretamente, lugar onde os Robalos caçam.

Parcéis

São estruturas formadas por pedras submersas. Neste tipo de local, a pesca do Robalo costuma ser menos produtiva quanto maior a profundidade. No entanto, em parcéis mais profundos, o pescador pode ter a agradável surpresa de capturar Garoupas, Badejos, Caranhas e outras espécies que habitam este tipo de estrutura.

Piers

São estruturas construídas para atracar barcos. Nesses pontos, uma conjunção de dois fatores favorece a concentracão de peixes. As colunas que dão sustentação ao píer formam uma casca de cracas, oferecendo proteção aos pequenos peixes, camarões e caranguejos que servem de alimentos para os Robalos. Além disso, a própria sombra formada pela plataforma ajuda a atrair os peixes. Procure pescar sempre nos pontos onde a água corre com suavidade.

Canais

Como as baías, os canais também recebem águas de vários rios. Geralmente localizados paralelamente ao mar, sua extensão pode ser quilométrica, com várias barras. Por este motivo, antes de pescar convém consultar a tábua de marés do ponto mais próximo. A maré morta nas luas de quarto é a mais indicada para realizar uma boa pescaria nessas regiões, já que as marés maiores praticamente inviabilizam a pesca, principalmente com iscas artificiais.
Olho vivo

Durante as marés da lua de quarto, o processo de decantação tende a tornar as águas mais transparentes. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados.Quando os peixes percebem que a sua isca artificial é falsa – o que chamamos de peixe fajutado – mude para uma isca de ação diferente e, se possível, amortize a queda da isca na água na hora do arremesso.Quando o peixe estiver rebojando na isca bruscamente, arremessar próximo à isca do parceiro e cruzar as linhas são atos que devem ser evitados. O arremesso, nessa situação, deve ser mais longo e o trabalho da isca, mais lento. Muitas vezes, o Robalo vem atacando a isca e acaba sendo fisgado bem próximo do barco.


ISCAS QUE COSTUMAM FUNCIONAR
SPUTNICK - Deve-se trabalhar dando toques vigorosos com a ponta da vara fazendo com que ela afunde e suba, afunde e suba. Este trabalho e o barulho que ela faz são muito atraentes para os Robalos.
STICK - Isca de superfície com chumbo na extremidade inferior, deve-se trabalhar bem lento dando toques suaves e alternados. Isca provocante pode despertar até aqueles Robalos que estão mais ao fundo.
ISCAS DE BARBELA - Use as que flutuem. Deve-se dar toques vigorosos com a ponta da vara, trabalhando na superfície. Quando o Robalo estiver manhoso, dê toques seguidos, afundando a isca, facilitando ao Robalo pegá-la.
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